Sidney Luzio, nosso Crítico de M, continua o relato de sua saga pelos banheiros do Nordeste. O criador do blog Já Caguei Aqui nos manda um texto com sua aventura por um sanitário cearense, antes de um passeio pelas dunas de uma das praias do Estado.
“Eu e meu amigo de viagem estávamos prontos para pegar um passeio de buggy com emoção, parada para skibunda e tudo o mais oferecido aos turistas que vieram naquele dia conosco. Mas àquela hora da manhã já tinha algo em mim que começava a sair de controle. Antes que eu fizesse feio em algum susto na descida das dunas, tratei de ir ao banheiro mais próximo”, conta Sidney, que não teve uma experiência muito agradável:
Velas do Cumbuco – Praia do Cumbuco (CE)
“Se o banheiro já está assim agora, imagina só no final do dia?”. Foi com esse cartão de visitas que enfrentei o banheiro do Velas do Cumbuco, complexo de entrenimento e lazer, localizado entre as dunas da praia de mesmo nome, perto de Fortaleza.
Apesar do conforto do ônibus, acordar cedo e encarar duas horas de viagem não é mole, ainda mais com o DVD de Cláudia Leite que passava sem parar nas televisões do veículo, não nos deixando dormir direito. Pelo menos, num momento cultural, valeu para descobrir que, de acordo com as legendas em inglês de uma das músicas, “enfiar o pé na jaca” pode ser traduzido como “do all the no-no’s”.
Eram pouco mais de 9 da manhã e eu mais meu amigo de viagem estávamos prontos para pegar um passeio de buggy com emoção, parada para skibunda e tudo o mais oferecido aos turistas que vieram naquele dia conosco. A guia que nos trouxe controlava a turba, ajudando no fechamento dos pacotes, mas àquela hora da manhã já tinha algo em mim que começava a sair de controle. Assim, antes que eu fizesse feio em algum susto na descida das dunas, tratei logo de “do all de no-no’s” no banheiro mais próximo.
Realmente, para o horário, a limpeza não estava das melhores. Já tomado pela lama, o chão estava bem nojento. Parecia, na verdade, que o local tinha sido vítima de uma reforminha bem meia-boca, onde se trocaram os pisos, colocaram algumas pastilhas e olhe lá. As instalações eram muito aquém do esperado, a começar pela porta da cabine que escolhi, que simplesmente não fechava – o que sempre pode resultar que alguém o pegue de calças na mão. Quem diria que eu passaria mais emoções no banheiro que no buggy?
Tenso e nada à vontade, terminei o mais rapidamente possível e apertei a indefectível cordinha da descarga. Apesar de nada divertida, a experiência no banheiro lá em Cumbuco destoa do resto do complexo, onde pude passar o restante do dia sem maiores problemas e bem mais relaxado.
Cocô-tação: 2 privadas (máximo de 5, para as melhores).
(Sidney Luzio)