Vida nova de novo em 2009. Em um ano onde a rotina passou longe, nada
como celebrar minha primeira semana em Campinas de uma forma insólita: Em um happy hour com os amigos no bar Manga Real, em plena segunda-feira.
Ao chegar, meu amigo que gentilmente me ofereceu guarita nestes primeiros tempos, gentilmente já me esperava numa mesa com dois copos de uísque com Cola-Cola, ou simplesmente whiscola, para os mais iniciados. Logo em seguida, chegaram outros companheiros de copo, para uma noite de muita música sertaneja, quitutes e boas risadas.
Eram, sem dúvida, novos tempos. Nada como estar entre amigos, em uma
terra que já conhecia de outrora. E de tantos banheiros que usei e abusei, antes de iniciar o Já Caguei Aqui. Portanto, usar o banheiro da casa naquela noite, não era apenas uma questão de sair do aperto: Era também um acerto de contas com o passado. Leia mais »
Últimas horas em Ribeirão Preto, após um mês de peripécias, boas histórias e muito trabalho. Estava numa correria danada, fazendo malas, pagando contas, enfim, levantando o acampamento para resolver tudo antes do meio-dia e pegar a estrada para a longa viagem de volta.
Apesar do saldo positivo da experiência, sentia naquela manhã de segunda uma certa melancolia, que só fazia crescer, à medida que as horas passavam, chegando ao ponto de ficar desconfortável. Foi quando percebi que não era melancolia o que estava sentindo. Tudo não passava de um mais chamado do meu corpo para que a natureza seguisse seu curso. Leia mais »
Passar um mês em Ribeirão Preto foi uma experiência emocionante em todos os sentidos. A começar pela minha chegada na cidade, após três horas de viagem e ter pago todos os pedágios do mundo, antes de ir direto para a nova agência.
Era normal que eu estivesse mais que ansioso, não apenas para começar, mas também para achar o local, em um cronograma que não poderia ter erros. Estranho mesmo era a já desesperadora vontade de ir ao banheiro que tomava conta de mim àquela hora da manhã ao volante.
Por sorte, consegui achar sem muita dificuldade o endereço, estando lá meia hora antes do combinado. Que alívio! Não seria de bom tom, tampouco apropriado, me apresentar em um emprego novo todo apertado tal qual estava. Sendo assim, aproveitei o ensejo para fazer um reconhecimento das rendondezas. Não deu para ser nada muito elaborado, obviamente, tanto pelo horário, quanto por minha situação periclitante. Foi aí que, na esquina da avenida, avistei uma padaria que poderia me servir bem e, quiçá, me servir sempre.
Infelizmente, não era bem esse o caso. A Panificadora Skalla tinha um aspecto simples e servia almoço também, como pude perceber pelas mesas dispostas. Já sabia para onde sair ao meio-dia, mas banheiro que era bom… nada. Encontrei uma boa alma que trabalhava lá, que finalmente me indicou os fundos do estabelecimento.
Estava claro: não era um banheiro aberto à clientela. De qualquer forma, fui surpreendido pelo banheiro masculino estar simplesmente desativado. Sem pestanejar, abri o banheiro feminino e entrei. Era um local estreito, tipo com 1,5m de largura por 3m de comprimento e pé direito alto, com a pia logo na entranda e o vaso lá no fundo, meio abandonado, até.
Minhas suspeitas sobre a restrição do banheiro se confirmaram, já que vi uma touquinha que as meninas usam no balcão esquecida lá em um gancho na parede. Parecia limpo, no geral. Aliás, tão limpo que havia sido inspecionado e aprovado pelo Centro de Zoonoses local, o que suscitava dúvidas sobre que tipos de animais frequentavam os banheiros dali.
O papel higiênico, o vaso em si e o lixinho eram simples, mas de coração. Problemas mesmo tive com a descaga. Tenho que admitir que fiz um belo estrago na louça. Entretanto, a pressão da válvula era muito fraca. Fiz o que pude para não deixar vestígios da minha presença lá. Contudo, no final, limpa mesmo só ficou a minha consciência. Saí de lá com a sensação de que, após minha insólita visita, o banheiro feminino da padoca ficaria também interditado naquela manhã.
