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	<title>M... &#187; Leonardo Vela</title>
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		<title>Bloqueando</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 17:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Vela]]></category>

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Depois de mandar o flagrante que fez de um minibloco de merda no carnaval, o colaborador Leonardo Vela, também chamado de Wella ou Homem-Spam da M&#8230;, nos mandou o texto que lhe encomendamos sobre as merdas que estão rolando nos blocos cariocas, uma modalidade de folia que só faz crescer na cidade.

O correspondente de M&#8230; destrincha os problemas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="" /></a></p>
<p>Depois de mandar <a href="http://www.mcorporation.com.br/2009/02/26/tijolo-no-bloco" target="_blank">o flagrante que fez de um minibloco de merda</a> no carnaval, o colaborador <a href="http://vela.blogspot.com/" target="_blank">Leonardo Vela</a>, também chamado de Wella ou Homem-Spam da M&#8230;, nos mandou o texto que lhe encomendamos sobre as merdas que estão rolando nos blocos cariocas, uma modalidade de folia que só faz crescer na cidade.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/blocovela.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-694" title="blocovela" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/blocovela.jpg" alt="" /></a></p>
<p>O correspondente de M&#8230; destrincha os problemas e chega a sugerir soluções, sob sua ótica um tanto peculiar:</p>
<p><span id="more-693"></span></p>
<p><strong>Carnatrash</strong></p>
<p>Fim do carnaval, converso no MSN com uma amiga que sumiu durante a farra momesca.</p>
<p><em>Wella: ficou no rio? não te vi em nenhum bloco&#8230;</em></p>
<p><em>Amiga do Wella: fiquei, mas não aguento mais os blocos daqui. ano que vem tenho q viajar de qq maneira no carnaval.</em></p>
<p><em>Wella: vc ta exagerando. ainda dá pra se divertir bastante no rio. mas o futuro não é mto promissor&#8230;</em></p>
<p>É verdade. Os blocos cariocas perigam ficar uma merda em poucos anos. Em 2009, muitos deles decepcionaram os foliões. Para o negócio não azedar de vez, aqui vão alguns problemas detectados e suas respectivas soluções, para manter o carnaval de rua do Rio pulsando. </p>
<p><strong>Superlotação</strong> – Já nem considero pular nos blocos mais badalados, que arrastam multidões, como o Bola Preta, Suvaco de Cristo, Simpatia é Quase Amor e Monobloco, entre outros. A decepção deste ano foi o Céu na Terra, que não cabe mais em Santa Teresa. Virou “Inferno na Terra”. </p>
<p>Solução para os megablocos: nenhuma. Que eles permaneçam lotados para que outros continuem tranqüilos. Solução para o Céu na Terra: alargar as ruas de Santa Teresa. Derrubar os sobrados que servem como ateliês de artes plásticas e oficinas de teatro alternativo ajudaria bastante.</p>
<p><strong>Sigilo sobre horário de desfile</strong> - Para evitar a lotação, alguns blocos não divulgam a hora certa em que vão sair. Isso acontece geralmente nos que saem pela manhã. Só que este ano até o estreante Exalta Rei, que saiu à tarde, recorreu ao sistema. Resultado: muitos foliões chegaram ao local com o bloco já terminado. Lamentável&#8230;</p>
<p>Solução: Vingar-se do Exalta Rei. Como o bloco passa em frente ao prédio do Roberto Carlos, que saudou os foliões da sacada, em 2010 a dica é ir vestido de marrom, de perna de pau e com a faixa “Rei, libera a biografia!”.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/jornalnacional.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-696" title="jornalnacional" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/jornalnacional.jpg" alt="" /></a></p>
