<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>M... &#187; crítica de filmes</title>
	<atom:link href="http://www.mcorporation.com.br/tag/critica-de-filmes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.mcorporation.com.br</link>
	<description>O site da M...</description>
	<lastBuildDate>Tue, 13 Dec 2011 12:34:02 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Midnight Movies #7</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6-2/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da M...]]></category>
		<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1504</guid>
		<description><![CDATA[
Tyson
Por Eduardo Frota *
Desde o dia em que se tornou campeão mundial dos pesos-pesados, Mike Tyson ganhou a fama de boxeador mais temido do planeta. No início da década de 90, então no auge da carreira, não demorava mais de um assalto para fazer os adversários beijarem a lona, quase inconscientes. Em Tyson, documentário que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1505" title="mike-tyson" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/mike-tyson.jpg" alt="mike-tyson" width="297" height="210" /><strong>Tyson</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Desde o dia em que se tornou campeão mundial dos pesos-pesados, Mike Tyson ganhou a fama de boxeador mais temido do planeta. No início da década de 90, então no auge da carreira, não demorava mais de um assalto para fazer os adversários beijarem a lona, quase inconscientes. Em <em>Tyson</em>, documentário que abrange grande parte da sua trajetória, o lutador reflete sobre o passado, comenta sobre o presente e arrisca palpites para o futuro. Diante das câmeras, enfrenta o seu maior oponente: ele mesmo.</p>
<p>Criado em um bairro miserável de Nova York, o ex-campeão não tem vergonha de explanar a infância conturbada, nem a época em que cometia pequenos delitos. Com bastante sinceridade, fala sobre a falta de uma boa base familiar e do momento em que, durante uma briga de rua, percebeu que podia socar adversários profissionalmente. Vai às lágrimas, de forma bem estranha, emitindo grunhidos incompreensíveis, quando fala do mentor e treinador Cus D&#8217;Amato, que morreu antes de ver o pupilo levantar o cinturão dos pesos-pesados.</p>
<p>Ainda jovem, acostumado a apanhar da vida, Tyson canalizou toda a agressividade que tinha para o ringue. Em pouco tempo se tornou campeão mundial e ganhou notoriedade. Virou até mesmo personagem de videogame. Em <em>Mike Tyson&#8217;s Punch-Out</em>, do console Nintendo, era preciso passar por todos os outros personagens para enfrentá-lo. Tarefa quase impossível, não fosse uma sequência de comandos no controle que dava acesso direto à luta. Ainda assim, encaixar um golpe no Tyson do jogo era tarefa árdua. E se o jogador levasse apenas dois socos, era game over.</p>
<p>O documentário mostra a força devastadora com que a fama foi destruindo Mike Tyson, tornando-o cada vez mais agressivo. Envolvido em vários escândalos, o pugilista passou a chamar a atenção fora do ringue. As polêmicas mais escabrosas envolvendo o seu nome estão no filme: o conturbado casamento com a atriz Robin Givens, o uso de drogas, a derrota para James “Buster” Douglas, a condenação por estupro e até a mordida na orelha de Evander Holyfield. Em tom sereno, o próprio Tyson procura responder a si mesmo o porquê de suas atitudes, mostrando-se plenamente capaz de uma autocrítica mais profunda.</p>
<p>Eloquente como poucas vezes foi visto, Mike Tyson fala bastante. Sem parar. O tempo inteiro. O filme tem uma hora e meia de duração – bem mais do que os dois minutos que o lutador precisava para encerrar o programa de muita gente, que aguardava ansiosamente a transmissão das lutas na TV.</p>
<p><em>Tyson</em> é exibido ainda na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, no dia 8, no Cine Glória, às 16h e 20h.<strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><br />
</span></span></strong><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"><em></em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"><em>* Eduardo Frota é autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies. </em><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Midnight Movies #6</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 20:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1495</guid>
		<description><![CDATA[
Big River Man
Por Eduardo Frota *
Bons documentários costumam ter personagens bastante interessantes. Um sujeito que é ex-viciado em jogo, professor de violão flamenco, enólogo nas horas vagas, figurante em filmes de ação, garoto-propaganda e jurado de concurso de beleza já reúne predicados dignos de um filme. Melhor ainda se for um nadador nato, recordista mundial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1496" title="bigriverman" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/bigriverman.jpg" alt="bigriverman" width="326" height="182" /><strong>Big River Man</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Bons documentários costumam ter personagens bastante interessantes. Um sujeito que é ex-viciado em jogo, professor de violão flamenco, enólogo nas horas vagas, figurante em filmes de ação, garoto-propaganda e jurado de concurso de beleza já reúne predicados dignos de um filme. Melhor ainda se for um nadador nato, recordista mundial de grandes travessias. O esloveno Martin Strel é tudo isso, além de já não ser tão jovem, estar acima do peso e não abrir mão de uma cerveja gelada. Em <em>Big River Man</em>, acompanhamos a sua tentativa de nadar toda a extensão do Rio Amazonas.</p>
<p>Antes de mergulhar na aventura de Strel, as câmeras tentam enquadrar quem realmente ele é. Um esloveno famoso em sua cidade natal e que goza de certo prestígio entre chefes de estado e políticos influentes. Quase sempre calado e com um largo sorriso no rosto, o nadador é saudado por onde quer que passe. Não é multado quando estaciona em local proibido e nem é importunado pela polícia quando dirige embriagado. Tem contratos vitalícios para frequentar um moderno parque aquático e dirigir um carro importado. <span id="more-1495"></span></p>
<p>A notoriedade que Strel possui não foi construída da noite para o dia. Com braçadas fortes, nadou os rios Danúbio, Mississipi e até o poluído Yangtzé, em jornadas que duravam cerca de dois meses. O motivo, alegava, era chamar a atenção das pessoas para as causas ambientais. O Amazonas foi escolhido justamente por esse motivo. Porém, muito mais do que a longa extensão do rio, Strel precisaria enfrentar obstáculos perigosos, como jacarés, jiboias, piranhas e insetos.</p>
<p>O filme se torna mais denso e interessante quando o espectador percebe que nem ao mesmo a equipe que acompanha Strel sabe quem ele realmente é e quais são os verdadeiros motivos que o levam a arriscar a vida nadando. Muito mais do que uma aventura aquática, a travessia do Rio Amazonas se transforma em uma jornada de grandes proporções, guardando surpresas &#8211; nem sempre agradáveis &#8211; para todos que embarcaram nela.</p>
<p><em>Big River Man</em> entra para o seleto hall dos grandes documentários que extrapolam os limites do argumento. Filmes que deixam as lentes abertas para humanizar os personagens. Exatamente como acontece em <em>O homem-urso</em> e <em>The Devil and Daniel Johnston</em>, excelentes exemplos de como superar as expectativas do espectador que procura no documental um cinema de linguagem diferenciada.</p>
<p><em>Big River Man</em> será exibido ainda na mostra Midnight Movies, no Festival do Rio, no dia 05, no Cine Glória, às 16h e às 20h; e dia 8, no Estação Ipanema 1, às 22h.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-6/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Midnight Movies #5</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-5/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-5/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 20:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1492</guid>
		<description><![CDATA[
American Boy: O retrato de Steven Prince
Por Eduardo Frota *
