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	<title>M... &#187; inagaki</title>
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		<title>Fazendo bico</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 04:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[buttman]]></category>
		<category><![CDATA[cu]]></category>
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Alexandre Inagaki é um dos blogueiros mais conhecidos da internet brasileira, quiçá também do Japão (parente conta). No Pensar Enlouquece, Inagaki escreve textos bacanas sobre variados temas, que costumam ser bem ilustrados com alguns dos vídeos mais interessantes da rede. O trabalho do jornalista lhe valeu fortuna, mulheres, prêmios como o de &#8220;Melhor Weblog em Língua Portuguesa&#8221; no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="" width="500" height="55" /></a></p>
<p>Alexandre Inagaki é um dos blogueiros mais conhecidos da internet brasileira, quiçá também do Japão (parente conta). No <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/" target="_blank">Pensar Enlouquece</a>, Inagaki escreve textos bacanas sobre variados temas, que costumam ser bem ilustrados com alguns dos vídeos mais interessantes da rede. O trabalho do jornalista lhe valeu fortuna, mulheres, prêmios como o de &#8220;Melhor Weblog em Língua Portuguesa&#8221; no The BOBs (promovido pelo Deutsche Walle) e títulos como o de blogueiro mais influente do Brasil (de acordo com pesquisa da Revista Bula). Mesmo com todo esse currículo, o sujeito não se importa de botar um pé na <em>M&#8230;</em> e nos manda um texto um tanto quanto atípico. Vejam agora um lado não tão conhecido do blogueiro: o cu, por Alexandre Inagaki. <span id="more-63"></span></p>
<p><strong><span style="font-size: small; font-family: Verdana;"><span style="font-weight: bold; font-size: 12pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Cu e suas foderosas conotações</span></span></strong></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Bernard Pivot apresentou na TV5 francesa, durante 25 anos, o programa <em><span style="font-style: italic;">Bouillon de Culture</span></em>, dedicado a entrevistas com o chamado <em><span style="font-style: italic;">crème de la crème</span></em> da literatura mundial. Ou não, uma vez que passaram pelo crivo de Pivot autores tão díspares como Georges Simenon, Vladimir Nabokov, Charles Bukowski, Erica Jong, Marguerite Duras, Anthony Burguess e Paulo Coelho. Mas enfim, como diriam os romanos da história do Asterix, esses gauleses são todos loucos.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Você pode me perguntar: mas o que o cu tem a ver com as calças? Explico: mais do que as entrevistas, o que notabilizou Pivot (particularmente nos Estados Unidos) foi o famoso questionário criado pelo francês, adotado posteriormente por James Lipton em seu programa <em><span style="font-style: italic;">Inside the Actor&#8217;s Studio</span></em>, no qual ele entrevista atores e diretores de cinema. Estas são as perguntas do Questionário Pivot:</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Qual é sua palavra favorita?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- E a palavra que menos aprecia?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Qual a sua droga favorita?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Qual o som ou barulho que mais gosta?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Qual o seu palavrão predileto?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Que outra profissão gostaria de seguir?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- E a que não seguiria?</span></span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- Se Deus existe, o que você gostaria que ele lhe dissesse ao lhe encontrar?</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">&#8220;Cu&#8221; é a resposta perfeita para pelo menos quatro das perguntas acima. Quais eu não digo, até porque gosto é que nem cu, cada um tem o seu. Enfim. Palavra sonora e foderosamente sintética, &#8220;cu&#8221; recebe do dicionário Aurélio quatro diferentes conotações:</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><em><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-style: italic; font-family: Verdana;">1. Ânus.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-style: italic; font-family: Verdana;">2. Nádegas.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-style: italic; font-family: Verdana;">3. Fundo da agulha, oposto à ponta ou bico.</span></span></em></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; font-style: italic; font-family: Verdana;">4. A</span></span></em><em><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; font-style: italic; font-family: Verdana;"> parte inferior de um poleame, oposta à cabeça.</span></span></em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Eu sei o que é &#8220;poleame&#8221;, mas eu sei que você está cagando para tal vernáculo. Mais interessante é observar os exemplos que o Aurélio dá (ops) de expressões que têm &#8220;cu&#8221; no meio. Ei-los:</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- <em><span style="font-style: italic;">Dar o cu</span></em>. A definição fornecida pelo dicionário, &#8220;ser pederasta passivo&#8221;, é insatisfatória. Oras, qualquer cinéfilo que assistiu a obras como <em>O último tango em Paris</em>, <em>Instinto selvagem</em> e <em>Buttman&#8217;s intimate exposure</em> sabe que mulheres destemidas não tiram o seu cu da reta.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- <em><span style="font-style: italic;">Ficar com o cu na mão</span></em>. Vaticina o Aurélio que tal expressão significa &#8220;ficar cheio de medo, apavorado&#8221;. Ou seja, ficar com o cu piscando. Ou trancar o cu. Afinal de contas, quem tem teme.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- <em><span style="font-style: italic;">Tirar o cu da seringa</span></em>. Ou seja, &#8220;livrar-se de situação embaraçosa&#8221;. Uma tradução menos sutil e muito mais expressiva do equivalente em inglês &#8220;<em><span style="font-style: italic;">pass the buck</span></em>&#8220;.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">- <em><span style="font-style: italic;">Não ter no cu o que periquito roa</span></em>. Adorável frase, não? Que significa, simplesmente, &#8220;ser extremamente pobre&#8221;. Taí uma ótima resposta para quando o meu gerente do banco me encher o saco por causa da situação menstrual de minha conta bancária, sempre no vermelho. Isto é, se eu estiver de bom humor. Caso contrário, utilizar-me-ei de uma expressão mais banalizada, mas que nem por isso perdeu sua força catártica: vai tomar no cu. Pedro Ivo Resende, em seu texto <em>Direito ao palavrão</em> (sim, é aquele mesmo que você viu ser erroneamente atribuído a Millôr Fernandes ou Luís Fernando Veríssimo nos inúmeros e-mails que seus colegas desocupados reencaminham durante o expediente – porque fama na internet é escrever texto que vira cu de bêbado, sempre atribuído a outros ou ao famoso Autor Anônimo), cita uma revigorante variação da expressão: “vai tomar no olho do teu cu”. Outras variantes: “vai tomar no centrolho do teu cu”, “vai tomar no meio das pregas da tua fantástica fábrica de chocolates” e “vai saciar a sede no meio do teu pavilhão reto-furicular sediado naquela região lombar aonde o sol não bate”.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Cu. Eis uma palavra libertadora. Mas que, para recuperar sua força oral, necessitaria ser escrita com acento: “cú”. Que é pra foder (ou melhor, </span></span><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">“fuder”) de vez com qualquer regra normativa da língua portuguesa. Embora um til fosse mais adequado. Porque só a sinuosidade de um til poderia vagamente expressar, graficamente, as reentrâncias e saliências tão particulares desta sugestiva cavidade.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Cu. Repita esta palavra como um mantra, até o cu fazer bico. Não há, em toda a língua portuguesa, um encontro tão poderoso de duas letras. Sinta a sua força: cu.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small; font-family: Verdana;"><span style="font-size: 10pt; color: #0000ff; font-family: Verdana;">Acha que este texto viajou demais na maionese e apelou mais que diálogo de longa brasileiro produzidos pela Embrafilme? Tô cagando para a sua opinião, <em><span style="font-style: italic;">mon ami</span></em>. Não gostou, enfie o dedo no cu. E cheire!</span></span></p>
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