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	<title>M... &#187; barcas</title>
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		<title>Boiando na baía</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 19:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
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Publicamos hoje mais um colaboração de Sergio Martorelli, autor do livro Santa pergunta, Homem-Morcego. Ele narra sua aventura a bordo de uma das barcas que atravessam a Baía da Guanabara, entre Rio e Niterói. Em termos de marketing, nosso colaborador não é muito ativo, pois pediu para ser creditado apenas assim: &#8220;Sergio Martorelli é jornalista. Nascido em [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="" /></a></p>
<p>Publicamos hoje mais um colaboração de Sergio Martorelli, autor do livro <em>Santa pergunta, Homem-Morcego. </em>Ele narra sua aventura a bordo de uma das barcas que atravessam a Baía da Guanabara, entre Rio e Niterói. Em termos de marketing, nosso colaborador não é muito ativo, pois pediu para ser creditado apenas assim: &#8220;Sergio Martorelli é jornalista. Nascido em 1968. Ainda não morreu&#8221;. Já a Barcas S.A., que patrocinou a epopéia de Sergio em alto-mar, é mais malandra e até &#8220;envelopa&#8221; barcas para empresas anunciarem, como você vê na foto abaixo. Temos certeza que o Sergio não amou muito tudo isso que se passou com ele lá. Teria mais a ver se a gente pusesse a marca da <em>M&#8230;</em> na barca. E não seria a primeira vez que se vê M boiando na baía&#8230;</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/09/barcamc1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-222" title="barcamc1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/09/barcamc1.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/09/barcamc.jpg"></a></p>
<p>Clica aí no botãozinho para ler a cagada homérica de Sergio Martorelli.</p>
<p><span id="more-220"></span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Piriri atômico</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Tava eu indo da Rádio Fluminense de Niterói, onde trabalhei, para minha casa na Tijuca, com a barriga entupida de uma bolinha de queijo supergordurosa que vendia lá perto. Na estação das barcas, meu intestino grosso já tava começando a ronronar igual motor de Fusca, mas eu pensei &#8220;ah, dá tempo de chegar, eu só faço cocô na casa do Pedrinho!&#8221;. Subi na barca, ela zarpou, e com menos de três minutos de balanço naval meu intestino delgado resolveu virar aquele pavio da bomba do <em>Missão: impossível</em>: ia explodir a qualquer hora. Caceta! Fui até o banheiro da barca prendendo a bunda, andando igual ao Seu Boneco. Quando cheguei lá, vi que não tinha chance de eu usar aquilo. Em primeiro lugar, a privada era daquelas de se agachar &#8211; e já tinha sido usada! Se batesse uma onda mais forte, perigava de eu me desequilibrar e cair sentado no meu próprio barro misturado ao barro alheio. Segundo, a porta não fechava. Tinham arrancado a maçaneta inteira. E, finalmente, não tinha papel, jornal, toalha, NADA pra sanear meu popô. Esquece. Fui até a proa da barca, pra ser o primeiro a sair voado quando ela atracasse.</span></p>
<p><a href="http://usercash.com/go/1/25789/http://bp3.blogger.com/_Yn3Xl_0dPPg/SImuXwDBrBI/AAAAAAAAGeg/kUcM7SiMsMY/s1600-h/Jun16303.jpg" target="_blank"></a><span style="color: #0000ff;">Depois de vinte minutos que pareceram quatro horas, desci na estação das barcas na Praça 15 e, TOTALMENTE ESQUECIDO DE QUE TINHA UM BANHEIRO NA PRÓPRIA ESTAÇÃO, fui no passo do Seu Boneco até o ônibus. Tinha um bem na frente, sorte. Subi. Sorte o caralho, tava um engarrafamento que começava na Praça 15 e sei lá pra onde ia. O conteúdo bostal na minha barriga já tava furioso querendo sair, batendo na portinha, clamando por liberdade. Meu cu fechou legal, bem tipo &#8220;no pasarás&#8221;. Fiz uma imagem mental das minhas pregas se unindo e se dando um nó solidário. Vai ver que foi por isso que nunca dei a bunda até hoje: agradecimento. Mas doía pra cacete, foi quando descobri que o termo &#8220;cu com cãimbra&#8221; é literal. Aí tou lá eu em pé, buzum cheio, um monte de gente passando e me apertando (eu era bem mais magro na época), no meio de um engarrafamento que não acabava nunca. E vendo estrela, sentindo que ia desmaiar a qualquer momento. Devo ter ficado pelo menos uma hora nessa agonia, mas claro que pareceu muito mais.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Enfim, cheguei. Desci do ônibus voado, dois quarteirões em passo acelerado de Seu Boneco até em casa, abro a porta, surpresa: a parte esnobe da família tinha vindo fazer uma visita! Todo mundo lá na sala, &#8220;boa noite Serginho!&#8221;. Não olhei pra cara de ninguém, zuni pro banheiro, sentei e JUÁÁÁÁ!</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Tava me sentindo um homem renovado e renascido, quando ouvi os parentes gabolas falando merda na sala: &#8220;Mas teu filho não tem educação?&#8221;, &#8220;Nunca fui tão ofendida!&#8221; etc. Taquiuspariu, fiquei puto. Sou canhoto, mas tem certas coisas que só consigo fazer com a mão direita: cortar papel com tesoura, usar abridor de lata e limpar a bunda. Fiz minha higiene pessoal, dei descarga, abri a torneira e pensei: &#8220;não vou lavar a mão coisa nenhuma!&#8221;. Saí do banheiro com um sorriso amarelo, pedi desculpas, expliquei o que houve em detalhes, estiquei a mão direita e comecei a cumprimentar a parentada.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">The End.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">(Sergio Martorelli)</span></p>
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