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	<title>M... &#187; Cocô-laborações</title>
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		<title>Você é babaca?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 14:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
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Por Odisseu Kapyn (@ulissesmattos)
É difícil alguém lhe dizer verdades cruéis. Há coisas ruins sobre você que nem seu melhor amigo, nem um inimigo lhe contam por razões distintas. O amigo quer poupá-lo de uma situação constrangedora, enquanto o inimigo prefere que você continue sendo ridicularizado. É muito raro alguém chegar para você e lhe dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/09/babaq.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2513" title="babaq" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/09/babaq-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>Por Odisseu Kapyn</strong> (<a href="http://twitter.com/ulissesmattos" target="_blank">@ulissesmattos</a>)</p>
<p>É difícil alguém lhe dizer verdades cruéis. Há coisas ruins sobre você que nem seu melhor amigo, nem um inimigo lhe contam por razões distintas. O amigo quer poupá-lo de uma situação constrangedora, enquanto o inimigo prefere que você continue sendo ridicularizado. É muito raro alguém chegar para você e lhe dar um toque sincero. Coisa do tipo &#8220;Cara, me desculpa, mas você tem mau hálito&#8221;. Ou &#8220;Rapaz, você precisa cuidar da sua caspa&#8221;. Ou então &#8220;Meu irmão, você tem um cecê horrível&#8221;. Ou ainda &#8220;Sabia que você fica ridícula com essa roupa?&#8221;. Ou &#8220;Querida, você dança mal à beça e todo mundo repara&#8221;. São coisas pessoais demais e que necessitam de um certo convívio para serem notadas por alguém. Mas há coisas ruins sobre você que ninguém precisa conhecê-lo muito para diagnosticar. Você pode descobrir agora mesmo, por exemplo, se você é um babaca. Basta ver se você usa algumas frases e brincadeirinhas mais do que batidas em algumas situações recorrentes de nosso cotidiano. É fácil. Faça o teste:</p>
<p>- Alguém deixa cair alguma coisa no chão e causou um enorme ruído. Se você é o primeiro a gritar <strong>&#8220;caiu um lenço&#8221;</strong>, você é um babaca. É, sim. Vai por mim. Ninguém acha mais graça disso. Ninguém vai pensar &#8220;Caiu um lenço? Mas lenço não faz barulho ao atingir o solo! Peraí! Isso é uma ironia! Que engraçado. Esse cara tem um grande senso de humor e uma incrível capacidade de improviso&#8221;. É triste, mas ninguém mesmo pensa isso quando você grita &#8220;caiu um lenço&#8221;. E quem ri, só o faz para não deixá-lo sem graça.</p>
<p>- 29 de outubro de 2001. Alguém lhe pergunta &#8220;Hoje é 28?&#8221; e você responde &#8220;Não. <strong>Hoje são</strong> 29&#8243;. Amigo, muita gente sabe que na norma culta do português o correto é dizer &#8220;Hoje são 29&#8243; ou &#8220;Hoje é dia 29&#8243;. Mas essas mesmas pessoas quando falam &#8220;Hoje é 29&#8243; consideram que a palavra &#8220;dia&#8221; está implícita na frase. Quando você tenta corrigir alguém, não está mostrando sua cultura, apenas revela que você é babaca.</p>
<p>- Almoço em grupo. Mesa retangular. Um de seus colegas, o <strong>Reginaldo, se senta numa das pontas da mesa</strong>. A primeira coisa que você diz é <strong>&#8220;O Reginaldo vai pagar a conta!&#8221;</strong>. Você é babaca. Deve ser difícil para você acreditar, mas ninguém pensa &#8220;Esse cara é demais! De o­nde ele tirou essa? Será que o Reginaldo vai achar mesmo que vai ter que pagar a conta? Será que o Reginaldo vai querer mudar de lugar para não pagar a conta? Há, há, há! Só quero ver&#8221;. Pois é, parceiro. Ninguém acha isso. Talvez tenha funcionado na primeira vez que alguém falou. Mas já está na hora de deixar essa brincadeira para o passado e deixar de ser babaca.</p>
<p>- Início da madrugada. 1h16 A.M. Alguém lhe diz. &#8220;Cara, amanhã vou acordar às 7h&#8221;. Você se apressa em dizer <strong>&#8220;Amanhã não. Hoje!&#8221;</strong> Meu caro, seu amigo não vai pensar &#8220;Caramba! Como esse cara tem um raciocínio rápido. Seu cérebro já processou várias informações colhidas e chegou à conclusão de que na verdade eu estou me referindo a um dia que já chegou, pois é mais de meia-noite! Ainda bem que ele me corrigiu, senão eu ia acordar às 7h do dia errado!&#8221;. Nada disso. Seu amigo vai mesmo é pensar &#8220;Gosto dele, mas é um babaca às vezes&#8221;.</p>
<p>- Seu colega chegou mais tarde no trabalho e resolveu almoça em casa ou num lugar que serve uma refeição melhor do que a porcaria do bandejão do seu emprego. Quando ele chega ao local de trabalho, você o convida para almoçar e ele lhe esclarece que já almoçou.</p>
<p>É quando você, ágil como um sapo apanhando uma mosca varejeira, solta a frase <strong>&#8220;então você já veio comido?&#8221;</strong>. Babaca, babaca, babaca. Esta frase não é tão desgastada como as outras, mas seu uso indiscriminado já a tornou banal e sem eficácia nenhuma. Seu colega não vai pensar &#8220;E agora? O que respondo? Será que se eu disser sim ele vai achar que fui possuído por outro ser do sexo masculino? E se eu disser que não, terei que almoçar de novo? Ah, ele deve só estar brincando. É um brincalhão&#8221;. Ilusão, pura ilusão. Ele vai até dar um risinho, para não constrangê-lo, mas vai mesmo é achar que você é um babaca.</p>
<p>Outros indícios de que você está começando a se tornar um babaca:</p>
<p>- Quando as pessoas estão cantando parabéns, você tenta embolar a cantoria, gritando os versos do início da música, enquanto todos já estão no meio da canção.</p>
<p>- Você faz uma observação sobre uma possível futura emissão de gases para alguém que está comendo repolho e ovos.</p>
<p>- Você tenta sacanear todo mundo no dia 1º de abril.</p>
<p>- Você fica rindo quando um homem diz que tem 24 anos, aludindo ao número do veado no jogo do bicho.</p>
<p>- Você faz alguma piada quando alguém diz que é do signo de virgem.</p>
<p>- Uma mulher diz que está &#8220;de saco cheio&#8221; e você diz que isso não é possível porque ela não tem saco.</p>
<p>Esses são sintomas mais brandos. Mas fique atento. A qualquer hora você pode se transformar num babaquinha.</p>
<p><a href="http://twitter.com/ulissesmattos" target="_blank">Odisseu Kapyn / Ulisses Mattos</a></p>
<p><em>Texto publicado originalmente no site<a href="http://www.cocadaboa.com" target="_blank"> Cocadaboa.com</a>, em outubro de 2001.</em></p>
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		<title>A verdade sobre Lost</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 05:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da M...]]></category>
		<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
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		<category><![CDATA[Lost]]></category>

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Por @UlissesMattos
