M…

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Jurado de morte...

outubro 27, 2009
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A M… está representada no concurso de HQs da Vilania Comics, que faz o conteúdo da Oi Quadrinhos. O editor Ulisses Mattos, fã de quadrinhos, é um dos jurados que vão escolher a história de terror vencedora da disputa.

concurso-terror

O autor terá sua obra publicada no site e ganhará um pacote de livros e revistas de HQ de autores como André Dahmer, também nosso colaborador na revista M…

Moda merda...

setembro 17, 2009
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badboyPorrada de grife

Por Odisseu Kapyn *

Qual é a reação normal de uma pessoa que vê um pitbull vindo em sua direção? Mesmo que o bicho não venha rosnando ou que esteja numa coleira, você passa pelo cachorro bem desconfiado, sabendo que a qualquer hora pode ter sua perna dilacerada. Nada mais natural que você tenha o mesmo comportamento quando fica perto de um sujeito fortinho com uma camisa trazendo o nome de uma academia de jiu-jitsu ao lado de um desenho de um animal violento e uma frase no estilo “o inimigo não pode ficar de pé”.

Há muito se sabe que alguns bandos de jovens deixaram de lado qualquer traço da filosofia oriental pregada nas artes marciais. O que importa é transformar golpes de uma técnica milenar em uma simples ferramenta para se meterem em brigas de turminhas ou darem porrada nos namorados das meninas com quem eles mexem nas boates. A culpa nem é do jiu-jitusu. Poderia ter acontecido com o karatê do Daniel Sam, com o kung-fu do Gafanhoto ou com o aikidô do Steven Seagal.

Mas o escolhido pelos playboyzinhos brigões foi o jiu-jitsu. Por isso é compreensível que alguém espere cenas de grosseria e covardia quando na presença de um cara que faz questão de andar por aí com camisas exaltando a luta em frases carregadas de violência. No entanto, por incrível que pareça, essa desconfiança vem sendo cada vez mais desnecessária. Vou explicar.Uma vez estava no ônibus quando vi um moleque com uma camisa com os dizeres mais ou menos assim: “equipe Porrada, destruindo os fracos”. Já fiquei com um pé atrás com o babaquinha. Mas eis que o garoto cedeu lugar para uma senhora, pediu educadamente ao motorista para que parasse em determinado ponto, agradeceu ao profissional e ainda lhe deu boa-tarde ao saltar do veículo. Como também saltei no mesmo ponto, pude perceber que era um rapaz franzinho, sem o menor jeito de que gosta de briga nem qualquer indício de orelhas inchadas pelo contato com o tatame.

Mais tarde, fiz umas rápidas e superficiais pesquisas e cheguei à conclusão de que boa parte dos garotos que usam essas roupas não têm nem idéia de como se amarra a faixa de um quimono. E se bobear, vão precisar puxar cabelo, morder dedo ou dar chute no saco para conseguir escapar de uma coça. Simplesmente usam roupas que exaltam a agressividade porque estão na moda. Só para não ficarem diferentes do imbecil ao lado. É exatamente como aconteceu com a molecada da década de 80. Na época, só se usava surf wear, ou seja, roupa de surfista.

Você podia ser um suburbano que nunca tocou numa prancha de surfe, mas todo o seu guarda-roupa era composto de marcas como K&K, Pier, Electriclight, OP, Bolt, Atol das Rocas, Rato de Praia, etc. As bermudas eram floridas e as camisas tinham desenhos de gente pegando o­nda. A garotada não sabia citar o nome de nenhum surfista famoso, mas andava por aí com camisas com frases louvando o surfe, o mar, as o­ndas e o Havaí. Era até difícil encontrar roupas jovens diferentes disso.

Na verdade, nem sei se isso aconteceu só no Rio de Janeiro. Mas o fato é que aqui era impossível comprar uma simples carteira que não fizesse alguma alusão ao surfe. A não ser que você usasse uma de couro, como só os adultos faziam. Hoje a coisa está bem parecida. Só que no lugar das o­ndas está a violência. Da mesma forma que a molecada de camisas floridas daquela época não tinha idéia do que é se equilibrar sobre uma prancha, os adolescentes que andam por aí com camisas da marca Bad Boy nem devem saber dar um soco sem machucar o polegar. Apenas compram camisetas com mensagens de violência, com desenhos de buldogues raivosos e academias de jiu-jitsu porque estão na moda.

Só tem um probleminha. Na década de 80, nós não aprendemos a surfar só porque usávamos surf wear. Mas muitos de nós passamos a achar o surfe uma coisa admirável, apesar de todas as piadinhas sobre a falta de articulação de um surfista típico. O que dizer desses jovenzinhos de hoje? Eles vão todos cair na porrada nas boates, mexer com a namorada dos outros, tratar as meninas como se fossem objetos e aprender jiu-jitsu para usar da forma que mataria de vergonha qualquer sábio oriental? Não. Mas vão achar normal quando isso acontecer perto deles? Aposto um soco na cara que vão.

