Conto de fadas

Nosso leitor-escritor Luis Carlos Wolfgang, que pode ser lido no Recanto das Letras, nos manda sua observação sobre o caso Edmar Moreira, o deputado que não declarou ser proprietário de um castelo:

“Nosso excelentíssimo deputado Edmar Moreira queria continuar como Corregedor da Câmara.
 Caiu do seu belo cavalo branco (para desgosto das mocinhas jovens e sonhadoras)”, comenta Wolfang, num texto em que lembra de outros castelos importantes:

Desde longa data, os castelos são construídos para dar proteção, para denotar poder. Ficavam em regiões altas, normalmente em montanhas para dar uma visão geral do vale. Outros ficavam em penhascos, com a mesma função dos fortes e fortins que conhecemos. Quando não, são cercados por um fosso cheio de crocodilo como no desenho do Pica-Pau. Porém, castelos já não são mais necessários. Hoje em dia, os do passado servem-nos de museus ou para fazer casamentos que duram o mesmo que Chantilly na boca de criança. Castelo é também para as meninas sonhadoras que desejam um príncipe encantado, como o da Barbie (não o Krauss Barbie) e o Castelo de Cristal; o Castelo da Cinderela na Disney ou o Castelo do Beto Carreiro World. Todavia, castelos servem para ferrar a gente também.

No governo Obama (não Osama), quem não declarou o imposto de renda (the Lion) ou não pagou o seguro social da empregada foi convidado a se retirar (maneira bonita de dizer que levou um pé na bunda!). O nosso “excelentíssimo” deputado Edmar Moreira (que não é o Cid e passou longe do da Silva) cometeu essas duas mesmas gafes e ainda assim queria continuar como Corregedor da Câmara. Caiu do seu belo cavalo branco (para desgosto das mocinhas jovens e sonhadoras). Como dizem em Sampa: “A casa caiu, manôôô!” (só a casa, porque o castelo continua lá, de pé!).

Ele consegui esconder do nosso Leão e da Justiça Eleitoral o castelo que construiu e que batizou com o nome daquela mulher que tem um sorriso de banguela: Monalisa. O castelo servia, segundo funcionários que lá trabalharam, de cassino. A personagem M já mandara James Bond (cama, de filme…) investigar o Cassino Royale. Certamente, esse seria seu próximo alvo (já faz tempo que o James não dá as caras pelo Brasil), a não ser que M seja de Monalisa…

Talvez, se o Moreira tivesse tido a sagacidade de colocar o nome do castelo de “Castelo de Greyskull”… Aquele mesmo castelo do He-Man. Ele poderia ter o suporte dos Masters of Universe, com direito a Mentor, Tilla, She-Ra e Gato-Guerreiro. Todos unidos na base da amizade… O mesmo tipo de amizade fraternal que ele teve com a turminha do mensalão, absolvendo-os. Se fosse o papa, absolvia-os e lhes daria um castelinho no céu. Mas ele não poderia ser papa. Para colocar o nome do castelo de Monalisa, ele só pode fazer parte do Priorado de Sião. Só Robert Longdon para desvendar esse mistério misterioso!!! Porque só aqui a Justiça tem a venda furada. Tragam-nos a faixa do Rambo, por favor!

Pois esse mineirinho que come quieto entrou com uma representação na Justiça Eleitoral, pedindo para sair dos Democratas (não os Democratas do Obama), já que está se sentindo injustiçado (como o Macaco Louco das Meninas Super-Poderosas). Na verdade, ele quer sair do partido e continuar deputado, para não perder a imunidade, enquanto o partido quer o mandato para outro que, possivelmente, não teve o passado investigado profundamente como todos. Ambos, errados, estão com os olhos em 2010 (e certamente não é na Copa da África). Começaram a construir um castelinho, mas para brincar com carta há de se ter jogo de cintura e, até onde eu sei, mineiro não samba…

É, meus caros colegas… Eles estão cortando ferro! E por favor, não me perguntem como (ou por qual orifício), porque quem dá as cartas lá naquela casa tem a Espada Justiceira nas mãos e quando ele começar a proferir as palavras mágicas: “Thunder, thunder, thundercats… Hôôôôõ!!!!!” Não vai ter She-Ra, He-Man, Rambo nem ninguém que fique na frente, porque com o Michel na casa, há muito o que Temer.