
Já está rolando a nova viagem @na_kombi. O tema da semana em nosso perfil coletivo do Twitter é DEUS. Confiram os passageiros da vez:
Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos) > Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e tem como hobby fazer apresentações de stand-up comedy. (UM)
Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo. (LC)
Denise Dambros (http://twitter.com/deeercy) > Humorista, autora do blog De´s Contato e colaboradora do site da revista Mad. (DD)
Sandro Fortunato (http://twitter.com/sandrofortunato) > Jornalista, criador do premiado Memória Viva e dono do blog Sempre Algo a Dizer. (SF)
Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor. (SL)
Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.


Presente de grego
Por Eduardo Frota *
Quando um novo filme de Nia Vardalos entra em cartaz, é certeza de uma comédia romântica cheia de lições tortas sobre o amor em meio aos contrastes contemporâneos das tradições gregas. Em Falando grego, literalmente, a atriz foi longe demais. Pegou um avião para a Grécia e obteve autorização do governo para filmar nas ruínas dos sítios arqueológicos. Por isso mesmo, o título da película em inglês é My life in ruins (“Minha vida em ruínas”, em bom português). E, mais uma vez, Nia Vardalos arruinou um filme.
A moça interpreta Georgia, uma professora de história que resolve tentar a vida na Grécia. Após um corte no orçamento da universidade em que dá aula, ela acaba ficando desempregada e vai trabalhar como guia em uma agência de turismo. Perde, então, o “kefi”: palavra grega equivalente à paixão, tesão etc. Desanimada, sofre com constantes reclamações sobre o desempenho, uma vez que seus passeios são comparados a uma aula de história sobre os antigos gregos – matéria na qual é especialista. Um dia, recebe um grupo de turistas estereotipados: os estadunidenses bobocas atrás de compras; as espanholas divorciadas atrás de sexo; os australianos bêbados atrás de álcool; e até uma velha cleptomaníaca. Para piorar, Nico, seu colega de trabalho, faz de tudo para que ela seja demitida.
O título em português, Falando grego, até que cai bem, uma vez que não dá para entender aonde se quer chegar com o argumento. Em um primeiro momento, Georgia precisa suportar as constantes piadas e deboches com suas programações históricas, em um sinal de desrespeito aos seus antepassados. Entretanto, passa a ter lições de vida com os conflitos e entra em perfeita sintonia com o grupo, ainda que precise abrir mão de seus ideais para se curvar diante de uma prática de turismo predatório, a qual critica asperamente durante o filme todo. A tal conscientização proposta no roteiro, portanto, perde legitimidade.
E cadê o romance? A vida amorosa de Georgia é apenas uma subtrama mal ajambrada. Seu pequeno flerte é mal desenvolvido e praticamente descosturado da trama, se encaixando no roteiro apenas para que haja um beijo lá no terço final da projeção, ainda que bem sem graça. O texto é realmente muito fraco. Os únicos momentos de humor, de gosto duvidoso, são os protagonizados pelo experiente Richard Dreyfuss, que praticamente apresenta um pout-pourri de piadas de salão. A outra subtrama, que mostra como Nico tenta sabotar Georgia, e como ela contra-ataca, também é bastante enfadonha. Tão chata, que não dá nem vontade de torcer para o vilão – muito menos pela mocinha!
Definitivamente, falta “kefi” aos filmes de Nia Vardalos.
Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5, para os piores)
* Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?, é nosso crítico de M para filmes