* Odisseu Kapyn é fraco, mas já fez judô (5 anos), karatê (1 mês), taekwondo (5 meses), kung-fu (6 meses) e aikidô (3 meses). Atende no Twitter como @ulissesmattos

Texto publicado no site Cocadaboa, em janeiro de 2003

Língua de gato...

setembro 10, 2009
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gatolambe

A lógica do gato sujo

Por Odisseu Kapyn *

Vejo um gato se lambendo todo e logo o considero um animal idiota pelo fato de ele achar que está se limpando. Sinto pena por a natureza ter lhe dado um instinto que o instrui a ficar limpo por fora através do ato de jogar a sujeira para dentro do corpo. Ou será que o tal instinto diz que seu pelo vai ficar limpo se for molhado com uma substância que sai de dentro de seu organismo? Não importa. Nenhuma das duas lógicas felinas faz o menor sentido para nós humanos, que tomamos mil cuidados com nossa higiene ou com nossa saúde. Mas se pensarmos bem, podemos parecer tão ridículos quanto os gatos em nossas preocupações com a limpeza.

Preste atenção a seus hábitos no banheiro. Você entra no WC, senta no vaso, espera os músculos do sistema digestivo colocarem o lixo para fora e até faz uma horinha descascando o plástico da velha tábua do sanitário ou lendo uma revista. Terminado o serviço ou findo o interesse na leitura, você apanha um pedaço de papel higiênico (que na maioria das vezes tem um bebê sorrindo na embalagem, para acharmos que o papel é tão fofo quanto a pele daquela criança ou para pensarmos que ele é carinhoso o suficiente para deixar o neném feliz) e tasca lá na região que foi vandalizada pelos excrementos. Diz o bom senso que você agora deve lavar as mãos, que estão sujas. Você abre a torneira e deixa a água e o sabonete purificarem as palmas e os dedos. Fecha a torneira e está pronto para até pegar alimentos com as mãos e levar diretamente à boca. Isso se você não perceber que sua mão voltou a ficar suja assim que fechou a torneira, que foi infectada quando você a tocou para abri-la. Pela lógica pura, não adiantaria lavar as mãos depois de ir ao banheiro, a não ser que você chamasse alguém com luvas descartáveis para abrir e fechar a torneira. Mas para uma melhor convivência com a sociedade, é melhor seguir uma outra lógica, bem semelhante à do gato sujo.

Um cara que estudou comigo no segundo grau decidiu que não usaria a lógica do gato. Ele ia ao banheiro, soltava lá seu refugo intestinal, usava o papel e saia do recinto sem lavar as mãos. Além da questão da torneira, ele sustentava que sua mão ficava suja, pois só tocava o papel. Sua confissão não o deixou em posição muito invejável entre os colegas, mas ajudou um pouco ele dizer que lavava as mãos depois de urinar, pois tocava a genitália.

Isso me lembra ainda de um filme espanhol, Torrente _ el brazo tonto de la ley, em que o fétido protagonista dizia que lavava as mãos apenas antes de urinar, para conservar seu pênis sempre limpo. Até faz sentido, mas prefiro conviver com gente que siga a lógica do gato sujo.

Preceitos mais básicos da lógica do gato sujo também estão presentes quando temos cuidado com alimentos em casa. Você se preocupa em filtrar a água ou até em comprar garrafas de água mineral para abastecer a geladeira. Aí vai à rua e bebe um suco feito de água da torneira. Vai dizer que as lanchonetes usam Minalba ou Lindóia para fazer seu suquinho? E quando você evita meter a boca no gargalo da garrafa ou na lata de refrigerante e opta pelo canudo? Tá achando mesmo que o canudo é limpinho, mesmo ficando exposto há dias ali no balcão? Esqueceu também que todo mundo mete a mão suja em vários deles quando vai escolher os dois que façam a cor do seu time de futebol? E pra que você vai lavar a mão para pegar nos talheres enquanto o cozinheiro coçou o saco e tirou uma meleca do nariz antes de manipular sua comida?

O cúmulo de nossa adesão à lógica do gato sujo é quando vemos uma formiga caminhando tranquilamente pelo nosso sanduíche ou boiando no leite. Damos um peteleco no sanduba ou resgatamos o cadáver do líquido e já podemos consumir o alimento. Mas e se fosse uma barata? O sanduíche já estaria a caminho da lixeira (para ser degustado no dia seguinte pela rapaziada faminta que vasculha o lixo nas ruas). Mas qual é a diferença entre a formiga e a barata, cacete? As duas são insetos, as duas chafurdam na sujeira, as duas andam no esgoto. Com o agravante de que a formiga ainda come baratas mortas. Quantas vezes uma formiga acabou de comer uma perninha de barata, saiu do formigueiro para dar um rolé e acabou usando seu sanduíche como guardanapo e você nem ligou?

Mas se preocupar com esses detalhes fará de você um paranóico. Uma aberração no estilo Michael Jackson, que usava máscara no rosto para se proteger contra os micróbios que estão no ar (ou era pra não deixar cair o nariz?). O melhor é continuar acreditando que tudo isso nos ajuda a criar anticorpos, dizendo que “o que não mata engorda” e soprando o biscoito que caiu no chão antes de levá-lo à boca. A saída é mesmo seguir a lógica do gato sujo.

* Odisseu Kapyn atende no Twitter pelo nome de @ulissesmattos.

