Mais um texto olímpico chegando à redação. O radialista e escritor Pablo Kaschner, autor do livro sobre o comediante Chaves (Chaves de um sucesso), faz uma incursão profunda no infame mundo dos trocadilhos e fala da participação brasileira nos Jogos Pequineses.
Olim-piadas
Muita gente não sabe, mas há uma diferença entre Olimpíada e Jogos Olímpicos. Olimpíada, na verdade, é o período de quatro anos compreendido entre uma competição e outra; Jogos Olímpicos designam aquele evento no qual a Seleção Canarinho sempre amarela. Agora também com uma variação de gênero: masculino e feminino. Mas nem só de futebol vive o Bronzil, digo, Brasil. Também alcançamos o bronze e outros fracassos em outras modalidades, tais como:
Vôlei de praia - este é um esporte de tradição em terceiros lugares para o Bronzil. Os atletas já entram em quadra conformados, pois sabem que se não ganharem o ouro, pelo menos pegarão um bronze. Os participantes brasileiros desta modalidade são patrocinados pela mesma empresa: Cenoura & Bronze. Levam para casa os dois: o bronze no peito e a cenoura… É que como empresa de filtro solar, a C&B só pode proteger do “sol”. Proteger “lá” da “ré” já é outra história. A quem não entender a piada, sugiro aulas de notas musicais.
Judô - Evidentemente, o Brasil não se sai bem nesse esporte porque, além de contar com mais dondocas que judocas em seu território, o único japonês que possui em sua delegação pertence ao tênis de mesa.
Por isso, nas próximas Olimpíadas somente serão aceitos lutadores nissei-japadescendentes. Para não passar vergonha, no entanto, uma providência política da CBJ (Confederação Brasileira de Jebas) promete
aumentar e avolumar o desempenho nipo-judódico nos próximos Jogos: técnicos do porte de um Antônio Pitanga já são cogitados e agitados para desenvolver a técnica dos nossos judocas. Tudo no tatame e de uma forma bem selvagem.
Ginástica Olímpica: Por falar em dondocas, falemos da ginástica olímpica, categoria que possui as anãs mais graciosas destes Jogos, como Jade Chorosa; Daiane, que apesar de gaúcha, é dos Santos; e as irmãs Hypólito, que, apontam rumores, foram coadjuvantes de um dos momentos mais controvertidos e introvertidos das Olimpíadas: o sumiço da vara de Fabiana Murer.
Atletismo - Depois dos fiascos de Fabiana Murer, que, assim como Ronaldinho, não sabia da vara, e de Jadel Gregório, que desperdiçou a chance de ser o ouro negro do Brasil, provocando um salto triplo nas
ações da Petrobras, Maurren Maggi levou o ouro que consolou os chineses presentes ao Leite Ninho de Pássaro, ao mostrar que às vezes, um mísero centímetro pode dar alegrias a muitas pessoas.