M…

Cartilha #2...

novembro 3, 2009
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pikachu21Guia de respostas para a Geração Pikachu 2

Por Odisseu Kapyn

Para minha surpresa, o primeiro Guia de Respostas para a Geração Pikachu foi um sucesso. Centenas de adolescentes me escreveram agradecendo a ajuda e, o que é mais preocupante, pedindo saídas para outras humilhações a que vinham sendo submetidos cotidianamente. Por isso, resolvi colocar o humor de lado e voltar a prestar um serviço de utilidade pública, fornecendo novas respostas para o menor de idade que continua sendo ridicularizado ao não saber o que responder diante das mais simples zombarias. Com o Guia de Respostas para a Geração Pikachu 2, o leitor imberbe terá uma nova vida, sendo respeitado pelos colegas e garantindo um futuro de sucesso e prosperidade.

Você pinta como eu pinto?

Essa pergunta é bem velha, do tempo em que chamavam os órgãos sexuais masculinos de pinto. Mas ainda há vítimas para ela. Preste atenção na hora de responder. Na verdade, seu amigo está tentando ludibria-lo, perguntando se você brinca com o pênis dele. O truque está na semelhança fonética com a frase “Você pinta com o meu pinto?”. A resposta é simples: “Não. Não pinto com broxa´´. Desse modo você nega que usa o pênis dele e ainda insinua que ele não tem vigor sexual. Como? Reparem que broxa, além de ser aquele instrumento usado por pintores de parede é também um dos sinônimos para impotente. Pode usar sem problemas. É muito eficaz. Seus amigos vão ficar tão admirados contigo que jamais vão marcar um encontro para um dia que você não puder comparecer.

Jacaré sabe andar em terrenos alagados. Mas, jacaré no seco anda?

Opa! Calma lá, rapaz. Esta é uma brincadeira da velha geração e é bem possível que seu pai já tenha sido vítima dela. Não fale “sim”, pois o adversário está lhe perguntando, disfarçadamente, se um “jacaré no seu cu anda”. Ao confirmar, você dará a impressão de que é um homossexual, daqueles que deixam até um jacaré andar em seu ânus. Seja frio e responda “jacaré não entra”. Rapidamente, pergunte ao seu colega “em buraco de toupeira, tatu caminha dentro?”. O espertinho vai dizer que sim, sem perceber que você perguntou “está tu com a minha dentro”, uma forma maliciosa de questionar se seu pênis está dentro do indivíduo. Depois de inverter o jogo de maneira tão genial, seus amiguinhos vão passar a respeitar mais seu juízo, deixando de zombar de você caso use roupas estranhas que sua tia lhe deu de aniversário.

Quem nasce em Pernambuco é pernambucano. E quem nasce em Tilambuco?

Fique alerta quanto ao perigo dessa cidade imaginária. Sim, ela não existe. Foi criada apenas para que você responda “Tilambucano”, que soaria como “Te lambo o cano” e lhe faria passar por homossexual, pois cano pode ser encarado como “pênis”. A melhor resposta seria dizer “tilambucuano” ou mesmo “tilambucuense”. Um contragolpe a ser analisado é a resposta “tilambucuzão”, que insinuaria que o inimigo está sendo tocado no
ânus. É claro que não seria nada agradável passar a língua no ânus de um
rival do sexo masculino, mas é uma forma de fazer uma referência à
disponibilidade de seu orifício, o que é sempre humilhante.

Na sua casa, qual é a melhor comida? A do seu pai ou da sua mãe?

Antes de pôr tudo a perder exaltando as habilidades culinárias de sua mãe, perceba que o inimigo está querendo fazer com que você diga que sua mãe é “uma boa comida”, ou seja, que você estaria indicando sua mãe para que todos a possuíssem. Ou pior, que seu pai seria uma boa dica para uma “comida”. Respire fundo e com calma diga “Lá em casa sou eu que faço a comida. Mas não sou muito bom. Vou chamar a sua mãe para ver se eu cozinho melhor”. Talvez você não tenha percebido, mas na última frase você disse, num truque fonético, “vou chamar a sua mãe para ver seu cuzinho melhor”. Parabéns, você deu a volta por cima zombando da mãe do canalha. Se quiser dar um golpe de misericórdia, continue dizendo “Quando ela vier, posso lavar a louça. Mas se lavo, não cozinho. Se eu cozinho, não lavo”. Veja que você disse “Seu cuzinho não lavo”, dando a entender que depois do serviço feito, ainda deixaria o ânus da pobre senhora sujo. Depois dessa sensacional tirada, seus amigos sempre vão consulta-lo antes de decidir que filme irão ver em grupo, acabando com aquela fase em que todos iam juntos ver um longa que você já tinha visto.

Você gosta de verdura?

