Etiqueta de banheiro – Parte 3

Chegou a hora da conclusão do Manual de Etiqueta de Banheiro, um oferecimento do colaborador André Ursípedes, do blog Eu não sou virgem, Maria!. São mais três regras que devem ser seguidas em nova do bem-estar da civilização.

Etiqueta de M… (parte 3)

Regra 6 – Não defecar casualmente em banheiros públicos

O banheiro público é uma contradição absurda. Ele mistura – me desculpe o trocadilho – o público com a privada. É o lugar onde desconhecidos trocam intimidades não desejáveis, mas absurdamente necessárias. Creio que se nossas necessidades não fossem tão urgentes, ninguém cogitaria a criação deles, a não ser os garotos de programa e seus clientes.
Nele urinamos, porque a urina fora de casa é sempre urgente. Agora, defecar em banheiro público sem uma grande justificativa é inadmissível. Trocar micróbios e fungos com a privada somente para fazer o que muito bem poderia ter sido feito em casa é tão injustificável quanto ir ao McDonald´s e pedir um feijãozinho caseiro.
 

Regra 7 – Utilizar os mictórios somente no caso de as cabines estarem lotadas

O mictório é uma invenção genial e burra. Porque ao mesmo tempo em que facilita, constrange.
Sabemos que, ao contrário da vontade humana de urinar, o espaço dos banheiros públicos é limitado. A cada metro quadrado de banheiro público, há uma infinidade de pessoas apertadas. As cabines seriam o local exato para o alívio, mas ocupam muito espaço. Nos limites de uma cabine, cerca de três mictórios podem ser construídos, fazendo do banheiro um local muito mais dinâmico.
É por saber que quanto mais rápido se urina, mais rápido o outro se alivia (e vice-versa), que a maioria dos homens utiliza os mictórios.
Porém, esta facilidade cria um constrangimento inevitável. Homens olham para baixo, desejando não ter a maldita visão periférica, para que vejam somente o próprio pênis.
É por isso que nos banheiros públicos só se deve utilizar os mictórios em caso de as cabines estiverem cheias. Não se recomenda mictórios nem aos gays, porque gostar de ver urinando o que lhe dá prazer é da mesma distorção que gostar de uma modelo conversando.

Regra 8 – Não conversar enquanto usa o banheiro público

O maior direito que as mulheres conseguiram ao queimar sutiãs não foi o de não depender tanto do marido, ou de não precisarem mais lavar a louça após o jantar. Não. A maior conquista foi a de poderem ir juntas ao banheiro.
Elas assim vão com tanta graciosidade, que maridos há que se sintam justificados pela louça pesada ao verem cena tão elegante. O que eles não imaginam é que há um problema crônico neste hábito: o de elas conversarem justamente no momento em que urinam ou defecam.
É outra intimidade inconcebível. Não pelo conteúdo da conversa, mas simplesmente pelo tom de voz alterado. Um marido que pegue a esposa conversando com outra mulher enquanto faz necessidades pode acusá-la de lesbianismo sem a menor margem de erro!
E a mulher que flagra o marido conversando com alguém enquanto urina pode acusá-lo de homossexualismo agudo. Porque diferentemente da mulher, o homem toca no membro sexual enquanto urina. E conversar com outro homem segurando a genitália – mesmo que seja a própria – é por demais homossexual.

(André Ursípedes)

3 Responses So Far... Leave a Reply:

  1. Pan disse:

    Detesto ir ao banheiro em bando. Mania horrível das mulheres.
    Mais uma.

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