Falha nossa: no afã de sair rapidamente do local, acabei por esquecer de fotografar o vaso. Fica pra próxima.
Cocô-tação: 2 privadas (máximo de 5, pra os melhores)
* Sidney Luzio, autor do blog Já Caguei Aqui, é nosso Crítico de Merda para banheiros.
Fui recentemente à inauguração do bar Heineken, em Araraquara. O local era uma padaria falida e foi preparado para ser o novo “point” da cidade. Durante as semanas que antecederam a inauguração, cheguei a acreditar que seria realizado algum trabalho mágico naquele local pelas equipes de merchandising dos fornecedores. Cheguei a presenciar três pessoas trabalhando junto para colocar na parede um display em acrílico, de cigarros (da Souza Cruz). Começaram a reforma pela seqüência inversa que normalmente um grande lançamento exige e isso me causou dúvida sobre a seriedade dos trabalhos. Leia mais »
Nada como comparecer a um aniversário onde o presente quem ganha é você. Foi nesse clichê tosco que eu e minha namorada pensamos, quando descobrimos que o almoço de aniversário da mãe dela naquele domingo seria celebrado no Outback, no Shopping Anália Franco. Assim, o que poderia ser apenas um compromisso familiar normal tornou-se uma deliciosa oportundidade de colocar meus instintos ogros em ação, detonando um Ribs on the Barbie, batatas, sobremesas e afins.
Como ela mora perto dali e minha namorada conhece todas as quebradas da Zona Leste, chegamos lá sem maiores percalços, na tradição nossa de abrirmos os lugares na hora do almoço. Não precisamos sequer pegar fila pela mesa: já tinha uma pronta para a gente. Espera mesmo, só pela netas, a outra filha e o genro que estavam a caminho. A caminho, também, havia algo em mim prestes a sair down under e que não podia mais esperar. Então, à francesa, fui descobrir o que um banheiro tipicamente australiano pode me oferecer. Leia mais »
Ir a Ribeirão Preto e não conhecer o Pinguim é como ir a Roma e não ver o banheiro do Papa. O bar e restaurante, ao lado do imponente Teatro Pedro II, é, desde 1936, um dos principais pontos de encontro da cidade e seu chope é considerado por seus frequentadores o melhor do Brasil. Polêmicas à parte, eu, que nem gosto de chope, estava mais preocupado naquele sábado em saborear uma suculenta feijoada, iguaria que ainda não tinha tido o prazer de experimentar desde minha chegada à califórnia brasileira. Leia mais »
Recebemos o produto e convocamos o comediante Nigel Goodman, conhecido por fazer o Repórter Bêbado (ele enche a cara e comenta notícias em um podcast) e participar de dois grupos de stand-up comedy (Ponto Cômicos e Louco é Pouco). Levamos o sujeito para uma floresta e o gravamos usando a caixa.
Além da sólida crítica de Nigel Goodman, temos Ronald Rios (da Badalhoca) colhendo a opinião de populares sobre a utilidade da Shit Box. Confira:
Semifinais do paulista e o Santos enfrentaria o Palmeiras no caldeirão da Vila Belmiro. Infelizmente, não havia comprado ingressos para ver o jogo ao vivo, então consegui arrastar a sãopaulina da minha namorada para assistir ao clássico no Chopp Santista – um dos principais lugares de concentração de torcedores na cidade e onde já pude presenciar grandes jornadas esportivas, tanto da Seleção brasileira, como do glorisoso Santos Futebol Clube.
Já sabendo que o lugar estaria lotado, combinei com ela de estarmos lá às 15h, para garantirmos uma boa mesa. Contando os atrasos femininos de sempre, entramos lá às 15h30, com o bar estranhamente vazio. Leia mais »
Época de aniversário é sempre meio estranha. Você começa a avaliar sua vida, quais rumos tomar e, especialmente, o que fazer para que a data não passe em branco. Neste ano, resolvi comemorar com meus amigos em um de meus lugares favoritos na paulicéia, o O’Malley’s, pub irlandês,
localizado próximo à avenida Paulista.