Em 1978, Martin Scorsese decidiu filmar American Boy: o retrato de Steven Prince, uma conversa franca com o ator e amigo, que dois anos antes interpretou o negociador de armas Easy Andy em Taxi Driver. Durante mais de 12 estafantes horas de gravação, Prince contou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1493" title="prince" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prince.jpg" alt="prince" width="250" height="138" /><strong>American Boy: O retrato de Steven Prince</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Em 1978, Martin Scorsese decidiu filmar <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, uma conversa franca com o ator e amigo, que dois anos antes interpretou o negociador de armas Easy Andy em <em>Taxi Driver</em>. Durante mais de 12 estafantes horas de gravação, Prince contou com riqueza de detalhes uma série de histórias. Algumas engraçadas, outras bizarras. Na época, o filme não teve ampla distribuição e acabou caindo no esquecimento, tornando-se uma raridade apreciada e conhecida por poucos cineastas e cinéfilos. </p>
<p>Prince era viciado em heroína e levava uma vida cheia de excessos. Porém, era também um exímio contador de histórias.<span id="more-1492"></span> Em <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, ele incorpora diversos personagens e torna as narrativas ainda mais interessantes. É preciso ter o dom da oratória para prender o espectador, que acaba virando um ouvinte, durante todos os 50 minutos de projeção. Suas histórias são tão loucas, incríveis e famosas, que inspiraram sequências cinematográficas inesquecíveis, como a célebre cena de <em>Pulp Fiction</em> em que John Travolta aplica uma injeção de adrenalina em Uma Thurman.</p>
<p>Scorsese teve apenas o trabalho de escolher a melhor forma de montar o documentário, inserindo algumas poucas imagens de arquivo. O resto é com o verborrágico e performático Prince, que é capaz de arrancar risos e provocar desconfiança ao mesmo tempo.</p>
<p>Mais de três décadas depois de <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, uma nova geração foi atrás de Prince para recolher as memórias não apenas de seu atribulado passado, mas também dos bastidores das filmagens com Scorsese. Em <em>American Prince</em>, o diretor Tommy Pallotta usa a mesma estrutura do documentário de 1978, mantendo o personagem em foco novamente por 50 minutos. O ex-ator, atualmente um empreiteiro, fala com a mesma desenvoltura de outrora sobre a indústria cinematográfica da qual fez parte durante alguns anos.</p>
<p><em>American Prince</em> e <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em> são mostrados em sequência para o público do Festival do Rio. Uma excelente oportunidade para conhecer uma figura ímpar, cuja atuação em <em>Taxi Driver</em> não chega a despertar tanta curiosidade – mas que tem um roteiro de vida tão interessante quanto o do filme. Se é tudo verdade ou mentira, não cabe ao espectador julgar. O próprio Prince diz que todos passam por situações insólitas na vida. O que o difere dos outros é a maneira como ele as encara.</p>
<p><em>American Prince</em> e <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>  serão ainda exibidos na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, no dia 6, no Cine Glória, às 16h e 20h;  dia 7, no Instituto Moreira Salles, às 15h15; dia 8, no Espaço de Cinema 2, às 16h30 e 23h30. </p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank"><em>Cinefilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-5/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Midnight Movies #3</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-3-2/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-3-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 11:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1473</guid>
		<description><![CDATA[
Matadores de vampiras lésbicas
Por Eduardo Frota *
Dois amigos se reuniram para pensar no nome mais estapafúrdio, e ainda assim atraente, para um filme B. Após algum tempo discutindo, chegaram a um consenso. Somente depois começaram a escrever o roteiro de Matadores de vampiras lésbicas, que rapidamente ganhou notoriedade no underground europeu &#8211; e talvez o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1467" title="vampiras-lesbicas" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/vampiras-lesbicas.jpg" alt="vampiras-lesbicas" width="269" height="179" /><strong>Matadores de vampiras lésbicas</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Dois amigos se reuniram para pensar no nome mais estapafúrdio, e ainda assim atraente, para um filme B. Após algum tempo discutindo, chegaram a um consenso. Somente depois começaram a escrever o roteiro de <em>Matadores de vampiras lésbicas</em>, que rapidamente ganhou notoriedade no underground europeu &#8211; e talvez o título mais absurdo da mostra Midnight Movies.</p>
<p>O interessante, porém, é que a produção tem lá um certo capricho que a impede de ser classificada simplesmente como um trash movie, apesar do argumento beber na fonte de clássicos do sexploitation. Vampirismo e lesbianismo são dois assuntos que sempre chamaram a atenção do público masculino nas telas de cinema. Impossível não citar, por exemplo, o clássico <em>Vampiros lesbos</em>, do diretor espanhol Jesus Franco. Lançado em 1971, o filme conta a história de uma advogada que tem sonhos eróticos com uma misteriosa mulher, que mais tarde descobre ser uma vampira lésbica.</p>
<p>Aliás, Franco era um mestre dos títulos bizarros e atraentes: <em>Macumba sexual</em>, <em>Orgasmo perverso</em> e <em>Sexo canibal</em> são algumas das obras que constam no currículo do controverso realizador. Todas contêm forte dose de erotismo e violência, com roteiros de baixo orçamento que misturam os mitos femininos com os fetiches masculinos.</p>
<p>Por ser uma produção inglesa, <em>Matadores de vampiras lésbicas</em> tem diferenças acentuadas em relação aos filmes baratos que se aventuraram pelo gênero. Em primeiro lugar, a edição e a fotografia são bastante caprichadas. A primeira sequência, que dá conta da maldição vampiresca, ambientada séculos atrás, é impecável. Outra diferença gritante são as belas e desinibidas moçoilas que desfilam sensualmente pela película. Ao invés das turbinadas e siliconadas estadunidenses, somos agraciados por britânicas com manequins na medida certa.</p>
<p>Entretanto, quem for conferir <em>Matadores de vampiras lésbicas</em> esperando cenas picantes pode quebrar a cara. Tem beijinhos e peitinhos entre meninas, mas nada que se caracterize como atentado ao pudor. Quem estiver atrás de sustos também pode se decepcionar. Mas quem for fã do refinado humor britânico e quiser realmente dar boas gargalhadas, inclusive com um desfecho absurdamente debochado, vai simplesmente adorar o filme!</p>
<p><em>Matadores de vampiras lésbicas </em>é exibido no Midnight Movies, do Festival do Rio, nos dias 1/10, às 17h, no Espaço de Cinema 2; 1/10, às 23h30, no Espaço de Cinema 2; 3/10, às 16h30, no Roxy 3; 3/10, às 21:30, no Roxy 3; 5/10, às 16hh30, no Cinemark Downtown 1; 5/10, às 21h30, no Cinemark Downtown 1.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir o Midnight Movies. </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-3-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Midnight Movies #2</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-2/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 18:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1461</guid>
		<description><![CDATA[

Hair India
Por Eduardo Frota *
Como o próprio título sugere, Hair India é um documentário sobre cabelo. Mais ainda, é um filme sobre o que as madeixas representam para pessoas de diferentes partes do mundo, de crenças e condições sociais completamente distintas. Com uma câmera-testemunha, os diretores procuram entender o que se passa na cabeça daqueles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1462" title="hair_india" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/hair_india.jpg" alt="hair_india" width="269" height="151" /></p>
