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	<title>M... &#187; Futebol</title>
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		<title>O fim da Maria Chuteira?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 18:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Águas Passadas (Ulisses)]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
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		<description><![CDATA[Ameaça ao ecossistema das celebridades
Por Odisseu Kapyn
É fato que no mundo das celebridades de hoje, os jogadores de futebol são figuras importantíssimas. Há alguns anos, eles não eram tão famosos. Quer dizer, quem se ligava em futebol sabia quem era aquele sujeito se desse de cara com ele ou citassem seu nome. Mas era difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1231" title="mchuteira" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/07/mchuteira.jpg" alt="mchuteira" width="251" height="237" /><strong>Ameaça ao ecossistema das celebridades</strong></p>
<p><em>Por Odisseu Kapyn</em></p>
<p>É fato que no mundo das celebridades de hoje, os jogadores de futebol são figuras importantíssimas. Há alguns anos, eles não eram tão famosos. Quer dizer, quem se ligava em futebol sabia quem era aquele sujeito se desse de cara com ele ou citassem seu nome. Mas era difícil um cidadão de classe média passar por um jogador na rua, já que os craques muitas vezes moravam mal, em comunidades afastadas. Ganhavam pouco. Mas o tempo foi passando, o futebol virou uma máquina milionária e os caras começaram a faturar mais alto.</p>
<p>Ao mesmo tempo que o esporte bretão se profissionalizou e enriqueceu, o culto às celebridades foi ganhando corpo. Aí, é claro, não tinha como os dois universos se cruzarem, fazendo de alguns jogadores verdadeiros pop stars. Nada contra. Afinal, os jogadores têm muito mais talento do que o sujeito que simplesmente ficou alguns meses falando besteira dentro de uma casa trancada e aparelhada com câmeras escondidas.</p>
<p>Mas hoje os jogadores de futebol estão criando um problema sério de desequilíbrio no ecossistema das celebridades.<span id="more-1230"></span> E tudo tem a ver com sua procriação, que saiu dos eixos habituais. Vejam bem a situação e acompanhem o intrincado raciocínio, que carece de atenção do leitor, além de um certo conhecimento de mídia (mas nada com que todos nós já não estejamos acostumados).</p>
<p>Jogador de futebol bem sucedido sempre teve direito de pegar mocinhas bonitas, como qualquer pessoa de dinheiro. Eles faziam isso com Marias Chuteiras, namorando e até casando com beldades que se tornariam conhecidas apenas como a mulher do craque Fulanílson. Era mais uma forma de distribuição de renda através do futebol, beneficiando não só o pobre sujeito bom de bola, mas também a pobre gostosa boa de cama.</p>
<p>Ora, quem era Mônica Santoro antes de conhecer Romário? Foi só graças ao Baixinho que a moça chegou a ter um programa na TV. E, pelo amor de Deus, quem era Xuxa antes de ser mais um dos mais de mil gols de Pelé?</p>
<p>Mas, ultimamente, os atletas passaram a pegar mulheres já famosas, desde dançarinas até apresentadoras de TV. Os jogadores estão entrando definitivamente para o clubinho VIP das celebridades. Isso é péssimo para nosso ecossistema, está causando um desequilíbrio que precisa ser denunciado e combatido.</p>
<p>Ora, se antes uma desconhecida beldadezinha qualquer quisesse tirar o pé da lama desposando um jogador de passe valorizado, bastava aparecer nos pontos de abate habituais desses predadores, como boates e churrascarias. Agora elas vão precisar primeiro se tornar famosas para só então poderem chegar até os atletas. Isso gera a necessidade de um número ainda maior de famosos nos cenários, acentuando o desequilíbrio de nosso já frágil meio ambiente, saturado de pessoas conhecidas pelo público.</p>
<p>Assim, para que cada craque encontre sua parceira – não apenas para cópula, mas para procriação –, será necessário que surjam, digamos, seis ou sete novas celebridades de status mediano (os estudos ainda não estão em estágio avançado e o número é impreciso). A mídia já encontra dificuldades em construir todas essas novas celebridades para servir à cama dos jogadores.</p>
<p>Uma das formas encontradas pela indústria foi transformar simples modelos e manequins em gente famosa, chamando-as de top model. Muitas chegaram a cruzar e até desposar nossos craques, mas já há riscos de que elas não dêem vazão. A indústria dos ex-BBBs também já está tendo seus recursos esgotados.</p>
<p>Ou criamos uma nova categoria de “profissionais famosas” (há propostas de transformarem as melhores atendentes de telemarketing em novas celebridades), pondo em risco a capacidade de tolerância do público, ou voltamos com os hábitos antigos dos jogadores.</p>
<p>Eu voto pela segunda opção, num processo que poderia contar com a reeducação sexual dos craques, deixando-os isolados por um tempo em casas trancadas com câmeras, em convívio apenas com Marias Chuteiras. Dali, o craque só sairia ao casar e engravidar a moça. As fitas com o registro das cenas seriam postas à venda, é claro.</p>
