TGI Friday

Nossa intenção aqui na seção Críticos de M é analisar apenas os filmes merdas mesmo. Mas eis que pintou o novo Sexta-feira 13, uma produção com vários ingredientes de um longa ruim, mas que é exaltado por milhares de fãs justamente por esses itens. O que fazer?

O jeito foi o crítico Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?, levar à sessão de Imprensa um grande fã do gênero, para ter uma opinião extra e especializada sobre o filme. Até tivemos que criar uma nova categoria de cocô-tação para o filme. Vejam a resenha:

Sangue e peitões na tela

A onda de refilmagens parece não ter fim em Hollywood. Nesta enxurrada de reciclagem cinematográfica, sobrou até para Jason Voorhees. O psicopata mais iconoclástico das décadas passadas volta a empunhar armas brancas e a assassinar impiedosamente jovens incautos em Crystal Lake. Difícil dizer quem provoca mais medo: o produtor Michael Bay ou o próprio Jason. Fãs da série Sexta-feira 13 ao redor do mundo, já traumatizados com roteiros ambientados em Nova York e até nos confins do espaço sideral, se mostraram verdadeiramente temerosos com a idéia de um remake.

Por isso, para a missão de encarar os 98 minutos da sessão para Imprensa, convoquei um grande amigo e apreciador dos filmes do gênero, o fotógrafo e artista plástico Beto Roma. Esperávamos, eu e ele, que o filme fosse verdadeiramente uma merda. Porém, não foi bem isso que vimos. Tem lá seus defeitos, cacoetes e buracos, mas pode agradar em cheio às platéias que vibraram nos anos 80 com produções que, além de tudo, eram despretensiosas e divertidas. 

Há drogas, belas mulheres de peitos desnudos (aliás, peitões turbinados pelo silicone), cenas de sexo mais picantes e personagens clássicos, como observa nosso especialista, Beto:

“São personagens típicos dos filmes originais da série: o negão com atitude, o único que além do galã salvador (outra figurinha fácil) consegue dar porrada no Jason; as loiras burras gostosonas; os morenos inteligentes e caretas que descobrem tudo e alertam a todos; os velhinhos, sempre de óculos, que parecem saber da putaria toda que o Jason apronta, mas não fazem nada além de avisar às futuras vítimas de seus destinos finais”.

A abertura do filme é realmente empolgante – segundo Beto, melhor que a de O resgate do soldado Ryan. Já é possível perceber algumas adaptações para que a história flua melhor. Jason é mais rápido, mais ágil, mais sádico e tem uma pontaria de dar inveja! Ao longo da projeção, podemos testemunhar o que faz o psicopata enquanto não está dilacerando as vítimas, outra novidade que o torna ainda mais assustador.

Um roteiro que se baseia e faz referências a acontecimentos anteriores quase sempre tem seus furos. O novo Sexta-feira 13 não escapa de alguns buracos na trama. É difícil conceber a idéia de que Jason passou cerca de 30 anos quieto, vivendo em uma espécie de mina abandonada sem incomodar ninguém – nem mesmo o proprietário da suntuosa casa do outro lado do lago, local em que parte da carnificina acontece.

“Foram minutos de pura nostalgia, sorrisos, sustos… e peitos! Aliás, peitões! Foi assim que me senti ao assistir ao novo Sexta Feira 13. Tudo de bom da série original estava lá. Só faltou mesmo aquela sonoplastia clássica, o murmúrio ‘kill, Jason… kill, Jason…’”, conclui Beto Roma.

Quem espera um novo filme de terror, assustadoramente hiper-realista e com efeitos especiais de arrepiar os cabelos do saco, vai se decepcionar. Já quem cultua os velhos slashers dos anos 80 e os ícones pop derivados de tais produções vai adorar. Portanto, Sexta-feira 13 não ganha bostinhas na cocô-tação. Ao invés disso, decidimos criar uma menção honrosa, a Badalhoscar. Significa dizer que o filme possui todos aqueles elementos toscos que tanto gostamos e que o torna verdadeiramente digno de apreciação. Até mesmo porque nem tudo que é merda merece ir descarga abaixo.

Cocô-tação: Menção Honrosa – Badalhoscar!

