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	<title>M... &#187; critica de cinema</title>
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		<title>Midnight Movies #8</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 22:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da M...]]></category>
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Black Dynamite
Por Eduardo Frota *
Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento [...]]]></description>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-1518" title="blackdyna" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/blackdyna.jpg" alt="blackdyna" width="236" height="235" /><strong>Black Dynamite</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento da sociedade se sentia carente de um herói que lutasse por eles na tela grande. O subúrbio das cidades estadunidenses, repleto de talentos artísticos, sentia a necessidade de expressão. Foi então que, no início da década de 70, os filmes conhecidos como <em>blaxploitations</em> ganharam fama entre a comunidade black.</p>
<p>O termo é  uma corruptela de <em>exploitation</em>, gênero que se caracterizava por produções de orçamento humilde, com tramas violentas e recheadas de sexo e drogas. A diferença dos <em>blaxploitations</em> estava  na estética, essencialmente negra. Talento era o que não faltava, principalmente para compor as trilhas sonoras. Trabalhava-se com o que havia de melhor no cenário musical da época, como Quincy Jones, JJ Johnson, Funkadelic, Curtis Mayfield, Sly &amp; The Family Stone e James Brow. Muitos atores consagrados começaram graças ao gênero, como Bill Cosby, Flip Wilson e Richard Pryor.</p>
<p>A produção era tão profícua, que atravessou as ruas do subúrbio e ganhou notoriedade internacional. Personagens como Shaft (o original, de 1971, interpretado por Richard Roundtree) e Coffy (a estonteante Pam Grier) foram sucesso de bilheteria, ditaram tendências e projetaram as carreiras de diretores como Gordon Parks e Jack Hill. Até mesmo filmes de terror foram feitos na época, como o inusitado <em>Blacula</em>, espécie de Drácula com a alma do soul. A moda, a música e o comportamento de toda uma geração estavam impressos na película dos blaxploitations.</p>
<p>Com o tempo, as características estéticas e culturais foram ficando datadas. Porém, se tornaram referência cinematográfica. O modo de se vestir, falar, e atuar permaneceram imortalizados. Em 1997, Quentin Tarantino resgatou a carreira de Pam Grier com o fantástico <em>Jackie Brown</em>, em um reverência ao universo criado pelos <em>blaxploitations</em>.</p>
<p><em>Black Dynamite</em> é uma sátira perfeita do que foi o gênero. De forma bastante inteligente, exagera exatamente nas características que ficaram datadas, funcionando como uma caricatura dos heróis da década de 70. O cara é sinistro: ex-agente da CIA, temido por todos, praticamente invencível, mestre na arte do kung fu e irresistivelmente atraente. Quando Black Dynamite recebe a notícia da morte do irmão, até a polícia teme o banho de sangue que está por vir. Como num bom roteiro de <em>blaxploitation</em>, é hora da vingança! <span id="more-1517"></span></p>
<p>Toda a estética daquele tempo é recriada com perfeição. Se o espectador não souber de antemão que se trata de uma produção de 2009, pode facilmente julgar estar diante de um <em>blaxploitaition</em> original. Porém, logo de cara, fica claro que não é para levar a sério o que vai ser visto na tela: um microfone vaza escandalosamente no enquadramento. Ao longo da projeção, uma série de pequenas falhas, comuns em produções de baixo orçamento, são inseridas propositalmente. O roteiro é meticulosamente esburacado, os diálogos são inacreditavelmente manjados e os atores suam para forçar a barra nas interpretações. Um verdadeiro deleite para os fãs dos antigos <em>blaxploitations</em>.</p>
<p>Há muito tempo não me divertia tanto numa sala de cinema. Perdoem-me pelo palavrão, mas Black Dynamite é do caralho!</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir o Midnight Movies, do Festival do Rio</em></p>
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		<title>Namoro no cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 12:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
		<category><![CDATA[critica de cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Minhas adoráveis ex-namoradas
Por Eduardo Frota *