Pobre daquele que disser que sim, achando que está sendo consultado sobre suas preferências gastronômicas. Perceba, pobre tolo, que o inimigo está perguntando se você gosta de “ver dura”, ou seja, se você aprecia vislumbrar um pênis em estado de ereção. Há uma forma de evitar tal zombaria e ainda inverter o jogo a seu favor. Veja bem. O primeiro passo é frear o instinto e não dizer “sim”. Também não diga “não”, pois o inimigo pode dizer “ah! Você gosta então é de ver mole, hein? Pra depois fazer ela ficar dura!”. É uma bobeira, é verdade. Mas as pessoas não se importam muito com isso quando estão dispostas a rir de alguém. Então aproveite esse clima de predisposição para a aceitação de frases idiotas e diga “Só gosto do quiabo cru da sua mãe”. Todos irão se esbaldar ao ouvir algo parecido com “que abro o cu da sua mãe”. É rapaz. As coisas estão cada vez melhores para você. Todo mundo agora acha você uma pessoal que sabe exatamente o que é engraçado ou não. Eles vão até achar hilário quando você usar um bordão de um personagem de novela ou de reality-show.

Você na sua casa tem tomada atrás do sofá?

Não se trata apenas de uma frase mal construída. É também uma frase mal-intencionada. Seu adversário está querendo que você diga que você tem sido penetrado analmente atrás de um estofado de seu lar. Ainda não percebeu como? “Você na sua casa tem tomado atrás do sofá?”. Isso é o que ele quis dizer, garoto. Viu como é fácil ser enganado? Mas não se aflija. Basta dizer, em tom enérgico: “Por quê? Você mexe com força?”. Com isso você terá criado uma frase de duplo sentido, na qual pergunta se ele exerce uma profissão como a de eletricista e também se ele, ao ser possuído sexualmente, agita os quadris com vigor. Se em meio aos risos de seus colegas, o bastardo ainda ensaiar uma reação com um desesperado “E se você fosse eletricista? Mexeria com força?”, espere um momento, deixe o silêncio tomar conta do ambiente e diga “Só em fio grosso”. Suas palavras soarão como “só enfio o grosso”. Pronto. Mais um brilhante episódio de sua ascensão ao posto de líder da turma. Todas as novas bandas de região vão te chamar para integrar o grupo, nem que seja para ajudar na letra ou tocar pandeirola.

É verdade que você não gosta de tomar café expresso?

Cuidado. Se você fosse um idiota sem acesso a nossa orientação, o desfecho do diálogo seria assim:
- “Por quê?”
- “Porque no coador é melhor” (tradução: porque no cu, a dor é melhor)
Temos um jeito para tirá-lo dessa enrascada, supondo que você esteja sentado relaxadamente em algum lugar. Mas é preciso certo talento teatral. Faça cara de dúvida e peça um tempo para pensar. Levante-se e, com a mão no queixo (como se estivesse decidindo se gosta ou não de café expresso), conduza naturalmente seu inimigo para o local o­nde você estava sentado antes. Ao ver que o oponente sentou ali na vaga que você ocupava, faça uma expressão de espanto e, com um sorriso malicioso no canto da boca, diga: “Mal saí e você sentou na minha levantada!”. Seus colegas vão entender a frase como se significasse que seu inimigo sentou em seu membro ereto (a minha levantada=meu pênis em riste). Em meio aos urros e gargalhadas de seus amiguinhos, perceba que o futuro será bem mais seguro de agora em diante, rapaz. Não precisa se preocupar em estudar nem mesmo em trabalhar de verdade. Diga a todos que você está entrando para o ramo de Relações Públicas, Hostess e afins. Como você é agora uma lenda viva na região, todos os organizadores de festas pagarão para que você divulgue ou diga que irá a seus eventos sociais, nem que seja só para ficar na porta no início de cada festejo. Dinheiro fácil.

Agradecimentos aos leitores Alex, The Bird e Felipe, que mandaram algumas das perguntas. E meus sinceros votos de que não sejam mais vítimas desses espertalhões que andam por aí.

Publicado originalmente em abril de 2002, no site Cocadaboa. Siga Odisseu Kapyn no Twitter: @ulissesmattos

Cartilha...