(Eduardo Frota)

7 Responses So Far... Leave a Reply:

  1. Indignaldo disse:

    Pô! O texto tava legal até que vcs fizeram titica ao afirmar que a atriz(?) Julianna Guill, com participações em alguns seriados conhecidos pelos brasileiros, tem silicone. Qualquer mortal que tenha tido contato (visual que fosse) com seios de verdade, consegue notar que os da moça são verdadeiros. A dupla de escribas, animada com o retorno (avisado pelos produtores previamente) de cenas mais picantes, precisa melhorar seus conhecimentos no segmento. Reconhecer um artificial é fundamental nos dias de hoje. Olha o perigo! (risos)

  2. Vulgo Dudu disse:

    Indignaldo, obrigado pelo comentário! Queria esclarecer que em nenhum momento escrevemos que Julianna Guill tem silicone. E sim que os peitos do filme cresceram da década de 80 para cá, notadamente por causa do avanço da medicina estética e do silicone. Dá para ver claramente que algumas atrizes são turbinadas. Talvez essa moça que você citou seja a única que tenha seios naturais no filme. Nunca vamos saber, porque as duas morenas boazinhas não tiram o sutiã. Porém, essa Julianna Guill é unanimidade: a mais gostosa! Combinamos, pelo menos, nisso?

    Um abraço.

  3. Osni disse:

    Sensacional, vou até ver o filme, afinal depois de Jason X, era pra ser sexta-feira 13 nunca mais…
    Gostei da Menção Honrosa – Badalhoscar
    Quanto a capacidade de reconhecimento de silicone, honestamente, não a tenho e não me fez diferença nos dias de hoje. Até porque, como a maioria dos brasileiros, prefiro uma bela bunda.

  4. Rics disse:

    Muito bom saber que o Jason tá mais ágil e mais sádico! Confesso que quando soube do remake (só fui saber quando estreou) pensei comigo “lá vem mais uma M… de filme”.

    Depois de ler essa resenha até fiquei com vontade de ver, mesmo não sendo fã da série. Pelo menos vou ter uma aula audiovisual sobre peitões, né?

  5. Monica disse:

    Fã do gênero desde a época da Sessão Coruja e incentivada pela resenha favorável do crítico de filmes merda, Eduardo, resolvi ontem conferir a refilmagem de “Sexta-feira 13”. E como disse o mesmo, foram minutos de pura nostalgia. Não faltou nada! Ele atacou vítimas por traz, enforcou uma menina erguendo-a do chão com as próprias mãos e teve até a morte com o clássico furo no olho. Adorei! Adorei ainda mais por ter encontrado exatamente tudo aquilo que li aqui. Valeu pela dica! Devo a vocês a noite agradável de ontem.

  6. Diogo disse:

    Excelente! ótimas observações, nunca tinha reparado nessa história do negão que dá umas porradinhas nele pra animar um pouco a galera.

    E achei fantástica a cena final:

    Se você fosse perseguido, enclausurado, esfaqueado etc impiedosamente por um psicopata-zumbi com máscara de hockey, o que você faria se conseguisse amarrá-lo com uma conrrente depois de ter triturado a cabeça dele? Pois é.

    E o casalsinho de irmãos tiveram a indulgência exacerbada de enrolar o Jason carinhosamente num paninho para depositá-lo de volta NAQUELE lago. Ok, previsível. Depois disso, quando tudo parece tranqüilo (é nessa hora que ele gosta de matar), aparece a máscara afundando sozinha e lentamente na água… e DE REPENTE o que você mais queria: Lá vem o Jason – de máscara, incrível! ele se deu ao trabalho de nadar para colocar a máscara antes de matar – quebrando o PIER inteiro com a cabeça para abraçar a moça. Eu acho que ele na verdade queria dizer: “Mamãe, me desculpe por tudo!”, mas nunca deixam o pobrezinho falar. =)

    Parabéns! Abraço.

  7. [...] No post abaixo deste, você pode ler a segunda crítica de hoje. E aqui em cima, confere a de Dia dos namorados macabro 3D, escrita por Eduardo Frota (do Cinéfilo Eu?), que levou um fã de filme de terror para auxiliá-lo na avaliação, como fez na badalada resenha de Sexta-feira 13. [...]