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	<title>M... &#187; Eduardo Frota</title>
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		<title>Presente de grego</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 04:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Hoje chega ao circuito comercial uma nova comédia de Nia Vardalos, aquela moça do filme Casamento grego. Para se garantir nessa volta às telas, Nia escalou o mesmo ator com quem contracenou no tal filme.

Mas o truque não foi o bastante para convencer Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?. Nosso crítico de M&#8230; solta os bichos contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>Hoje chega ao circuito comercial uma nova comédia de Nia Vardalos, aquela moça do filme <em>Casamento grego</em>. Para se garantir nessa volta às telas, Nia escalou o mesmo ator com quem contracenou no tal filme.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/euodeio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-869" title="euodeio" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/euodeio.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Mas o truque não foi o bastante para convencer Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a>. Nosso crítico de M&#8230; solta os bichos contra <em>Eu odeio o Dia dos Namorados</em>:</p>
<p><span id="more-868"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Nem para gregos, nem pra troianos</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Depois do <em>Dia dos Namorados macabro</em> em três dimensões, mais um filme de horror sobre a romântica data chega às telas brasileiras. Quer dizer, não que o gênero também seja sanguinolento. Muito pelo contrário: trata-se de uma comédia romântica. Acontece que <em>Eu odeio o Dia dos Namorados</em> é, na acepção da palavra, um horror! </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Quem assina roteiro e direção, além de atuar como protagonista, é Nia Vardalos, a descendente grega que encantou muita gente (não me inclua aí) com <em>O casamento grego</em>. Desta vez, ela repete a fórmula fácil, cheia de clichês, para contar a história de uma dona de floricultura que tem regras estritas sobre relacionamentos: um romance deve acabar depois do quinto encontro, pois assim evita-se a desilusão. Tudo vai muito bem e a moça sustenta um sorriso patético o filme inteiro, até o dia em que conhece o galã, interpretado por John Corbett, que também esteve no matrimônio à grega. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Os problemas de <em>Eu odeio o Dia dos Namorados</em> são muitos. A edição confusa e a montagem mal feita ficam nítidas logo nos créditos iniciais, e assim vão até os finais. A fotografia chega a ser comprometedora em certas seqüências. Além disso, muitas cenas parecem não ter qualquer espécie de coesão, prejudicadas também por um roteiro fraco, que não facilita em nada a fluidez da história. Porém, o pior mesmo é a previsibilidade do argumento, pois fica na cara do espectador, em míseros três minutos de projeção, qual será a lição amorosa aprendida pela protagonista e o porquê de sua regra estapafúrdia &#8211; cujos argumentos, inclusive, não convencem. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Decididamente, a direção de Vardalos é frouxa. Falta um pouco mais de pulso à moça para conduzir atores, filmagens e equipe técnica. Não é exagero dizer que <em>Eu odeio o Dia dos Namorados</em> é um filme mal acabado. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Talvez funcionasse melhor se a estréia fosse durante a temporada de Dia dos Namorados por aqui. Provavelmente, não custaria segurar um pouco e fazer o lançamento em junho, pois a película poderia agregar valor à famosa tríade típica da data: cinema-jantar-motel. Uma vez que o vértice mais importante é o último, o que se quer mesmo é um filme raso, rápido e rasteiro. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pensando bem, seria melhor ir direto ao motel e pedir um jantar executivo na suíte mesmo. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 5 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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		<title>Leia antes de ir ao cinema</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 16:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
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		<category><![CDATA[Eduardo Frota]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este fim de semana está sendo lançado nos cinemas Território restrito, mais um filme digno de uma crítica de M. A missão de ir à sessão para a Imprensa, conferir o longa e depois lavar as mãos para escrever coube a Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?.

