Crítica de M…:”Jogando com prazer”

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suvacaoMerece um unfollow

Por Eduardo Frota *

Ashton Kutcher tem fama, carisma e milhares de seguidores no Twitter. Talvez isso seja o suficiente para fazer com que Jogando com prazer faça algum dinheiro nas bilheterias. Porém, o filme deixa claro que o astro precisa escolher melhor os seus personagens se não quiser uma avalanche de unfollows.

O maior problema nem está no fraco rendimento de Kutcher. O roteiro é o grande vilão: fraco, monótono e mal desenvolvido. Conta a história de Nikki, um jovem sedutor que usa o seu charme como meio de sustento, caçando solteironas ricaças dispostas a lhe dar guarida. Até o dia em que conhece uma misteriosa garçonete e passa a questionar o seu estilo de vida.

A primeira metade do filme se concentra em constantes e picantes cenas de sexo, ainda que durem apenas três segundos. Peitos e bundas são mostrados em posições que simulam o coito, mas sem assumir um tom erótico de fato. A segunda parte quebra completamente a concepção de drama erótico e assume uma história de desilusão amorosa das mais previsíveis. Toda a adrenalina e a tensão sexual propostas no início do filme dão lugar a uma série de desencontros, transformando o filme em um enfadonho conto vespertino – com direito a lição de vida.

O que vale a pena mesmo é  a bizarra e insólita cena dos créditos finais. Por isso, quem tiver paciência para aguentar os mais de 90 minutos de projeção vai conferir uma cena bem diferente, impregnada com a ousadia que ficou de fora do filme.

Coco-tação: 3 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)

* Eduardo Frota, autor do Cinéfilo, Eu?, é nosso crítico de filmes merdas.

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  1. T1460 disse:

    O filme apresenta o clichê da pessoa desregrada que revê seus conceitos e se “conserta”. Tenho medo disso!