Decadência americana e a saída para o Brasil

Olhando para nosso umbigo, temos a triste sensação de termos sido os grandes perdedores desses Jogos Olímpicos. Nos ferramos de verde-amarelo, mas houve quem tenha se ferrado mais, de azul-branco-vermelho-estrelas-e-listras.

Sim, os Estados Unidos perderam o primeiro lugar no quadro de medalhas para a China, que agora também fabrica atletas em massa (qualquer dia estarão à venda na Casa & Vídeo). O fracasso americano é maior se ampliarmos a perspectiva. Se ainda existisse a União Soviética (tradicional rival olímpico dos EUA), ela teria 43 medalhas de ouro, 45 de prata e 83 de bronze. O cálculo vem da soma das medalhas da Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Geórgia, Letônia e outras nações de nomes mais estranhos (como aquelas terminadas em ”quistão”). Assim, os EUA ficariam em terceiro lugar.

Se desmembrar não é uma boa política para o quadro de medalhas, a solução para melhorar é agregar. Essa é a saída para o Brasil. Agora que estamos melhorando de vida, ganhando mais dinheiro, batendo na porta dos fundos do Primeiro Mundo, podemos assumir nossas pretensões de virarmos realmente uma potência mundial e fazer umas anexações, como fazem as grandes nações. Se já tivéssemos anexado Argentina, Chile e Equador, subiríamos do 23º lugar para o 15º, com cinco medalhas de ouro, seis de prata e 12 de bronze. Seriam 13 de bronze se também invadíssemos a Venezuela, mas o país de Chaves também é candidato a potência, temos que respeitar (e é divertido ter um rival dentro do continente).

Fica aí a sugestão para as próximas Olimpíadas (bem mais fácil que investir no esporte). Só não podemos fazer como os Estados Unidos, que às vezes tomam conta de territórios que não vão mudar em nada sua posição nas Olimpíadas. O Iraque não teve nenhuma medalha. É ou não é a decadência americana?