O leitor Pedro nos mandou um email nos conclamando a falar sobre a Lei Seca, aproveitando para fazer uma sugestão em relação ao assunto:
“Tá na hora de meter o pau nessa lei! Não que ela esteja errada, mas pensa só: deixamos o carro em casa e gastamos mais $ com táxi. Logo, usamos menos os carro. Logo, tem menos acidentes, menos internações no hospital. E cadê o repasse para os mais prejudicados pela lei? Queremos desconto na merda do IPVA e no seguro! Mais do que justo. Essa lei beneficiou taxista e policial. Pelo que soube, o suborno já tá tabelado 500 reais. Por isso nem uso o carro, porque não quero entregar 500 reais na mão desses MERDAS. Como protestamos quanto a isso? Eu faço valer a lei deixando o carro em casa, mas o policial não exerce a lei. Logo, o que a profissão dele sugere que ele faça? Só nós somos merdas, só nós que ficamos na merda. Pra variar.”
Pedro, a verdade é que IPVA passou a ser a sigla para Impávidos Policiais Vigiando Alcoólatras. Somos capazes de apostar um chopinho na possibilidade de os acidentes serem causados por quem tinha se embriagado com muito mais de dois copos (ou seja, 6 decigramas, o limite da lei anterior), mas que não eram flagrados por policiais porque simplesmente não havia muita fiscalização nas ruas. E por que há mais policiais fazendo blitz agora? Será porque é muito mais “motivante” fiscalizar motoristas e achar pelo menos uma pessoa que bebeu um chopinho? Não está mais fácil “apanhar” motoristas agora? E com mais blitz e policiais secos por cumprir a lei, é claro que a população se segura e não bebe, com medo de tomar. Inclusive aquele irresponsável que ficava mamadaço e fazia merda no trânsito. O bebum não parou de encher a cara porque o limite agora é mais próximo de zero, mas porque finalmente a polícia tem um bom motivo para fiscalizar. Assim, achamos no mínimo incoerente chamarem de Lei Seca uma lei que faz a gente molhar cada dia mais a mão dos guardas. Estamos certos, Pedro? Ou bebemos demais?