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	<title>M... &#187; Dorival Caymmi</title>
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		<title>O que é que o baiano tinha?</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 19:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[Shit Parade]]></category>
		<category><![CDATA[Aluízio Falcão Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Dorival Caymmi]]></category>

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Grandes nomes continuam aparecendo aqui para fazer suas listas musicais no Shit Parade. Esta semana contamos com o jornalista, publicitário e escritor Aluízio Falcão Filho, autor do elogiado romance O jornalista, o escritor e o aviador. Aluízio faz uma homenagem a Dorival Caymmi, morto há duas semanas, e aponta o que há de merda nas obras do cantor e compositor baiano.

Em suas próprias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_shit.png"></a></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/01/banner_shitnovo.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-491" title="banner_shitnovo" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/01/banner_shitnovo.png" alt="" /></a></p>
<p>Grandes nomes continuam aparecendo aqui para fazer suas listas musicais no Shit Parade. Esta semana contamos com o jornalista, publicitário e escritor Aluízio Falcão Filho, autor do elogiado romance <em>O jornalista, o escritor e o aviador</em>. Aluízio faz uma homenagem a Dorival Caymmi, morto há duas semanas, e aponta o que há de merda nas obras do cantor e compositor baiano.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/caym.jpg"><img class="size-medium wp-image-168" title="caym" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/caym.jpg" alt="" width="241" height="249" /></a></p>
<p>Em suas próprias palavras, Aluízio explica de onde veio a inspiração para a singela reverência a Caymmi:   </p>
<p>&#8220;Lembra de uma produção da Globo com a Regina Casé e o Luiz Fernando Guimarães? O nome era <em>Programa legal</em>. Cada edição tinha um tema específico. Num deles, os dois viajaram à Bahia – e fizeram uma passagem memorável. O Luiz Fernando, em frente à praia, dizia:</p>
<p>-Aqui na Bahia, tem três velocidades: devagar, quase parando e Dorival Caymmi.</p>
<p>Um momento memorável da televisão. Pela primeira vez, alguém teve a coragem de cutucar a lentidão, a vagareza e a preguiça lendária de Caymmi. Eu, que sempre achei o Dorival um porre, adorei. Por isso, aqui vai meu shit parade com as músicas do Baiano.</p>
<p>Ah, não tenho medo de que o fantasma do Caymmi vá puxar o meu pé de noite. Se ele já era preguiçoso em carne e osso, imagine em ectoplasma&#8230;&#8221;</p>
<p><span id="more-167"></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O mar</em> – uma das canções mais insuportáveis de todos os tempos. A melhor definição para essa canção é uma tira do cartunista Adão Iturrusgarai, publicada na <em>Folha de S. Paulo</em> há alguns anos: um casal está na praia, observando o vai e vem das ondas. O moço, inspirado pelo momento, diz: &#8220;O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito&#8230;&#8221;. A moça, incrédula com o que acaba de ouvir, dispara: &#8220;Que merda é essa?&#8221;. Ao que o rapaz explica: &#8220;É Caymmi&#8221;. A moça, então, abre um sorriso e diz: &#8220;Que lindo!&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VWKdwTuL9NI&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VWKdwTuL9NI&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Maracangalha</em> – Dizem que Maracangalha é um lugarejo na Bahia conhecido por suas rodas de capoeira. Ou seja, o cara está chamando uma tal de Anália para um tremendo programa de índio, ao qual ele vai comparecer de&#8230; &#8220;uniforme branco&#8221;! Ué? Ele é médico? Enfermeiro? Pai de Santo? Ainda por cima, vestindo &#8220;chapéu de palha&#8221;? A única pessoa sã dessa letra é a tal da Anália. Palmas para ela!</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Suíte dos pescadores</em> – &#8220;Minha jangada vai sair pro mar/ Vou Trabalhar&#8221;. Who gives a shit?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Velório</em> – Precisa mesmo explicar por que está música está no shit parade?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Você não sabe amar</em> – Regravada por Chico Buarque, no auge da censura, essa letra é de um baixo astral sem parâmetros. O coitado foi esnobado durante toda a relação e resolveu dar um basta. Pelo menos, não é música de corno (ou será que é?).</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Marina</em> – Quem, em sã consciência, briga com uma gata como a tal da Marina só por conta de um batonzinho? Ah, faça-me o favor!</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Vida de negro</em> – Essa tem um grande mérito, que ficou por conta de quem arranjou a música (não sei quem é). O arranjador pôs um coro feminino cantando, na introdução, &#8220;Lerê, lerê, lerererererê&#8221;. Tema da novela <em>Escrava Isaura</em>, esse &#8220;lerê&#8221; virou gíria para &#8220;trabalho&#8221;. Agora, alguém lembra do resto da letra? Uma dica. Começava assim: &#8220;Vida de negro é difícil, é difícil como o quê&#8221;. Continua assim: &#8220;<span lang="PT">Eu quero morrer de noite, na tocaia me matar/ Eu quero morrer de açoite se tu, negra, me deixar&#8221;. Ué, mas a Lucélia Santos não era branca??????</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FQUlgBI9qew&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/FQUlgBI9qew&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object> </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Saudade da Bahia</em> – Outro símbolo máximo do baixo astral caymmiano. Algumas pérolas pré-suícidio: &#8220;e<span lang="PT">sse mundo é feito de maldade e ilusão&#8221;, &#8220;veja como sofre um homem infeliz&#8221;, &#8220;ai, se eu escutasse hoje não sofria&#8221;, &#8220;vejam como sofre um pobre coração&#8221;. Ou seja, o cara está enfrentando uma tremenda dor-de-corno – e pelo jeito levou uma galhada no Rio de Janeiro. E quer voltar para a Bahia correndo&#8230; Mas, por quê? A chance de ser corneado diminui em Salvador?</span></span></p>
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