agosto 20, 2009
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pikashu

Guia de respostas para a Geração Pikachu

Por Odisseu Kapyn

Quantas vezes você se pega pensando em quanto sofrimento poderia ter evitado se soubesse o que fazer na hora certa? Desde seu nascimento, as coisas poderiam ter sido muito melhores se você já soubesse como agir nos momentos de dúvida. Quando você saiu da barriga da sua mãe, poderia ter evitado ir para aquela palmada do médico se fizesse um sinal de que estava tudo bem, fazendo um sinal de O.K. com seu polegar. Quando bebê, poderia ter evitado aquele constrangimento de ficar com a fralda toda suja se tivessem te falado que era só tirar a roupa e engatinhar até o jornal do cachorro e se aliviar ali mesmo, já que você não alcançava ainda o vaso sanitário. Quando estava entrando na adolescência, poderia ter evitado a sensação de impotência diante da gargalhada de um colega seu que conseguiu a resposta que tanto queria ao lhe perguntar se você conhecia o Sunda. E não foi só o Sunda. Na semana seguinte, teve o Locha. E um mês depois, quando você já se achava esperto, teve o Mário, aquele que te carcou num lugar que você nem sabia que era possível ser usado para sacanagem. Se você, leitor menor de idade, ainda está nessa terrível fase em que pode ser vítima de perguntinhas idiotas, não se aflija. Preparamos para você um manual básico para se safar das brincadeiras dos amiguinhos metidos a engraçados. De agora em diante, sua vida vai mudar para melhor. Ninguém mais vai te fazer de otário e todos vão te achar um ser sábio e cheio de potencial. É só seguir as instruções diante das perguntas abaixo e garantir um futuro cheio de glórias:

O que a baleia faz no teu cu?
Essa é uma das mais velhas brincadeiras e já está caindo em desuso. Mas tem sempre alguém disposto a usá-la. O primeiro impulso é responder “Nada!”. É isso que seu colega quer que você diga. Com essa resposta você estará dizendo que é homossexual, pois tem um grande ânus o­nde até uma baleia pode nadar. O melhor a ser dito é “Fica de fora”. Aproveite que seu colega ficou surpreso com sua malandragem e pergunte a ele “Aliás, você tem pentelho no cu?”. Se ele disser que tem, diga a ele “Fui eu que plantei”. Se ele disser que não, diga “Fui eu que tirei”. Você já não será mais visto como o mais idiota da turma.

Que time é teu?
O adversário quer que você diga o nome de um time. Quando você responder “Flamengo” (ou qualquer time inferior), ele vai rir e dizer para todo mundo que o time inteiro do Flamengo “te meteu”. Conseguiu entender a relação entre “time é teu” e “te meteu”? Sim, a pronúncia deixa tudo muito confuso. Mas há uma saída. Basta você responder “Bateu na trave entrou no teu”. Normalmente, os outros colegas que estão por perto e ouvem isso chegam a urrar para saudar a inteligência da resposta. Agora você terá direito de bater no garoto mais bobo do grupo.

Você está num navio com seu cachorrinho chamado Nabunda. O barco afunda. Você leva Nabunda ou deixa Nabunda?
Aqui, seu colega acha que te encurralou bonito. Não há escapatória! Você vai acabar dizendo que leva ou deixa na bunda. No momento de angústia, você pode até dizer que “leva Nabunda” pensando que levar é melhor que deixar, já que quem deixa está gostando. Mas calma, aí! Há um jeito de sair por cima! A resposta certa é “Nabunda nada”. Diga essa frase com calma, explicando que o cachorro é inteligente e sabe nadar. O resto da turma vai ter certeza de que você é o cara mais esperto entre eles e você terá, automaticamente, autorização para pegar a irmã de qualquer um deles.

E qual é o aumentativo de dacueba?
Se liga, rapaz! A palavra “dacueba” não existe em dicionário nenhum. Trata-se apenas de um jeito sórdido de tentar você falar “dacuebão”, que soaria como “dar cu é bom”. Assim que você falar isso, todas as outras resposta inteligentes que você deu antes irão por água abaixo. Mas, calma. Tudo vai dar certo. O primeiro método de evitar o golpe é dizer “dacuebaço”. Mas existe ainda um contra-golpe. Ao ouvir o desafio, faça uma cara confusa e murmure algo propositalmente incompreensível, e num tom de voz abaixo do audível. Algo como “toviassu”. Quando seu oponente perguntar “o quê?”, diga em alto e bom tom: “Todo viado é surdo!”. Será a glória. Seu prestígio entre a galera está cada vez mais sólido. Seus amigos sempre vão te escolher entre os primeiros na hora de formar um time para jogar uma pelada. Jamais vai ser barrado no primeiro jogo, para fazer a de fora. E mesmo quando você jogar mal, ninguém vai te dar esporro.
Obs.: Esse processo serve também para o caso do “pirueba” e suas variações.

Meu pai está pensando em fazer um churrasco. Com 30 quilos de carne dá pra 20 comer?
Cuidado! Esta é perigosa ao extremo. O malandro à sua frente quer que você pense “Se cada pessoa come menos de um quilo de carne, 30 quilos são o bastante para 20 comerem”. Aí você responde “sim” e vira um otário. Na verdade, ele está perguntando “Com 30 quilos de carne dá para vim te comer?” Sim, há um erro gramatical nessa frase, pois o certo seria “vir te comer”. Mas ninguém vai ligar para isso quando você disser “dá, sim!”. Então jamais diga isso, nem acene a cabeça que sim. Diga “Acho que não. Mas também não sou bom de contas. Como você, certo?” O cara vai ficar confuso e vai acabar dizendo “certo”. Nesse caso, foi você que o fez de trouxa. Perceba que sua última frase pode ser interpretada como “Eu como você, certo?”. Se seus colegas não perceberem, chame a atenção para o fato. Você é quem manda agora. Quando aquela gordinha que todos seus vizinhos pegaram aparecer grávida, todos vão livrar sua cara. Mesmo que pelos cálculos você seja o mais suspeito de ser o pai da criança, seus amigos vão dizer que o filho pode ser de qualquer um deles, menos seu.