Depois da exibição do último episódio de Lost, muitos fãs se decepcionaram com a explicação &#8220;espiritual&#8221; para a realidade paralela, que não seguia o caminho científico sugerido pelas viagens no tempo e outros fenômenos apresentados na série. Isso sem contar aqueles que protestaram pela falta de respostas claras para tantos mistérios surgidos ao longo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/06/lost_desmond.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2441" title="lost_desmond" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/06/lost_desmond.jpg" alt="" width="376" height="204" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Por <a href="http://twitter.com/ulissesmattos" target="_blank">@UlissesMattos</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Depois da exibição do último episódio de Lost, muitos fãs se decepcionaram com a explicação &#8220;espiritual&#8221; para a realidade paralela, que não seguia o caminho científico sugerido pelas viagens no tempo e outros fenômenos apresentados na série. Isso sem contar aqueles que protestaram pela falta de respostas claras para tantos mistérios surgidos ao longo de seis temporadas. Mas toda a confusão foi inútil. Nada foi realmente definido com o episódio que vimos. É o que nos conta uma pessoa que sabe tudo sobre a história narrada em Lost. Ele, que é o único com consciência total sobre os caminhos sugeridos e percorridos pela trama, nos traz a impressionante verdade. Com vocês, a entrevista mais chocante dos últimos tempos:</p>
<p><strong>Por que o senhor demorou tanto tempo para se pronunciar?</strong></p>
<p>Estava esperando a poeira baixar, brotha. Estava todo mundo muito exaltado, muita gente nervosa por pouca coisa e pelos motivos errados.</p>
<p><strong>Motivos errados? O senhor defende o episódio final de Lost?</strong></p>
<p>Não é que eu defenda. É que aquilo que os telespectadores viram não foi exatamente o final.</p>
<p><strong>Como assim, senhor Desmond? </strong></p>
<p>Brotha, você e todos os que acompanharam nossa história já devem saber que eu tenho conhecimento de diferentes realidades, não só no continuum espaço-tempo que vocês estão vivendo. Pelo que entendi, o encerramento de nossa história foi mostrado a vocês como se estivéssemos todos mortos, como se tudo que nós vivemos depois de matar o Homem de Preto não tivesse importância, já que depois de alguns séculos todos estariam mesmo falecidos.</p>
<p><strong>Sim, foi exatamente isso que nós vimos. Não é assim que a história acaba?</strong></p>
<p>Não, brotha. Aquele final é o da cabeça de Carlton Cuse e Damon Lindelof! Você acha mesmo que, quando eu voltei para a ilha e fui exposto a campos eletromagnéticos, eu entrava em contato com o além? Eu não sou médium!</p>
<p><strong>Então, como você soube desse tal encontro dos seus amigos em uma vida após a morte?</strong></p>
<p>Simples. Em uma das realidades que surgiram depois que a bomba de hidrogênio foi detonada, nossa história seria apenas uma série de televisão. Naquela realidade, os roteiristas que escreviam o programa decidiram fechar a trama daquele jeito. Aliás, essa foi uma das realidades paralelas mais tolas que existiram, devo admitir. Na verdade, nossas vidas se tornaram muito maiores do que a mente de roteiristas poderia conceber ou ser capaz de narrar.</p>
<p><strong>Um momento! Você está dizendo que quando a bomba foi detonada, realmente foi gerada uma nova realidade? Ou melhor, várias delas?</strong></p>
<p>Não é impressionante? Foi isso mesmo. Ou talvez elas já existissem sempre e a detonação da bomba me fez ter acesso a todas, sei lá. Acho que nem o Faraday sabe explicar direito. Ele tentou nos esclarecer com uma tal de “Teoria das Cordas”, mas o Locke ficou meio traumatizado com essa coisa de enforcamento com corda e não quis que ele falasse mais nada.</p>
<p><strong>Mas Locke e Faraday estão vivos?</strong></p>
<p>Pode-se dizer que sim. Na maior parte das realidades criadas eles sobreviveram com o advento da explosão da bomba. Olha, é tudo confuso demais. Só posso dizer que levamos muito tempo para fazer com que tudo voltasse a existir em uma só linha temporal.</p>
<p><strong>Como foi isso? Foi através da água mágica, que fez Jacob, Jack e Hugo serem imortais?</strong></p>
<p>Não! Foi através da roda que movia a ilha de lugar. Foi uma gambiarra que fizemos lá depois. Não vou explicar agora, mas envolve ursos polares. Por isso a roda era congelada. Mas realmente não tem nada de mágica, brotha! Da forma como tudo foi contado, a impressão que vocês tiveram foi errada. Não houve nada sobrenatural, tem tudo a ver com fenômenos gerados pela energia da ilha. Aqueles simbolismos todos foram coisas criadas pela “mãe” do Jacob e perpetuada por ele depois. Tudo liturgia dos antigos, amigo. Com o tempo, Hurley e Ben foram entendendo tudo.</p>
<p><strong>Poxa, que alívio. Essa coisa de magia tinha acabado com a magia de Lost. </strong></p>
<p>Hahaha! Eu também não gostava dessas coisas, brotha! Me incomodou achar que estávamos vivendo uma história de vodu, poções mágicas e coisas assim. O problema é que Jacob era um sujeito muito místico e foi influenciado por algumas pessoas que foram chegando à ilha, construindo estátuas aleijadas e outras doideiras. Problema de criação, com certeza.</p>
<p><strong>Mas ainda há muitas coisas que não entendemos, Desmond. </strong></p>
<p>Já ouvi uma frase sábia sobre essa série. “Lost é igual mulher. Se tentar entender muito, perde a graça!”. Hahaha.</p>
<p><strong>Besteira. Não é hora de piadas. Lost é algo sério! Mexeu com a vida de muita gente!</strong></p>
<p>Pois não deveria! A vida de ninguém pode ser tão importante assim para os outros. Aliás, me incomodava saber que tinha tanta gente assim nos vendo. Parecia que estávamos na Ilha de Caras.</p>
<p><strong>Mas precisamos de algumas respostas&#8230;</strong></p>
<p>Sei, sei. Tipo “como o casal de coreanos não comeu o cachorro assim que chegou à ilha com fome”, né?</p>
<p><strong>É sério, Desmond! Existem mistérios a serem resolvidos&#8230;</strong></p>
<p>Brotha, eu também fiquei sem saber se a Charlotte era ruiva natural. Quem dera tentar descobrir, mas sempre fui fiel à Penny.</p>
<p><strong>Desmond, é importante sua presença aqui para revelar coisas essenciais! Que história é essa da Eloise saber tanto sobre o tempo, quem era a romana que cuidou do Jacob e do irmão, como aqueles números são relacionados a tantas coisas, por que o bebê da Claire tinha que ser doado, por que Sayid ficou meio zumbi&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: left;">Sim, sim&#8230; E por que Locke foi curado da paralisia nas pernas, mas não da calvície? Brotha, teve muito mais coisas que vocês não viram acontecendo que dever ser mostrado.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Por exemplo?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Como foi a vida de Richard Alpert depois que saiu da ilha e começou a envelhecer? Rapaz, vou te dizer que o delineador de olhos foi só o começo&#8230; E a vida bandida que Sawyer e Kate acabaram levando, devido a uma sucessão de mal-entendidos? Olha, nem Bonnie e Clyde ficaram tão famosos. E o drama de Claire com o filho que não quer aceitar uma louca como mãe? E as aventuras de Lapidus como piloto de traficantes de drogas? O que dizer das arrepiantes histórias sobrenaturais vividas pelo detetive do outro mundo, o fabuloso Sr. Miles? E a inspiradora amizade entre Hurley e Ben em uma ilha misteriosa? Não quer saber sobre isso tudo?</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Sim! Sim! Sim! </strong></p>
<p style="text-align: left;">Então aguarde os spin-offs! Comédia, policial, melodrama, aventura, suspense, drama&#8230; Tudo isso pode virar vários seriados pra TV, ou filmes para o cinema, livros ou mesmo games. Quem sabe assim todos os mistérios possam ser esclarecidos, hein? Hein? Que tal? E eu posso ser o narrador disso tudo! Gostou da idéia, brotha? Se gostou, por que esperar empresas tocarem isso? Por que as pessoas não passam a escrever essas histórias?</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Hummm&#8230; Então você está à procura de candidatos!</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não viaja, brotha. É só uma idéia. Qualquer um pode fazer. Agora, com licença. Tenho que pegar meu barco e ir embora. Veja aqui a foto dele.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Ei, que nome estranho é esse que você escreveu nele? &#8220;Pussycat Boat&#8221;?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Ah, sim. É uma piadinha que meus amigos sugeriram. É uma brincadeira com “Not-pennis boat”. Mas é muito complexa para você entender. Pede para o Faraday explicar se ele aparecer aqui. Adeus, brotha!</p>