Texto publicado no site Cocadaboa.com, em janeiro de 2003

Cartilha...

agosto 20, 2009
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pikashu

Guia de respostas para a Geração Pikachu

Por Odisseu Kapyn

Quantas vezes você se pega pensando em quanto sofrimento poderia ter evitado se soubesse o que fazer na hora certa? Desde seu nascimento, as coisas poderiam ter sido muito melhores se você já soubesse como agir nos momentos de dúvida. Quando você saiu da barriga da sua mãe, poderia ter evitado ir para aquela palmada do médico se fizesse um sinal de que estava tudo bem, fazendo um sinal de O.K. com seu polegar. Quando bebê, poderia ter evitado aquele constrangimento de ficar com a fralda toda suja se tivessem te falado que era só tirar a roupa e engatinhar até o jornal do cachorro e se aliviar ali mesmo, já que você não alcançava ainda o vaso sanitário. Quando estava entrando na adolescência, poderia ter evitado a sensação de impotência diante da gargalhada de um colega seu que conseguiu a resposta que tanto queria ao lhe perguntar se você conhecia o Sunda. E não foi só o Sunda. Na semana seguinte, teve o Locha. E um mês depois, quando você já se achava esperto, teve o Mário, aquele que te carcou num lugar que você nem sabia que era possível ser usado para sacanagem. Se você, leitor menor de idade, ainda está nessa terrível fase em que pode ser vítima de perguntinhas idiotas, não se aflija. Preparamos para você um manual básico para se safar das brincadeiras dos amiguinhos metidos a engraçados. De agora em diante, sua vida vai mudar para melhor. Ninguém mais vai te fazer de otário e todos vão te achar um ser sábio e cheio de potencial. É só seguir as instruções diante das perguntas abaixo e garantir um futuro cheio de glórias:

O que a baleia faz no teu cu?
Essa é uma das mais velhas brincadeiras e já está caindo em desuso. Mas tem sempre alguém disposto a usá-la. O primeiro impulso é responder “Nada!”. É isso que seu colega quer que você diga. Com essa resposta você estará dizendo que é homossexual, pois tem um grande ânus o­nde até uma baleia pode nadar. O melhor a ser dito é “Fica de fora”. Aproveite que seu colega ficou surpreso com sua malandragem e pergunte a ele “Aliás, você tem pentelho no cu?”. Se ele disser que tem, diga a ele “Fui eu que plantei”. Se ele disser que não, diga “Fui eu que tirei”. Você já não será mais visto como o mais idiota da turma.

Que time é teu?
O adversário quer que você diga o nome de um time. Quando você responder “Flamengo” (ou qualquer time inferior), ele vai rir e dizer para todo mundo que o time inteiro do Flamengo “te meteu”. Conseguiu entender a relação entre “time é teu” e “te meteu”? Sim, a pronúncia deixa tudo muito confuso. Mas há uma saída. Basta você responder “Bateu na trave entrou no teu”. Normalmente, os outros colegas que estão por perto e ouvem isso chegam a urrar para saudar a inteligência da resposta. Agora você terá direito de bater no garoto mais bobo do grupo.

Você está num navio com seu cachorrinho chamado Nabunda. O barco afunda. Você leva Nabunda ou deixa Nabunda?
Aqui, seu colega acha que te encurralou bonito. Não há escapatória! Você vai acabar dizendo que leva ou deixa na bunda. No momento de angústia, você pode até dizer que “leva Nabunda” pensando que levar é melhor que deixar, já que quem deixa está gostando. Mas calma, aí! Há um jeito de sair por cima! A resposta certa é “Nabunda nada”. Diga essa frase com calma, explicando que o cachorro é inteligente e sabe nadar. O resto da turma vai ter certeza de que você é o cara mais esperto entre eles e você terá, automaticamente, autorização para pegar a irmã de qualquer um deles.

E qual é o aumentativo de dacueba?
Se liga, rapaz! A palavra “dacueba” não existe em dicionário nenhum. Trata-se apenas de um jeito sórdido de tentar você falar “dacuebão”, que soaria como “dar cu é bom”. Assim que você falar isso, todas as outras resposta inteligentes que você deu antes irão por água abaixo. Mas, calma. Tudo vai dar certo. O primeiro método de evitar o golpe é dizer “dacuebaço”. Mas existe ainda um contra-golpe. Ao ouvir o desafio, faça uma cara confusa e murmure algo propositalmente incompreensível, e num tom de voz abaixo do audível. Algo como “toviassu”. Quando seu oponente perguntar “o quê?”, diga em alto e bom tom: “Todo viado é surdo!”. Será a glória. Seu prestígio entre a galera está cada vez mais sólido. Seus amigos sempre vão te escolher entre os primeiros na hora de formar um time para jogar uma pelada. Jamais vai ser barrado no primeiro jogo, para fazer a de fora. E mesmo quando você jogar mal, ninguém vai te dar esporro.
Obs.: Esse processo serve também para o caso do “pirueba” e suas variações.

