
Bar Manga Real – Campinas/SP
Por Sidney Luzio *
Vida nova de novo em 2009. Em um ano onde a rotina passou longe, nada
como celebrar minha primeira semana em Campinas de uma forma insólita: Em um happy hour com os amigos no bar Manga Real, em plena segunda-feira.
Ao chegar, meu amigo que gentilmente me ofereceu guarita nestes primeiros tempos, gentilmente já me esperava numa mesa com dois copos de uísque com Cola-Cola, ou simplesmente whiscola, para os mais iniciados. Logo em seguida, chegaram outros companheiros de copo, para uma noite de muita música sertaneja, quitutes e boas risadas.
Eram, sem dúvida, novos tempos. Nada como estar entre amigos, em uma
terra que já conhecia de outrora. E de tantos banheiros que usei e abusei, antes de iniciar o Já Caguei Aqui. Portanto, usar o banheiro da casa naquela noite, não era apenas uma questão de sair do aperto: Era também um acerto de contas com o passado.
Nesse momento, o movimento do bar já começava a crescer, e nos banheiros localizados ao lado do palco não era diferente. Entrei no masculino e de cara vi as duas cabines onde poderia realizar meu trabalho. A primeira delas, de tamanho normal, estava ocupada. Assim, me sobrou, novamente, a reservada a deficientes físicos. Não pude deixar de pensar em um certo déjà vu na situação. Mas, no final, percebi que aquele vaso era perfeito para mim, pois naquele momento estava com necessidades bem especiais.
Sendo assim, entrei e aproveitei o amplo espaço interno da cabine. As barras de acesso, contudo, davam a impressão de estarem um tanto carcomidas pela ferrugem. Outra decepção foi encontrar o compartimento
onde ficaria os papéis para assentos vazio.
O restante da decoração era formada por azulejos pretos, meia-barra, que combinavam com o piso, de coloração mais azulada. Logo acima da barra e do vaso onde me encontrava, havia um registro, que acabou sendo prático deveras na hora de pendurar a jaqueta que prendia meus movimentos ali. Feitas de fórmica de cor neutra, as cabines eram simples, tal qual a sua tranca. O interessante era o vão entre a cabine e o chão, que, apesar de sua base estar enferrujada, podia ser de grande valia, na hora de pedir um pouco de papel higiênico, numa eventual emergência.
Saí de lá com sensação de ter acertado minha dívida com os banheiros campineiros, com o garbo e elegância que me é peculiar. Agora é questão de encontrar todos os outros e pagar com juros e correção sanitária.
Cocô-tação: 3 privadas (máximo de 5 privadas, para as melhores)
* Sidney Luzio, autor do blog Já Caguei Aqui, é nosso crítico de M para banheiros.



















