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	<title>M... &#187; nome próprio</title>
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		<title>Toda nudez será homenageada</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 18:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
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		<category><![CDATA[nome próprio]]></category>
		<category><![CDATA[nudez]]></category>

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O manifesto de Pedro Cardoso contra a nudez no cinema não teve grande adesão na classe artística, muito menos entre o público e a Imprensa (já tem jornal botando o protesto do sujeito como candidato em eleição de &#8220;mico do ano&#8221;). Ao que parece, a indústria cinematográfica brasileira vai continuar dando de ombros, bundas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>O manifesto de Pedro Cardoso contra a nudez no cinema não teve grande adesão na classe artística, muito menos entre o público e a Imprensa (já tem jornal botando o protesto do sujeito como candidato em eleição de &#8220;mico do ano&#8221;). Ao que parece, a indústria cinematográfica brasileira vai continuar dando de ombros, bundas e peitos para essa polêmica. Mas a nudez na Retomada continua algo muito acanhado, se comparada ao histórico de nosso cinema, como analisa o jornalista Alexandre Paim, da <em>M&#8230; Online</em>.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nomeproprio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-408" title="nomeproprio" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nomeproprio.jpg" alt="" width="482" height="197" /></a></p>
<p>&#8220;Para quem acompanhou o cinema de antes, sempre passa pela mente o que um diretor como<span style="color: #000000;"> Neville d&#8217;Almeida, Walter Hugo Khouri ou Carlo Mossy </span>fariam com uma Luana Piovani, uma Juliana Paes ou uma Fernanda Machado nas mãos&#8221;, diz Paim, que dá ainda algumas dicas de onde achar cenas de nudez &#8220;decentes&#8221; nos filmes nacionais mais recentes.</p>
<p><span id="more-407"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Nudez de Retomada</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A produção de filmes nacionais dos anos 70 e 80 foi categorizada, equivocadamente, no inconsciente coletivo como pornochanchada. Um erro de semântica, pois o que caracteriza os filmes da pornochanchada é a &#8220;chanchada&#8221; e não o &#8220;pornô&#8221;. Portanto, as pornochanchadas eram as comédias eróticas. E a produção da época incluía filmes de todos os gêneros: dramas, policiais, aventuras juvenis, filmes autorais e, claro, os pura e simplesmente eróticos. Não tem jeito, sempre rolava nudez, sexo ou pelo menos um peitinho. Tirando Os Trapalhões, todo mundo tirou a roupa no cinema daquela época.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Com o fim da puberdade do Cinema Nacional, ele teve que parar com sacanagem nos anos 90 e virar homenzinho trabalhando com publicidade, voltando mais amadurecido, preocupado com as questões sociais dos morros cariocas, periferia de São Paulo e seca no Nordeste. No entanto, para quem viu ou acompanhou o cinema de antes, sempre passa pela mente poluída o que um diretor como Neville d&#8217;Almeida, Walter Hugo Khouri ou Carlo Mossy fariam com uma Luana Piovani, uma Juliana Paes ou uma Fernanda Machado nas mãos. Será que teríamos o prazer de ver uma cena lésbica com a Deborah Secco e a Camila Pitanga ? Ou a Priscila Fantin fazendo um ménage masculino com Paulinho Vilhena e Dado Dolabella ? Aos poucos o cinema brasileiro vai perdendo a inibição e volta a apresentar cenas mais calientes.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Dentre as produções recentes está o filme <em>Entre lençóis,</em> com Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira. O filme conta a história de um casal que se conhece numa boate e tem uma atração fulminante; o restante da fitaé todo passado dentro de um quarto de motel. Uma sinopse destas, nos áureos tempos, renderia cenas para onanista nenhum botar defeito. Mas o resultado atual é frustrante. O filme tem algumas das cenas de sexo mais sem sal da história do cinema mundial. É só comparar com as cenas do filme <em>Eu te amo</em>, de Arnaldo Jabor, protagonizado por Paulo César Pereio e Sônia Braga, que tem um <em>plot</em> parecido, só que em vez de motel, tudo se passava num apartamento.</span></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/euteamo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-409" title="euteamo" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/euteamo.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;">As cenas de sexo de Paola e Giane era bem burocráticas, sempre um papai e mamãe discreto, bem mais próximo de um casal de presbiterianos do que um casal imerso em tensão sexual. Outro detalhe interessante é como o diretor &#8220;poupa&#8221; o público da nudez dos atores, evitando filmá-los nus com naturalidade, como se fosse um filme de terror psicológico em que a câmera desvia o olhar quando ocorre alguma cena violenta de mutilação ou esquartejamento. Poucas vezes vemos o bumbum da Paola Oliveira, não há nenhuma cena de nudez frontal nem panorâmica do casal ou variação de posição. Nada. A atuação do casal não convence, ainda mais que o filme é todo feito de diálogos, e nas cenas de sexo, o ex-de Marília continua também não convencendo ninguém.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A dica para quem quer ver uma retomada do erotismo no cinema nacional em alto estilo é <em>Nome próprio, </em>estrelado pela deliciosa <em>girl next door</em> Leandra Leal, que fica nua praticamente o filme inteiro. E o bom é que, por se tratar de um filme autoral e artístico, é possível que todo mundo vá conferir sem que suas reais intenções possam ser decifradas, coisa que era mais difícil antigamente com títulos como <em>O bem dotado homem de Itu</em>, <em>Oh, rebuceteio</em> ou <em>Histórias que nossas babás não contavam</em>. Diferente de <em>Entre lençóis</em>, a nudez neste filme é natural, e o filme não faz concessões nem para o público mais conservador e nem para os tarados de plantão. Apenas conta sua estória.</span></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nomeproprio21.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-411" title="nomeproprio21" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nomeproprio21.jpg" alt="" width="391" height="207" /></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Para quem é fã de um <em>sex appeal</em> mais simbólico, a dica é o filme <em>Romance,</em> que tem uma cena de nudez suave de Wagner Moura e Letícia Sabatella. A cena vazou e foi disponibilizada em sites pró-punheta, e conforme bem disse a musa Sabatella, fora do contexto perde todo o sentido. Recomendável para se ver a dois, um estágio superior da fase onanista.</span></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/romance.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-412" title="romance" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/romance.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Em matéria de pornochanchada, a dica mais próxima atualmente do subgênero é o novo filme de Hugo Carvana, <em>A casa da mãe Joana</em>. O filme está muito longe de ser uma pornochanchada das antigas, mas é uma comédia bem despretensiosa com todos os elementos do bom e velho humor heterossexual: piadas sexuais, bichinha escandalosa, apologia à malandragem e vadiagem bem no estilo Trapalhões e mulheres gostosas. Nudez praticamente nenhuma, inclusive contando com absurdas cenas de sexo com pessoas vestidas. E Juliana Paes toma banho de banheira sem mostrar nada, mas a atriz Fernanda Freitas compensa isso numa cena em que deixa o vestido cair e revela sua nudez para um já decadente Paulo Betti. A cena, apesar de breve, é marcante, ainda mais pelo fato irônico de Pedro Cardoso, que fez uma recente manifestação contra a nudez, estar no elenco.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Alexandre Paim)</span></p>
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