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		<title>Disque Bornay</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 02:09:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Ulisses Mattos
Clóvis Bornay foi um dos nomes mais famosos do carnaval. Museólogo e carnavalesco, Clóvis era considerado um verdadeiro gênio na arte de criar fantasias, a ponto de ser declarado hors-concours nos desfiles de que participava, já que quase sempre vencia o concurso quando subia na passarela com seus trajes exuberantes. Ele morreu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bornay.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1740" title="bornay" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bornay-257x300.jpg" alt="" width="257" height="300" /></a><em>Por <a href="http://twitter.com/ulissesmattos" target="_blank">Ulisses Mattos</a></em></p>
<p>Clóvis Bornay foi um dos nomes mais famosos do carnaval. Museólogo e carnavalesco, Clóvis era considerado um verdadeiro gênio na arte de criar fantasias, a ponto de ser declarado hors-concours nos desfiles de que participava, já que quase sempre vencia o concurso quando subia na passarela com seus trajes exuberantes. Ele morreu em 2005, aos 89 anos, e causou comoção. Seu rosto e sua voz eram conhecidos por milhares de pessoas, mas poucos o conheceram melhor que<a href="http://twitter.com/edbertodutra" target="_blank"> Ed</a>, em quem Clóvis nunca pôs os olhos. Foi apenas por telefone que os dois conversaram durante 16 anos. Os bate-papos, que rolavam a qualquer hora do dia, mesmo de madrugada, começavam com Clóvis sempre sendo amável, mas terminavam aos palavrões, com Ed sendo xingado. Por quê? Ah, sim. Faltou dizer que essas ligações eram trotes. Sim, Ed passou 16 anos mandando trotes para Clóvis Bornay.</p>
<p>Ed é um redator publicitário que atende também pelo nome de Edberto Dutra. É pelo apelido que ele é mais conhecido e comentado. É, comentado mesmo. Existe até uma comunidade no Orkut com o nome “Eu conheço o Ed”, na qual as pessoas debatem sobre as maluquices do sujeito. <span id="more-1741"></span>Ed diz que às vezes há um exagero sobre seus feitos. “É verdade que você rola pelo chão dos bancos, para acompanhar a fila até o caixa?”, pergunta a reportagem da M&#8230;. “Que nada!”, diz o publicitário, dando uma efêmera sensação de que ele é normal. “As pessoas inventam muito”, continua, reforçando a impressão de que ninguém realmente seria capaz de uma coisa dessas. “O que acontece é que uma vez eu achei a fila do banco muito comprida e sentei no chão. Quando a fila andou, eu estava cansado e resolvi rolar no chão para ir adiante. Mas não é algo que faço sempre”, explica Ed, provando que os boatos são verdadeiros, embora ele não se toque disso.</p>
<p>Para falar sobre seu longo histórico de trotes passados a Clóvis Bornay, Ed recebeu a reportagem da M&#8230; na portaria de seu prédio. A idéia era partir para um boteco, mas ele sugeriu que a conversa fosse mesmo em seu apartamento. Antes, avisou sobre o coelho com quem mora. “Ah, já te contaram que eu moro com um coelho! Devem ter falado que a casa fica meio suja, né?”, sonda, abrindo o apartamento, que tem alguns presentinhos espalhados pelo coelho no chão da sala. E não estamos falando de ovos de Páscoa. Ed pede que a reportagem espere na porta para que ele possa limpar o chão. Ele pega uma vassoura e varre apenas uma pequena área da sala, em frente ao sofá, que é onde fica subentendido que o repórter deve se sentar e ouvir como começaram os trotes para Clóvis Bornay.</p>
<p>“Foi em 1980, quando eu tinha uns 16 anos. Eu e uns amigos vimos uma reportagem no jornal O Dia sobre um assassinato em um edifício na Rua Prado Júnior, em Copacabana. Lá tinha uma declaração do Clóvis Bornay, que era o síndico do prédio. Aí pegamos um catálogo telefônico, procuramos pelo endereço e achamos o telefone dele. Naquele dia ligamos pra ele nos fazendo passar pelo assassino, dizendo para ele tomar cuidado, pois estava dando com a língua nos dentes”, relembra Ed, com um brilho nostálgico no olhar. “Aquela foi a primeira fase dos trotes, até 1987. Entre 1984 e 1985, eu ligava semanalmente com meus amigos. Íamos para um orelhão e fi- cávamos nos revezando nas ligações. Telefonávamos às quartas, à noite. A gente sempre ligava antes de ir para a boate e brincávamos com a voz dele e a língua presa”, conta.</p>
<p>Ed recorda que Clóvis começava o papo sempre atencioso, carinhoso. “A gente ligava dizendo que era fã, que achávamos que ele era um vitorioso. Elogiávamos o cabelo dele etc. Já liguei dizendo que eu tinha língua presa e precisava do conselho dele. Também liguei dizendo que era um vestibulando, pensava em fazer museologia e queria a opinião do museólogo mais fodão do país”, narra o algoz, que também costumava se passar por jornalista para introduzir o trote. “Uma vez liguei dizendo que era do Peru Molhado, conhecido jornal de Búzios. Diante do Peru Molhado ele não podia ficar de boca fechada”, brinca Ed.</p>
<p>Quando uma piadinha dessas no fim da conversa revelava que se tratava de um trote, Clóvis passava a vociferar e até partia para ofensas. Soltava coisas do naipe de “Vai roçar a bunda nas ostras do Leme!”, uma sugestão que Ed jamais esquecerá (e provavelmente nunca experimentará, diante da bizarrice da situação). A essa altura, o leitor deve estar se perguntando “Mas Clóvis Bornay não percebia logo de cara que era trote, diante da assiduidade das ligações?”. Ed responde: “Tenho certeza que ele já sabia que era a gente. Mas sempre dava trela. Era um peroba clássico. Nós ligávamos direto, acho que ele gostava, pois era um cara solitário. Mas ele era uma figura meiga, bacana”, lembra, deixando escapar uma palavra de carinho.</p>
<p>Isso porque a intenção de Ed nunca foi ficar amiguinho de Clóvis. O publicitário é conhecido pelas agitações que cria. Mas sempre fora do trabalho, como narram os colegas que já trabalharam com ele em agências. “Não queria confusão, não me convidasse”, é uma das frases de Ed lembradas por um dos colegas convidados a dar depoimentos sobre o sujeito. Vamos evitar que se identifiquem, pois talvez Ed não goste de ver algo aqui revelado. Um desses amigos faz questão de contar um dia específico: “Eu estava ao lado dele, esperando para atravessar a rua Voluntários da Pátria, em Botafogo. Havia uma pequena multidão de pedestres de cada lado. Assim que abriu o sinal, ele saiu correndo e berrando: ‘atacaaaaar!’. Depois, pelo caminho, foi recolhendo todos os panfletos distribuídos na rua. Aí parou numa esquina e começou a distribuir os papéis. Mas quando um incauto se interessava em pegar, ele puxava o panfleto de volta. E no elevador do shopping lotado, em alto e bom som, começou a falar, do nada: ‘eu poderia estar roubando, eu poderia estar roubando, mas não. Estou aqui fazendo porra nenhuma!’”, relembra.</p>