Meu pai está pensando em fazer um churrasco. Com 30 quilos de carne dá pra 20 comer?
Cuidado! Esta é perigosa ao extremo. O malandro à sua frente quer que você pense “Se cada pessoa come menos de um quilo de carne, 30 quilos são o bastante para 20 comerem”. Aí você responde “sim” e vira um otário. Na verdade, ele está perguntando “Com 30 quilos de carne dá para vim te comer?” Sim, há um erro gramatical nessa frase, pois o certo seria “vir te comer”. Mas ninguém vai ligar para isso quando você disser “dá, sim!”. Então jamais diga isso, nem acene a cabeça que sim. Diga “Acho que não. Mas também não sou bom de contas. Como você, certo?” O cara vai ficar confuso e vai acabar dizendo “certo”. Nesse caso, foi você que o fez de trouxa. Perceba que sua última frase pode ser interpretada como “Eu como você, certo?”. Se seus colegas não perceberem, chame a atenção para o fato. Você é quem manda agora. Quando aquela gordinha que todos seus vizinhos pegaram aparecer grávida, todos vão livrar sua cara. Mesmo que pelos cálculos você seja o mais suspeito de ser o pai da criança, seus amigos vão dizer que o filho pode ser de qualquer um deles, menos seu.

Você chegou há pouco de fora?
Outra pegadinha fonética. Não se engane ao ouvir isso assim que tiver chegado a uma festa. O inimigo não quer saber se você acabou de chegar da rua. Ele está perguntando mesmo é se “você chegou a pôr o cu de fora?”. Também temos um jeito para te livrar desta. Primeiro responda “Não”, de um jeito bem surpreso, como se fosse impossível essa hipótese. Depois pergunte “Você está louco hoje?”. Se você, não percebeu, você está perguntando se ele “estalou o cu hoje”. Ele vai ser pego desprevenido e vai pensar por instantes em como responder a esse truque. Na verdade, não há como ele se enrolar, pois ele jamais responderia “estalei”. Mas a coisa é tão simples que ele vai suspeitar que a resposta mais óbvia seja um jeito de ser sacaneado. Aproveite os breves segundos de indecisão e diga algo como “não lembra mais, né?”. É bobo, mas nesse ponto o cara já está fragilizado por você não ter caído na gracinha dele e o resto da galera vai aproveitar e sacaneá-lo também. Afinal, você já se tornou o cara mais maneiro do grupo. Você já não paga nenhuma cerveja que bebe com os amigos, pois ninguém acha justo te cobrar a dívida.

Qual o nome do carro do Speed Racer?
Este pode ser um teste de fogo. Speed Racer é um desenho japonês antigo, que fez muito sucesso e foi recentemente reprisado na TV aberta em algum horário obscuro. Se alguém lhe fez esta pergunta, é porque sabe que você é ligado em televisão e em suas navegadas pela intenet ou assistindo a programas de tarde na TV já ficou sabendo o nome do carro. A tentação de provar seu conhecimento vai ser enorme, mas jamais, jamais mesmo, responda “Mach 5″. O nome do carro de Speed Racer é a senha para o seu rival dizer “Mete cinco? Então toma!” e enfiar cinco dedos entre suas nádegas. Além da desagradável sensação (ainda mais se você estiver usando calça de moleton), você voltará a ser o mais mané da turma, pois todo seu currículo não resistirá a um tropeço duplo. Você terá sido agredido no plano das palavras e no plano físico. Há uma forma de tentar sair por cima dessa. É uma manobra difícil e vai depender de seu talento performático. Diga “Não sei. Era Trovão Azul?”. Estamos supondo que como o cara sabe o nome do carro do Speed Racer, também é um aficionado pelo gênero. Dizer que não sabe o nome do veículo do ás do volante e ainda confundir com o nome do helicóptero de outro seriado de TV vai tirar o sujeito do sério. Ele vai abrir a guarda e exclamar: “Não! Mach 5!”. Nesse momento diga “O quê? Meter cinco? É pra já!” e rapidamente insira seus dedos na direção do orifício anal do rapaz. A humilhação será dantesca e ele nunca mais se atreverá a tentar lhe passar a perna. Não é necessário dizer que você é agora o maior herói de todos seus amigos. Você não precisa mais fazer faculdade. Deixe que todos seus colegas estudem, tirem diploma, montem seus escritórios ou suas próprias empresas. Eles com certeza vão te chamar para ser seu “homem de confiança”, o “seu braço direito”. Vão achar que um homem como você não precisa de estudos e que aliás você era muito inteligente para se sujeitar ao esquema retrógrado que rege as faculdades. E aí seus velhos amigos vão brigar para te ter como assessor. Escolha o camarada que lhe oferecer o melhor salário e a secretária mais gostosa.

Texto publicado em setembro de 2001, no Cocadaboa.com

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Para o alto e avante...

julho 30, 2009
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tothtaweretSupermito

Por Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn

Em 2500 A.C., ou seja, há cerca de 4500 anos, havia povos que acreditavam em seres meio esquisitos, sendo que muitos deles eram até cultuados como deuses. Uns eram uma mistura de lobo com gente, outros tinham cabeça de touro e corpo de marombeiro, alguns tinham cabelos com cobras e transformavam todos em pedra e daí por diante. Eles acreditavam também que algumas criaturas eram as responsáveis pelos trovões, pela caça, pelo fogo, pela beleza etc.