<p><em></em></p>
<p><em>Texto publicado originalmente no site </em><a href="http://www.cocadaboa.com" target="_blank"><em>Cocadaboa.com </em></a><em>e adaptado posteriormente para o blog </em><a href="http://mulherefutebol.com/" target="_blank"><em>Mulher e Futebol</em></a>.</p>
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		<title>Entrada de carrinho</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 18:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Miyazaki]]></category>

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A cartola do site Mulher e Futebol, Marina Miyazaki, atende também pelo apelido de, vejam só, Marina M. Diante de um codinome desse e um site interessante, não havia como deixar de pedir uma cocô-laboração sua. Encomendamos um texto a Marina, que nos enviou uma pensata sobre a relação entre um jogador de futebol e seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="" /></a></p>
<p>A cartola do site <a href="http://www.mulherefutebol.com/" target="_blank">Mulher e Futebol</a>, Marina Miyazaki, atende também pelo apelido de, vejam só, Marina M. Diante de um codinome desse e um site interessante, não havia como deixar de pedir uma cocô-laboração sua. Encomendamos um texto a Marina, que nos enviou uma pensata sobre a relação entre um jogador de futebol e seus carros de luxo:</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/naoeobina.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-773" title="naoeobina" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/naoeobina.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span id="more-772"></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>PERNAS, PRA QUE TE QUERO?</strong> </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O jogador do Barcelona, pegou um vício interessante: o de comprar carros. Ainda bem que eu e o cara que mora ali na rua não temos esse hábito; nem se fôssemos sócios e juntássemos nossas “nicas”, poderíamos sustentar um vício desses.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O motorista, ou melhor, jogador possui 17 automóveis e adquiriu mais um. “Quando estou um pouco deprimido, entro em um dos meus carros. Eles me fazem aumentar a moral”, declarou o atleta. Tratamento barato para depressão. Será que serve pra TPM também? Preciso dizer pro meu marido. Vou trocar um balde de fluoxetina por um carrinho. Carrinho de pipoca. Vou começar por baixo, sou humilde.  </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Não acho que seja inveja falar mal do jogador só porque ele adquiriu mais um automóvel, o seu 18º (no dialeto do futebol, leia décimo-dezoito). Prefiro direcionar meus sentimentos mesquinhos para pessoas com mais de 30 carros, 14 iates, 3 helicópteros e 2 aviões (um de passeio e o outro esportivo). Devem existir mais pessoas no mundo com o gosto estranho de colecionar coisas antiecológicas e &#8220;fáceis&#8221; de armazenar. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Vamos admitir: 18 carros dão uma certa tranqüilidade na vida do sujeito. Se for para São Paulo com todos eles, nem precisa se estressar com o sistema de rodízio. Outra vantagem é poder chifrar com tranqüilidade, sem medo de ser reconhecido, como os pobres mortais que possuem apenas quatro ou cinco carros. A vantagem mais importante é poder combinar a cor do carro com as cores das 479 bonitas chuteiras. Ou será que ele classifica os carros por categoria de eventos: casamentos, formaturas, treinos, baladas e churrascão na laje?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Os carros, aliás, estão cada dia mais luxuosos e cheios de badulaque. Só falta lançar um com churrasqueira, nem precisaremos mais de laje em casa. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Minha conclusão é a de que o mundo não vai acabar com tsunami, terremoto ou qualquer outra catástrofe da natureza vingativa. Ignacio de Loyola Brandão já previa, em <em>Não verás país nenhum</em>, carros parados nas ruas, imóveis para sempre. Ele foi ingênuo; não presumiu esse vício dos novos ricos, a compulsão consumista por carros. Não quero ser pessimista, mas o mundo acabará em carros, morreremos todos soterrados e esmagados por eles. Eles dominarão o mundo. Tenho certeza que já tem gente sofrendo mutações. Se todos os seres vivos mal resolvidos emocionalmente preencherem seu vazio – e põe vazio nisso! &#8211; e suas carências comprando automóveis e meios de transportes em geral, a ciência já pode mudar a nomenclatura e a divisão anatômica, começando pelo jogador de futebol: cabeça, tronco e rodas. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O jogador-motorista-psiquiatra-transformer citado encontrou a cura para depressão. Podia também fazer um esforço para encontrar um antídoto para a pobreza de espírito. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Marina Miyazaki Araujo)</span></p>
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