Parabanheiros

O leitor Diogo, do Rio de Janeiro, nos manda fotos de um banheiro para deficientes de seu trabalho. Ao contemplar a arquitetura do local, ele ficou intrigado com a descarga e nos pediu uma opinião sobre o assunto.

Trabalho como bancário em uma agência que tem cinco banheiros, um deles projetado para atender às necessidades de pessoas com deficiência. Normalmente,  uso o banheiro dos funcionários, mas já usei o banheiro de deficientes algumas vezes, por ficar mais perto do meu setor. Sabe como é… a hora de cagar é que nem inspiração e morte, nunca se sabe quando vêm. Sem falar que o banheiro é espaçoso e a aCÚstica é muito boa (desculpe o trocadilho, foi involuntário). Usava aquele banheiro como outro qualquer, mas como agora leio a M… e enxergo a verdade além do barro, percebi um detalhe que me deixou chocado.

O botão que aciona a descarga fica posicionado atrás da cabeça de quem senta na privada. Achei isso o CÚmulo da contadição (juro que esse também foi involuntário). O deficiente físico estaciona a cadeira de rodas, senta na privada, corta o toco e na hora de despachar o malote, o único jeito é dar uma cabeçada no botão. Já pensei em outras possibilidades, mas não veio nada na cabeça além de um monte de merda e o botão da descarga referido acima. Mando duas fotos da cena do crime para a opinião de profissionais.

É, Diogo. Complicado mesmo isso. Imaginamos que talvez o usuário tenha que se contorcer, virando para trás, e acionar o botão ainda sentado. Ou levantar os braços juntos acima da cabeça, como se estivesse pronto a arremessar um buquê, unindo as mãos. Sabe-se lá. Somos especialistas em M…, mas temos nossas deficiências, quer dizer… Ah, você entendeu. Se algum deficiente físico cadeirante puder nos dar a resposta sobre qual é a melhor forma de acionar uma descarga dessas, por favor mande uma mensagem. Questão de utilidade pública (ou só curiosidade pública mesmo).