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Midnight Movies #8...

outubro 11, 2009
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blackdynaBlack Dynamite

Por Eduardo Frota *

Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento da sociedade se sentia carente de um herói que lutasse por eles na tela grande. O subúrbio das cidades estadunidenses, repleto de talentos artísticos, sentia a necessidade de expressão. Foi então que, no início da década de 70, os filmes conhecidos como blaxploitations ganharam fama entre a comunidade black.

O termo é  uma corruptela de exploitation, gênero que se caracterizava por produções de orçamento humilde, com tramas violentas e recheadas de sexo e drogas. A diferença dos blaxploitations estava  na estética, essencialmente negra. Talento era o que não faltava, principalmente para compor as trilhas sonoras. Trabalhava-se com o que havia de melhor no cenário musical da época, como Quincy Jones, JJ Johnson, Funkadelic, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone e James Brow. Muitos atores consagrados começaram graças ao gênero, como Bill Cosby, Flip Wilson e Richard Pryor.

A produção era tão profícua, que atravessou as ruas do subúrbio e ganhou notoriedade internacional. Personagens como Shaft (o original, de 1971, interpretado por Richard Roundtree) e Coffy (a estonteante Pam Grier) foram sucesso de bilheteria, ditaram tendências e projetaram as carreiras de diretores como Gordon Parks e Jack Hill. Até mesmo filmes de terror foram feitos na época, como o inusitado Blacula, espécie de Drácula com a alma do soul. A moda, a música e o comportamento de toda uma geração estavam impressos na película dos blaxploitations.

Com o tempo, as características estéticas e culturais foram ficando datadas. Porém, se tornaram referência cinematográfica. O modo de se vestir, falar, e atuar permaneceram imortalizados. Em 1997, Quentin Tarantino resgatou a carreira de Pam Grier com o fantástico Jackie Brown, em um reverência ao universo criado pelos blaxploitations.

Black Dynamite é uma sátira perfeita do que foi o gênero. De forma bastante inteligente, exagera exatamente nas características que ficaram datadas, funcionando como uma caricatura dos heróis da década de 70. O cara é sinistro: ex-agente da CIA, temido por todos, praticamente invencível, mestre na arte do kung fu e irresistivelmente atraente. Quando Black Dynamite recebe a notícia da morte do irmão, até a polícia teme o banho de sangue que está por vir. Como num bom roteiro de blaxploitation, é hora da vingança! (mais…)

Namoro no cinema...

junho 12, 2009
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minhasadoraveisMinhas adoráveis ex-namoradas

Por Eduardo Frota *

O circuitão nacional não podia ficar sem uma estréia no Dia dos Namorados. Afinal, datas sazonais, que brindam o comércio, também costumam encher as salas de cinema. No dia 12 de junho, é a vez da famosa tríade cinema-jantar-motel. Na sala de projeção, a missão fica com Minhas adoráveis ex-namoradas, uma espécie de fábula com direito a final feliz e moral da história. Programa ideal para incautos casais em busca de entretenimento fácil. Entretanto, se você ama o seu cônjuge, é melhor esconder o caderno de cultura do jornal ou desconectar o computador da internet. (mais…)

Caiu um lençol...

dezembro 11, 2008
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A seção Críticos de M está entrando em uma nova fase. Vamos priorizar os filmes merdas. Dificilmente os leitores verão aqui a crítica de um filme unanimemente muito bom. Mas se você quer saber se aquele longa que tem um cheirinho de merda é realmente uma bomba, passe aqui pra conferir. Estamos até aumentando o número de colaboradores para trabalhar como Crítico de M aqui. Os textos entrarão na seção no dia ou logo após sua estréia.

Vamos publicar agora a crítica de Entre lençóis, que era para entrar na sexta-feira passada, mas adiamos por causa da nossa entrevista no Programa do Jô. A resenha é de Ulisses Mattos, um dos editores desta M… aqui (e que escrevia sobre cinema no Jornal do Brasil). Amanhã e no fim de semana, publicaremos mais dois textos, um sobre um filme merda que estréia na sexta e outro sobre nudez na Retomada. Fique agora com a crítica de M da performance dos corpos de Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira:

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