Mais uma resenha de banheiro do colaboradorador Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui. Desta vez, o crítico avaliou o sanitário de um dos mais importantes aeroportos do país, onde despachou algo mais do que suas malas.
Além de colher suas impressões sobre o local, nosso Crítico de M ainda fotografou algumas manifestações artísticas deixadas nas portas das cabines. Confiram todo o profissionalismo de Sidney Luzio:
Aeroporto de Congonhas – SP
Dia 7 de janeiro de 2009. Último dia de trabalho, início das férias. Após um dia com surpresas até os 45 do segundo tempo na agência, deixo todos meus problemas para trás e saio voando para Congonhas, onde pegaria um vôo para as quentes e deliciosas praias do Ceará.
Tal qual um passageiro modelo, cheguei relativamente cedo e fiz logo o check-in, me livrando assim do excesso de peso que carregava comigo. Com tempo de sobra para conhecer as depedências do aeroporto, fiz um happy-hour com meu amigo Jack Daniels e percebi que havia mais alguns excessos de que precisava me livrar antes de embarcar. Destarte, lá fui eu conhecer os banheiros do local.
Construído nos anos 1940, Congonhas tem um certo charme em suas linhas e formas, que os aeroportos mais modernos de hoje não possuem. Além disso, por ser uma das pontas da ponte aérea Rio-SP, achei que suas instalações primassem pela limpeza e organização. Razões essas que me deixaram meio que decepcionado ao entrar lá.
Não que eu esperasse música ambiente, obras de arte ou algo assim. Mas o lugar em si é tão funcional quanto o de uma rodoviária. Além disso, ao entrar na primeira cabine que vi, desisti, devido a uma imensa poça d’água no chão, o que me fez mudar imediatamente para a do lado.
Essa, mais limpinha, apresentava um prático porta-objetos de granito (mesmo material das divisórias que separavam as cabines), onde pude guardar minha mochila com segurança, bem acima da minha cabeça. O papel higiênico era daqueles de rolo, também sem grandes frescuras. A porta, entretanto, me reservou vários motivos de distração, com diversas frases de efeito; tanto as que tiravam sarro de sãopaulinos, bem como as clássicas, já comuns para banheiros. Havia até uma pixação mais artística, com o desenho do Pão de Açúcar, feita por algum carioca saudoso de sua terra.
Talvez por toda a expectativa que eu reservava a um dos mais movimentados aeroportos do país, saí com a impressão de que essa experiência poderia ter sido bem melhor.
(Sidney Luzio)
Olha, vou fotografar a porta do banheiro da minha faculdade e mandar pra vocês. Já dei alguns risos com ela.