<p><strong>Hair India</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Como o próprio título sugere, <em>Hair India</em> é um documentário sobre cabelo. Mais ainda, é um filme sobre o que as madeixas representam para pessoas de diferentes partes do mundo, de crenças e condições sociais completamente distintas. Com uma câmera-testemunha, os diretores procuram entender o que se passa na cabeça daqueles que sustentam o bizarro mercado de apliques capilares, produzidos a partir de cabelo humano descartado em cerimônias religiosas. O argumento funciona como uma espécie de denúncia. O espectador observa como uma lógica de mercado perversa consegue transformar a fé de uma cultura milenar em um lucrativo negócio.  <span id="more-1461"></span></p>
<p>A elite indiana, alienada e afogada em referências estéticas ocidentais desde a abertura econômica do país, no início da década de 90, consome freneticamente as tendências que chegam, principalmente, dos artistas estadunidenses. Uma das personagens de <em>Hair India</em> é a editora de uma revista de moda local, cuja vida mudou no dia em que viu um videoclipe da Madonna pela primeira vez. Convencida de que cabelos compridos são necessários, resolve colocar na cabeça um aplique capilar de uma famosa marca italiana. O produto precisa ser importado. A matéria-prima, no entanto, é coletada a alguns metros de distância do seu suntuoso apartamento, do outro lado da linha vergonhosa que divide a Bombaim moderna da miserável. </p>
<p>No outro extremo, peregrinos empobrecidos, agarrados à fé em busca de uma vida melhor, ofertam os cabelos aos deuses em busca de curas e milagres. O diretor do templo onde o ritual acontece leiloa a matéria-prima. Um negociante local compra quilos de cabelo por cerca de US$ 500 e os repassa ao dono da empresa italiana de apliques, que vende o produto para mulheres do mundo inteiro por cifras que podem chegar a US$ 4 mil. O mais chocante é que crianças, velhos, homens e mulheres recém-carecas não têm a menor ideia do que é feito com seus fios de cabelo.</p>
<p>O roteiro funciona ao deixar virem à tona, paulatinamente, as contradições que cercam o argumento. Por isso, ao fim do filme, cenas que poderiam passar despercebidas como mero ritual de costumes, feito os da novela das oito, ganham força descomunal.</p>
<p><em>Hair India</em> é exibido na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, nos dias 28/09, às 17h30, no Estação Botafogo 3; 28/09, às 21h30, no Estação Botafogo 3; 3/10; 23h30; Estação Botafogo 3.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a Midnight Movies</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Midnight Movies #1</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-1/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 12:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1454</guid>
		<description><![CDATA[

O clone volta para casa
Por Eduardo Frota *
Volta e meia nos deparamos com aquelas notícias bizarras que dão conta de um cientista louco, nos confins do planeta, tentando clonar um ser humano. Imaginamos homens de jaleco branco em salas com máquinas piscantes e seres humanos condicionados em redomas de vidro, cheios de eletrodos conectados ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1456" title="clone_volta1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/clone_volta1.jpg" alt="clone_volta1" width="270" height="180" /></p>
<p><strong>O clone volta para casa</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Volta e meia nos deparamos com aquelas notícias bizarras que dão conta de um cientista louco, nos confins do planeta, tentando clonar um ser humano. Imaginamos homens de jaleco branco em salas com máquinas piscantes e seres humanos condicionados em redomas de vidro, cheios de eletrodos conectados ao corpo &#8211; um ótimo ensejo para um filme pipocão, daqueles cheios de efeitos especiais e estrelado por um grande ator de cachê milionário. <em>O clone volta para casa</em>, ficção-científica japonesa cuja produção executiva é assinada pelo cineasta alemão Wim Wenders, é um dos bons exemplos de como isolar os exageros e deixar o espectador desnorteado com questões éticas.</p>
<p>O próprio Wenders já cumpria o papel de instigar a plateia dirigindo filmes cheios de sequências contemplativas, mas com argumentos angustiantes. É assim em <em>Paris, Texas</em>, no qual um homem em farrapos remonta o seu passado trágico, e <em>Asas do desejo</em>, em que um anjo abre mão da vida celestial em nome do amor terreno. <em>O clone volta para casa</em> também trata da angústia sem apelar aos lugares comuns da ficção-científica, sem exageros. Nada de móveis futuristas, naves interplanetárias, seres de outro planeta ou aventuras intergalácticas. O que o diretor japonês Kanji Nakajima faz é casar duas correntes cinematográficas e criar um híbrido: um filme de ficção-científica na velocidade contemplativa do melhor cinema nipônico. Talvez por isso Wenders tenha assinado a produção executiva. <span id="more-1454"></span></p>
<p>É preciso atenção para não se perder no enredo da trama: Kohei Takahara é um astronauta que aceita participar de um programa revolucionário de clonagem humana, no qual um duplo é ativado em caso de morte, dando prosseguimento à vida exatamente do ponto em que foi interrompida. Após um acidente fatal no espaço, um erro de memória faz com que o projeto não tenha êxito. O clone passa a vagar traumatizado pelas memórias da infância de Kohei, quando ele perdeu tragicamente o irmão gêmeo. A partir daí, uma série de questionamentos éticos e existenciais começa a assombrar não só o clone, mas também todos aqueles envolvidos no projeto.</p>
<p>É possível evocar uma série de filósofos e suas respectivas correntes durante a projeção de <em>O clone volta para casa</em>. Por exemplo, Descartes e a teoria da glândula pineal como sendo o lugar onde está a alma no ser humano. E qual seria o lugar da alma no clone? É possível citar também o pessimismo que pontuava a obra de Schopenhauer, que afirmava ser o homem um animal fadado à tristeza por saber que não é imortal. O clone, no filme, representa a possibilidade da vida ininterrupta – e ainda assim, não consegue vencer a tristeza causada pela memória recorrente da tragédia familiar. São justamente essas passagens que tornam o filme digno de estar na mostra Midnight Movies, famosa por apresentar produções esquisitas e bizarras.</p>
<p><em>O clone volta para casa</em> evolui vagarosamente, exatamente como um astronauta em pleno passeio pelo espaço sideral. Proporciona belíssimas cenas, com um apuro técnico realmente fascinante. Entretanto, esteja alertado: é filme-cabeça! Por isso, é preciso certa dose de concentração para entrar na história e entender os pormenores que são discutidos na tela. </p>
<p>Wim Wenders não entra em roubada. Não é à toa que a maioria de seus grandes filmes aborda questões pertinentes às angústias do ser humano contemporâneo. O clone volta para casa vai um pouco mais longe na linha do tempo, e traz à tona um questionamento existencial plausível em um futuro não muito distante.</p>
<p>O clone volta para casa será exibido no Festival do Rio nos dias 26/9, 17h, no Espaço de Cinema 1; 26/9, 23h45, no Espaço de Cinema 1; 27/9, 22h, no Estação Ipanema 1; 29/9, 20h00, no Estação Barra Point 1.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a Midnight Movies.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Crítica de M&#8230;:&#8221;Jogando com prazer&#8221;</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/critica-de-mjogando-com-prazer/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/critica-de-mjogando-com-prazer/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 21:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1446</guid>
		<description><![CDATA[

Merece um unfollow
Por Eduardo Frota *
Ashton Kutcher tem fama, carisma e milhares de seguidores no Twitter. Talvez isso seja o suficiente para fazer com que Jogando com prazer faça algum dinheiro nas bilheterias. Porém, o filme deixa claro que o astro precisa escolher melhor os seus personagens se não quiser uma avalanche de unfollows.
O maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /><br />
<br />
<img class="alignleft size-full wp-image-1445" title="suvacao" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/suvacao.jpg" alt="suvacao" width="260" height="200" /><strong>Merece um unfollow</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Ashton Kutcher tem fama, carisma e milhares de seguidores no Twitter. Talvez isso seja o suficiente para fazer com que <em>Jogando com prazer</em> faça algum dinheiro nas bilheterias. Porém, o filme deixa claro que o astro precisa escolher melhor os seus personagens se não quiser uma avalanche de unfollows.</p>
<p>O maior problema nem está no fraco rendimento de Kutcher. O roteiro é o grande vilão: fraco, monótono e mal desenvolvido. Conta a história de Nikki, um jovem sedutor que usa o seu charme como meio de sustento, caçando solteironas ricaças dispostas a lhe dar guarida. Até o dia em que conhece uma misteriosa garçonete e passa a questionar o seu estilo de vida.</p>
<p>A primeira metade do filme se concentra em constantes e picantes cenas de sexo, ainda que durem apenas três segundos. Peitos e bundas são mostrados em posições que simulam o coito, mas sem assumir um tom erótico de fato. A segunda parte quebra completamente a concepção de drama erótico e assume uma história de desilusão amorosa das mais previsíveis. Toda a adrenalina e a tensão sexual propostas no início do filme dão lugar a uma série de desencontros, transformando o filme em um enfadonho conto vespertino – com direito a lição de vida.</p>
<p>O que vale a pena mesmo é  a bizarra e insólita cena dos créditos finais. Por isso, quem tiver paciência para aguentar os mais de 90 minutos de projeção vai conferir uma cena bem diferente, impregnada com a ousadia que ficou de fora do filme.</p>
<p><strong>Coco-tação</strong>: 3 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</p>
<p><em>* Eduardo Frota, autor do </em><a href="www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a><em>, é nosso crítico de filmes merdas.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/critica-de-mjogando-com-prazer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falando grego &#8211; Crítica</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/falando-grego-critica/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/falando-grego-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 05:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1404</guid>
		<description><![CDATA[

Presente de grego
Por Eduardo Frota *
Quando um novo filme de Nia Vardalos entra em cartaz, é certeza de uma comédia romântica cheia de lições tortas sobre o amor em meio aos contrastes contemporâneos das tradições gregas. Em Falando grego, literalmente, a atriz foi longe demais. Pegou um avião para a Grécia e obteve autorização do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1405" title="grego" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/grego.jpg" alt="grego" width="244" height="207" /></p>
<p><strong>Presente de grego</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Quando um novo filme de Nia Vardalos entra em cartaz, é certeza de uma comédia romântica cheia de lições tortas sobre o amor em meio aos contrastes contemporâneos das tradições gregas. Em <em>Falando grego</em>, literalmente, a atriz foi longe demais. Pegou um avião para a Grécia e obteve autorização do governo para filmar nas ruínas dos sítios arqueológicos. Por isso mesmo, o título da película em inglês é <em>My life in ruins</em> (&#8220;Minha vida em ruínas&#8221;, em bom português). E, mais uma vez, Nia Vardalos arruinou um filme.</p>
<p>A moça interpreta Georgia, uma professora de história que resolve tentar a vida na Grécia. Após um corte no orçamento da universidade em que dá aula, ela acaba ficando desempregada e vai trabalhar como guia em uma agência de turismo. Perde, então, o “kefi”: palavra grega equivalente à paixão, tesão etc. Desanimada, sofre com constantes reclamações sobre o desempenho, uma vez que seus passeios são comparados a uma aula de história sobre os antigos gregos – matéria na qual é especialista. Um dia, recebe um grupo de turistas estereotipados: os estadunidenses bobocas atrás de compras; as espanholas divorciadas atrás de sexo; os australianos bêbados atrás de álcool; e até uma velha cleptomaníaca. Para piorar, Nico, seu colega de trabalho, faz de tudo para que ela seja demitida.</p>
<p>O título em português, <em>Falando grego</em>, até que cai bem, uma vez que não dá para entender aonde se quer chegar com o argumento. Em um primeiro momento, Georgia precisa suportar as constantes piadas e deboches com suas programações históricas, em um sinal de desrespeito aos seus antepassados. Entretanto, passa a ter lições de vida com os conflitos e entra em perfeita sintonia com o grupo, ainda que precise abrir mão de seus ideais para se curvar diante de uma prática de turismo predatório, a qual critica asperamente durante o filme todo. A tal conscientização proposta no roteiro, portanto, perde legitimidade.</p>
<p>E cadê  o romance? A vida amorosa de Georgia é apenas uma subtrama mal ajambrada. Seu pequeno flerte é mal desenvolvido e praticamente descosturado da trama, se encaixando no roteiro apenas para que haja um beijo lá no terço final da projeção, ainda que bem sem graça. O texto é realmente muito fraco. Os únicos momentos de humor, de gosto duvidoso, são os protagonizados pelo experiente Richard Dreyfuss, que praticamente apresenta um <em>pout-pourri</em> de piadas de salão. A outra subtrama, que mostra como Nico tenta sabotar Georgia, e como ela contra-ataca, também é bastante enfadonha. Tão chata, que não dá nem vontade de torcer para o vilão – muito menos pela mocinha!</p>
<p>Definitivamente, falta “kefi” aos filmes de Nia Vardalos.</p>
<p><strong>Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5, para os piores)</strong></p>
<p><em>* Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/">Cinéfilo, Eu?</a>, é nosso crítico de M para filmes</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/falando-grego-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lá vem a noiva</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/la-vem-a-noiva/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/la-vem-a-noiva/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 13:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=1301</guid>
		<description><![CDATA[
Marido por acaso
Por Eduardo Frota *
Uma Thurman deu vida a uma bela e interessante noiva em Kill Bill. Empunhando uma espada afiada, foi atrás de vingança e machucou muita gente. Em seu mais novo filme, Marido por acaso, a atriz encarna a Dra. Emma Lloyd, uma especialista em relacionamentos amorosos prestes a se vestir de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1302" title="killboth" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/08/killboth.jpg" alt="killboth" /><strong>Marido por acaso</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Uma Thurman deu vida a uma bela e interessante noiva em <em>Kill Bill</em>. Empunhando uma espada afiada, foi atrás de vingança e machucou muita gente. Em seu mais novo filme, <em>Marido por acaso</em>, a atriz encarna a Dra. Emma Lloyd, uma especialista em relacionamentos amorosos prestes a se vestir de branco e contrair matrimônio. Âncora de um famoso programa de rádio, que funciona como consultório sentimental, ela acaba incentivando uma jovem ouvinte a desistir do casamento. Quem parte em busca de vingança, então, é o noivo abandonado – um bombeiro que vai atrapalhar o casório aparentemente perfeito de Emma. Aparentemente&#8230;<span id="more-1301"></span></p>
<p>O argumento é realmente interessante: fazer com que uma conselheira sentimental coloque em prova suas próprias teorias. Porém, o problema está  justamente no par romântico. Bombeiros, ainda mais em Nova York, são uma espécie de simulacro de bravura e altruísmo. Portanto, vingança não combina com a farda que vestem. Durante os primeiros minutos de projeção, há algumas cenas divertidas. É quando o plano do bombeiro começa a surtir efeito. Acontece que, como sabemos, ele não pode ir longe demais na maldade – não pegaria bem. Seu lado bondoso, então, começa a aflorar. É quando a idéia começa a se esgotar.</p>
<p>Seguindo todas as etapas de um roteiro de comédia romântica, apenas aguardamos pelos acontecimentos. Há buracos e subtramas mal desenvolvidas. Existe também um núcleo indiano no filme, com direito a rituais e festas no melhor estilo <em>Caminho das Índias</em>. No entanto, o mais estranho é que, para uma produção do gênero, há poucos beijos e apenas uma cena envolvendo sexo, mal filmada, vista do lado de fora de uma janela embaçada.</p>
<p>Jeffrey Dean Morgan, o bombeiro, é uma mistura de Javier Bardem com Robert Downey Jr – sem o talento do primeiro e sem o carisma do segundo. Sua caracterização não combina com a beleza exótica de Uma Thurman. Mal aproveitada, a atriz vem fazendo cada vez menos papéis de impacto. Em <em>Marido por acaso</em>, ela está novamente muito aquém de sua capacidade. Quem rouba a cena são os coadjuvantes, como Ajay Naidu, na pele de um amigo indiano, e Isabella Rossellini, que empresta seu charme a uma senhora de idade bastante recatada.</p>
<p>Há quem vá gostar de <em>Marido por acaso</em>. No fim das contas, é um filme que vale por um livro de auto-ajuda.</p>
<p><strong>Coco-tação: 1 merdinha (máximo de 5, para os piores filmes)</strong></p>
<p><em>* Eduardo Frota, do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a>, é nosso crítico de M para filmes</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/la-vem-a-noiva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ruim para fãs</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/ruim-para-fas/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/ruim-para-fas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 13:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Ulisses Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[Wolverine]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=893</guid>
		<description><![CDATA[
O filme X-Men Origens: Wolverine estreou na semana passada e arrebentou nas bilheterias de todo o mundo. Mas milhares de brasileiros deixaram para ver a produção nos próximos dias e muitos irão já neste fim de semana, ainda mais depois que o próprio Hugh Jackman, no papel-título do longa, veio ao Brasil promover a atração.