A produção chama a atenção pela presença do astro Harrison Ford e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>Este fim de semana está sendo lançado nos cinemas <em>Território restrito</em>, mais um filme digno de uma crítica de M. A missão de ir à sessão para a Imprensa, conferir o longa e depois lavar as mãos para escrever coube a Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a>.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/terrestrito.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-844" title="terrestrito" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/terrestrito.jpg" alt="" /></a></p>
<p>A produção chama a atenção pela presença do astro Harrison Ford e, para os brasileiros, por contar nossa compatriota Alice Braga, no papel de uma mexicana. Mas o bom elenco, recheado ainda por nomes como Ashley Judd e Ray Liotta, não garante que seja uma boa atração nas telas, de acordo com nosso crítico de M:</p>
<p><span id="more-843"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Um &#8216;Crash&#8217; com resultado trash</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Território restrito</em> vai parecer reprise: um filme que fala sobre a dura batalha travada nas fronteiras (que mais parecem trincheiras) dos Estados Unidos. O que o mais recente trabalho de Harisson Ford nas telas brasileiras propõe é justapor as diversas etnias que insistem em buscar sustento em solo ianque. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Tem de tudo: judeus, coreanos, mexicanos (ainda que representados pela brasileira Alice Braga), australianos e árabes. E, claro, há também os próprios estadunidenses. E de dois tipos: os que aproveitam para tirar proveito da situação e os que se preocupam com as conseqüências da política de imigração. Harisson Ford, na pele de um policial que, justamente, prende imigrantes, funcionaria como o meio termo. Sua ambiguidade deveria ser a costureira de todas as histórias paralelas que se encontrariam num futuro breve – afinal, o título em inglês, <em>Crossing over</em>, sugere exatamente isso. Faltou linha. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Era para ser mais um filme comovente. Prova disso são as belas tomadas aéreas de Los Angeles, a edição correta e a trilha sonora sempre presente. Porém, o roteiro é fraco. Em primeiro lugar, os dramas individuais são desinteressantes e nunca explorados de forma realmente intensa. E quando tentam uma maior carga dramática, como no segmento da jovem muçulmana acusada de simpatizar com terroristas, é um desastroso festival de clichês. A maioria dos personagens resolve seus problemas de forma superficial, em desfechos completamente manjados e frios. Os atores, talvez mal dirigidos, também não ajudam. Falta vigor para um argumento que versa sobre a indiferença humana. Podia ter mais violência, mais ação, mais adrenalina, mais realismo e menos enrolação. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O mais estranho, no entanto, é que todas essas histórias individuais mal se cruzam. Talvez, pela primeira vez, um título funcione melhor em sua versão traduzida do que na original. O território é realmente restrito e, ao que parece, vai continuar sendo assim mesmo. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 2 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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		<title>Falta crédito</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/falta-credito/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 17:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Estréia hoje no circuitão, o filme Os delírios de consumo de Becky Bloom, que fala sobre uma moça enterrada em dívidas.
 
A mensagem passada pelo filme deixou nosso crítico Eduardo Frota (do blog Cinéfilo Eu?) bem incomodado. Confiram:

Yes, we can
Pobres estadunidenses. Na telona, já foram maltratados por alienígenas, comunistas, meteoros, aquecimento global e uma penca de outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>Estréia hoje no circuitão, o filme <em>Os delírios de consumo de Becky Bloom</em>, que fala sobre uma moça enterrada em dívidas.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/delirios.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-840" title="delirios" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/delirios.jpg" alt="" /></a> </p>
<p>A mensagem passada pelo filme deixou nosso crítico Eduardo Frota (do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo Eu?</a>) bem incomodado. Confiram:</p>
<p><span id="more-839"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Yes, we can</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pobres estadunidenses. Na telona, já foram maltratados por alienígenas, comunistas, meteoros, aquecimento global e uma penca de outras mazelas contemporâneas. Obviamente, sempre venceram. Pois agora chegou a vez de duelar com a mais nova ameaça: a crise do crédito. E não vai ser tarefa fácil, pois quem distribui o filme é ninguém menos que a Disney, que vive justamente do poder de compra de consumidores ao redor do mundo. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O argumento de <em>Delírios de consumo</em> <em>de Becky Bloom<span style="color: #000000;"> </span></em>chega a ser um absurdo, quase uma afronta à classe jornalística. Dá para imaginar uma companheira de redação, em um cargo mediano, morando de aluguel, sem pais ricos, gastando US$ 900 em uma única compra? Fato é que a moça, viciada em roupas, sonha trabalhar numa famosa revista de moda. Porém, quando se vê desempregada, consegue apenas uma vaga em outra publicação, do mesmo grupo, sobre finanças e economia. Precisa, então, esconder as dívidas que tem nos cartões de crédito. