Praticamente toda semana tem uma merda estreando nos cinemas. A da vez é Noivas em guerra. Segundo nosso Crítico de M enviado à exibição para jornalistas, Eduardo Frota, do blog Cinéfilo Eu?, nem a presença das duas belas atrizes valem a pena.
“Kate Hudson e Anne Hathaway não alcançam o timing para a comédia. E as seqüências do filme são enfadonhas”, analisa Eduardo, que torceu para ver o buquê ser jogado tanto quanto uma solteira encalhada, para que seu sofrimento na sala de projeção acabasse logo.
O buquê que nunca chega
De uns tempos para cá, o casamento, essa instituição secular, voltou com tudo. O matrimônio está na moda. Todo final de novela tem um, há sempre um conhecido ficando noivo e todo ano é preciso, pelo menos uma vez, alugar roupa para a cerimônia. No cinema, o sacramento não fica para trás: noivas em crise às vésperas da data mais importante de suas vidas são tão comuns quanto bem-casados.
Tão comuns, que o espectador já sabe o que esperar desse tipo de comédia. Em Noivas em guerra, a dupla Kate Hudson e Anne Hathaway (indicada ao Oscar, mas não por esse trabalho) trava uma verdadeira batalha campal depois que ambas, amigas inseparáveis que cultivam o sonho de casar de véu e grinalda desde a infância, descobrem que as cerimônias foram marcadas, equivocadamente, para o mesmo dia. A primeira, é uma advogada acostumada a tomar a frente de discussões e ser o centro das atenções. A segunda, é uma professora bondosa e altruísta. Porém, as duas acabam ficando descompensadas e a amizade vai para o brejo.
Ao longo do filme, situações típicas de todo o noivado, como a escolha do vestido, a dieta para manter o manequim, o penteado, a despedida de solteira e a escolha das músicas, se transformam em oportunidades para as duas “guerrilheiras de branco” estragarem os preparativos alheios.
Talvez moças que estejam prestes a contrair matrimônio achem alguma graça nas piadas que se originam dessas passagens. Talvez a Gretchen e o Fábio Jr., que já se casaram várias vezes, também achem motivos para dar risada. Porém, é preciso boa vontade para que o riso aconteça. Hudson e Hathaway não alcançam o timing para a comédia e estão longe de ter o physique du rôle, ainda que questionável, por exemplo, de uma Julia Roberts – sumidade em filmes sobre casamento. As seqüências são enfadonhas. É como se estivéssemos assistindo ao sermão do padre, à espera da festa cheia de comida, bebida e farra que nunca chega.
O desfecho é particularmente constrangedor e preguiçoso, resolvendo a trama antes que o filme ultrapasse duas horas de exibição – o que, convenhamos, é tempo demais para uma cerimônia ou para uma comédia do gênero.
Cocô-tação: 4 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)
(Eduardo Frota)
Concordo que o desfecho do filme é totalmente preguiçoso, mas, por exemplo, eu adorei a frase final da Candice Bergen. Acho que resume o longa por completo! E vou discordar de você num ponto: acho que Hudson e Hathaway foram ótimas!