O circuitão nacional não podia ficar sem uma estréia no Dia dos Namorados. Afinal, datas sazonais, que brindam o comércio, também costumam encher as salas de cinema. No dia 12 de junho, é a vez da famosa tríade cinema-jantar-motel. Na sala de projeção, a missão fica com Minhas adoráveis ex-namoradas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1114" title="minhasadoraveis" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/06/minhasadoraveis.jpg" alt="minhasadoraveis" /><strong>Minhas adoráveis ex-namoradas</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>O circuitão nacional não podia ficar sem uma estréia no Dia dos Namorados. Afinal, datas sazonais, que brindam o comércio, também costumam encher as salas de cinema. No dia 12 de junho, é a vez da famosa tríade cinema-jantar-motel. Na sala de projeção, a missão fica com <em>Minhas adoráveis ex-namoradas</em>, uma espécie de fábula com direito a final feliz e moral da história. Programa ideal para incautos casais em busca de entretenimento fácil. Entretanto, se você ama o seu cônjuge, é melhor esconder o caderno de cultura do jornal ou desconectar o computador da internet. <span id="more-1113"></span></p>
<p>Tudo começa quando um fotógrafo bonitão, que trata mulheres como objetos, viaja para o casamento do irmão mais novo. Órfão, criado pelo também falecido tio milionário e mulherengo, ele destila todo o seu veneno contra a instituição matrimonial, evocando valores hedonistas que chocam os convidados reunidos para um jantar que antecede a cerimônia oficial. Em meio à hecatombe provocada por seu comportamento frio e individualista, três fantasmas (já viu esse filme?) femininos o visitam, mostrando como foi seu passado sentimental, como é o mesmo no presente e como será no futuro. Após um rápido prólogo repleto de clichês, todo o resto do roteiro pode ser facilmente previsto – o que não é de todo mal, caso você, espectador(a) bem acompanhado(a), que aguarda ansiosamente pela hora de se encaminhar ao motel, quiser aproveitar o escurinho do cinema para exercitar o amor.</p>
<p>O filme é chato, com personagens chatos interpretados por gente igualmente chata. O inexpressivo Matthew McConaughey é o pobre sujeito atormentado pelas visões fantasmagóricas. Seu par romântico, que só consuma o amor nos últimos dois minutos de filme, depois de um ato altruísta do protagonista, é a fraca e sofrida Jennifer Garner. Fecha o trio de celebridades com nome no cartaz o veterano Michael Douglas, interpretando ele mesmo: o tal tio ninfomaníaco. A única que faz um bom trabalho é Emma Stone, no papel de um fantasma adolescente dos anos 80. O resto do elenco tem função inexpressiva à trama.</p>
<p>O roteiro é bastante arrastado, com pouquíssimas situações realmente cômicas, favorecendo os casais mais apaixonados. Pode beijar de olhos fechados, porque nada de tão relevante para o entendimento do filme vai acontecer durante mais de uma hora e meia de projeção. Até mesmo o clímax da história, quando o protagonista é posto à prova, é inverossímil e esquisito. No final, enquanto as taças são erguidas para um brinde – você sabe que o final tem que ser feliz – tudo o que aconteceu é explicado nos mínimos detalhes, em um discurso que era para soar emocionante, não fosse o tom monocórdio e insosso de McConaughey.</p>
<p>Definitivamente, <em>Minhas adoráveis ex-namoradas</em> é uma atração para os menos exigentes. Combina mais com um programa que inclua fast-food e banco de trás de carro popular.</p>
<p><strong>Cocô-tação: 4 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</strong></p>
<p><em>* Eduardo Frota, autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a>, é nosso Crítico de M para cinema</em></p>
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		<title>Caiu um lençol</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 15:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticos de M]]></category>
		<category><![CDATA[critica de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entre lençóis]]></category>
		<category><![CDATA[gianecchini]]></category>
		<category><![CDATA[Ulisses Mattos]]></category>

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A seção Críticos de M está entrando em uma nova fase. Vamos priorizar os filmes merdas. Dificilmente os leitores verão aqui a crítica de um filme unanimemente muito bom. Mas se você quer saber se aquele longa que tem um cheirinho de merda é realmente uma bomba, passe aqui pra conferir. Estamos até aumentando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-102" title="banner_criticos" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/08/banner_criticos.png" alt="" /></a></p>