Por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>O filme X-Men Origens: Wolverine estreou na semana passada e arrebentou nas bilheterias de todo o mundo. Mas milhares de brasileiros deixaram para ver a produção nos próximos dias e muitos irão já neste fim de semana, ainda mais depois que o próprio Hugh Jackman, no papel-título do longa, veio ao Brasil promover a atração.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/05/wolvie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-894" title="wolvie" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/05/wolvie.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Por isso vale a pena falar um pouco do filme com a crítica do jornalista Ulisses Mattos, um dos editores desta <em>M&#8230;</em> aqui. Tem gente adorando a produção, mas Ulisses fez seu texto com olhos de quem é fã dos personagem dos quadrinhos e leu todas as histórias mais importantes de Wolverine nos gibis. Daí a explicação para o longa estar aqui na seção que trata apenas de filmes de merda. Confiram:</p>
<p><span id="more-893"></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>Um filme para esquecer</strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Quem não acompanha histórias em quadrinhos e já viu <em>X-Men Origens: Wolverine</em> pode achar um absurdo que o filme possa ser chamado de uma merda. Digo isso porque assim que terminei de assistir ao longa, em um cinema comum, em vez de uma cabine de Imprensa, vi uma menina discutindo com o amigo sobre o que haviam acabado de ver. O rapaz não parecia muito satisfeito, mas a mocinha dizia “O filme é maravilhoso e leva direitinho para a história do primeiro dos X-Men”. O garoto disse algo que não pude ouvir, pois ele falava num tom mais baixo que a menina entusiasmada, que logo completou em mais um comentário estridente: “Ah! Mas só os fãs acham isso! Só os fãs que não estão gostando!”. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">É mais ou menos isso, menina. Muita gente que só conhece os X-Men no cinema vai gostar  de mais essa produção, pois há bons efeitos especiais, a atuação convincente de Hugh Jackman e, claro, mais cenas de Wolverine botando para quebrar. Mas dois grandes grupos de espectadores vão achar o filme uma merda. Um deles nem precisa ser fã do Wolverine dos quadrinhos. Basta já ter visto uma penca de filmes e perceber que não há nada mais manjado do que a trama que jogaram para embrulhar a origem do herói. Não é questão nem de reclamar coisa do tipo “ah, mas nos quadrinhos não foi assim que aconteceu!”. O problema maior é que a historinha que criaram é repleta de reviravoltas artificiais, desgastadas, já vistas em outros filmes à exaustão. Essa coisa de mostrar o personagem sofrendo cada vez que descobre ter sido enganado pelas pessoas em quem confia é digno de novela mexicana. É um roteiro fraco, seja para o Wolverine dos quadrinhos ou do cinema. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Além disso, a história também é meio incoerente. Um dos inimigos de Wolverine, a certa altura, fica sabendo que há uma arma que pode acabar com ele. Mas no momento decisivo, ele usa o tal trabuco para outra coisa totalmente diferente, como se sempre soubesse que a tal arma não serviria para o propósito inicial. E a tal coisa diferente que ele faz com a arma [estou me esforçando para não estragar a “surpresa” para quem ainda não viu] é bem difícil de engolir. Ainda mais quando sabemos que nosso herói tem como poder principal a capacidade de regenerar qualquer parte do corpo. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">E por falar no “nosso herói”, vamos agora dizer por que o Wolverine do filme não é tão legal quanto o dos quadrinhos. Não vamos ficar reclamando que no original Logan não foi criado pelo meio-irmão, que seu grande amor teve uma história totalmente diferente ou que não foi assim que aconteceu depois que ele recebeu o adamantium (que virou até metal extraterrestre no filme). O maior problema é que o baixinho enfezado não age como no filme, ele não é tão sofredor, tão preocupado com os outros, tão bonzinho. Não tem musiquinha dramática ao fundo cada vez se estrepa emocionalmente. O Wolverine original não acusa o golpe, não se mostra abatido, não faz carinha de quem está triste. Ele é durão e tem um jeito displicente que é uma das coisas mais legais nele. A outra característica que foi ignorada no filme, mesmo quando citada, é a selvageria do personagem. Em momento nenhum ele mostrou como fica quando perde o controle. E olha que não faltou oportunidade para isso, mesmo no fraco roteiro. Em certo momento, Logan manda um recado para um dos inimigos, dizendo “se você queria um animal, agora você terá”. Mas fica só na ameaça. O Wolverine de verdade não diz que será um animal. Ele simplemente vira um, sem avisar a ninguém (nem a si mesmo). E coitado de quem estiver por perto.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Talvez contar apenas a história fiel de Wolverine não daria um bom filme. Para os fãs do cinemão (que tem a grana para fazer um filme com um orçamento como este), é preciso mesmo seguir  algumas regras. Simplesmente mostrar Wolverine descobrindo seu poder, adotando o nome de Logan, vivendo como animal entre lobos, morando com índios, se apaixonando por uma nativa, trabalhando para o exército canadense,  passando um tempo aprendendo a lutar no Japão, se apaixonando de novo por lá, batalhando na Segunda Guerra, indo trabalhar para uma equipe paramilitar, recebendo implantes de memórias falsas, tendo implantado o adamantiun contra sua vontade, virando um verdadeiro animal, sendo resgatado para a humanidade por outro super-herói canadense, tornando-se um agente mascarado com o codinome Wolverine e, finalmente, sendo recrutado para os X-Men não seguiria a fórmula de sucesso de Hollywood. Faltariam elementos como um grande vilão, um objetivo claro, as dificuldades para se chegar a ele e, por fim, a forma como vencer o obstáculo. Por isso não vou reclamar de a trama não ser fiel aos quadrinhos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Mas alguns elementos mais fortes dessa trajetória podiam ser usados em uma trama que não precisasse misturar (e descaracterizar) personagens que não têm nada a ver com a vida pregressa de Logan (como uma Emma Frost sem telepatia, Deadpool com poderes estranhos, Blob magro) e sem desprezar questões fundamentais do personagem, como a luta contra seu instinto animalesco (que não é mostrado em profundidade) e a perda da memória (usada só no final). Parece ter havido uma preocupação maior em amarrar a trama com o primeiro filme dos X-Men do que mostrar quem é o amargurado, traumatizado, controvertido e experiente Wolverine, um dos anti-heróis mais cultuados dos quadrinhos. Uma grande frustração.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">cocô-tação: 1 bostinha (máximo de 5, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Ulisses Mattos)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/ruim-para-fas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Assombrosamente ruim</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/assombrosamente-ruim/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/assombrosamente-ruim/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 02:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[Beto Roma]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=859</guid>
		<description><![CDATA[
O fotógrafo e artista plástico Beto Roma, grande fã de filmes de terror, aceitou fazer mais uma crítica de M para nós. Enviamos o sujeito para a sessão de imprensa de Evocando espíritos.

