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	<title>M... &#187; Jennifer Aniston</title>
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		<title>Do cão</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 12:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Aniston]]></category>
		<category><![CDATA[Marley e eu]]></category>

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Todo fim de ano temos os &#8220;filmes de Natal&#8221;. São longas-metragens que chegam aos cinemas no feriado religioso, cheios de emoções e lágrimas fáceis, feitos para toda a família chorar. Este ano, Hollywood escalou para a tarefa Marley e eu, baseado em um livro que muitos colocariam na seção de &#8220;auto-ajuda&#8221; de uma livraria. Vai [...]]]></description>
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<p>Todo fim de ano temos os &#8220;filmes de Natal&#8221;. São longas-metragens que chegam aos cinemas no feriado religioso, cheios de emoções e lágrimas fáceis, feitos para toda a família chorar. Este ano, Hollywood escalou para a tarefa <em>Marley e eu</em>, baseado em um livro que muitos colocariam na seção de &#8220;auto-ajuda&#8221; de uma livraria. Vai ser um sucesso, pois tem cachorrinho (o melhor amigo do homem) e Jennifer Aniston (a melhor amiga de <em>Friends</em>). Todos vão querer assistir ao filme e humoristas de internet vão fazer piadinhas do tipo &#8221;Bob Marley e eu&#8221;, com montagem do cachorro fumando maconha.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/dogs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-420" title="dogs" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/dogs.jpg" alt="" width="364" height="265" /></a></p>
<p>Mas isso não quer dizer que a produção tenha passado incólume por um de nossos críticos de M. O jornalista Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo eu?</a>, foi à exibição exclusiva para a Imprensa e nos traz seu relato. O filme estréia dia 25 de dezembro, mas a gente publica logo hoje, já que amanhã tem meio-expediente.</p>
<p><span id="more-419"></span><span style="color: #0000ff;"><strong>De chorar</strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Marley e eu</em> é o livro preferido de muita gente. A quantidade de leitores que se debulharam em lágrimas enquanto folheavam a história de um labrador desobediente é proporcional ao tempo em que a publicação figurou entre as mais vendidas. Agora, tem tudo para virar o filme preferido de toda essa gente. Na adaptação à tela grande feita pelo diretor David Frankel, a mais aguardada estréia da temporada de Natal, todo o melodrama está lá. É tempo para mensagens, lições de vida e chororô. E chora Owen Wilson, chora Jennifer Aniston, choram seus filhos bonitinhos, chora o operador do projetor e choram até os jornalistas na cabine! É uma choradeira sem fim. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Muito espertamente, para comover o espectador, Frankel se utiliza de uma fórmula que é velha conhecida dos <em>blockbusters</em> natalinos: a catarse familiar. Nos Estados Unidos, a idéia de família ideal não está completa sem um animal de estimação. Nem o presidente escapa à regra (Obama já prometeu aos pimpolhos um bichano assim que se mudarem para a Casa Branca). Marley, um cão fofinho - e tem que ser fofinho, senão não funciona -, se mete em uma série de encrencas para que uma família inteira seja capaz de refletir sobre seus próprios defeitos. Para sublinhar o tom emotivo, atores bonitos, em locações bonitas, declamando textos bonitos. Nada que você já não tenha visto na <em>Sessão da tarde</em>. A única diferença é que neste, o cão não fala e nem consegue se comunicar com outros animais. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Tecnicamente, não há nada a destacar. Fotografia, montagem, edição, trilha sonora, interpretações – tudo normal. O filme funciona mesmo porque quem já teve ou tem um cachorro acaba se identificando com muito do que acontece a Marley. Porém, uma das mensagens finais, ao som de um piano tristonho, de que o cão proporciona um amor verdadeiro e livre de interesses materiais, é digna de Luisa Mell. Uma espécie de constrangimento que passa pelo crivo de quem não se importa em ter o rosto lambido, a casa defecada e os móveis destruídos pelo bicho de estimação. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Era para ser uma comédia, mas um dos poucos momentos engraçados é uma ponta de Kathleen Turner (já deformada pela idade), na qual a experiente atriz interpreta uma adestradora de cães. Obviamente, malogra na tentativa de fazer com que Marley obedeça a suas instruções. De resto, pode preparar o pacote de lenços de papel. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Vai ter muito cachorro novo chamado Marley passeando pelos calçadões cariocas neste verão&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">COCÔ-TAÇÃO: 3 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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