<p>Ed não é de perder a piada, como conta outro colega. “Uma mulher apresentou a ele uma amiga. Ela falou ‘Lembra dela, Ed? Do Hipódromo?’, disse, referindo-se ao popular bar do Baixo Gávea. Ele respondeu apenas ‘De que páreo?’”. Outro caso que mostra a rapidez e a cara de pau de Ed é narrado por mais um amigo. “Ele e um colega estavam andando na rua, voltando do almoço na Praia de Botafogo. Parou um carro ao lado deles e o motorista perguntou: ‘Amigão, Santos Dumont?’, querendo saber onde era o aeroporto. Resposta do Ed, contrito: ‘Morreu!’”. Outra memorável ocasião, lembrada por um colega: “Assim que começaram aquelas imagens nas embalagens de cigarro, advertindo sobre os problemas do fumo, vi o Ed com o maço que tinha estampada a foto de um bebê prematuro. Perguntei se olhar aquela imagem o assustava. Ele respondeu: ‘Com essa idade eu não fumava’”.</p>
<p>Diante de descrições como essa, dá para entender a bronca com que Ed ficou de alguns colegas quando veio a sua segunda fase de trotes. A primeira acabou quando seus amigos foram se mudando para outros lugares e deixaram de ser seus vizinhos. A nova etapa começou em 1993, quando Ed já era adulto, um profissional respeitado. Um dia, na agência em que trabalhava, ele contou para os colegas sobre esse antigo hobby. “Eles não acreditaram e na mesma hora falei o telefone do Clóvis. Eu já estava há dez anos sem ligar, mas lembrava do número, que não esqueço até hoje: 275-9962. Aí liguei e todos gostaram. Acabou que o pessoal lá adotou a prática, que se espalhou para outras agências depois”, conta Ed.</p>
<p>Mas a falta de maldade de alguns dos novos praticantes irritou Ed. “O pessoal da agência onde eu trabalhava acabou ficando amiguinho. As meninas ligavam pedindo conselho sobre fantasia de carnaval. Aí perdeu a razão. Minha intenção sempre foi a de fingir amizade para depois descabelar o velho”, critica Ed. Seus colegas foram além nessa história de ficar bem com Clóvis Bornay. “Quando ele foi internado no hospital, o pessoal queria ir lá visitá-lo. Eu não quis. Depois de quase 20 anos zoando o cara, eu me sentiria mal. Talvez ele até tivesse fairplay. Às vezes me falavam que essa minha história com o Clóvis era digna de ir parar no programa do Jô Soares. Mas eu acho que se eu fosse lá contar os trotes, iam acabar armando de botar o Clóvis saindo dos bastidores para confraternizar comigo. Não queria isso”, diz. Mas Ed uma vez deu uma leve confraternizada com o museólogo. “Uma vez liguei pra ele e me identifiquei, dizendo que eu sempre ligava com uns amigos. Relembrei uns trotes. Ele confirmou que sabia que era a gente que sempre telefonava”, revela.</p>
<p>Por falar em relembrar trotes, Ed diz que é impossível escolher sua melhor façanha. “Cara, trote é como filho. Impossível dizer qual é o favorito”. Mas pela empolgação com que narrou alguns deles, é possível chegar a dois feitos de que se orgulha. Um deles foi passado depois que Ed viu no programa Sem censura, da antiga TVE, que Clóvis havia ganho seu primeiro prêmio em um concurso no clube Fluminense. “Ele contou que depois de vencer, não queriam que ficasse com o troféu, porque ele não poderia ter participado do concurso, já que não era sócio do clube. Aí liguei para ele dizendo que era o Seu Macedo, do almoxarifado do Fluminense. Falei que tinham sentido falta do troféu no clube e que eu ia lá na casa dele buscar. O Clóvis ficou nervosíssimo e disse que não ia devolver!”, lembra.</p>
<p>Outro que conta com um sorriso maior nos lábios foi o que passou quando viajou para os Estados Unidos. O requinte de crueldade: foi um trote a cobrar. “Eu estava nos Estados Unidos e soube que o Clóvis tinha se casado. Era madrugada. Liguei a cobrar e ele atendeu. Aí perguntei se ele tinha recebido a baixela de prata que mandei de presente de casamento”, conta Ed, explicando por que gostava tanto da prática e por que só passava trotes, única e exclusivamente, para Clóvis. “O legal do trote era ver um cara carinhoso como ele chegando ao fim do telefonema xingando a gente. Era uma coisa inesperada. O bacana para quem ouvia era ver ele partindo da meiguice para a revolta”, teoriza.</p>
<p>Ao fim da entrevista, dá para perceber que Ed tem saudades de Clóvis. “Quando ele morreu, recebi uns dez telefonemas. Quando minha avó morreu, se me ligaram duas vezes foi muito. Olha, nunca tive uma namorada para quem liguei tanto quanto eu ligava para o Clóvis”, contabiliza Ed, que já pensou em um substituto em seu coração. “Sabe quem seria legal para passar trotes? O David Brazil. A voz dele e a gagueira devem render bem”. Quando a reportagem já está de saída, a caminho do elevador, surge a pergunta. “Ed, você já pensou que agora que está em outro mundo, o Clóvis Bornay pode aparecer para lhe passar também uns trotes?”. Ed fica parado por uns segundos, com o olhar sério. “Poxa, não foi bom você falar isso. Nunca havia pensado nessa possibilidade. Agora fiquei preocupado”, responde antes de voltar para seu apartamento. Mas ele tem a companhia do coelho. O bichinho de estimação também deve servir para afugentar espíritos brincalhões. É só não varrer o chão.</p>
<p><em>Texto originalmente publicado na edição nº 3 da <a href="http://www.mcorporation.com.br/revista/src/index.html" target="_blank">revista </a></em><a href="http://www.mcorporation.com.br/revista/src/index.html" target="_blank"><em>M&#8230;</em></a></p>
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		<title>Analista de Twittess &#8211; Relatório #3</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nosso analista de Twittess, Nigel Goodman, ficou um tempo sem enviar relatórios, pois disse que Dona Tessália não estava fazendo nada de importante no BBB10. Mas eis que de uma só vez a menina protagoniza uma suposta cena de sexo oral e, de quebra, vai parar no paredão. É claro que nosso analista enviou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso analista de Twittess, <a href="http://www.nigelgoodman.com/" target="_blank">Nigel Goodman</a>, ficou um tempo sem enviar relatórios, pois disse que Dona Tessália não estava fazendo nada de importante no BBB10. Mas eis que de uma só vez a menina protagoniza uma suposta cena de sexo oral e, de quebra, vai parar no paredão. É claro que nosso analista enviou um relatório urgentemente.  Confiram:</p>
<p><em><strong>Chegou a Terceira Semana</strong></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/02/boquetessalia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1732" title="boquetessalia" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/02/boquetessalia-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Chegou a terceira semana. Role a barrinha para baixo e leia o que foi que eu escrevi. Mãe Diná que me contou. Tessália na terceira semana. Eu disse e agora os planetas estão se alinhando.  Será que vai acontecer?</p>
<p>Vamos rapidamente mostrar a trajetória da nossa amiguinha no programa para tentar entender o que colocou a garota onde ela está hoje.</p>
<p>A mente da menina sofreu com a cicatriz do primeiro paredão? Mas espera, ela estava no primeiro paredão? Não, mas ela recebeu um voto do nosso DiCesar. Ah o voto do DiCesar! Olhou nos olhos da morte, praticamente. Qual a tua resposta Tessália? &#8220;EU VOU JOGAR BONITO&#8221;.  Então joga, minha filha.</p>
<p>O jogo de Twitess é cheio de estratégia. Vamos analizar. Na primeira semana, ela se aproximou do Serginho, da Lia e do Alf. Na terceira semana, a Lia votou nela como líder e o Serginho apoiou.</p>
<p>Tessália, você está perdendo seus amigos. Qual a sua estratégia? Não sei. &#8220;Vou chupar um piru! Nhom nhom nhom nhom&#8221;.</p>
<p>Sério, amigos. Bebeu água da torneira e nem pra escovar os dentes depois.</p>
<p>Nesse momento de carinhos debaixo do edredom, foi quando Alex, coitado, que no início teve seus momentos com a menina e deixou todos nós acreditando que poderia rolar alguma coisa entre eles, entrou no quarto. Alex entrou e viu o que perdeu. Porque eu sei, você sabe e o Alex sabe que ele não ganha o milhão e meio, mas uma chupadinha ele podia ter desenrolado.</p>
