terça-feira, 24 de março de 2009

M… nos cinemas 2

O crítico Roberto Cunha, do site Adoro Cinema, foi conferir Jogo entre ladrões e voltou com o testemunho de um filme policial bem merdinha, daqueles que só tem o elenco como trunfo.

De acordo com Roberto, Morgan Freeman e Antonio Banderas não conseguem evitar que a obra de Mimi Leder cheire mal:

UMA TREMENDA ROUBADA

Uma das fórmulas nada mágicas para se produzir um filme e tentar faturar algum “dindin” fácil é escalar dois nomes conhecidos para aplicar na produção. Pode não ter a rentabilidade de um overnight dos anos 80, mas costuma dar retorno para o investidor, no caso, o estúdio. Mas em Jogo entre ladrões, a movimentação micou. Será efeito da tal crise? Na verdade, o motivo é simples: O primeiro roteiro para cinema de Ted Humphrey (humpf) é digno de prisão domiciliar, para ele praticar mais, assistindo séries policiais e ver como se amarra bem uma história.

Jogo entre ladrões traz dois bandidos que se juntam para roubar jóias valiosas de um lugar considerado inexpugnável. Com uma palavra tão forte assim e os famosos Morgan Freeman e Antonio Banderas, a diretora Mimi Leder não conseguiu nenhum “impacto profundo”. Pudera. O filme tem um fiapo de suspense criminal. E o maior pecado é não se ater àquela parte bacana que são os planos mirabolantes para driblar os sistemas de segurança. Tudo acontece muito rápido. Como nos bastidores de uma lanchonete fast food.  Não o Bob´s. Aí já viu. Não gera envolvimento.

Falando nisso, enfiaram (no bom sentido) uma mulher na trama para o ainda galã latino poder ensaiar umas ceninhas sensuais ao som de uma viola espanhola. Até rimou, mas a sensualidade passou longe. Primeiro porque Radha Mitchell tem seu charme, mas falta a tal “sustância”. Segundo, porque, cá entre nós e “machistamente” escrevendo, quem se importa com o derrière do Banderas, única coisa revelada ao público?

O elenco contou ainda com Robert Foster fazendo Picasso (não o pintor e muito menos “trabalhando” seu membro inferior), um agente do FBI, e Rade Serbedizja, sempre no papel de russo, e que, como o nome diz, dá um porre danado. Para não dizer que o filme só tem coisa ruim, reservaram uma virada cheia de pretensão lá no finalzinho. Mas a m… já estava feita.  Mimi domiu no ponto. Melhor dar outra passada no Plantão médico (E.R.) – série que ela dirigiu – para ver se tem cura ou não. 

Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5, para os piores)

(Roberto Cunha)

Postado por Nós da M... às 12:20 pm Comente | Permalink