Tá certo que hoje em dia, o pessoal de hoje acredita em santos, pastores exorcistas, duendes, gnomos e feng-shui. Mas ainda dá para a gente se sentir superior intelectualmente àquelas civilizações que levavam fé em Medusa, Zeus, Hermes, Loki, Ciclope, Apolo, Ísis, Fausto, Minotauro, Macário, Anúbis, Palas Atenas, Afrodite, etc. Mas não dá pra saber se daqui a 5 mil anos, os habitantes da Terra vão nos achar muito diferentes daquela galera que tinha medo da ira de Odin, Zeus, Rá ou Júpiter. Não sabemos em que condições nossos restos culturais e literários vão chegar ao futuro.

Sabe-se lá se a crença dos antigos gregos, egípcios, romanos e nórdicos em divindades e semideuses era pra valer? Não podia ser apenas obra de ficção ou conversa pra fazer criança dormir? Não duvido que no ano de 7000 depois de Cristo, após algumas guerras e governos totalitaristas que apagarem alguns registros históricos – como no livro 1984, de George Orwell – , nossos descendentes possam pegar revistas em quadrinhos e fazer uma análise ridícula do povo que inventou os computadores:

“Nos séculos 20 e 21, o povo acreditava em seres míticos, com superpoderes. A fé do povo que criou os primeiros aparelhos eletro-eletrônicos comportava criaturas com força sobre-humana, garras de metais indestrutíveis, visão de raio-X, invulnerabilidade, intangibilidade, teletransporte, telepatia, supervelocidade, telecinésia, invisibilidade, pirotecnia, metamorfismo e rajadas óticas, entre outras capacidades físicas ou intelectuais que as colocavam acima dos sonhos da humanidade.

Havia grande culto a esses seres. O maior veículo para a disseminação da fé nessas criaturas eram pequenas bíblias publicadas periodicamente narrando os feitos e mudanças nas vidas dessas divindades. Eram uma espécie de revista feita em papel colorido, com diálogos escritos em balões, que supostamente davam o poder de fala às criaturas. Os crentes eram obrigados a pagar valores estipulados nas próprias capas da publicação, que eram coletados e enviados aos sacerdotes responsáveis por manufaturar os salmos.

Algumas divindades mais populares, com maior número de devotos, apareciam em produções animadas. Algumas em desenho, que eram apresentadas nos modelos rudimentares de comunicação, que eram chamados de televisão. Assim as doutrinas pregadas pelas criaturas chegavam diretamente ao lares do público. Outros desses seres chegavam ao requinte de terem obras exibidas em grandes telas de projeção em duas dimensões, em templos que recebiam centenas de fiéis que lotavam o estabelecimento, o­nde entravam em uma espécie de catarse, gritando, gargalhando e até chorando com o que era mostrado. Para gravar as imagens em película ou em sistemas eletromagnéticos e digitais, eram usados médiuns que incorporavam as divindades. Há registros de pessoas que não suportaram o peso de “receber os santos”, como diziam na época, e foram punidos por ganharem fama e dinheiro com sua missão de representar as divindades. Um deles foi o médium Christopher Reeves, que ficou paraplégico ao cair de um animal quadrúpede que existia na época.

Reeves era conhecido por encarnar um dos deuses mais poderosos da época, o Super-Humano, que teria sido trazido dos céus para viver escondido entre os humanos. O Super-Humano tinha superforça, voava, não era perfurado por projéteis metálicos, conseguia ver através de objetos sólidos e tinha supervelocidade. Seus fiéis acreditavam que ele era capaz de fazer o tempo voltar ao voar em sentindo contrário da rotação da Terra. Como outras divindades, o Super-Humano sofria com dramas pessoais. Ele sofria por amar uma humana, que era jornalista _ profissional que divulgava fatos ao público, antes do advento da popularização da rede mundial de computadores, que acabou com o monopólio da notícias pelas empresas de comunicação. Ainda no início do século 21, o Super-Humano era chamado de Super-Homem, mas seu nome foi mudado por pedidos da emergente classe homossexual, que considerava a antiga denominação homofóbica, opressiva e preconceituosa.

Outra das divindades populares na época era o Humano-Roedor-Voador, que apesar de não ter superpoderes era protegido por um deus-animal chamado morcego, espécie hematófoga hoje extinta. As mulheres, mesmo as mais céticas e desconfiadas, eram devotas da Fêmea-Maravilha, uma deusa que distribuía a verdade através de um laço mágico. Tanto a Fêmea-Maravilha quanto o Humano-Roedor-Voador e o Super-Humano eram de uma ordem religiosa conhecida como DC. Outra corrente de fiéis se autodenominava Marvel, muito embora houvesse um sincretismo religioso, com seguidores de ambos os templos louvando seres do outro movimento. Os marvelistas acreditavam em seres como o Aracnídeo-Humano, que tinha os poderes concedidos por uma aranha sagrada, e o Carcaju, um ser bestial com garras metálicas que era cultuado por humanos de baixa estatura e enfermos, que acreditavam em seu poder de cura.

Psicólogos e teólogos até hoje estudam como a civilização que nos deu a eletrônica, a informática, a ciência atômica, a indústria do entretenimento e o telemarketing era ingênua a ponto de acreditar na existência dessas criaturas. Os estudiosos também buscam incessantemente a causa da decadência da crença nos superseres, que sucumbiu diante da ascensão do culto às celebridades. Principalmente depois que os salmos de Caras, Quem e Contigo passaram a narrar os feitos da Sábia Xuxa; Sasha, a messias; Sandy, a Mãe-Virgem; Szafir, o santo inseminador, pai dos sete escolhidos; e outros vultos da religião do século 21″.