<p>Alex entrou no quarto e deu uma andada lá dentro. Durante a felação, Alex? Taradão.</p>
<p>Vamos ver como a coisa se desdobra. Será que o público se vende por um boquete? Vamos lá, Twittess.</em></p>
<p><em><strong>Nigel Goodman</strong></em></p>
<p><em><strong>Analista de Twittess</strong></em></p>
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		<title>Analista de Twittess &#8211; Relatório #2</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nosso analista de Twittess, Nigel Goodman, entregou mais um relatório sobre a popstar do Twitter no BBB10. Segundo o profissional, a musa dos 140 toques não tá nada bem&#8230;  Acompanhem a análise:

Como morrer em um incêndio
E não é que Tessália segue fumando feliz no posto de gasolina?
Chega a ser impressionante como nossa querida menina alia sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso analista de Twittess, Nigel Goodman, entregou mais um relatório sobre a popstar do Twitter no BBB10. Segundo o profissional, a musa dos 140 toques não tá nada bem&#8230;  Acompanhem a análise:</p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tessalia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1721" title="tessalia" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tessalia-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" /></a></p>
<p><strong><em>Como morrer em um incêndio</em></strong></p>
<p><em>E não é que Tessália segue fumando feliz no posto de gasolina?<br />
Chega a ser impressionante como nossa querida menina alia sua falta de carisma à pior estratégia que eu já vi. Highway to hell, amiguinha. Como eu disse antes, o inferno espera ela na terceira semana e parece que ela não conseguirá fugir do seu destino.</em></p>
<p><em>Vamos dividir a coluna de hoje em dois assuntos. Os únicos dois assuntos que a chatterbot paranaense sabe conversar. Primeiro, vamos falar de internet e depois, sobre combinar votos.</em></p>
<p><em>Prontos para discutir scripts do Twitter?  Se nossa amiguinha Twartess tivesse seguido a mesma estratégia que lhe tornou famosa no Twitter, muito provavelmente estaria melhor. Add sem scrap e sem caô. Se na vida real ela segue milhões de pessoa, na esperança de ser seguida de volta, na casa ela faz o contrário. Não segue ninguém e passa os dias nos braços de Ruivão. Será que vamos ouvir &#8220;vou votar na Tessália porque é a pessoa com quem eu menos falo na casa&#8221;? Pode ter certeza que sim!</em></p>
<p><em>Agora vamos falar de votos. &#8220;Em quem você votou? Em quem você acha que Fulano vai votar?&#8221;.  E como um monstrinho tenta arrastar os outros para o fogo. Dos BBBs que tentaram seguir o caminho de estrategistas, Twartess é a mais débil. Por quê? Muito simples. Se temos alguma certeza nessa vida é que Marcelo Dourado é algo bizarro. Nada pode ser mais certo que Dourado saindo da casa na primeira oportunidade. É certo. Muitos já falaram que pretendem votar nele. Agora, do nada, no meio de uma conversa sobre internet, Tessália resolveu se aproximar da doce aberração, dizendo para ele chamá-la caso fosse combinar votos.</em></p>
<p><em>Isso mesmo! Vamos nos aliar a quem vai perder. Só combinar votos não é o suficiente para cavar a própria cova. Bom vai ser aparecer na Globo combinando votos com o menos popular de todos os participantes. Melhor ainda, aparecer na TV tentando combinar votos com o menos popular, mas ele desconversando. Tem como se queimar mais?</em></p>
<p><em>Se antes a melhor chance de Tessália era cair em um paredão com o Dourado, agora deve estar fifityfifity.</em></p>
<p><em>Mas eu não comento apenas o que Tessália Sirigueli fez. Eu comento o que ela deveria fazer também. E qual é a sua melhor estratégia? Vamos a ela.</em></p>
<p><em>A terceira semana se aproxima. A previsão é que Dourado saia na segunda, contra qualquer pessoa indicada por qualquer líder e, então, Twittess caia na próxima, contra qualquer pessoa indicada pelo líder. A melhor chance para  Tessália é ser indicada pelo líder para o segundo paredão. Apesar das atitudes da menina, ainda acredito que Dourado perca para ela. Twittess vai para o paredão e volta. Aí, na terceira semana, os participantes de bom coração poupam a menina, que vive para morrer um outro dia.</em></p>
<p><a href="http://www.nigelgoodman.com/" target="_blank"><strong>Nigel Goodman </strong></a></p>
<p><strong>Analista de Twittess</strong></p>
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		<title>Analista de Twittess</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 04:39:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em tempos de empresas investindo firme em redes sociais, surgiu a profissão &#8220;Analista de Mídias Sociais&#8221; e até o cargo júnior do ramo, o &#8220;Analista de Twitter&#8221;. Pois a M&#8230; desce ainda mais nessa área e lança o cargo de &#8220;Analista de Twittess&#8221;, para acompanhar uma celebridade do microblog em exposição no reality-show mais popular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/twittess.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1708" title="twittess" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/twittess.jpg" alt="" width="203" height="257" /></a>Em tempos de empresas investindo firme em redes sociais, surgiu a profissão &#8220;Analista de Mídias Sociais&#8221; e até o cargo júnior do ramo, o &#8220;Analista de Twitter&#8221;. Pois a <em>M&#8230;</em> desce ainda mais nessa área e lança o cargo de &#8220;Analista de Twittess&#8221;, para acompanhar uma celebridade do microblog em exposição no reality-show mais popular de nosso país. Sim, convocamos um profissional para avaliar a <a href="http://www.twitter.com/twittess" target="_blank">@Twittess</a> no Big Brother Brasil 10, da Rede Globo.</p>
<p>Nem precisamos verificar todos os currículos que recebemos de candidatos à vaga. Um headhunter nos indicou um jovem talento já conhecido na internet, o senhor <a href="http://www.nigelgoodman.com/" target="_blank">Nigel Goodman</a>, que também <a href="http://www.twitter.com/nigelgoodman" target="_blank">atua no Twitter</a> e choca platéias com <a href="http://www.nigelgoodman.com/stand-up" target="_blank">seu stand-up comedy</a> nos palcos cariocas.</p>
<p>Com vocês, o primeiro relatório de nosso Analista de Twittess, depois de uma semana de trabalho árduo no BBB10:</p>
<p><em><strong>#FT Follow Twittess</strong><br />
</em></p>
<p><em>Primeira semana de BBB10 e eu fui convidado pela grandiosa revista M&#8230; para fazer a cobertura de ninguém mais ninguém menos que o bot mais carismático do Twitter. Uma assinatura de PPV e comecei minha empreitada jornalística, no melhor estilo Boris Casoy de ser, para poder falar, mas sem mostrar os dentes.</em></p>
<p><em><em>Como eu disse antes, nosso foco aqui é a Tessália. Não importa que haja dois homossexuais na casa uma lésbica, um cara com três mamilos, um homem chamado Uilliam, uma PM perdendo a linha, dois ex-BBBs, vinhetas trocadas e Pedro Bial. Nós vamos fazer como as câmeras do PPV e focar somente na nossa queria Twittess. Vamos começar com um panorama para você entender o que aconteceu até agora.</em></em></p>
<p><em><em>Tessália entrou no BBB10 &#8211; nossa que emoção! &#8211; e rapidamente começou a rolar um clima entre ela e o advogado musculoso. Pareceu que ia morrer fácil, mas o que seria o primeiro romance da casa começou a ficar mais distante à medida que ela foi se aproximando de Ruivão, seu então melhor amiguinho da casa. Como um casal de super-gêmeos, Ruivão foi adiquirindo forma de mala e Twittess, forma de cubo de gelo e não falou com mais ninguém. Grudada no Ruivão pra cima e para baixo, a menina humilde que nasceu no Twitter foi se distanciando de todo mundo na casa.</em></em></p>