Você chegou há pouco de fora?
Outra pegadinha fonética. Não se engane ao ouvir isso assim que tiver chegado a uma festa. O inimigo não quer saber se você acabou de chegar da rua. Ele está perguntando mesmo é se “você chegou a pôr o cu de fora?”. Também temos um jeito para te livrar desta. Primeiro responda “Não”, de um jeito bem surpreso, como se fosse impossível essa hipótese. Depois pergunte “Você está louco hoje?”. Se você, não percebeu, você está perguntando se ele “estalou o cu hoje”. Ele vai ser pego desprevenido e vai pensar por instantes em como responder a esse truque. Na verdade, não há como ele se enrolar, pois ele jamais responderia “estalei”. Mas a coisa é tão simples que ele vai suspeitar que a resposta mais óbvia seja um jeito de ser sacaneado. Aproveite os breves segundos de indecisão e diga algo como “não lembra mais, né?”. É bobo, mas nesse ponto o cara já está fragilizado por você não ter caído na gracinha dele e o resto da galera vai aproveitar e sacaneá-lo também. Afinal, você já se tornou o cara mais maneiro do grupo. Você já não paga nenhuma cerveja que bebe com os amigos, pois ninguém acha justo te cobrar a dívida.

Qual o nome do carro do Speed Racer?
Este pode ser um teste de fogo. Speed Racer é um desenho japonês antigo, que fez muito sucesso e foi recentemente reprisado na TV aberta em algum horário obscuro. Se alguém lhe fez esta pergunta, é porque sabe que você é ligado em televisão e em suas navegadas pela intenet ou assistindo a programas de tarde na TV já ficou sabendo o nome do carro. A tentação de provar seu conhecimento vai ser enorme, mas jamais, jamais mesmo, responda “Mach 5″. O nome do carro de Speed Racer é a senha para o seu rival dizer “Mete cinco? Então toma!” e enfiar cinco dedos entre suas nádegas. Além da desagradável sensação (ainda mais se você estiver usando calça de moleton), você voltará a ser o mais mané da turma, pois todo seu currículo não resistirá a um tropeço duplo. Você terá sido agredido no plano das palavras e no plano físico. Há uma forma de tentar sair por cima dessa. É uma manobra difícil e vai depender de seu talento performático. Diga “Não sei. Era Trovão Azul?”. Estamos supondo que como o cara sabe o nome do carro do Speed Racer, também é um aficionado pelo gênero. Dizer que não sabe o nome do veículo do ás do volante e ainda confundir com o nome do helicóptero de outro seriado de TV vai tirar o sujeito do sério. Ele vai abrir a guarda e exclamar: “Não! Mach 5!”. Nesse momento diga “O quê? Meter cinco? É pra já!” e rapidamente insira seus dedos na direção do orifício anal do rapaz. A humilhação será dantesca e ele nunca mais se atreverá a tentar lhe passar a perna. Não é necessário dizer que você é agora o maior herói de todos seus amigos. Você não precisa mais fazer faculdade. Deixe que todos seus colegas estudem, tirem diploma, montem seus escritórios ou suas próprias empresas. Eles com certeza vão te chamar para ser seu “homem de confiança”, o “seu braço direito”. Vão achar que um homem como você não precisa de estudos e que aliás você era muito inteligente para se sujeitar ao esquema retrógrado que rege as faculdades. E aí seus velhos amigos vão brigar para te ter como assessor. Escolha o camarada que lhe oferecer o melhor salário e a secretária mais gostosa.

Texto publicado em setembro de 2001, no Cocadaboa.com

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Para o alto e avante...

julho 30, 2009
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tothtaweretSupermito

Por Odisseu Kapyn

Em 2500 A.C., ou seja, há cerca de 4500 anos, havia povos que acreditavam em seres meio esquisitos, sendo que muitos deles eram até cultuados como deuses. Uns eram uma mistura de lobo com gente, outros tinham cabeça de touro e corpo de marombeiro, alguns tinham cabelos com cobras e transformavam todos em pedra e daí por diante. Eles acreditavam também que algumas criaturas eram as responsáveis pelos trovões, pela caça, pelo fogo, pela beleza etc.