Publicado originalmente em outubro de 2002, no site Cocadaboa.com.

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Cinta-liga da justiça...

julho 30, 2009
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super-heroisOs Problemas Sexuais dos Super-Heróis

Por Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn

Por serem muito lidas por crianças e jovens que ainda estão se iniciando na vida sexual, as revistas em quadrinhos nunca foram muito fundo ao mostrar a vida íntima dos super-heróis. Mas é sabido que a maioria das pessoas tem algum problema nessa área. Pode ser ejaculação precoce, impotência, frigidez, membro diminuto, pouca lubrificação e até taras esquisitas envolvendo animais, anões e excrementos. Engana-se quem acha que os super-heróis nunca enfrentaram problemas sexuais. Pelo contrário. Eles têm superproblemas sexuais. Como não conseguem ter uma vida erótica satisfatória, procuram se realizar fora da cama, caçando e combatendo exaustivamente os vilões e ameaças da humanidade. Veja alguns casos de disfunções sexuais de nossos protetores:

Super-Homem – Pobre Kal-El. Único ser de sua poderosa raça. Super-homem é praticamente um homem virgem. Na adolescência, quando seus poderes ainda tinham menor intensidade, foi a um prostíbulo de uma cidade perto de Smallville. O jovem Clark Kent não conseguiu terminar o serviço, pois seu vigor deixou a prostituta em coma. Seus pais adotivos até tiveram que subornar a polícia para não prender o jovem alienígena, pois todos acharam que ele tinha estuprado a meretriz diante do estrago feito. Desde aquele dia, Super-Homem teve que se contentar com uma vida dedicada ao o­nanismo. Seu casamento com Lois Lane não envolve sexo. Super-Homem tenta satisfazê-la apenas direcionando seus quentes raios óticos no clitóris da esposa.

Wolverine – O poder de se recuperar instantaneamente de qualquer lesão física é ao mesmo tempo uma benção e uma maldição para o mutante canadense. Um corte em Wolverine cicatriza em questão de segundos. Por essa razão, Wolverine nunca conseguiu ver sua própria glande, que está sempre coberta por uma densa pele. Nenhuma cirurgia de fimose deu jeito, já que assim que o bisturi cortava o prepúcio, ele se auto-reconstituía. Wolverine tem ereção e consegue penetrar orifícios, mas não tem nenhum prazer. Por isso é tão nervoso.

Senhor Fantástico – Reed Richards, líder do Quarteto Fantástico tem um problema evidente com seu corpo elástico. Pode-se perceber que quando seu braço estica, fica sem consistência. O mesmo ocorre com seu pênis, que quando aumenta quando excitado, perde toda a rigidez. Pode-se dizer que o Dr. Richards é fantasticamente impotente. O mesmo mal assola o Homem Elástico, aquele do suspeito colant vermelho.

Batman - Este sombrio herói é obcecado por morcegos. Adora se vestir como morcego, morar como morcego (em caverna) e agir como morcego. O problema é que os morcegos são grandes sugadores. E é assim que o perturbado bem-feitor procura prazer: apenas sugando ou lambendo. Adepto apenas do sexo oral, Batman dispensa penetrações. No começo de suas relações, suas namoradas até ficam felizes com a habilidade oral de Batman, mas logo se aborrecem quando percebem que o sujeito é incapaz de consumar o ato e entrar em cavernas mais apertadas. Ele até consegue sacar alguns brinquedinhos de seu bat-cinto, mas falta calor humano no sexo com o herói. Daí os boatos sobre seu caso com Robin.

Mulher Maravilha – A princesa Diana, antes de vir para o mundo conhecido pela humanidade, vivia numa ilha habitada apenas por mulheres. E é só lá que se sente feliz. Não precisa dizer que Mulher Maravilha é lésbica. Mas isso, como sabemos, não é um problema sexual. Sua dor-de-cabeça é outra. Diana realmente tem dificuldades em encontrar uma companhia estável por causa de seus fetiches. Ela adora amarrar suas parceiras com seu laço e esbofeteá-las como faz com os inimigos. Só que a Mulher Maravilha tem força sobre-humana, o que acaba com seus relacionamentos.

Hulk - As pessoas às vezes se perguntam por que quando o Dr. Banner se transforma em Hulk, todas suas roupas se rasgam, exceto pela parte de cima da calça. A resposta é óbvia. Aquela região não aumenta de tamanho. Para que Hulk fique forte, seu metabolismo concentra toda a dilatação de músculos e circulação de sangue para o tórax, braços e pernas. A virilha, por conseqüência fica atrofiada. O gigante verde é uma piada sem as calças.

Homem Aranha - Peter Parker tinha tudo para deixar as mulheres loucas. Com sua flexibilidade, poderia partir para as posições mais mirabolantes com elas. E com sua habilidade de escalar paredes, poderia até pular com a parceira para o espelho do teto do motel. Seria ótimo por um probleminha. O pênis do Homem Aranha também tem poder de aderência, que fica sem controle quando ele está excitado. No clímax do coito, o herói não consegue mais executar os movimentos de ida e volta, ficando com o membro grudado nas paredes vaginais da parceira. Nas poucas vezes em que conseguiu ejacular, suas companheiras também reclamaram que seu esperma é extremamente pegajoso e não é fácil de ser limpado.