<p><em><em> Seu primeiro movimento errado foi ganhar a inimizade de Gayniac, o grande vilão do Bigbrother, que se utiliza de seus poderes homoafetivos para parecer inofensivo e se aproximar dos competidores menos espertos, e ir aos poucos tomando o controle do programa. Em uma prova do líder no estilo mata-mata,  DiCesar atacou Twittess, que perdeu a compostura, levou para o particular e foi para cima dele com sangue no olho. O evidente abalo emocional da menina fez com que DiCesar jogasse a carta do coitadinho: &#8220;Nossa, isso é só um jogo, sem ressentimento, tem que votar em alguém&#8230;&#8221;.</em></em></p>
<p><em><em><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bbbtesália.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1713" title="bbbtesália" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bbbtesália-300x250.jpg" alt="" width="300" height="250" /></a>O antagonismo desses dois não conhece limites e os dois lutam pelo afeto de Serginho. Inicialmente, DiCesar deu um beijinho em Sergio, mas então Twittess se aproximou dele, confundindo a cabeça do garoto, que disse que se fosse hetero ficaria com ela. É, a coisa está ficando cada vez mais difícil para o nosso advogado sarado.</em></em></p>
<p><em><em>Chegou o paredão e Shiryu na Quinta Casa fez com que a ex-BBB e ex-Miss Brasil imunizasse Dourado, fazendo com que ela mesma fosse para o paredão, e respingando alguns votos na nossa querida amiga Tessália. Vocês imaginam que a proximidade com o paredão deve ter funcionado como uma experiência de quase morte para a menina, que teria percebido a inevitabilidade de ser eliminada já na terceira semana do programa. Mas não. Tessália enlouqueceu e resolveu que se queimaria mais rápido se fosse direto para o inferno. A menina que já havia mostrado uma predisposição para combinar votos daquela maneira bonita, que deixa o telespectador feliz, resolveu que iria separar a casa em dois grupos e começar o jogo ali mesmo.</em></em></p>
<p><em><em><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tessaliamona.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1714" title="tessaliamona" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tessaliamona.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>Agora a casa está dividida em dois grupos, os amigos de Tessália e as pessoas que não vão se queimar fazendo merda na primeira semana.</em></em></p>
<p><em><em>O futuro se mostra cruel para nossa Tessália. Será que ela vai perceber sua situação delicada a tempo de se salvar da eliminação na terceira semana? Vamos assistir para saber.</em></em></p>
<p><em><em><br />
</em></em></p>
<p><strong><em>Nigel Goodman</em></strong></p>
<p><em><strong>Analista de Twittess</strong><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crítica de M&#8230;: &#8220;Sempre ao seu lado&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 04:08:03 +0000</pubDate>
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Mundo cãozinho
Por Eduardo Frota *
Cachorros sempre foram usados em diversas atividades humanas ao longo da história. De tração para pequenos veículos a farejadores de bandidos, passando por meros animais de companhia. A moda agora é outra: servem para dar lição de vida no cinema. Já está virando rotina.  É o caso de Sempre ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png"><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="" width="500" height="55" /></a></a></p>
<p><a href="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sempreaoseulado.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1702" title="sempreaoseulado" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sempreaoseulado-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><strong>Mundo cãozinho</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Cachorros sempre foram usados em diversas atividades humanas ao longo da história. De tração para pequenos veículos a farejadores de bandidos, passando por meros animais de companhia. A moda agora é outra: servem para dar lição de vida no cinema. Já está virando rotina.  É o caso de Sempre ao seu lado, produção que traz Richard Gere em mais um papel pífio.</p>
<p>No ano anterior, o chororô ficou por conta de <em>Marley e eu</em> &#8211; que levou até mesmo jornalistas às lágrimas durante a cabine de imprensa. Apesar do argumento semelhante (humanos aprendem a ser mais humanos através do comportamento dos cães), <em>Sempre ao seu lado</em> tem diferenças fundamentais no que diz respeito ao conteúdo, mesmo que também proponha, no fim das contas, colocar as glândulas lacrimais dos espectadores para trabalhar.<span id="more-1701"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, a origem do roteiro. Enquanto o filme do labrador era uma adaptação de um best seller estadunidense, <em>Sempre ao seu lado</em> trata de um famoso episódio que aconteceu nos idos de 1910, no Japão. Um cão da raça akita, que tinha por costume aguardar o dono na estação de trem após o expediente, sempre no mesmo lugar, continuou fazendo o mesmo, dia após dia, mesmo depois de um enfarte fulminante ter levado seu fiel amigo para o além. A história acabou virando uma lenda, que demostra uma certa capacidade de lealdade que falta nas relações humanas. Hachiko, o tal cão, ficou tão famoso, que ganhou até uma estátua de bronze no mesmo local onde se prostrava todos os dias.</p>
<p>Outra diferença fundamental está no comportamento da raça. O cão deste aqui é igualmente fofinho, mas muito menos brincalhão. O próprio roteiro deixa claro que ele não gosta de brincadeiras bobocas e nem de agradar ao dono com demonstrações circenses. Ou seja, é quase uma antítese do que é conveniente, em termos caninos, a uma família estadunidense, que seria um cão babão, boboca, destruidor de móveis, que faz xixi no tapete da sala e baba a casa inteira. Portanto, Hachiko não faz brincadeiras engraçadas, nem provoca riso.</p>
<p>O tom de estranheza impera durante a projeção de <em>Sempre ao seu lado</em>. Hachiko não é o tipo de cão que arranca lágrimas e gargalhadas ao mesmo tempo, como aguarda ansiosamente a plateia-alvo do gênero. Acontece que todo o miolo do filme, como atores, fotografia, montagem, trilha sonora e cenografia, funcionam de acordo com as intenções da indústria cinematográfica estadunidense. Obviamente, não tinha como dar certo. É uma história que pede o tempo do cinema oriental, mas com ingredientes típicos dos blockbusters ocidentais de Natal.</p>
<p>A dica: há  uma produção japonesa sobre o mesmo caso. Talvez seja melhor.</p>
<p><strong>Coco-tação</strong>: 3 bostinhas (máximo de 5 bostinhas, para os piores)</p>
<p><em>* Eduardo Frota, autor do <a href="http://www.mcorporation.com.br/category/criticos-de-m/www.cinefiloeu.com" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a>, é nosso crítico de filmes merdas.</em></p>
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		<title>Jurado de morte</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:52:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cocô-laborações]]></category>
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		<category><![CDATA[Ulisses Mattos]]></category>

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		<description><![CDATA[A M&#8230; está representada no concurso de HQs da Vilania Comics, que faz o conteúdo da Oi Quadrinhos. O editor Ulisses Mattos, fã de quadrinhos, é um dos jurados que vão escolher a história de terror vencedora da disputa.

