De acordo com nossos críticos de M, hoje chegam às telas três filmes merdas: Jogo entre ladrões, Bela noite para voar e Dia dos namorados macabro 3D. Hoje, publicaremos apenas duas resenhas. A terceira ficar para outro dia, pois um dos críticos não teve tempo de entregar o texto.
No post abaixo deste, você pode ler a segunda crítica de hoje. E aqui em cima, confere a de Dia dos namorados macabro 3D, escrita por Eduardo Frota (do Cinéfilo Eu?), que levou um fã de filme de terror para auxiliá-lo na avaliação, como fez na badalada resenha de Sexta-feira 13.
Um filme de grande dimensão
Mais uma sexta-feira 13, mais um filme de terror, mais um remake. Só que agora, com tecnologia 3D. Dia dos namorados macabro, uma iconoclástica produção canadense de baixo orçamento da década de 80, elogiada por ninguém menos que Quentin Tarantino, ganhou uma repaginada com direito a picaretas, tripas e peitos tridimensionais.
Se a Globo tem Miriam Leitão e a Band, Sérgio Noronha, nós temos Beto Roma: fotógrafo, artista plástico, sósia de celebridade e, como os dois comentaristas supracitados, especialista em terror! Munidos de óculos especiais, lá fomos nós à cabine de imprensa.
O tema continua o mesmo: uma série de assassinatos volta a assustar uma pequena cidade, palco de uma chacina envolvendo um psicopata que rondava a mina local. A única novidade que realmente merece destaque em Dia dos namorados macabro é o uso da tecnologia 3D. Corpos dilacerados, corações em caixas de bombom e objetos pontiagudos voando na direção da platéia garantem alguns bons momentos. Porém, a trama é muito fraca, com direito a reviravoltas mirabolantes e um triângulo amoroso digno de pastiche novelesco. Comparando com o original, Beto avisa:
“Vou soar como um chato, mas de cara digo que, se você gostou do original (apesar de a censura ter retalhado o filme na época), mesmo não tendo o gore pesado que este aqui tem, vai achar essa repaginada bem estranha. A começar pelas locações, em planos mais abertos, que diminuem o clima sinistro, quase claustrofóbico, do original. Mudaram também a motivação do assassino para algo simples e de saída fácil. Aí, é ponto para a criatividade do original, que se apoiava num roteiro muito mais bem amarrado, com orçamento infinitamente menor e sem o recurso 3D”.
A tecnologia impõe alguns limites, um dos quais é a cópia disponível ser dublada. Para os fãs do gênero, nem tudo está perdido, pois a dublagem proporciona diálogos realmente canastrões, exatamente como nas sessões televisivas. A surpresa fica por conta da nudez tridimensional, uma bela experiência!
“São quase quatro minutos de nu frontal completo em 3D! Só isso já renderia uma resenha à parte”, observa nosso especialista.
E, para aumentar a discussão, o par de tetas escolhido para balançar na cara da platéia é de tamanho discreto.
“Logo os americanos, sempre tão fissurados em peitões, resolveram usar uma loira com peitinhos singelos. Nesse caso, devo admitir que peitões de silicone poderiam realçar a seqüência, dando aquele efeito de corrida Baywatch em 3D! Deram mole…”, lamenta Beto.
Apesar dos furos de roteiro, que são maiores dos que os provocados pela picareta do assassino, o filme pode ser uma experiência divertida. Vale também, como lembra Beto, pela participação do ator bizarro e canastra da década de 80, Tom Atkins. Em Dia dos namorados macabro 3D, ele interpreta um xerife aposentado que, para variar, toma decisões erradas.
Nosso comentarista dá o veredito final e deixa uma intrigante questão a ser respondida:
“Se não fosse a tecnologia 3D, acharia o filme bem pior. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que serial-killers sempre usam botinas? Um tênis não seria mais adequado e confortável para correr atrás das vitimas?”
Coco-tação: 2 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)
(Eduardo Frota)
Pelo que fiquei sabendo, o trabalho de dublagem foi feito pela Álamo de SP, e ficou bem ruim. Pelo menos muita gente anda reclamando.
Odeio dublagem, fui ver pelo efeito.
Mas assim, tem até uns gorezinhos interessantes, efeitos que divertem e tudo mais.
Mas dublagem é sempre uma coisa sofrível.
Eduardo. Genial.
Eu sou um burro mesmo! Demorei quase dez minutos para encontrar o link para essa janela de comentários. E o seu companheiro Beto está cercado de razão: a mocinha do filme é boa, mas esperava por seis beeem maiores! Ainda assim, achei o filme uma… merda! Eu conceberia uma bosta!