Era uma noite de sábado e, justamente nesse dia, o bar não aceitava reservas. Assim, apesar de ter combinado com meus amigos que as festividades teriam início às 22h, tive que chegar um pouco antes das 20h para guardar uma mesa e ter uma base para receber todos os presentes. Por sorte, tive o prazer de passar esse momento pré-festa com a presença da minha namorada, que pacientemente se prontificou a segurar a mesa comigo.
Aproveitamos o ensejo para fazer uma espécie de esquenta para o evento principal. Pedimos uma porçãozinha, eu já saboreava Jack Colas, uma banda tocava noutro ambiente, tudo corria bem. Até que o primeiro presente da festa resolveu se formar inesperadamente dentro de minhas entranhas. Leia mais »
Era para ser apenas mais um domingo qualquer de fevereiro. Eu e minha
namorada, após um delicioso almoço, estávamos de bobeira na paulicéia
quando tivemos a idéia de pegar um cineminha à tarde. Assim, descemos
a Av. Augusta e adentramos no Espaço Unibanco de Cinema, lugar
simpático e sempre com boas opções de filmes.
Na programação, um filme com várias indicações ao Oscar: “Foi apenas
um sonho”, com Leonardo DiCaprio e Kate Wislet. Parecia a opção mais
interessante e também começaria em meia hora, o que uniu o útil ao
agradável. Sem muita escolha, aproveitamos para dar uma visitada na
livraria lá dentro mesmo.
Acabou que essa espera, que em princípio poderia ser uma maçada –
maçada? Devo estar lendo muito Nelson Rodrigues – para mim, foi de
grande valia. Isso pelo fato que o almoço, apesar de ótimo, tinha
rebatido meio errado no estômago e já estava louco para sair. Com esse
incidente em vista, totalmente fora da programação, deixei namorada e
livros pra lá e fui ao banheiro masculino, no hall principal. Leia mais »
Ainda narrando sua saga pelo Nordeste, o crítico de banheiros Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, nos manda um texto sobre sua aventura em um sanitário praticamente selvagem.
Sidney encarou o banheiro de um albergue, com suas costumeiras precariedades e imprisos. E voltou para contar:
Nosso crítico de banheiros Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, passou por uma experência meio nervosa no popular (e bota popular nisso) Mercado Central, em Fortaleza.
Em seu último dia de viagem pelo Ceará, Sidney passou aperto ao ter que usar o banheiro da famosa feira local e nos mandou o texto com seu relato:
Nosso crítico de M, Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, nos mandar mais uma resenha de sanitário feita em sua excursão pelo Nordeste. No texto de hoje, Sidney narra como foi soltar um barro em um dos maiores pontos turísticos do Ceará, o Beach Park.
O crítico de M teve momentos de suspense ao entrar no banheiro, encarando uma situação na qual achou que seria abordado por Sérgio Mallandro:
Um de nossos especialistas em banheiros, Sidney Luzio, nos envia mais uma crítica de M sobre sua turnê nordestina. Desta vez, ele até gravou imagens do banheiro que encontrou em um barraca no Ceará, com suas cores inapropriadas para um sanitário:
Os tons nervosos, no entanto, eram domados pelo barulho do mar, que deram um toque relaxante ao nosso crítico de M. Leia a descrição de mais uma aventura de Sidney, do blog Já Caguei Aqui, pelos banheiros do Brasil:
Sidney Luzio, nosso Crítico de M, continua o relato de sua saga pelos banheiros do Nordeste. O criador do blog Já Caguei Aqui nos manda um texto com sua aventura por um sanitário cearense, antes de um passeio pelas dunas de uma das praias do Estado.