O autor terá sua obra publicada no site e ganhará um pacote de livros e revistas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A M&#8230; está representada no <a href="http://quadrinhos.oi.com.br/blog/?p=247" target="_blank">concurso de HQs da Vilania Comics</a>, que faz o conteúdo da<a href="http://www.oi.com.br/quadrinhos" target="_blank"> Oi Quadrinhos</a>. O editor Ulisses Mattos, fã de quadrinhos, é um dos jurados que vão escolher a história de terror vencedora da disputa.</p>
<p><a href="http://quadrinhos.oi.com.br/blog/?p=247" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1552" title="concurso-terror" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/concurso-terror.jpg" alt="concurso-terror" /></a></p>
<p>O autor terá sua obra publicada no site e ganhará um pacote de livros e revistas de HQ de autores como <a href="http://www.malvados.com.br/" target="_blank">André Dahmer</a>, também nosso colaborador na revista M&#8230;</p>
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		<title>Midnight Movies #8</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 22:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<category><![CDATA[critica de cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Black Dynamite
Por Eduardo Frota *
Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1518" title="blackdyna" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/blackdyna.jpg" alt="blackdyna" width="236" height="235" /><strong>Black Dynamite</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento da sociedade se sentia carente de um herói que lutasse por eles na tela grande. O subúrbio das cidades estadunidenses, repleto de talentos artísticos, sentia a necessidade de expressão. Foi então que, no início da década de 70, os filmes conhecidos como <em>blaxploitations</em> ganharam fama entre a comunidade black.</p>
<p>O termo é  uma corruptela de <em>exploitation</em>, gênero que se caracterizava por produções de orçamento humilde, com tramas violentas e recheadas de sexo e drogas. A diferença dos <em>blaxploitations</em> estava  na estética, essencialmente negra. Talento era o que não faltava, principalmente para compor as trilhas sonoras. Trabalhava-se com o que havia de melhor no cenário musical da época, como Quincy Jones, JJ Johnson, Funkadelic, Curtis Mayfield, Sly &amp; The Family Stone e James Brow. Muitos atores consagrados começaram graças ao gênero, como Bill Cosby, Flip Wilson e Richard Pryor.</p>
<p>A produção era tão profícua, que atravessou as ruas do subúrbio e ganhou notoriedade internacional. Personagens como Shaft (o original, de 1971, interpretado por Richard Roundtree) e Coffy (a estonteante Pam Grier) foram sucesso de bilheteria, ditaram tendências e projetaram as carreiras de diretores como Gordon Parks e Jack Hill. Até mesmo filmes de terror foram feitos na época, como o inusitado <em>Blacula</em>, espécie de Drácula com a alma do soul. A moda, a música e o comportamento de toda uma geração estavam impressos na película dos blaxploitations.</p>
<p>Com o tempo, as características estéticas e culturais foram ficando datadas. Porém, se tornaram referência cinematográfica. O modo de se vestir, falar, e atuar permaneceram imortalizados. Em 1997, Quentin Tarantino resgatou a carreira de Pam Grier com o fantástico <em>Jackie Brown</em>, em um reverência ao universo criado pelos <em>blaxploitations</em>.</p>
<p><em>Black Dynamite</em> é uma sátira perfeita do que foi o gênero. De forma bastante inteligente, exagera exatamente nas características que ficaram datadas, funcionando como uma caricatura dos heróis da década de 70. O cara é sinistro: ex-agente da CIA, temido por todos, praticamente invencível, mestre na arte do kung fu e irresistivelmente atraente. Quando Black Dynamite recebe a notícia da morte do irmão, até a polícia teme o banho de sangue que está por vir. Como num bom roteiro de <em>blaxploitation</em>, é hora da vingança! <span id="more-1517"></span></p>
<p>Toda a estética daquele tempo é recriada com perfeição. Se o espectador não souber de antemão que se trata de uma produção de 2009, pode facilmente julgar estar diante de um <em>blaxploitaition</em> original. Porém, logo de cara, fica claro que não é para levar a sério o que vai ser visto na tela: um microfone vaza escandalosamente no enquadramento. Ao longo da projeção, uma série de pequenas falhas, comuns em produções de baixo orçamento, são inseridas propositalmente. O roteiro é meticulosamente esburacado, os diálogos são inacreditavelmente manjados e os atores suam para forçar a barra nas interpretações. Um verdadeiro deleite para os fãs dos antigos <em>blaxploitations</em>.</p>
<p>Há muito tempo não me divertia tanto numa sala de cinema. Perdoem-me pelo palavrão, mas Black Dynamite é do caralho!</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir o Midnight Movies, do Festival do Rio</em></p>
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		<title>Midnight Movies #7</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Tyson
Por Eduardo Frota *
Desde o dia em que se tornou campeão mundial dos pesos-pesados, Mike Tyson ganhou a fama de boxeador mais temido do planeta. No início da década de 90, então no auge da carreira, não demorava mais de um assalto para fazer os adversários beijarem a lona, quase inconscientes. Em Tyson, documentário que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1505" title="mike-tyson" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/mike-tyson.jpg" alt="mike-tyson" width="297" height="210" /><strong>Tyson</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Desde o dia em que se tornou campeão mundial dos pesos-pesados, Mike Tyson ganhou a fama de boxeador mais temido do planeta. No início da década de 90, então no auge da carreira, não demorava mais de um assalto para fazer os adversários beijarem a lona, quase inconscientes. Em <em>Tyson</em>, documentário que abrange grande parte da sua trajetória, o lutador reflete sobre o passado, comenta sobre o presente e arrisca palpites para o futuro. Diante das câmeras, enfrenta o seu maior oponente: ele mesmo.</p>
<p>Criado em um bairro miserável de Nova York, o ex-campeão não tem vergonha de explanar a infância conturbada, nem a época em que cometia pequenos delitos. Com bastante sinceridade, fala sobre a falta de uma boa base familiar e do momento em que, durante uma briga de rua, percebeu que podia socar adversários profissionalmente. Vai às lágrimas, de forma bem estranha, emitindo grunhidos incompreensíveis, quando fala do mentor e treinador Cus D&#8217;Amato, que morreu antes de ver o pupilo levantar o cinturão dos pesos-pesados.</p>