<p><strong>Fantasias</strong> <strong>medíocres </strong>– Não faltaram fantasias criativas e inspiradas em notícias recentes – como a da bancada do <em>Jornal nacional (acima)</em>, Michael Phelps maconheiro, brasileira “violentada” na Suíça e turista assaltado. Tudo bem que ninguém é obrigado a se fantasiar. Às vezes a grana tá curta e não há nem o baú da avó para ajudar. Mas daí a achar que um colar havaiano atravessado no peito bombado e depilado ou um arco de canudos coloridos na cabeça é fantasia&#8230; é dose!</p>
<p>Solução: Nenhuma. Não há como exigir criatividade dessa gente. </p>
<p><strong>Playboyzada</strong> – Além de se “fantasiar” de cordão havaiano, esse distinto grupo da sociedade geralmente representa uma ameaça à paz em blocos outrora considerados tranqüilos. Seus integrantes são desprovidos de maneiras civilizadas de abordar as moças. A discrição para mijar dos playboys é mínima, assim como o seu vocabulário. São capazes de, por exemplo, botar um funk nas alturas ao lado de um singelo bloco infantil. </p>
<p>Solução: Concentrar os blocos de playboys na Barra da Tijuca ou mandá-los para a Bahia.</p>
<p><strong>Sujeira</strong> – Os banheiros químicos instalados pela Prefeitura não foram suficientes. E ainda tinha nego mijando entre as cabines. A única movimentação de limpeza nessa carnaval veio dos catadores de latinhas. Quem mora em rua onde passou algum bloco se sentiu dentro de um banheiro de pé-sujo do Piauí. </p>
<p>Solução: Torcer para São Pedro mandar uma chuva de verão no fim de cada bloco. </p>
<p><strong>Segurança </strong>– O aperto dos blocos era um prato cheio para punguistas. A polícia só aparecia para desobstruir alguma rua e aproveitava para brincar de carnaval baiano, mandando spray de pimenta na galera.</p>
<p>Solução: Ir para os blocos com menos roupa possível (de preferência, as mulheres, alvo preferido dos meliantes).</p>
<p><strong>Motoristas de ônibus</strong> – O carnaval deve ser a pior parte do ano para estes pobres coitados. Todo mundo se divertindo e eles ralando, levando a maior cabeçada, encarando engarrafamento e o calor. Por isso, se já guiam mal normalmente, os &#8220;pilotos&#8221; capricham na grosseria ao volante na época momesca. </p>
<p>Solução: Quando o ônibus der a partida, começar a cantar: “rema, rema, rema, remador / vou botar no cu do trocador / se o trocador for vigarista / vou botar no cu do motorista”. </p>
<p><strong>Vendedores de cerveja</strong> – Um mal necessário. Afinal, quem vai matar a sede dos foliões? O problema é a maneira como eles se locomovem nos blocos, arrastando seus isopores, atravancando ou passando à força por entre as pessoas. Vi um sujeito ser atropelado por um deles e cair de bunda dentro do isopor. </p>
<p>Solução: Criar uma auto-escola para ambulantes e botar a Guarda Municipal para multá-los. Cada infração cometida, a galera em volta é abastecida com um lote de cerveja.</p>
<p><strong>A falta de cerveja</strong> – Incrível, mas aconteceu no estreante bloco da Orquestra Voadora, no gramado do MAM. Poucos vendedores apareceram, com quantidade insuficiente e material quente. Se faltou líqüido, sobrou maresia. Afinal, o belíssimo local, cheio de árvores e palmeiras, fica em frente à baía da Guanabara&#8230; Clima de Woodstock. Mas, que fique claro, só rolou o fumacê porque a banda tocou <em>Purple haze</em>, do Hendrix&#8230;</p>
<p>Solução: A implantação de uma rede de comunicações entre os vendedores de cerveja. </p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/folias.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-695" title="folias" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/folias.jpg" alt="" /></a> </p>
<p><strong>Barangas</strong> – O carnaval é a grande chance de as mulheres feias saírem por aí distribuindo amor. Se uma diabinha feiosa tentar te levar para o inferno, faça o sinal da cruz com os dedos e comece a gritar: “vade retro, Satanás!!! Eu sou crente!!! Eu sou da Igreja Universal!!!”. Dá certo. </p>
<p>Solução: Não existe mulher feia. Foi você quem não bebeu demais. Mas se a assediadora é tão feia que nem a cachaça resolve, o jeito é ir ao Bloco dos Cegos, no Instituto Benjamim Constant.</p>
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