Publicamos hoje uma nova peripécia de nosso crítico do banheiros Sidney Luzio. Ele narra mais um episódio de sua saga pelos banheiros do Nordeste.
Desta vez, em um restaurante em Jericoacoara, no Ceará:
Sítio Paraíso, Jericoacoara/CE
Após tantas excursões durante minha estada em Fortaleza, já estava meio de saco cheio de passeio turístico. Porém, Jericoacoara tem lá as suas belezas e eu precisava vê-las com meus próprios olhos. Pensava nisso quando apareceu no hostel um grupo de mochileiros do Piauí, querendo fechar um grupo para num combo que incluía, a priori, a famosa Pedra Furada, passeio pelas dunas e as lagoas Azul e Paraíso.
Pelo custo x benefício da coisa, até que foi divertido. E a parada para o almoço no restaturante Sítio Paraíso, de frente à lagoa de mesmo nome, veio na hora exata. Isso porque não só a fome já batia forte, mas também o balanço da jardineira pelas dunas havia batido fundo no estômago e me deixado pronto para conhecer o banheiro mais próximo.
Saí à procura pelas dependências do local e nada. Foi nessa hora que percebi que ele ficava numa casinha separada do resto do complexo. Sem muita escolha, fui me acostumando com o estilo roots do local e fiquei mais à vontade para fazer o que tinha que fazer por ali.
Ao entrar na cabine, me embasbaquei de cara: havia um plástico envolvendo todo o assento. Será que logo num banheiro tão simples encontraria algo tão raro até em WCs mais sofisticados? Não, realmente não era esse o caso, e aquele era filho único por ali. Vai ver algum gringo de passagem e extremamente prevenido trouxe consigo um kit higiene para evitar germes ou coisas piores.
De qualquer forma, tirei a traquitana e o substituí pelos sempre eficientes papéis higiênicos. De resto, era tudo extremamente funcional. O azulejo meia-barra, a descarga de cordinha… Agora o papel higiênico não fazia jus ao nome de estabelecimento, colocado num cantinho no chão. E, considerando que já estava em um ponto de não retorno do processo, tive que improvisar com o que tinha ali. A iluminação era natural e vinha do espaço entre a cabine e o telhado, o que dava também uma maior ventilação ao recinto.
Um banheiro certamente melhor qualificado para a realização do nº 1 do que para o nº 2, mas que pode ser útil deveras, dependendo do seu espírito de aventura.
Cocô-tação: 2 privadas (máximo de 5 para as melhores)
(Sidney Luzio)






