Como o filme consta nesta seção aqui da M&#8230; Online, não adianta fazer surpresa sobre a opinião de Beto. Vejam o porquê se sua desaprovação em um texto recheado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>O fotógrafo e artista plástico <a href="http://www.betoroma.com.br/" target="_blank">Beto Roma</a>, grande fã de filmes de terror, aceitou fazer mais uma crítica de M para nós. Enviamos o sujeito para a sessão de imprensa de <em>Evocando espíritos</em>.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/evocando.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-860" title="evocando" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/evocando.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Como o filme consta nesta seção aqui da <em>M&#8230; Online</em>, não adianta fazer surpresa sobre a opinião de Beto. Vejam o porquê se sua desaprovação em um texto recheado de referências a cineastas de terror que conquistaram os entusiastas no gênero:</p>
<p><span id="more-859"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Evocando espíritos&#8230; ou melhor, invocando com espíritos</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Filme típico de possessão, ambientado em uma casa bizarra, no meio de árvores grotescas, com grandes angulares anguladas. Conseguiu entender? Nem eu! Alguém se lembra de <em>Terror em Amityville</em>? <em>Poltergeist</em>?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A história: mãe preocupada com filho doente resolve, em 5 minutos, alugar e se mudar pra uma casa que já foi funerária e centro espírita ao mesmo tempo. Corretor filho da puta até tenta avisar que algo estranho acontece por ali, mas mesmo assim sucumbe ao capitalismo selvagem do outro mundo e ainda ajuda na mudança. Depois disso, são vultos, visões e um maldito quarto no porão, que o rapaz com câncer resolve chamar de seu.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Até aí, o queijo suíço que é o roteiro está leve, porque ninguém consegue abrir a porta do “quarto maldito”. O problema é quando o moleque, graças a um tratamento especial contra a doença, começa a ter visões dos espíritos que ali habitam e conhece, durante uma sessão de quimioterapia, um rabino que sabe tudo de fantasmas. Que sorte danada, hein?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Não é de hoje que filmes de terror são releituras, adaptações e colagens de clichês. Porém, esconder tudo isso atrás do famoso “baseado em fatos reais” é lamentável. Me faz lembrar as antigas chamadas dos filmes que passavam no SBT, com aquele selo no canto da tela: &#8220;baseado em fatos reais&#8221; ou &#8220;inédito na TV&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O final é preguiçoso. Novamente, explicado em 5 minutos. O diretor optou por fazer um filme esteticamente bonito, com uma fotografia legal, mas esqueceu-se do roteiro. O desfecho é nada surpreendente e muito piegas. O mais engraçado, no entanto, é ver que ninguém morou na casa mal-assombrada entre os fatos que se desenrolaram no passado até a mudança da família Campbell. Furos, furos e mais furos. Decepção para quem viu o excelente documentário sobre filmes de terror <em>The american nightmare</em>, dirigido por Adam Simon, justamente o roteirista dessa bomba.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Igual a <em>Evocando espíritos</em> já vi mais de 5 mil! Cadê os pupilos de Wes Craven (<em>Pesadelo na Rua Elm</em> e <em>Pânico 1</em>), Sean Cunningham (<em>Sexta-feira 13</em>, original) e da nova geração de Rob Zombie? O terror, graças ao Capiroto, está de volta à moda hollywoodiana, mas está faltando criatividade.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Mesmo assim, nem tudo está perdido. O filme também tem suas coisas bacanas, como a coroa boazuda Virginia Madsen e o excelente Martin Donavan (que aparece pouco, mas é de longe o melhor em cena) vivendo o casal Campbell. Há também um canastra das antigas, digno de nota: Elias Koteas, que além de contracenar no sensacional <em>Anjos rebeldes</em> com ninguém menos que o rei Christopher Walken e a própria Virginia Madsen, estrelou <em>Tartarugas ninjas</em>.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Beto Roma)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/assombrosamente-ruim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falta crédito</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/falta-credito/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/falta-credito/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 17:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Frota]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=839</guid>
		<description><![CDATA[
Estréia hoje no circuitão, o filme Os delírios de consumo de Becky Bloom, que fala sobre uma moça enterrada em dívidas.