Aquaman - Nosso amigo das profundezas cresceu sem contato com o sexo oposto. As únicas fêmeas que conhecia eram sereias, seres que só são mulheres da cintura para cima e que por isso não têm vagina. Aquaman nunca soube direito o que fazer com seu pênis. Sem conhecer o maior dos prazeres carnais que um homem pode ter, Aquaman acabou sendo atraído para o outro lado da vida. Mas em vez de buscar parceiros humanos  (o machão Namor não ia querer papo com ele), pintou os cabelos de louro e passou a usar seu poder telepático para obrigar que enguias e serpentes marinhas lhe proporcionassem as formas mais ignóbeis de satisfação sexual. Grotesco.

The Flash – Nao precisa explicar muito. Ejaculação precoce.

Meninas Super-Poderosas – Seus problemas sexuais ainda não se manifestaram, já que a garotinhas ainda não tiveram sua sexualidade despertada. Mas todos os sexólogos aconselham as mulheres a conhecerem bem seu próprio corpo antes de partirem para o sexo, descobrindo suas zonas erógenas para mais tarde saberem o que pedir aos parceiros. Em outras palavras, a masturbação é importante para uma vida sexual saudável. Infelizmente, Docinho, Lindinha e Florzinha não têm dedos e jamais vão saber o­nde devem ser tocadas. A não ser que apelem para a prática do fist-fucking, o que deve ser doloroso no início da adolescência.

Texto originalmente publicado em novembro de 2001, no site Cocadaboa.com.

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Andando para trás...

junho 27, 2009
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mjÉ da natureza humana fazer piada. Não só em situações cômicas, mas também nas trágicas. Qual foi o defunto que nunca ouviu uma piadinha eu seu velório? Qual? Se teve algum aí, que se manifeste.

Com Michael Jackson não podia ser diferente. Mas quiseram. No meio da avalanche de gracinhas que saltaram no Twitter, o humorista Rafinha Bastos, conhecido pelo CQC, mandou uma piada que gerou protestos: “Michael Jackson morreu. Quem vai comer nossos filhos?”. Levou uma saraivada de críticas e apagou a frase de seu perfil. Mais tarde, respondendo a alguém no Twitter que disse que lhe faltaram colhões, Rafinha disse: “Na verdade apaguei pq ñ tinha graça no meio da enxurrada de piadas do MJ. Acho a do ataque cardíaco que eu postei mais pesada”.

Bom, nem é tão importante definir o motivo de Rafinha ter retirado sua piada. O fato é que ele foi atacado por falar em algo que todo mundo falava até a última quarta-feira. Mas agora que Michael Jackson dançou, muitos querem que deixemos de falar nos passos que o sujeito deu no lado escuro da lua.  Não só as pessoas que têm voz na internet, mas também a TV tenta pintar um Michael em cores diferentes daquelas que sempre usou. Como disse Silvio Lach, um dos editores desta M… aqui, no Twitter, “criticam quem faz piada com uma pessoa que morreu. Acho menos hipócrita fazer humor do que fabricar choro coletivo para aumentar audiência”.

Pois somos contra essa merda e fazemos aqui um ato de manifesto contra o policiamento e a favor da liberdade de expressão, publicando algumas das frases que os editores soltamos no Twitter sobre Michael Jackson:

http://twitter.com/ulissesmattos:

Caramba, Michael Jackson estava com 50 anos. Não parecia. Deve ter feito plástica.

Eu bem que achei que o Michael Jackson andava meio pálido…

Michael Jackson se foi. Mas voltará dançando “Thriller”.

Nada a ver falar que o Michael Jackson venceu a Farrah Fawcet na corrida pro Céu, por um nariz de vantagem.

Não acho que o Michael Jackson comia as criancinhas. Acho que só ficava. #ditabranda

♫ ♪ We are the world, we are IN the children… ♫ ♪  #momentosMJ


http://twitter.com/silviolach:

Adeus, Michael Jackson. Adeus, Farrah Fawcett. Caramba, Sarney. Vai embora pelo menos do Senado.

Enquanto Michael Jackson vai ao encontro de Deus, Madonna vai ao encontro de Jesus.

Sou contra o Michael Jackson ser cremado. Um cara que nasceu negro e lutou tanto pra ficar branco, não merece virar cinza.

Morre o empresário que vendeu todos os ingressos para os 50 shows do Michael Jackson. Numa grana.

Desde ontem, um monte de gente vem falando do MJ na Globonews como se entendessem da vida do cantor. Medonho. Nem o MJ se conhecia mais.

Michael Jackson morreu com uma dívida de U$ 500 milhões. Não foi pro buraco sozinho.

mjlobinho

Em “O Decálogo do Verdadeiro Humorista”, Millôr diz:

“Para escrever, o humorista deve escolher sempre o assunto mais sério, mais triste, mais chato ou mais trágico. Só um falso humorista escreve sobre assuntos humorísticos. (…) “O humorista deve sempre escolher para trabalhar nas horas em que se encontra de pior humor, em que lhe aconteceu a pior coisa do dia, da semana, do mês ou do ano, conforme seja sua produção diária, semanal, mensal ou anual. Só um falso humorista escreve nos momentos de euforia.”