Tá certo que hoje em dia, o pessoal de hoje acredita em santos, pastores exorcistas, duendes, gnomos e feng-shui. Mas ainda dá para a gente se sentir superior intelectualmente àquelas civilizações que levavam fé em Medusa, Zeus, Hermes, Loki, Ciclope, Apolo, Ísis, Fausto, Minotauro, Macário, Anúbis, Palas Atenas, Afrodite, etc. Mas não dá pra saber se daqui a 5 mil anos, os habitantes da Terra vão nos achar muito diferentes daquela galera que tinha medo da ira de Odin, Zeus, Rá ou Júpiter. Não sabemos em que condições nossos restos culturais e literários vão chegar ao futuro.

Sabe-se lá se a crença dos antigos gregos, egípcios, romanos e nórdicos em divindades e semideuses era pra valer? Não podia ser apenas obra de ficção ou conversa pra fazer criança dormir? Não duvido que no ano de 7000 depois de Cristo, após algumas guerras e governos totalitaristas que apagarem alguns registros históricos – como no livro 1984, de George Orwell – , nossos descendentes possam pegar revistas em quadrinhos e fazer uma análise ridícula do povo que inventou os computadores:

“Nos séculos 20 e 21, o povo acreditava em seres míticos, com superpoderes. A fé do povo que criou os primeiros aparelhos eletro-eletrônicos comportava criaturas com força sobre-humana, garras de metais indestrutíveis, visão de raio-X, invulnerabilidade, intangibilidade, teletransporte, telepatia, supervelocidade, telecinésia, invisibilidade, pirotecnia, metamorfismo e rajadas óticas, entre outras capacidades físicas ou intelectuais que as colocavam acima dos sonhos da humanidade.

Havia grande culto a esses seres. O maior veículo para a disseminação da fé nessas criaturas eram pequenas bíblias publicadas periodicamente narrando os feitos e mudanças nas vidas dessas divindades. Eram uma espécie de revista feita em papel colorido, com diálogos escritos em balões, que supostamente davam o poder de fala às criaturas. Os crentes eram obrigados a pagar valores estipulados nas próprias capas da publicação, que eram coletados e enviados aos sacerdotes responsáveis por manufaturar os salmos.

Algumas divindades mais populares, com maior número de devotos, apareciam em produções animadas. Algumas em desenho, que eram apresentadas nos modelos rudimentares de comunicação, que eram chamados de televisão. Assim as doutrinas pregadas pelas criaturas chegavam diretamente ao lares do público. Outros desses seres chegavam ao requinte de terem obras exibidas em grandes telas de projeção em duas dimensões, em templos que recebiam centenas de fiéis que lotavam o estabelecimento, o­nde entravam em uma espécie de catarse, gritando, gargalhando e até chorando com o que era mostrado. Para gravar as imagens em película ou em sistemas eletromagnéticos e digitais, eram usados médiuns que incorporavam as divindades. Há registros de pessoas que não suportaram o peso de “receber os santos”, como diziam na época, e foram punidos por ganharem fama e dinheiro com sua missão de representar as divindades. Um deles foi o médium Christopher Reeves, que ficou paraplégico ao cair de um animal quadrúpede que existia na época.

Reeves era conhecido por encarnar um dos deuses mais poderosos da época, o Super-Humano, que teria sido trazido dos céus para viver escondido entre os humanos. O Super-Humano tinha superforça, voava, não era perfurado por projéteis metálicos, conseguia ver através de objetos sólidos e tinha supervelocidade. Seus fiéis acreditavam que ele era capaz de fazer o tempo voltar ao voar em sentindo contrário da rotação da Terra. Como outras divindades, o Super-Humano sofria com dramas pessoais. Ele sofria por amar uma humana, que era jornalista _ profissional que divulgava fatos ao público, antes do advento da popularização da rede mundial de computadores, que acabou com o monopólio da notícias pelas empresas de comunicação. Ainda no início do século 21, o Super-Humano era chamado de Super-Homem, mas seu nome foi mudado por pedidos da emergente classe homossexual, que considerava a antiga denominação homofóbica, opressiva e preconceituosa.

Outra das divindades populares na época era o Humano-Roedor-Voador, que apesar de não ter superpoderes era protegido por um deus-animal chamado morcego, espécie hematófoga hoje extinta. As mulheres, mesmo as mais céticas e desconfiadas, eram devotas da Fêmea-Maravilha, uma deusa que distribuía a verdade através de um laço mágico. Tanto a Fêmea-Maravilha quanto o Humano-Roedor-Voador e o Super-Humano eram de uma ordem religiosa conhecida como DC. Outra corrente de fiéis se autodenominava Marvel, muito embora houvesse um sincretismo religioso, com seguidores de ambos os templos louvando seres do outro movimento. Os marvelistas acreditavam em seres como o Aracnídeo-Humano, que tinha os poderes concedidos por uma aranha sagrada, e o Carcaju, um ser bestial com garras metálicas que era cultuado por humanos de baixa estatura e enfermos, que acreditavam em seu poder de cura.

