No pau
Asiáticos jogando contra africanos a zero grau, isto é que é intimidação. Se os jogadores da África aparecerem de calção bem apertadinho, denotando toda a sua bagagem esportiva, os asiáticos talvez tenham de esperar alguns dias para fazer o antidoping. A parada vai ficar tão, mas tão encolhida que não vai nem funcionar na sua atividade principal.
Frio encolhe. Sucuris amedrontam. Na hora de botar o pau na mesa, digo, na copa, isso pode ser dramático.
Pra frente, Brasil
Êba! Ninguém leva fé. Quando ninguém leva fé na seleção brasileira é bom sinal. Na Copa de 70 foi assim. No aeroporto, na hora de embarcar para o México, os jogadores da seleção brincavam de pedir autógrafos uns aos outros, já que ninguém tinha ido “cobrir” a despedida ou ver de perto aqueles que pouco tempo depois fariam história.
Em 2002, jogaram pedras no Felipão e o Morumbi lotado deu as costas para os Canarinhos, depois de jogar fora as bandeiras. Sem Romário, diziam, não havia a menor chance, e por mais que Felipão tivesse seus motivos, achavam que ele era uma besta por não levá-lo. Mais ou menos o mesmo que fazem agora, mudando o nome de Romário, que era um campeão mundial, pelos dos novatos Neymar e Ganso, que ganharam um campeonato paulista.
Na copa de 2006, penderam para o outro lado. Diziam que ia ser barbada e colocavam nos jogadores a responsabilidade de ganhar cada partida de goleada, o único resultado aceitável, além de transmitir com narrador e comentários, treinos e até bobinhos. Parreira fez tudo o que pediram ou sugeriram ou exigiram e, no fim, o chamaram de burro. Porque devia ter obedecido mais cedo.