<p>A seção <em>Críticos de M</em> está entrando em uma nova fase. Vamos priorizar os filmes merdas. Dificilmente os leitores verão aqui a crítica de um filme unanimemente muito bom. Mas se você quer saber se aquele longa que tem um cheirinho de merda é realmente uma bomba, passe aqui pra conferir. Estamos até aumentando o número de colaboradores para trabalhar como Crítico de M aqui. Os textos entrarão na seção no dia ou logo após sua estréia.</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/lencois1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-370" title="lencois1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/lencois1.jpg" alt="" width="375" height="248" /></a><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/12/lencois.jpg"></a></p>
<p>Vamos publicar agora a crítica de <em>Entre lençóis</em>, que era para entrar na sexta-feira passada, mas adiamos por causa da nossa entrevista no <em>Programa do Jô</em>. A resenha é de Ulisses Mattos, um dos editores desta M&#8230; aqui (e que escrevia sobre cinema no <em>Jornal do Brasil</em>). Amanhã e no fim de semana, publicaremos mais dois textos, um sobre um filme merda que estréia na sexta e outro sobre nudez na Retomada. Fique agora com a crítica de M da performance dos corpos de Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira:</p>
<p><span id="more-368"></span><strong><span style="color: #0000ff;">Entre lençóis demais</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Entre lençóis</em> não deve ser mesmo um filme feito para explorar corpos nus, a sensualidade, o sexo fácil. Mas não porque tem um (fiapo de) roteiro, que é até acusado de plágio do filme <em>Na cama</em>, do chileno Matias Bize. É porque o longa estrelado por Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira simplesmente não vai tão bem entre lençóis. Falta erotismo e nudez.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Ah, isso não é importante para o filme? O objetivo era contar uma história sobre paixão? Me engana que eu gosto. Se fosse assim, não iriam escalar para o elenco dois atores marcados por sua beleza. Poderiam colocar Pedro Cardoso e Preta Gil, por exemplo. Pedro (que é contra a nudez das pessoas) e Preta (de quem as pessoas são contra a nudez) têm talento de sobra pra entregar as falas dos personagens do filme. Na verdade, os personagens não seriam um desafio nem para atores recém-chegados a <em>Malhação</em>. Por isso, o motivo maior de <em>Entre lençóis</em>, enfim, parece realmente ser mostrar bundas e peitinhos. E é aí que falha.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Falha, primeiro, ao ter algum pudor em mostrar os corpos. Em alguns momentos, dá para sentir que Paola toma muito cuidado em se cobrir com os lençóis, ou faz movimentos meio calculados, para não se exibir demais.  Às vezes, a falta de nudez parece vir da cabeça do próprio diretor, o colombiano Gustavo Nieto Roa, com tomadas estratégicas, de modo a não mostrar o tempo todo seios e bundas &#8211; ou até pêlos pubianos, que foram barrados em cena. Falta naturalidade em alguma posições em que os personagens estão relaxadamente conversando, ou mesmo se pegando.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Outro problema foi o de elenco. Gianecchini é bonitão, um cara grande, que chama a atenção de todos em um ambiente. E consegue, em cena, despertar a loucura das mulheres, com muita sexualidade. Já Paola tem um rosto lindo. O corpo também é interessantíssimo. Uma belezinha. É pra casar, mesmo. Mas não exala sexo. Essa diferença entre os dois fica clara na hora em que os personagens fazem strip-tease um para o outro. Ela começa. E faz algo que mostra como é bela, como é uma gracinha. Depois vem o Giannecchini e faz seu showzinho, dançando com ar sedutor, dominador, quase mostrando a genitália, que cobre só com um pedacinho de pano com as mãos. Bem safadão mesmo. Nessa hora, deu para ver que para “rivalizar” com Giannecchini, que parece ser um cara mais “sexual” (mais bem vivido e versátil no tema), talvez fosse melhor escalar uma atriz mais “cachorra”, que não desperte só o sentimento de “com essa eu casava”, mas a paudurescência instantânea, como faziam as atrizes do cinema nacional dos anos 80.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Entre lençóis</em> fica assim, pelo meio do caminho. Não é um filme para reflexões (como finge ser), nem é um longa para satisfazer voyeuristas à procura de nudez constante, e nem é uma produção para excitar as platéias sensualistas. Não vale o ingresso. Talvez, só a meia-entrada (sem trocadilho).</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">COCÔ-TAÇÃO: 3 bostinha (</span><span style="color: #0000ff;">máximo de 5 bostinhas, para os piores)</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Ulisses Mattos &#8211; @ulissesmattos)</span></p>
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