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Os primeiros minutos de projeção, nos quais a protagonista Rebecca Bloomwood (Isla Fisher, a namoradinha de Sacha Baron Cohen) se apresenta como compradora compulsiva, parecem ser de um  sarcasmo ferino e inteligente. Seriam, se lá para o meio do filme ela fizesse o óbvio e cancelasse pelos menos a metade da dúzia de cartões de créditos que possui. Ao invés disso, em meio a novas aquisições para o guarda-roupa, precisa rebolar para fazer com que seu novo editor-chefe, um inglês boa pinta, não descubra seus furos com os credores. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pobre Rebecca, assolada pela crise do crédito &#8211; que atinge também seus pais, seus amigos e o seu país. A moça vai fazendo as escolhas erradas e se metendo em confusões, de onde deveriam surgir as piadas. Porém, o que se vê são tentativas de fazer com que o público não perca as esperanças em Obama e seu plano de recuperação econômica. No lugar de alertar para a futilidade do consumo exacerbado, a mensagem que fica mais sublinhada é a que o povo estadunidense precisa ter calma, pois logo, logo terá novamente o poder de compra restaurado. Será mesmo? </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A pobrezinha até aprende a lição e resiste a algumas tentações. Porém, a seqüência final é desastrosamente constrangedora. Confirma, inadvertidamente, que toda uma sociedade sofre da mesma patologia consumista e está cada vez mais longe da cura. O que, convenhamos, não é de todo o mal para a Disney, muito menos para as grandes corporações dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Se os próprios estadunidenses estão rindo, deve ser mesmo para achar graça. Talvez seja como versava Cartola: rir para não chorar.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Coco-tação: 4 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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		<title>Tela suja</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 21:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
De acordo com nossos críticos de M, hoje chegam às telas três filmes merdas: Jogo entre ladrões, Bela noite para voar e Dia dos namorados macabro 3D. Hoje, publicaremos apenas duas resenhas. A terceira ficar para outro dia, pois um dos críticos não teve tempo de entregar o texto.
No post abaixo deste, você pode ler [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>De acordo com nossos críticos de M, hoje chegam às telas três filmes merdas: <em>Jogo entre ladrões</em>, <em>Bela noite para voar</em> e <em>Dia dos namorados macabro 3D</em>. Hoje, publicaremos apenas duas resenhas. A terceira ficar para outro dia, pois um dos críticos não teve tempo de entregar o texto.</p>
<p>No post abaixo deste, você pode ler a segunda crítica de hoje. E aqui em cima, confere a de <em>Dia dos namorados macabro 3D</em>, escrita por Eduardo Frota (do <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo Eu?</a>), que levou um fã de filme de terror para auxiliá-lo na avaliação, como fez na badalada <a href="http://www.mcorporation.com.br/2009/02/13/tgi-friday/#more-626" target="_blank">resenha de Sexta-feira 13</a>.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mycabra.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-761" title="mycabra" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mycabra.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span id="more-760"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Um filme de grande dimensão</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Mais uma sexta-feira 13, mais um filme de terror, mais um remake. Só que agora, com tecnologia 3D. <em>Dia dos namorados macabro</em>, uma iconoclástica produção canadense de baixo orçamento da década de 80, elogiada por ninguém menos que Quentin Tarantino, ganhou uma repaginada com direito a picaretas, tripas e peitos tridimensionais.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Se a Globo tem Miriam Leitão e a Band, Sérgio Noronha, nós temos </span><a href="http://www.betoroma.com.br/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Beto Roma</span></a><span style="color: #0000ff;">: fotógrafo, artista plástico, sósia de celebridade e, como os dois comentaristas supracitados, especialista em terror! Munidos de óculos especiais, lá fomos nós à cabine de imprensa.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O tema continua o mesmo: uma série de assassinatos volta a assustar uma pequena cidade, palco de uma chacina envolvendo um psicopata que rondava a mina local. A única novidade que realmente merece destaque em <em>Dia dos namorados macabro</em> é o uso da tecnologia 3D. Corpos dilacerados, corações em caixas de bombom e objetos pontiagudos voando na direção da platéia garantem alguns bons momentos. Porém, a trama é muito fraca, com direito a reviravoltas mirabolantes e um triângulo amoroso digno de pastiche novelesco. Comparando com o original, Beto avisa:</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">“Vou soar como um chato, mas de cara digo que, se você gostou do original (apesar de a censura ter retalhado o filme na época), mesmo não tendo o <em>gore</em> pesado que este aqui tem, vai achar essa repaginada bem estranha. A começar pelas locações, em planos mais abertos, que diminuem o clima sinistro, quase claustrofóbico, do original. Mudaram também a motivação do assassino para algo simples e de saída fácil. Aí, é ponto para a criatividade do original, que se apoiava num roteiro muito mais bem amarrado, com orçamento infinitamente menor e sem o recurso 3D”.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A tecnologia impõe alguns limites, um dos quais é a cópia disponível ser dublada. Para os fãs do gênero, nem tudo está perdido, pois a dublagem proporciona diálogos realmente canastrões, exatamente como nas sessões televisivas. A surpresa fica por conta da nudez tridimensional, uma bela experiência!</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">“São quase quatro minutos de nu frontal completo em 3D! Só isso já renderia uma resenha à parte”, observa nosso especialista.