segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mictórios privados

O leitor/colaborador Sandro Fortunato, que escreve no Sempre Algo a Dizer e teve texto publicado na terceria edição da revista M…, enviou duas fotos de mictórios especiais de Natal (RN). Um deles fica em um dos banheiros mais caros do mundo. O outro é de um trailer com nome de restaurante japonês badalado: Tanaka, que conta até com enigmático papel higiênico. Sandro não só fez o registro fotojornalístico dos mictórios, como também fez seus pertinentes comentários:

Sou cervejeiro. Bebo muito e, consequentemente, mijo muito. Aos baldes. Daí que conheço uma infinidade de banheiros, principalmente desses apertadinhos, de boteco, onde só existe um mictório. Vocês vão dizer “Gandismerda!”. E eu vou replicar: Nem merda, porque não dá para cagar; nem grande, porque às vezes mal dá para entrar no recinto. Como estou acostumado a ver história onde ninguém vê, lá vou eu descobrir os mistérios desses banheirinhos. Tipo um John Updike dos mictórios de boteco. Então vamos a dois deles, ambos em Natal, Rio Grande do Norte.

O primeiro (na foto acima) é de um boteco em frente à Praça das Flores, no bairro de Petrópolis. Provavelmente o banheiro mais minimalista que vi em toda a vida. Se eu fosse um pouco mais largo, teria que mijar estando do lado de fora. Haja pressão e pontaria! Aliás, a foto foi feita do lado de fora e isso aí que vocês estão vendo é o banheiro todo. E o que há de interessante nele? É que esse deve ser um dos banheiros mais caros no qual mijei em toda minha vida cervejeira. Próximo à Praia dos Artistas, o boteco (que eu não lembro o nome por motivos óbvios) está em um terreno supervalorizado pelo qual já foi oferecida a bagatela de R$ 4 milhões. E os donos disseram “Não”. Loucos? Nada. Daqui a pouco oferecem 8 milhões, 12 milhões… Duvido que o banheiro do Bar do Hotel Marina (no Leblon, Rio) tenha um metro quadrado mais caro que esse! Leia mais »

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Parabanheiros

O leitor Diogo, do Rio de Janeiro, nos manda fotos de um banheiro para deficientes de seu trabalho. Ao contemplar a arquitetura do local, ele ficou intrigado com a descarga e nos pediu uma opinião sobre o assunto.

Trabalho como bancário em uma agência que tem cinco banheiros, um deles projetado para atender às necessidades de pessoas com deficiência. Normalmente,  uso o banheiro dos funcionários, mas já usei o banheiro de deficientes algumas vezes, por ficar mais perto do meu setor. Sabe como é… a hora de cagar é que nem inspiração e morte, nunca se sabe quando vêm. Sem falar que o banheiro é espaçoso e a aCÚstica é muito boa (desculpe o trocadilho, foi involuntário). Usava aquele banheiro como outro qualquer, mas como agora leio a M… e enxergo a verdade além do barro, percebi um detalhe que me deixou chocado.

O botão que aciona a descarga fica posicionado atrás da cabeça de quem senta na privada. Achei isso o CÚmulo da contadição (juro que esse também foi involuntário). O deficiente físico estaciona a cadeira de rodas, senta na privada, corta o toco e na hora de despachar o malote, o único jeito é dar uma cabeçada no botão. Já pensei em outras possibilidades, mas não veio nada na cabeça além de um monte de merda e o botão da descarga referido acima. Mando duas fotos da cena do crime para a opinião de profissionais.

É, Diogo. Complicado mesmo isso. Imaginamos que talvez o usuário tenha que se contorcer, virando para trás, e acionar o botão ainda sentado. Ou levantar os braços juntos acima da cabeça, como se estivesse pronto a arremessar um buquê, unindo as mãos. Sabe-se lá. Somos especialistas em M…, mas temos nossas deficiências, quer dizer… Ah, você entendeu. Se algum deficiente físico cadeirante puder nos dar a resposta sobre qual é a melhor forma de acionar uma descarga dessas, por favor mande uma mensagem. Questão de utilidade pública (ou só curiosidade pública mesmo).

 

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Fezes 21

Mais um leitor nos mandou a foto de um “aviso de privada” passível de crítica. O sujeito tem que permancer oculto, para não perder o emprego na Embratel de São Paulo, onde foi feito o registro. “Os bons fazedores de merda exercem um papel fundamental na Embratel, como os consumidores devem saber. Mas pelo anúncio na privada, percebemos como a falta de compromisso da administração com os funcionários afeta o processo”, explica nosso colaborador anônimo.

Para ver a análise da hora do colaborador enfezado, clique aí no “Leia mais”.

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