Psicólogos e teólogos até hoje estudam como a civilização que nos deu a eletrônica, a informática, a ciência atômica, a indústria do entretenimento e o telemarketing era ingênua a ponto de acreditar na existência dessas criaturas. Os estudiosos também buscam incessantemente a causa da decadência da crença nos superseres, que sucumbiu diante da ascensão do culto às celebridades. Principalmente depois que os salmos de Caras, Quem e Contigo passaram a narrar os feitos da Sábia Xuxa; Sasha, a messias; Sandy, a Mãe-Virgem; Szafir, o santo inseminador, pai dos sete escolhidos; e outros vultos da religião do século 21″.


Publicado originalmente em outubro de 2002, no site Cocadaboa.com.

O fim da Maria Chuteira?...

julho 15, 2009
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mchuteiraAmeaça ao ecossistema das celebridades

Por Odisseu Kapyn

É fato que no mundo das celebridades de hoje, os jogadores de futebol são figuras importantíssimas. Há alguns anos, eles não eram tão famosos. Quer dizer, quem se ligava em futebol sabia quem era aquele sujeito se desse de cara com ele ou citassem seu nome. Mas era difícil um cidadão de classe média passar por um jogador na rua, já que os craques muitas vezes moravam mal, em comunidades afastadas. Ganhavam pouco. Mas o tempo foi passando, o futebol virou uma máquina milionária e os caras começaram a faturar mais alto.

Ao mesmo tempo que o esporte bretão se profissionalizou e enriqueceu, o culto às celebridades foi ganhando corpo. Aí, é claro, não tinha como os dois universos se cruzarem, fazendo de alguns jogadores verdadeiros pop stars. Nada contra. Afinal, os jogadores têm muito mais talento do que o sujeito que simplesmente ficou alguns meses falando besteira dentro de uma casa trancada e aparelhada com câmeras escondidas.

Mas hoje os jogadores de futebol estão criando um problema sério de desequilíbrio no ecossistema das celebridades. (mais…)

Desaguando...

julho 14, 2009
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Já começamos a publicar textos na seção Águas Passadas, que pode ser vista do lado esquerdo desta página, abaixo do menu principal. É, ali mesmo, com a privada estampada.

A seção foi criada para estocar textos feitos pelos editores da M… em outros veículos, antes de termos criado a revista e a M… Online.

sac2

Pra começar, um texto assinado por Odisseu Kapyn, publicado em 2002 pelo site Cocadaboa.com, sacaneando o SAC das empresas. Na época, a brincadeira foi tão bem recebida pelos leitores que eles mesmos passaram a fazer pegadinhas com vários SACs e enviar para o Cocadaboa. Leia aqui, para se sentir vingado contra as práticas absurdas do telemarketing.

É tudo verdade...

abril 1, 2009
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Como hoje é 1º de abril, a M… Online publica um texto já conhecido por internautas mais experientes, de autoria de nosso colaborador Odisseu Kapyn.

 

O colunista fala sobre como a vida toda a gente é enganado, desde crianças, com os mitos infantis e mentiras oficiais do Ensino Básico, até a idade adulta. Papai Noel, Descobrimento do Brasil, caçadores de marajás, namoradas…

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Ré-forma ortográfica...

março 27, 2009
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Publicamos hoje um texto de Odisseu Kapyn, ex-colunista do Cocadaboa, colaborador da M… e integrante do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.

Odisseu propõe novas regras no português, bem mais interessantes que a Reforma Ortográfica, como o extinção gradativa do trema (passando de dois para um ponto), além de comentar a entrada do K.Y. no idioma.

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Reto-spectiva 2008...

dezembro 26, 2008
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O fim do ano chegou. Toda grande empresa midiática tem que fazer uma retrospectiva. Como agora somos um dos gigantes da comunicação brasileira, nos sentimos compelidos a preparar a nossa seleção de momentos importantes de 2008. Para isso escalamos o colaborador Odisseu Kapyn, ex-Cocadaboa e atual explorador da febre de stand-up comedy (atuando no Ponto Cômicos).

2008 foi o ano de Amy? 

Odisseu mostra que 2008 não foi o Ano de M, e sim um dos períodos com mais acontecimentos positivos em toda a história da Humanidade. Ao ver o lado bom de tudo que aconteceu nos últimos 12 meses, nosso colaborador nos dá uma lição de otimismo, exceto pela última frase de seu texto, recomendado apenas para quem não tem preguiça de ler:

2008 não foi um ano de M

Engana-se quem achou que 2008 teve muita merda acontecendo. E mesmo se houvesse, a mesma merda que é encarada com um torcer de nariz por uma pessoa pode ser vista como adubo por um agricultor que cultiva sua terra para gerar vegetais que venderá para tentar saldar sua dívida com o banco e ainda alimentar seus nove filhos famintos. É só olhar com o coração aberto:

OS AFASTAMENTOS

Rebeca Gusmão parou de se dopar. Gustavo Kuerten parou de perder. Fidel Castro parou de ser criticado como ditador de Cuba. Fábio Assunção parou de chegar atrasado e nervoso às gravações das novelas. Romário parou definitivamente de anunciar que largará o futebol. A ministra do Meio Ambiente Marina Silva parou de entrar em choque com o próprio governo e seus próprios ideais. Bill Gates parou de ser criticado por atos da Microsoft. Matilda Ribeiro, ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, parou de usar cartão de crédito do Governo indevidamente.