Esse decálago não pode como aquelas leis que “não pegam”.

Falando M…...

junho 23, 2009
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twitterbosch2

O Twitter na visão de Guilherme Boschi

DIRETO DO TWITTER DOS EDITORES DA M…

http://twitter.com/ulissesmattos:

O segredo do sucesso do Orkut na classe C foi usar o termo “comunidade”.

“Brasil criou 131,5 mil empregos em maio, segundo governo”. Sei. Mas não vale contar empregos criados no Senado, né?

Corinthians em quadrinhos: http://tinyurl.com/mfc4lg. Legal, mas história em quadrinhos com Ronaldo nao é mangá, é hentai.

Jornalistas têm diploma na Bolívia? (Sei que têm canudo). Deram Lost como Air France: http://migre.me/2xGK

Metalinguagem na Plaboy: Vai ter leitor homenageando a Valeska Popozuda homenageando o Lula.

Tom Cruise em “Missão Impossível 4: Recuperar a imagem”.

http://twitter.com/silviolach:
“Obama matou inseto durante entrevista”. Sim, e qual o problema? Ele é o Obama, não o Ibama.

O Obama mandou foi um recado para galera da Coreia do Norte que achava que ele seria incapaz de matar uma mosca.

Colocam caras verdes no Twitter pelo Irã e não fazem nada contra a corja do Senado q nos deixa com cara vermelha de vergonha

“Pastor Alemão bate recorde de latido mais alto”. O pastor da Igreja Evangélica do lado de casa não deve ter participado da disputa.

A ilustração de hoje é de Guilherme Boschi, que pode ter seu trabalho visto em www.guilhermeboschi.com.br e www.artatu.blogspot.com.

Boucetta, Yasmine Boucetta...

junho 23, 2009
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Nossos leitores já sabem que nós da M… somos grande usuários do Twitter, inclusive fazendo projetos como o Troféu Vitor Fasano e o perfil coletivo Na_Kombi. Como não podia deixar de ser, também aprontamos algumas outras merdas por lá, a título de experiências antropológicas.

Esta semana, através da colega Fernanda Lizardo, que escrevia o blog Sexto Sexo, soube da existência de uma usuária de Twitter com o singelo nome de Yasmine Boucetta, uma francesa que trabalha como Relações Públicas na Alemanha. Como uma abelha atraído por uma flor (parece letra de axé-music, cantada por Luiz Caldas), passei a seguir a moça e convoquei outros a fazer o mesmo.

Como às sextas-feiras há no Twitter a tradição de indicar alguém para ser seguido – o chamado “followfriday” -, recomendei que os brasileiros enchessem a Boucetta de seguidores.  Seria uma singela surpresa para a moça. Nossos compatriotas gostaram da idéia e multiplicaram a dica em suas mensagens.

yasminerts

Em poucas horas, nossa amiga Boucetta já estava cheia de novos seguidores, tornando-se uma grande seguida. Ou “perseguida”, sei lá. Mas como toda Boucetta, essa também era sensível. Percebendo mais de 50 brasileiros atrás dela, Boucetta decidiu se fechar. A moça bloqueou os novos seguidores e protegeu seu perfil, fazendo com que agora seja necessário pedir autorização antes de ficar em sua cola.  Fim de gangbang.

yasmine

Mas ainda vejo uma brecha em Boucetta. Ela bloqueou todo mundo… menos eu. Continuo em sua lista de seguidores. Acho que podemos conversar. Vou perguntar se ela tem uma irmã, para que os brasileiros no Twitter possam seguir também.

Twitter de M…...

junho 11, 2009
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felipekusnitzki

O Twitter visto por Felipe Kusnitzki

DIRETO DO TWITTER DOS EDITORES DA M…

http://twitter.com/silviolach:

“Neto de Sarney nem se formou e já ganhava salário de R$ 7,6 mil no senado. Tá vendo? Não tem só FDP no Senado. Tem também os netos.”

“O imperador Adriano sumiu de mais um treino no Flamengo. Pelo menos nisso, ele está em plena forma.”

“Gugu Liberato vai receber 3 milhões por mês na Record. Eu só queria ganhar um dízimo disso.”

“Barrichelo está parecendo exportador brasileiro. Só sabe culpar o câmbio.”

“Não sei se o Brasil vai faturar a Copa de 2014. Mas que vai superfaturar, eu tenho certeza” (via @Na_Kombi)

http://twitter.com/ulissesmattos:

“O lado bom de tantas subcelebridades surgindo hoje é que no futuro os obituários ficarão mais divertidos.”

“Fiz uma coisa errada como pai. Ensinei para o meu filho que ‘Vasco’ é palavrão e que ele não deve citar esse vocábulo.”

“Acho que o caso Air France foi a primeira grande tragédia com um ‘voo’ no novo acordo ortográfico.”

“Dunga. Um técnico que se acha Mestre, mas nao deixa ninguém Feliz, só Zangado. Quando a CBF vai acordar dessa Soneca?” (via @Na_Kombi)

A ilustração de hoje é de Felipe Kusnitzki, um dos autores do blog O Mico na Rede.

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