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">E, para aumentar a discussão, o par de tetas escolhido para balançar na cara da platéia é de tamanho discreto.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">“Logo os americanos, sempre tão fissurados em peitões, resolveram usar uma loira com peitinhos singelos. Nesse caso, devo admitir que peitões de silicone poderiam realçar a seqüência, dando aquele efeito de corrida <em>Baywatch</em> em 3D! Deram mole&#8230;”, lamenta Beto.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Apesar dos furos de roteiro, que são maiores dos que os provocados pela picareta do assassino, o filme pode ser uma experiência divertida. Vale também, como lembra Beto, pela participação do ator bizarro e canastra da década de 80, Tom Atkins. Em Dia dos <em>namorados macabro 3D</em>, ele interpreta um xerife aposentado que, para variar, toma decisões erradas.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Nosso comentarista dá o veredito final e deixa uma intrigante questão a ser respondida:</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">“Se não fosse a tecnologia 3D, acharia o filme bem pior. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que serial-killers sempre usam botinas? Um tênis não seria mais adequado e confortável para correr atrás das vitimas?”</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Coco-tação: 2 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tela suja 2</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/tela-suja-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Frota]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda crítica de filme merda de hoje, também de Eduardo Frota, é Bela noite para voar, sobre o presidente JK (todo mundo usa essa sigla com preguiça de procurar a grafia certa do sobrenome, né?).

Com vocês, a resenha do longa, que pelo menos tem Mariana Ximenes como colírio:
Não decola
O homem que planejou Brasília e solidificou a indústria brasileira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda crítica de filme merda de hoje, também de Eduardo Frota, é <em>Bela noite para voar</em>, sobre o presidente JK (todo mundo usa essa sigla com preguiça de procurar a grafia certa do sobrenome, né?).</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/jkguei.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-759" title="jkguei" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/jkguei.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Com vocês, a resenha do longa, que pelo menos tem Mariana Ximenes como colírio:</p>
<p><span id="more-758"></span><strong><span style="color: #0000ff;">Não decola</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O homem que planejou Brasília e solidificou a indústria brasileira ganhou mais uma obra biográfica, desta vez nos cinemas. Zelito Viana escreve e dirige um longa nos moldes do seriado de JB, Jack Bauer, no qual acompanha 24 horas na vida de JK, Juscelino Kubitschek, em plena iminência de um golpe militar para derrubá-lo. Grande parte da história se concentra durante uma escala de vôos do presidente para cumprir agenda.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Bela noite para voar</em> é livremente inspirado em livro homônimo, com um aviso, logo no início da projeção, de que certos fatos e personagens foram romanceados durante a adaptação cinematográfica. E o problema pode estar, justamente, aí: o que se vê na tela é um JK exageradamente romanesco, exatamente como na série televisiva que há pouco tempo abrangeu período maior de sua carreira política.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Como na TV, o elenco escolhido é global. Até demais! Tem de tudo: dos rostos mais famosos, aos menos conhecidos; de José de Abreu, que faz bom trabalho interpretando o presidente protagonista, a Duda Monteiro, o repórter cômico Ícaro de Paula do dominical <em>Esporte espetacular</em>. O resultado é heterogêneo demais, com interpretações que não rendem o que podem em papéis pouco explorados pelo roteiro. Porém, há quem roube a cena. Cássio Scapin dá vida a um caricato e divertido Jânio Quadros, com direito às famosas mesóclises.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Ainda como na TV, a montagem é linear, correta demais e pouco inspirada. Isso faz com que o clima de tensão que poderia ser extraído do tema - a vida de um estadista ameaçada por um movimento conspiratório &#8211; nunca chegue ao ápice. A ação acaba comprometida, tornando algumas seqüências monótonas. Tanto que o momento mais tenso da cerca de hora e meia de longa é uma aterrissagem de emergência feita em menos de trinta segundos. E nem tão tenso assim: ora, se JK morreu em um acidente automobilístico, é óbvio que dali ele sai ileso.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O que mais incomoda, entretanto, tanto quanto o desfecho assumidamente panfletário e póstumo, é a verruga no lábio superior de José de Abreu. É como se fosse uma protagonista inadvertida, às vezes enquadrada em closes maldosos. Participa, inclusive, de uma cena de amor na qual JK tem um encontro afetivo com a personagem de Mariana Ximenes, que o beija sem frescuras.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Coco-tação: 2 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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		<title>Sofrendo com as crianças</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Sandler]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Frota]]></category>

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As férias continuam. E com elas, os temíveis filmes produzidos para toda família gastar em conjunto no cinema. A estréia desta semana é Um faz de conta que acontece, com Adam Sandler, um sujeito que não decide se é um bom comediante com estilo próprio, um ator competente ou um palhaço de aluguel.