POLÍTICOS COM ACEITAÇÃO DO PÚBLICO – UMA NOVA ERA

O presidente francês Sarkozy foi sucesso entre o público. Só por se casar com a modelo e cantora Carla Bruni, mas deixa pra lá.
Barack Obama foi sucesso entre o público. Só por seu simbolismo, mas deixa pra lá.
Sarah Palin foi sucesso entre o público. Só por ter cara de bibliotecária com sexualidade escondida, mas deixa pra lá.
Fernando Gabeira foi sucesso entre o público. Só por seu simbolismo. E perdeu a eleição. Mas deixa pra lá.
Carlos Minc foi sucesso entre o público. Só por seu jeito meio maluco e suas promessas, mas deixa pra lá.
No final do mandato, George Bush foi sucesso entre o público. Só por sua habilidade ninja ao se esquivar de dois arremessos de sapatos feitos por um jornalista iraquiano. Mas deixa pra lá.

SAÍRAM DA VIDA, MAS ENTRARAM PARA A HISTÓRIA

Heath Ledger morreu como o melhor Coringa de todos os tempos, não como o cowboy gay da cena da cuspidinha. Zélia Gattai morreu como imortal, não só como a viúva do Jorge Amado. Jamelão morreu como intérprete, não como puxador. André Valli morreu o Visconde de Sabugosa, não apenas como boneco de espiga de milho. Ruth Cardoso morreu como ex-primeira-dama, não como a mulher que continuou com o marido depois de ele ter um filho com uma amante jornalista. Dercy Gonçalves morreu como uma figuraça muito útil para dar um toque engraçadinho em qualquer reportagem, e não como uma atriz aposentada que não morria nunca. Dorival Caymmi morreu e poderá exercitar sua preguiça em paz.

A POPULAÇÃO CRESCE A NÍVES ALARMANTES, MAS…

Houve política de controle demográfico implementada pela China no Tibet, pela Rússia na Geórgia e por terroristas no Paquistão e na Índia. A Natureza também fez sua parte com ciclones em Mianmar e terremoto na China.

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO

Ronaldo Fenômeno apagou sua eleição como maior fiasco da temporada na Europa quando mais uma vez sofreu uma lesão em pleno jogo. Depois apagou a imagem de bichado ao se envolver em uma noite mágica com três travestis. Depois apagou a imagem de travequeiro ao deixar a torcida do Flamengo revoltada com sua ida para o Corinthians. Depois apagou a imagem de traidor ao ser pai mais uma vez, no finalzinho do ano.

PAIS E FILHOS

O número de filhos que foram notícia sofrendo na mão dos pais será apagado pelo número de fotos de novos filhos de celebridades em todas as revistas. Isabella Nardoni e a filha do austríaco que a manteve por 20 anos em um porão sendo violentada serão esquecidas diante da quantidade de reportagens fofinhas feitas ao longo dos próximos anos com os gêmeos de Jennifer Lopez, os gêmeos de Fernanda Lima, os gêmeos de Angelina Jolie e Brad Pitt, o filho da irmã de Britney Spears e até o filho da transexual que fez cirurgia para se tornar o primeiro homem a dar à luz. Essa é a relação pais-e-filhos que vai marcar 2008.

CHINA DÁ VOLTA OLÍMPICA NO MUNDO

A China deu um exemplo de como se faz uma Olimpíada. Por alguns dias, não pegava bem fazer críticas à falta de democracia, à opressão do povo e à censura aos meios de comunicação. Seria anti-olímpico. Além disso, o país mostrou que está atento aos valores do Ocidente, ao apelar para o playback na Cerimônia de Abertura para tirar de cena uma cantora feia. É verdade que cometeu o erro de sumir com a vara de uma brasileira, mas em breve o objeto deve estar disponível no Brasil a preço acessível em alguma filial da Casa&Vídeo.

