O “boom” do petróleo (rir pra não chorar)

A M… não é uma revista especializada em economia, até porque, se fosse, não estaria na merda. Acontece que, mesmo sem entender nada do assunto, uma coisa nos chamou a atenção: como o mercado financeiro é gente boa. Por exemplo, o preço das ações da Petrobrás caiu porque o Furacão Gustav perdeu força e não promoveu uma grande destruição capaz de diminuir a produção de petróleo. Quer dizer, se você tem ações da Petrobrás e quer recuperar as perdas dos últimos meses, tem que torcer para o Gustav virar furacão outra vez, sair matando uma cacetada de gente e destruir tudo quanto é plataforma que encontrar pelo caminho, para que o preço do barril suba puxando as ações da Petrobrás.

Porém, se o Gustav continuar meio bundão, nem tudo está perdido. O sádico investidor da Petrobrás ainda pode acender umas velinhas pra Israel bombardear o Irã, errar a mira e acertar uns mísseis em alguns campos de petróleo, causando um salvador desastre ambiental de proporções incalculáveis; ou torcer para o Wladimir ficar Putin e tirar a Geórgia do mapa, causando uma quarta guerra mundial, elevando de forma considerável o preço do barril. Ou ainda, rezar pro nosso herói, Hugo Chaves, cismar de novo com a Colômbia e não amarelar como fez da última vez.

Mercadinho legal, hein? O raciocínio é de uma beleza única: quanto maiores forem as baixas, maiores serão as altas. Não adianta descobrir petróleo no pré-sal. Não adiantam boas notícias. As ações da Petrobrás continuam despencando. Precisamos de mortes, guerras, destruição. Bombas e tanques, cheios de gasolina. Não é à toa que a palavra “investidor” acaba em “dor”.