Cenas memoráveis

Mal as Olimpíadas terminaram e já estamos com saudades das constantes lágrimas dos atletas brasileiros e das varadas do Galvão Bueno. Como o tema ainda não se esgotou, retornamos ao assunto, agora com a colaboração de Roberto Cunha, titular da coluna Panorâmica, do site Adoro Cinema. Como não tinha cinema aberto de madrugada e de manhã, Roberto acompanhou o desempenho dos brasileiros nas competições e analisou quem ficou bem na fita e quem queimou seu filme nos Jogos de Pequim.

 

Beijing Beijing Tiau Tiau   (segundo clichê)

Para desespero de uns e alegria de outros, os Jogos Olímpicos chegaram ao fim. Mas isso não vai impedir que uma turma de pesos pesados – ou seriam malas pesadas – batam recordes de mentiras por segundo. O horário político está de volta e com ele verdadeiras figuras históricas (?!), como o candidato Maluf em São Paulo. Éééé do Brasil!! Mas como a idéia aqui é não fazer propaganda enganosa, mudemos de assunto para que você possa, quem sabe, se interessar em continuar lendo essas parcas linhas de pouca sabedoria.

O Brasil varonil chegou ao fim do evento com uma participação tímida, mas os ufanistas não concordam. Discutir para quê? Nosso desempenho é digno de quadrinhos, e não quadro de medalhas. São três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. E o motivo não é novidade para ninguém: o único investimento maciço em esporte que é feito por aqui é no Levantamento de Fundos e no Revezamento 4 x 4… anos no poder.

Ouro

Entre as conquistas brasileiras memoráveis, a do jovem nadador César Ciello. E verdade seja dita: ele chegou ao céu (com trocadilho) graças a deus, não aquele adorado por muitos, mas o adorado pelos americanos, que amealhou oito medalhas para seu país. A atual divindade das piscinas, Michael Phelps, fez a festa dos Estados Unidos e também do Brasil quando optou por não disputar os 50 metros. Teria sido o espírito do socialismo que baixou no gringo? Salve Phelps! Viva Ciello!

Maureen Maggi também calou a boca de muita gente, enfrentando seus concorrentes como se fossem da Knorr. Só deu ela. (Eu não dei para ninguém). Definitivamente, a atleta brasileira mostrou que apesar da idade dá um belo caldo, quer dizer, salto. No vôlei feminino, as meninas passaram por cima das outras seleções com Mari “I’ll be back!” liderando o ranking dos personagens mais emburrados do evento, mas fazendo pontos. Pontos também para Sheila, Fofão e toda a equipe. WaleuSka, pessoal! Vocês mandaram bem!

Prata

Já no masculino, talvez influenciados pela cor dos anfitriões, o time amarelou. O principal culpado: o americano Stanley que joga na Rússia !!?? É a globalização. O não-inocente: Bernardinho, que deixou o tal X9 de dois metros fazer seis pontos seguidos e não pediu tempo. Dá um tempo, porra! O bicho-papão ianque assustou Giba & Cia. Dante viveu seu inferno com pingadas de bola que viraram duchas de água fria. A seleção teve mais de um set nas mãos, mas foram os gringos que pintaram o sete para cima de nós. That’s all, folks! (copiei do Pernalonga)

Robert Scheidt (brasileiro?) e Bruno Prata, quer dizer Prada, singraram bonito e mostraram que sabem segurar uma vela. No volêi de praia masculino, uma das duplas brasileiras garantiu a prata, mas corre o risco do Fábio “Muralha” Luiz ser convocado para terminar a maior obra da terra. No futebol feminino, o brilho das moçoilas (pra não repetir meninas novamente) só foi suficente para prata mesmo. Formiga e Maicon, cheias de estilo, podem mudar de profissão e formar, por exemplo, a dupla sertaneja Inset & Cida.

Bronze

E no terceiro lugar do pódio, foi show. A começar pelo futebol Branca de Neve, que parecia ter seis em campo e um no Banco… do Brasil. Ricardo &manuel (+ uma dupla sertaneja?) e as velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, acostumados com o sol, nem sentiram muito o bronze. Já no judô, o país deu um “vazaire” pela esquerda e acabou-se tudo que era ouro e prata. Parecia arrastão na Central. No Tae Kwon Do, tomara que a Natália pare de quicar um pouco e volte cheia de disposição para dar umas porradas nos jornalistas que não conseguem nem falar o nome do esporte até hoje. É “taiquendô” para um lado, “taicondô” pro outro. Nem procuram saber como se fala a porra do nome do esporte. Avisa para eles: é “têcuondô”.

O evento

A cobertura do evento teve suas falhas, mas foi bacana. Escroto foi ver equipe da principal emissora brasileira criticar a ordem que impera no país anfitrião. Eles se deram ao trabalho de editar matéria para sacanear o “não pode isso ou aquilo”. Isso que dá. Fazedor de notícia egresso de um pais onde tudo pode se fode quando chega lá.

Outra coisa ridícula foi a mídia detonando o choro da Jade. Peralál! O resultado não foi o ideal, mas nossos ginastas não são ruins. Os gringos é que são bons. E demais. Portanto, palmas para Jades, Diegos e Daianes do Brasil. São guerreiros sem armas que já apanharam muito e continuam apanhando. O choro é uma conseqüência. Já viu a simpatia do técnico que veio do gelo?

Entre as curiosidades da maratona (última competição), destaque para a câmera da TV chinesa, que ao filmar os líderes da prova, passando em frente ao túmulo do grande líder, não resistiu, esqueceu tudo e centralizou a imagem de Mao para todo o mundo. Decididamente, o regime ficou bem na foto.

Seeya in London! (gastei no ingrês mais uma veis…)