ESPORTE BRASILEIRO

Nos Jogos da China, soubemos valorizar o ideal olímpico: o importante é competir, não necessariamente vencer. Houve alguns acidentes na nossa política olímpica, como o ouro para César Cielo, Maurren Maggi e as meninas do vôlei. Mas nada que Diego Hypólito e a Seleção de Dunga não pudessem contornar. E por falar em Dunga, o Brasil se mostra a Terra das Oportunidades do futebol, onde até quem nunca treinou um time é capaz de se tornar técnico da Seleção. Mostramos ainda nossa maturidade ao manter um treinador no cargo apesar de sucessivas decepções. E continuamos exportando jogadores de sucesso – este ano o Brasil bateu o recorde de rentabilidade com esse tipo de negociação. Nosso campeonato nacional continua sem grandes craques de renome mundial, mas o importante é mostrar para todos que produzimos atletas como Alexandre Pato. Mas será que é o Milan que paga o Pato, ou é a nossa torcida? Ah, bobagem perder tempo pensando nisso. E tempo é dinheiro.

EX-VICIADOS DÃO BONS EXEMPLOS

Maradona pediu perdão pelo gol de mão na Copa de 1986 e ainda foi contratado como técnico da Argentina. O ex-jogador e comentarista Casagrande teve coragem para encarar seu problema com as drogas, conseguindo se afastar não só da cocaína, mas também das narrações de Galvão Bueno. Amy Winehouse contrariou sua música de maior sucesso e finalmente se internou em uma clínica de reabilitação. Seu marido também entrou na onda e largou mão de bagulho: pediu a separação.

MÍDIA BRASILEIRA NÃO DÁ ATENÇÃO A ESCÂNDALO SEXUAL

A cafetina brasileira Andréia Schwartz, envolvida no escândalo que derrubou o governador de Nova York, veio para o Brasil e não ganhou a atenção que teria em outros tempos. Na verdade, a expressão “outros tempos” equivale a “período que não coincidiu com a morte da menina Isabella Nardoni”. Mas já foi um começo. Andréia acabou na Sexy, em vez da Playboy. A maior revista de nudez do Brasil, aliás, teve por mérito participar da distribuição de renda no país, dando verba e fama para quem realmente precisa. Foram quatro capas para ex-BBBs (Jaque Khoury, Juliana, Natália e Gyselle), uma para ex-“namorada” de jogador (Letícia Carlos) e uma capa e duas edições especiais para dançarinas de funk. E houve também ensaios que teoricamente são verdadeiros nus artísticos, pois foram protagonizados por atrizes profissionais: Mônica Carvalho, Cibele Dorsa, Carol Castro, Ana Paula Tabalipa e até a segunda vez de Cláudia Ohana, agora com um ensaio-denúncia sobre a devastação de florestas.

MAIS COMPREENSÃO COM A POLÍCIA

Em 2008, aprendemos a olhar a Polícia com novos olhos. Policiais não são os únicos a fazerem coisas erradas. É verdade que, no Pará, mantiveram uma menina presa na mesma cela com homens. Também houve ações criticáveis no caso da morte da jovem Eloá, refém do ex-namorado Lindembergh, em São Paulo. E também houve os PMs do Rio que fuzilaram um menino que estava dentro de um carro com a mãe, achando que eram bandidos (um deles foi inocentado da acusação de homicídio). Mas soldados do Exército, por exemplo, entregaram jovens a uma gangue rival no Morro da Providência, colaborando para o assassinato do rapazes. O Exército também condenou à prisão um dos integrantes do casal de sargentos gays. E também temos os milicianos, que torturaram repórteres infiltrados em uma favela. Então, 2008 mostra que devemos sempre dar mais uma chance a policiais, como fez Suzana Vieira, que persistiu na união com o pobre Marcelo Silva, que sempre viu a atriz como uma heroína com uma bela carreira.

ESPIONAGEM

Um grande país precisa de uma grande agência de inteligência, para fazer frente ao renome de departamentos como a CIA, a KGB e o MI6. No início de 2008, dados sigilosos da Petrobras caíram em mãos erradas com o roubo de computadores da empresa especializada em anúncios de descobertas de petróleo em camada pré-sal. Descobriram que foi só um crime comum, nada arquitetado por uma mente como a de Daniel Dantas, exemplo de super-criminoso, capaz de angariar informações comprometedoras de integrantes e ex-integrantes do poder e com isso conseguir se livrar da prisão a todo momento. Daí a necessidade de uma agência como a Abin, com os meios de grampear telefones de um ministro e do presidente do STF. Estamos chegando ao Primeiro Mundo com nossos espiões. Se cuida, James Bond.

BRASIL NA CORRIDA ESPACIAL

A China pôs seus astronautas no espaço pela primeira vez. O Brasil ficou atrás da corrida este ano por muito pouco: nosso Padre Voador chegou a quase 6 mil metros de altitude.

2008 ATÉ O FIM

A maior prova de que 2008 não foi uma merda: O Acelerador de Partículas montado na Suíça não abriu o temido buraco negro que acabaria com o mundo. Isso será tarefa da Crise Financeira. Mas aí já vai entrar na conta de 2009. Esse sim será o Ano da M…

(Odisseu Kapyn)

 

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