 
A mensagem passada pelo filme deixou nosso crítico Eduardo Frota (do blog Cinéfilo Eu?) bem incomodado. Confiram:

Yes, we can
Pobres estadunidenses. Na telona, já foram maltratados por alienígenas, comunistas, meteoros, aquecimento global e uma penca de outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>Estréia hoje no circuitão, o filme <em>Os delírios de consumo de Becky Bloom</em>, que fala sobre uma moça enterrada em dívidas.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/delirios.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-840" title="delirios" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/04/delirios.jpg" alt="" /></a> </p>
<p>A mensagem passada pelo filme deixou nosso crítico Eduardo Frota (do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo Eu?</a>) bem incomodado. Confiram:</p>
<p><span id="more-839"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Yes, we can</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pobres estadunidenses. Na telona, já foram maltratados por alienígenas, comunistas, meteoros, aquecimento global e uma penca de outras mazelas contemporâneas. Obviamente, sempre venceram. Pois agora chegou a vez de duelar com a mais nova ameaça: a crise do crédito. E não vai ser tarefa fácil, pois quem distribui o filme é ninguém menos que a Disney, que vive justamente do poder de compra de consumidores ao redor do mundo. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O argumento de <em>Delírios de consumo</em> <em>de Becky Bloom<span style="color: #000000;"> </span></em>chega a ser um absurdo, quase uma afronta à classe jornalística. Dá para imaginar uma companheira de redação, em um cargo mediano, morando de aluguel, sem pais ricos, gastando US$ 900 em uma única compra? Fato é que a moça, viciada em roupas, sonha trabalhar numa famosa revista de moda. Porém, quando se vê desempregada, consegue apenas uma vaga em outra publicação, do mesmo grupo, sobre finanças e economia. Precisa, então, esconder as dívidas que tem nos cartões de crédito. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Os primeiros minutos de projeção, nos quais a protagonista Rebecca Bloomwood (Isla Fisher, a namoradinha de Sacha Baron Cohen) se apresenta como compradora compulsiva, parecem ser de um  sarcasmo ferino e inteligente. Seriam, se lá para o meio do filme ela fizesse o óbvio e cancelasse pelos menos a metade da dúzia de cartões de créditos que possui. Ao invés disso, em meio a novas aquisições para o guarda-roupa, precisa rebolar para fazer com que seu novo editor-chefe, um inglês boa pinta, não descubra seus furos com os credores. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pobre Rebecca, assolada pela crise do crédito &#8211; que atinge também seus pais, seus amigos e o seu país. A moça vai fazendo as escolhas erradas e se metendo em confusões, de onde deveriam surgir as piadas. Porém, o que se vê são tentativas de fazer com que o público não perca as esperanças em Obama e seu plano de recuperação econômica. No lugar de alertar para a futilidade do consumo exacerbado, a mensagem que fica mais sublinhada é a que o povo estadunidense precisa ter calma, pois logo, logo terá novamente o poder de compra restaurado. Será mesmo? </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A pobrezinha até aprende a lição e resiste a algumas tentações. Porém, a seqüência final é desastrosamente constrangedora. Confirma, inadvertidamente, que toda uma sociedade sofre da mesma patologia consumista e está cada vez mais longe da cura. O que, convenhamos, não é de todo o mal para a Disney, muito menos para as grandes corporações dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Se os próprios estadunidenses estão rindo, deve ser mesmo para achar graça. Talvez seja como versava Cartola: rir para não chorar.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Coco-tação: 4 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Eduardo Frota)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/falta-credito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>M&#8230; nos cinemas 2</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/m-nos-cinemas-2/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/m-nos-cinemas-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 15:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Cunha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=785</guid>
		<description><![CDATA[O crítico Roberto Cunha, do site Adoro Cinema, foi conferir Jogo entre ladrões e voltou com o testemunho de um filme policial bem merdinha, daqueles que só tem o elenco como trunfo.

De acordo com Roberto, Morgan Freeman e Antonio Banderas não conseguem evitar que a obra de Mimi Leder cheire mal:

UMA TREMENDA ROUBADA
Uma das fórmulas nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crítico Roberto Cunha, do site <a href="http://www.adorocinema.com.br" target="_blank">Adoro Cinema</a>, foi conferir<em> Jogo entre ladrões</em> e voltou com o testemunho de um filme policial bem merdinha, daqueles que só tem o elenco como trunfo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://img16.imageshack.us/img16/9361/jogoladroes.jpg" alt="" /></p>
<p>De acordo com Roberto, Morgan Freeman e Antonio Banderas não conseguem evitar que a obra de Mimi Leder cheire mal:</p>
<p><span id="more-785"></span></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"></a><strong><span style="color: #0000ff;">UMA TREMENDA ROUBADA</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Uma das fórmulas nada mágicas para se produzir um filme e tentar faturar algum “dindin” fácil é escalar dois nomes conhecidos para aplicar na produção. Pode não ter a rentabilidade de um overnight dos anos 80, mas costuma dar retorno para o investidor, no caso, o estúdio. Mas em <em>Jogo entre ladrões,</em> a movimentação micou. Será efeito da tal crise? Na verdade, o motivo é simples: O primeiro roteiro para cinema de Ted Humphrey (humpf) é digno de prisão domiciliar, para ele praticar mais, assistindo séries policiais e ver como se amarra bem uma história.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Jogo entre ladrões</em> traz dois bandidos que se juntam para roubar jóias valiosas de um lugar considerado inexpugnável. Com uma palavra tão forte assim e os famosos Morgan Freeman e Antonio Banderas, a diretora Mimi Leder não conseguiu nenhum “impacto profundo”. Pudera. O filme tem um fiapo de suspense criminal. E o maior pecado é não se ater àquela parte bacana que são os planos mirabolantes para driblar os sistemas de segurança. Tudo acontece muito rápido. Como nos bastidores de uma lanchonete fast food.  Não o Bob´s. Aí já viu. Não gera envolvimento.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Falando nisso, enfiaram (no bom sentido) uma mulher na trama para o ainda galã latino poder ensaiar umas ceninhas sensuais ao som de uma viola espanhola. Até rimou, mas a sensualidade passou longe. Primeiro porque Radha Mitchell tem seu charme, mas falta a tal “sustância”. Segundo, porque, cá entre nós e “machistamente” escrevendo, quem se importa com o derrière do Banderas, única coisa revelada ao público?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O elenco contou ainda com Robert Foster fazendo Picasso (não o pintor e muito menos “trabalhando” seu membro inferior), um agente do FBI, e Rade Serbedizja, sempre no papel de russo, e que, como o nome diz, dá um porre danado. Para não dizer que o filme só tem coisa ruim, reservaram uma virada cheia de pretensão lá no finalzinho. Mas a m&#8230; já estava feita.  Mimi domiu no ponto. Melhor dar outra passada no <em>Plantão médico (E.R.)</em> &#8211; série que ela dirigiu &#8211; para ver se tem cura ou não. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Roberto Cunha)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/m-nos-cinemas-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinemerda</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/cinemerda/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/cinemerda/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 20:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[Beto Roma]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Ulisses Mattos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=778</guid>
		<description><![CDATA[
Três filmes que merecem a atenção da M&#8230; chegam ao circuito nesta sexta-feira. Sentindo cheiro de merda, escalamos três críticos de M diferentes para fazer as resenhas desses longas. Um dos textos, sobre The Spirit &#8211; O filme, escrito pelo jornalista especializado em cinema André Gordirro, chega só semana que vem. Mas hoje, antes de irem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>Três filmes que merecem a atenção da M&#8230; chegam ao circuito nesta sexta-feira. Sentindo cheiro de merda, escalamos três críticos de M diferentes para fazer as resenhas desses longas. Um dos textos, sobre <em>The Spirit &#8211; O filme</em>, escrito pelo jornalista especializado em cinema André Gordirro, chega só semana que vem. Mas hoje, antes de irem ao cinema e serem surpreendidos por merdas na tela, vocês já podem ler, no post abaixo, a crítica de <em>Pagando bem, que mal tem?</em>, por Ulisses Mattos, e do terror <em>Alma perdida</em>, neste post.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/almaperdida.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-779" title="almaperdida" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/almaperdida.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Para <em>Alma perdida</em>, contamos com a primeira resenha do fotógrafo e artista plástico <a href="http://www.betoroma.com.br/" target="_blank">Beto Roma</a>, fã do gênero. Beto já tinha sido chamado para dar uma assistência ao crítico Eduardo Frota no remake de <em>Sexta-Feira 13</em> e <em>Dia dos namorados macabro 3D</em>. Como Frota se recusou a ver este filme, por motivos não revelados, Beto topou fazer seu próprio relato, aproveitando sua bagagem para dar pitacos sobre mais uma produção feita para dar sustos na platéia:</p>
