Hoje chega ao circuito comercial uma nova comédia de Nia Vardalos, aquela moça do filme Casamento grego. Para se garantir nessa volta às telas, Nia escalou o mesmo ator com quem contracenou no tal filme.
Mas o truque não foi o bastante para convencer Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?. Nosso crítico de M… solta os bichos contra Eu odeio o Dia dos Namorados:
Nem para gregos, nem pra troianos
Depois do Dia dos Namorados macabro em três dimensões, mais um filme de horror sobre a romântica data chega às telas brasileiras. Quer dizer, não que o gênero também seja sanguinolento. Muito pelo contrário: trata-se de uma comédia romântica. Acontece que Eu odeio o Dia dos Namorados é, na acepção da palavra, um horror!
Quem assina roteiro e direção, além de atuar como protagonista, é Nia Vardalos, a descendente grega que encantou muita gente (não me inclua aí) com O casamento grego. Desta vez, ela repete a fórmula fácil, cheia de clichês, para contar a história de uma dona de floricultura que tem regras estritas sobre relacionamentos: um romance deve acabar depois do quinto encontro, pois assim evita-se a desilusão. Tudo vai muito bem e a moça sustenta um sorriso patético o filme inteiro, até o dia em que conhece o galã, interpretado por John Corbett, que também esteve no matrimônio à grega.
Os problemas de Eu odeio o Dia dos Namorados são muitos. A edição confusa e a montagem mal feita ficam nítidas logo nos créditos iniciais, e assim vão até os finais. A fotografia chega a ser comprometedora em certas seqüências. Além disso, muitas cenas parecem não ter qualquer espécie de coesão, prejudicadas também por um roteiro fraco, que não facilita em nada a fluidez da história. Porém, o pior mesmo é a previsibilidade do argumento, pois fica na cara do espectador, em míseros três minutos de projeção, qual será a lição amorosa aprendida pela protagonista e o porquê de sua regra estapafúrdia – cujos argumentos, inclusive, não convencem.
Decididamente, a direção de Vardalos é frouxa. Falta um pouco mais de pulso à moça para conduzir atores, filmagens e equipe técnica. Não é exagero dizer que Eu odeio o Dia dos Namorados é um filme mal acabado.
Talvez funcionasse melhor se a estréia fosse durante a temporada de Dia dos Namorados por aqui. Provavelmente, não custaria segurar um pouco e fazer o lançamento em junho, pois a película poderia agregar valor à famosa tríade típica da data: cinema-jantar-motel. Uma vez que o vértice mais importante é o último, o que se quer mesmo é um filme raso, rápido e rasteiro.
Pensando bem, seria melhor ir direto ao motel e pedir um jantar executivo na suíte mesmo.
Cocô-tação: 5 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)
(Eduardo Frota)
Bela critica e sugestão para o dia dos namorados… É pena que móteis nesse dia são inviáveis, até chegar sua vez de entrar no quarto a comemoração já foi feita no carro!!!
Vou manter minha idéia de comemorar no dia seguinte sem filas.
Abraço!!!