Mais um trabalho para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>As férias continuam. E com elas, os temíveis filmes produzidos para toda família gastar em conjunto no cinema. A estréia desta semana é Um faz de conta que acontece, com Adam Sandler, um sujeito que não decide se é um bom comediante com estilo próprio, um ator competente ou um palhaço de aluguel.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/01/fazdconta.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-487" title="fazdconta" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/01/fazdconta.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Mais um trabalho para um crítico de M. O jornalista Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo eu?</a>, conferiu o filminho, sobre um funcionário de hotel que um dia tem que tomar conta de crianças e começa a ver os contos que criou para elas virando realidade. Programão, hein?</p>
<p><span id="more-486"></span><strong><span style="color: #0000ff;">Faz de conta que desanda</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O novo filme da Disney e de Adam Sandler, <em>Um faz de conta que acontece</em>, é mais um lançamento de férias. Talvez não tenha sido combinado, mas a sessão para a imprensa contou com a presença maciça de crianças, justamente o público-alvo da produção, devidamente acompanhadas de seus progenitores. Teve de tudo: poltrona sendo chutada, correria pelos corredores e leitura de legendas em voz alta. Só faltou mesmo a guerra de pipoca.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O filme dá conta da história de um rapaz que trabalha como faz-tudo em um hotel que já fora de seu falecido pai e que agora é comandado por um homem ganancioso e excêntrico. Quando precisa cuidar dos sobrinhos por uma semana, ele começa a perceber que as tramas das aventuras que conta aos pimpolhos antes de dormir se transformam em realidade. A ficção e a imaginação começam a influenciar o seu destino.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Nos Estados Unidos, o filme não foi liberado para todas as idades. Ganhou as letras PG, uma espécie de ressalva aos pais sobre o conteúdo da obra. De fato, há momentos em que a maionese desanda. Sandler volta ao papel de bobalhão que o consagrou &#8211; riem as crianças. Temas adultos são abordados &#8211; temerosos ficam os pais. E aí, não sabemos mais se trata-se de um filme para crianças maduras ou para adultos infantis.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O roteiro tem alguns buracos e falhas. Em primeiro lugar, algumas piadas fazem referências a ícones da cultura pop de décadas passadas, como na cena em que a dupla Milli Vanilli é mencionada. Depois, há uma série de citações políticas, como quando a diretora do colégio é comparada a um líder cubano e livros ecologicamente corretos são categorizados como literatura comunista. A Guerra Fria já acabou, mas durante essas passagens os adultos riram.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Porém, o mais flagrante é a falta de explicação acerca do fenômeno que transforma a tal ficção em realidade. Durante as primeiras seqüências, totalmente plausíveis, o espectador é levado a acreditar que se trata de mera coincidência. Logo depois, passa a ser bombardeado com situações fantasiosas, que ganham contornos sobrenaturais. Por que isso acontece? Nunca saberemos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Ainda assim, há bons momentos. Como na maioria das comédias desse porte, há um personagem secundário que rouba a cena. No caso, um garçom inglês que sofre de pânico noturno, interpretado pelo ótimo Russel Brand. O filme também conta com um porquinho-da-índia felpudo de olhos esbugalhados e participação especial de Buzz Lightyear, personagem de <em>Toy story</em>.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">No mais, são desfechos previsíveis, final didático e mensagem para tooooda a família. Ou seja, um típico filme de férias da Disney com Adam Sandler. No fim das contas, quem precisar levar filhos, sobrinhos, afilhados, amiguinhos e adjacentes ao cinema poderá até se divertir um pouco. Melhor do que ver na tela grande a Xuxa e os doentes, quer dizer, os duendes.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 2 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
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