<p><span id="more-778"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">ALMA PERDIDA&#8230; TEMPO PERDIDO </span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Fui chamado, mais uma vez, para participar de uma sessão de cinema de terror. Fanático que sou, topei na hora! Só que desta vez em vôo solo, pois há os que temem a crise, os que temem o Lula e os que temem os fantasmas. <em>Alma perdida</em>, longa dirigido por David Goyer (diretor assassino da cine-série <em>Blade</em>), passa 90 minutos chupando referências óbvias e nada originais de clássicos como <em>O exorcista</em>, <em>A profecia</em> e outros.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">A trama tem início com uma menina, traumatizada pela morte da  mãe, que começa a ver vultos e a ter alucinações, fenômenos que a levam a descobrir um passado de maldições, experimentos nazistas e familiares há muito esquecidos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Buscando saídas fáceis de estilo e filmagem, o diretor bota logo de cara um cão com cara de malvado para dar um clima de suspense. Ora bolas. Cachorros, velhos e criancinhas só funcionam, hoje em dia, em publicidade. Já vi muito disso! “Oh, Damien! Cadê você? 666!”</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Furos de roteiro? Nenhuma novidade, mas aqui eles abusam da boa vontade com criancinhas demônios chamadas de Jumby! Rompi em risos no meio da sessão quando ouvi o nome, que me lembrou imediatamente aquele personagem de massinha, o Gumby &#8211; recordam?</span></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/massinha.jpg"><span style="color: #0000ff;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-780" title="massinha" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/massinha.jpg" alt="" /></span></a></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Lentes de contato azuis e cinzas, à moda David Bowie, dão até um visual interessante ao filme, mas fica só nisso. Um desperdício, pois o que poderia salvar o longa é pouquíssimo explorado. Joseph Mengele e os experimentos nazistas ficam em segundo plano, dando mais espaço a cenas em câmera lenta e trilha sonora típicas dos filmes de Michael Bay, que produz esta bomba, deixando um final bem manjado para uma possível seqüência.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Porém, nem tudo está perdido. O filme vale pelo pitéu Odette Yustman - que infelizmente só protagoniza cenas de calcinha e sutiã, nunca nua - e pela presença (discreta, diga-se de passagem) de <strong>Gary</strong>-Sid-Vicious-Comissário-Gordon-<strong>Oldman</strong>, excelente ator que consegue se destacar e dar vida a personagens únicos até mesmo em filmecos pretensiosos como este. Tem também o James Remar, já coroa, que não mostra mais o vigor e a sede de personagens clássicos como Ajax (<em>Selvagens da noite</em>) e Albert Ganz (<em>48 horas</em>). Por sinal, onde ele estava durante quase todo o filme que nem viu o que aconteceu com a sua filha?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Espelhos falam, tremem e mostram fantasmas. Putz, só faltava o Candyman! Ataque de riso 2: lá para o final, há uma cena de possessão que é digna de filmes trash de zumbi. Em resumo, <em>Alma perdida</em> conta uma história de filme B das mais fracas com roupagem hollywoodiana. Minha nota? Diarréia!</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 5 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Beto Roma)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/cinemerda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinemerda 2</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/kevin-smith-tropeca/</link>
		<comments>http://www.mcorporation.com.br/kevin-smith-tropeca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 20:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Ulisses Mattos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mcorporation.com.br/?p=776</guid>
		<description><![CDATA[O crítico de M escalado para ver Pagando bem, que mal é o jornalista UIisses Mattos, editor desta M&#8230; aqui. Fã de Kevin Smith, o crítico ficou na dúvida se o filme merecia ou não entrar na lista de filmes merdas analisados pela M&#8230; Online.

Segundo Ulisses, o filme não chega a ser uma porcaria, mas quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crítico de M escalado para ver Pagando bem, que mal é o jornalista UIisses Mattos, editor desta M&#8230; aqui. Fã de Kevin Smith, o crítico ficou na dúvida se o filme merecia ou não entrar na lista de filmes merdas analisados pela M&#8230; Online.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/zack-miri.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-777" title="zack-miri" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/03/zack-miri.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Segundo Ulisses, o filme não chega a ser uma porcaria, mas quem for esperando um filme à altura de Smith, vai achar uma bosta.</p>
<p><span id="more-776"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">SUJANDO A BARRA</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Se esse filme fosse dirigido por um desconhecido qualquer, talvez não entrasse aqui para a seção Críticos de M. Mas é um longa de Kevin Smith, um cara que faz por merecer o culto que certa parcela do público lhe presta. O cara fez O balconista! Mandou bem também com Procura-se Amy e Dogma (que mesmo não sendo um espetáculo, tem uma bela premissa). Além de tudo, é roteirisa de quadrinhos. De Kevin Smith, esperam-se filmes bons. Ainda mais com a sinopse de Pagando bem, que mal tem?: um sujeito que divide a casa com uma amiga de infância tem a idéia de fazer um filme pornográfico com ela para saldar suas dívidas.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Além do bom argumento, o longa tem boas piadas e algumas ótimas situações. Há até uma cena atípica da filmografia de Kevin Smith, com um enquadramento bem caprichado. O momento em que o protagonista vai para a um quarto para fazer sexo com uma colega de filmagem, enquanto sua amiga observa incrédula, ao som de Hey, do Pixies, é realmente bonito e tocante. Com essa dose de acertos, um cineasta estreante poderia receber uma penca de elogios e até ser apontado com promessa. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Mas é de Kevin Smith que estamos falando. Espera-se mais dele: mais diálogos inteligentes, mais situações constrangedoras, mais referências à cultura pop. E mais cuidado para fazer com que a história seja bem contada até o fim. Na última parte da trama, todo o estilo de Smith passa a ser substituído às pressas por clichês e caminhos previsíveis, desbancando até para o sentimentalismo barato.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O diretor erra a mão na hora de tocar em suas duas grandes marcas. Quando vai ser grosseiro, exagera e parte para a escatologia. Algo que seria apenas sugerido em alguns de seus melhores filmes dessa vez ganha o direito de ser visualizado. A equipe da M&#8230; não tem nada contra menções à merda (nem poderia), mas daí a ver uma cena desnecessária de uma pessoa ganhando um banho de fezes no rosto é outra coisa. O outro momento em que Smith exagera e tropeça é na hora de falar de amor. O cineasta já mostrou cenas românticas feitas na medida, sem a xaropada que intoxicaria seu tipo de fã. Mas dessa vez escorregou, criando situações tolíssimas, como a do amigo do protagonista lhe mostrando um vídeo para dizer que sua história com a amiga ainda não terminou, numa associação de idéias das mais óbvias já vistas no cinema. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Antes de terminar, reservo um parágrafo para tratar do título do filme em português. Que merda é essa? A intenção foi fazer um trocadilho? Esse “pagando” seria uma forma de se referir ao sexo oral dos pôsteres do filme? Era pra gente ler “pagando boquete bem, que mal tem?”. Por que não apenas traduzir o título, ou dar uma leve adaptada, na linha “dois amigos fazem um pornô”? O problema é a palavra “pornô”? Sério, queria saber se os criadores desses títulos em português são obrigados a bolar frases supostamente criativas. Esse título foi usado simplesmente porque alguém achou mais engraçado que o original ou porque não se pode mencionar pornografia? </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Enfim, este filme não é uma bosta total. Mas é inegável que cagou um pouco a filmografia de Kevin Smith. Não diria para fugir dos cinemas que estiverem exibindo o longa, mas se for conferir, não crie muitas expectativas. </span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Cocô-tação: 1 bostinha (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Ulisses Mattos)<br />
</span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mcorporation.com.br/kevin-smith-tropeca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

