sexta-feira, 24 de abril de 2009

Presente de grego

Hoje chega ao circuito comercial uma nova comédia de Nia Vardalos, aquela moça do filme Casamento grego. Para se garantir nessa volta às telas, Nia escalou o mesmo ator com quem contracenou no tal filme.

Mas o truque não foi o bastante para convencer Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?. Nosso crítico de M… solta os bichos contra Eu odeio o Dia dos Namorados:

Nem para gregos, nem pra troianos

Depois do Dia dos Namorados macabro em três dimensões, mais um filme de horror sobre a romântica data chega às telas brasileiras. Quer dizer, não que o gênero também seja sanguinolento. Muito pelo contrário: trata-se de uma comédia romântica. Acontece que Eu odeio o Dia dos Namorados é, na acepção da palavra, um horror!

Quem assina roteiro e direção, além de atuar como protagonista, é Nia Vardalos, a descendente grega que encantou muita gente (não me inclua aí) com O casamento grego. Desta vez, ela repete a fórmula fácil, cheia de clichês, para contar a história de uma dona de floricultura que tem regras estritas sobre relacionamentos: um romance deve acabar depois do quinto encontro, pois assim evita-se a desilusão. Tudo vai muito bem e a moça sustenta um sorriso patético o filme inteiro, até o dia em que conhece o galã, interpretado por John Corbett, que também esteve no matrimônio à grega.

Os problemas de Eu odeio o Dia dos Namorados são muitos. A edição confusa e a montagem mal feita ficam nítidas logo nos créditos iniciais, e assim vão até os finais. A fotografia chega a ser comprometedora em certas seqüências. Além disso, muitas cenas parecem não ter qualquer espécie de coesão, prejudicadas também por um roteiro fraco, que não facilita em nada a fluidez da história. Porém, o pior mesmo é a previsibilidade do argumento, pois fica na cara do espectador, em míseros três minutos de projeção, qual será a lição amorosa aprendida pela protagonista e o porquê de sua regra estapafúrdia – cujos argumentos, inclusive, não convencem.

Decididamente, a direção de Vardalos é frouxa. Falta um pouco mais de pulso à moça para conduzir atores, filmagens e equipe técnica. Não é exagero dizer que Eu odeio o Dia dos Namorados é um filme mal acabado.

Talvez funcionasse melhor se a estréia fosse durante a temporada de Dia dos Namorados por aqui. Provavelmente, não custaria segurar um pouco e fazer o lançamento em junho, pois a película poderia agregar valor à famosa tríade típica da data: cinema-jantar-motel. Uma vez que o vértice mais importante é o último, o que se quer mesmo é um filme raso, rápido e rasteiro.

Pensando bem, seria melhor ir direto ao motel e pedir um jantar executivo na suíte mesmo.

Cocô-tação: 5 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)

(Eduardo Frota)

Postado por Nós da M... às 1:33 am Comente | Permalink