Convidamos Mr. Joseph Crap da Silva para ser nosso correspondente em Portugal. Vez ou outra, encoberto por um pseudônimo que o deixará à vontade, ele vai nos mandar histórias reais ocorridas por lá. Pra começar, o caso dos assaltantes brasileiros que acabou em uma grande merda lusitana.
M… International – O assalto que acabou em merda
Ladies and gentlemen,
Muitos dos nossos conterrâneos, fartos de viverem na merda no Brasil, optam por ter uma vida de merda no exterior. Achando que gringo caga mais cheiroso, começam sua carreira internacional limpando suas privadas. Fazem esse trabalho com a devida dignidade e com o rigor de um profissional especializado. No fim do expediente, reúnem-se em pubs, bistrôos, pasticcerias ou tascas e trocam experiências, adquirindo assim mais know-how na limpeza das craps, merdes, schifezzas ou poias.
Mas alguns desses imigrantes, insatisfeitos com a estabilidade econômica que a merda do Primeiro Mundo lhes proporciona, resolvem fazer cagada por conta própria. Foi o que aconteceu recentemente em Portugal, na bucólica cidade de Lisboa. Dois concidadãos aproveitam o nosso afamado jeitinho brasileiro para resolver as suas vidinhas de merda e resolvem assaltar um banco. Sem nenhum planejamento, sem alcagüetes de dentro do estabelecimento bancário para lhes dar as dicas, entram simplesmente no BES (Banco Espiríto Santo) e anunciam o assalto.
A falta de experiência dos assaltantes contrasta com a inesperada eficiência da polícia lusitana, e rapidamente a rua é cercada, o batalhão do GOE (Grupo de Operações Especiais) é posicionado, e todos os canais de TV passam a cobrir o acontecimento para toda a Europa. Na tentativa de demoverem os brazucas de seus intentos, colocam um primo do cabecilha do assalto para dialogar com ele. Depois do blá-blá-blá habitual, o líder do grupo usa a velha frase que deve ter ouvido várias vezes nas telenovelas brasileiras:
“Só saio daqui morto!”
Um sniper atendeu gentimente o seu pedido e deu-lhe um tiro de 7.62, que arrancou metade de sua cara.
Ora pois, pois!
O cúmplice levou uns balaços no peito e está tossindo sangue até hoje no hopital prisional.
Esse acontecimento me fez lembrar a história do brasileiro e do inglês que chegam juntos ano inferno:
Encantado com o luxo do british hell, o tupiniquim esperto pede para trocar de inferno com o gringo, e esse aceita gentilmente. Passado um mês, reencontram-se. Desesperado, o brazilian boy comenta:
- Que horror é o seu inferno, Mister! Às 6 da manhã em ponto, sou acordado para beber um balde de merda. Ao meio-dia certinho, tenho que comer um balde de merda inteirinho. Depois, é o chá das cinco, com outro balde. Jantar, impreterivelmente às 8 da noite, com o derradeiro balde de merda para finalizar o dia. Só tenho um consolo: se o inferno inglês é assim, imagino o que você tem passado no inferno brasileiro…
- Oh, friend pecadorrrr. It´s lovely, the brazilian hell!!! The first day, tudo funcionou e foi terrible. But in the second day, faltou merda pela manhã. No third day, faltou merda para almoço e para o jantar. Há três semanas eu não comer mais merda, porque roubaram o balde…
Essa piada é engraçadinha, retrata bem a galera daqui.