“Eu e meu amigo de viagem estávamos prontos para pegar um passeio de buggy com emoção, parada para skibunda e tudo o mais oferecido aos turistas que vieram naquele dia conosco. Mas àquela hora da manhã já tinha algo em mim que começava a sair de controle. Antes que eu fizesse feio em algum susto na descida das dunas, tratei de ir ao banheiro mais próximo”, conta Sidney, que não teve uma experiência muito agradável:
O viajado Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, nos manda mais um relato de sua turnê por banheiros brasileiros. Desta vez, nosso Crítico de M analisou um quiosque à beira-mar, em Fortaleza, com um nome pra lá de inspirador: Coco Beach.
Mesmo com esse nome cocozinho, o local deixou nosso crítico relaxado para executar seu trabalho. “Considerando a capacidade de pessoas atendidas no quiosque – era quinta-feira e estava lotado – o local, que tinha tudo para ficar num estado precário, repleto de areia e lama, estava apenas ligeiramente úmido”, conta Sidney.
Vocês lembram que comentamos aqui uma matéria da revista Piauí, que fazia análises de banheiros públicos, como já vínhamos fazendo há alguns anos? Lembram que também citamos o elogio à tal reportagem por um sujeito que fazia suas próprias críticas de banheiros de Santos no interessante blog www.jacagueiaqui.blogspot.com? Pois o sujeito entrou em contato com a gente:
Olá, amigos de M,
Não podia estar mais lisonjeado e pomposo de saber que uma organização do porte da M Corporation citou meu humilde blog em seu site. Claro que vocês abrangem muito mais M que aquelas que eu faço naturalmente nos banheiros da vida, mas só tenho mesmo que agradecer as palavras de apoio.
Acho que uma parceria seria bem interessante. Podemos negociar isso nos próximos dias, porque saio daqui para merecidas férias… o que espero possa me garantir vários posts interessantes no Nordeste!
Sidney Luzio
Batemos um papo por e-mail com o Sidney e fechamos a parceria. Ele será nosso novo crítico de M para banheiros públicos, ao lado do Barros Souto Mayor, que vinha monopolizando a área aqui. Se você, leitor sem frescura de não soltar barro fora de casa, também se interessar por ser um crítico de banheiro, tiver bom senso para julgar esses espaços e souber escrever bem, entre em contato conosco. Se quiser só mandar fotos pitorescas de banheiros públicos, também vale.
Dois veículos midiáticos se meteram a falar M recentemente. Cada um de uma maneira.
Primeiro caso – revista Piauí, nº 26, novembro.
A publicação teve a brilhante idéia de fazer uma avaliação de banheiros públicos. A gente só pode considerar essa iniciativa como uma homenagem à seção Situação Crítica, na qual Barros Souto Mayor avalia banheiros públicos, desde 2006, na revista e aqui no site. O mais engraçado é que na edição seguinte, de dezembro, um leitor deles, chamado Sidney Luzio, de Santos, parabeniza a sacada: “Somente mesmo uma revista gabaritada como a Piauí para fazer uma reportagem de tamanha utilidade pública”. A merda é que o sujeito é chegado no assunto e teve a “mesma idéia” há cinco meses, criando o blog jacagueiaqui.blogspot.com. O Sidney tem jeito pra coisa, mas tá lendo a revista errada pra ficar por dentro do tema. Se estivesse acompanhando a M… Corporation, podia mandar as análises pra serem publicadas aqui, como alguns leitores já estão nos procurando para fazer.
Segundo caso – M de Mulher
A Abril decidiu gastar R$ 6 milhões para turbinar seu portal feminino, o M de Mulher. De início, pensamos que o dinheiro seria melhor empregado em uma ação para mudar o nome do site. Afinal, achamos que insistir na associação dessa letra com “mulher” é a maior M.
Mas o pessoal de marketing da Abril até que foi esperto. Eles decidiram investir num conceito próprio para definir o que é uma ”mulher”. O portal está usando como conteúdo matérias de revistas de fofoquinhas, novelas, celebridades, horóscopo, receitas para emagrecer, dicas sobre como segurar o maridão etc. É essa a imagem de mulher que eles estão trabalhando! Sensacional a estratégia! Mas ainda achamos que o nome do portal poderia mudar. Melhor seria “M… de Mulher”.