<p>Ainda jovem, acostumado a apanhar da vida, Tyson canalizou toda a agressividade que tinha para o ringue. Em pouco tempo se tornou campeão mundial e ganhou notoriedade. Virou até mesmo personagem de videogame. Em <em>Mike Tyson&#8217;s Punch-Out</em>, do console Nintendo, era preciso passar por todos os outros personagens para enfrentá-lo. Tarefa quase impossível, não fosse uma sequência de comandos no controle que dava acesso direto à luta. Ainda assim, encaixar um golpe no Tyson do jogo era tarefa árdua. E se o jogador levasse apenas dois socos, era game over.</p>
<p>O documentário mostra a força devastadora com que a fama foi destruindo Mike Tyson, tornando-o cada vez mais agressivo. Envolvido em vários escândalos, o pugilista passou a chamar a atenção fora do ringue. As polêmicas mais escabrosas envolvendo o seu nome estão no filme: o conturbado casamento com a atriz Robin Givens, o uso de drogas, a derrota para James “Buster” Douglas, a condenação por estupro e até a mordida na orelha de Evander Holyfield. Em tom sereno, o próprio Tyson procura responder a si mesmo o porquê de suas atitudes, mostrando-se plenamente capaz de uma autocrítica mais profunda.</p>
<p>Eloquente como poucas vezes foi visto, Mike Tyson fala bastante. Sem parar. O tempo inteiro. O filme tem uma hora e meia de duração – bem mais do que os dois minutos que o lutador precisava para encerrar o programa de muita gente, que aguardava ansiosamente a transmissão das lutas na TV.</p>
<p><em>Tyson</em> é exibido ainda na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, no dia 8, no Cine Glória, às 16h e 20h.<strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><br />
</span></span></strong><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"><em></em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"><em>* Eduardo Frota é autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies. </em><br />
</span></p>
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		<title>Midnight Movies #6</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 20:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica de filmes]]></category>

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Big River Man
Por Eduardo Frota *
Bons documentários costumam ter personagens bastante interessantes. Um sujeito que é ex-viciado em jogo, professor de violão flamenco, enólogo nas horas vagas, figurante em filmes de ação, garoto-propaganda e jurado de concurso de beleza já reúne predicados dignos de um filme. Melhor ainda se for um nadador nato, recordista mundial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1496" title="bigriverman" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/bigriverman.jpg" alt="bigriverman" width="326" height="182" /><strong>Big River Man</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Bons documentários costumam ter personagens bastante interessantes. Um sujeito que é ex-viciado em jogo, professor de violão flamenco, enólogo nas horas vagas, figurante em filmes de ação, garoto-propaganda e jurado de concurso de beleza já reúne predicados dignos de um filme. Melhor ainda se for um nadador nato, recordista mundial de grandes travessias. O esloveno Martin Strel é tudo isso, além de já não ser tão jovem, estar acima do peso e não abrir mão de uma cerveja gelada. Em <em>Big River Man</em>, acompanhamos a sua tentativa de nadar toda a extensão do Rio Amazonas.</p>
<p>Antes de mergulhar na aventura de Strel, as câmeras tentam enquadrar quem realmente ele é. Um esloveno famoso em sua cidade natal e que goza de certo prestígio entre chefes de estado e políticos influentes. Quase sempre calado e com um largo sorriso no rosto, o nadador é saudado por onde quer que passe. Não é multado quando estaciona em local proibido e nem é importunado pela polícia quando dirige embriagado. Tem contratos vitalícios para frequentar um moderno parque aquático e dirigir um carro importado. <span id="more-1495"></span></p>
<p>A notoriedade que Strel possui não foi construída da noite para o dia. Com braçadas fortes, nadou os rios Danúbio, Mississipi e até o poluído Yangtzé, em jornadas que duravam cerca de dois meses. O motivo, alegava, era chamar a atenção das pessoas para as causas ambientais. O Amazonas foi escolhido justamente por esse motivo. Porém, muito mais do que a longa extensão do rio, Strel precisaria enfrentar obstáculos perigosos, como jacarés, jiboias, piranhas e insetos.</p>
<p>O filme se torna mais denso e interessante quando o espectador percebe que nem ao mesmo a equipe que acompanha Strel sabe quem ele realmente é e quais são os verdadeiros motivos que o levam a arriscar a vida nadando. Muito mais do que uma aventura aquática, a travessia do Rio Amazonas se transforma em uma jornada de grandes proporções, guardando surpresas &#8211; nem sempre agradáveis &#8211; para todos que embarcaram nela.</p>
<p><em>Big River Man</em> entra para o seleto hall dos grandes documentários que extrapolam os limites do argumento. Filmes que deixam as lentes abertas para humanizar os personagens. Exatamente como acontece em <em>O homem-urso</em> e <em>The Devil and Daniel Johnston</em>, excelentes exemplos de como superar as expectativas do espectador que procura no documental um cinema de linguagem diferenciada.</p>
<p><em>Big River Man</em> será exibido ainda na mostra Midnight Movies, no Festival do Rio, no dia 05, no Cine Glória, às 16h e às 20h; e dia 8, no Estação Ipanema 1, às 22h.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies.</em></p>
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		<title>Midnight Movies #5</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 20:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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American Boy: O retrato de Steven Prince
Por Eduardo Frota *
Em 1978, Martin Scorsese decidiu filmar American Boy: o retrato de Steven Prince, uma conversa franca com o ator e amigo, que dois anos antes interpretou o negociador de armas Easy Andy em Taxi Driver. Durante mais de 12 estafantes horas de gravação, Prince contou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="banner_cocolaboracoes1" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes1.png" alt="banner_cocolaboracoes1" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1493" title="prince" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prince.jpg" alt="prince" width="250" height="138" /><strong>American Boy: O retrato de Steven Prince</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Em 1978, Martin Scorsese decidiu filmar <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, uma conversa franca com o ator e amigo, que dois anos antes interpretou o negociador de armas Easy Andy em <em>Taxi Driver</em>. Durante mais de 12 estafantes horas de gravação, Prince contou com riqueza de detalhes uma série de histórias. Algumas engraçadas, outras bizarras. Na época, o filme não teve ampla distribuição e acabou caindo no esquecimento, tornando-se uma raridade apreciada e conhecida por poucos cineastas e cinéfilos. </p>
<p>Prince era viciado em heroína e levava uma vida cheia de excessos. Porém, era também um exímio contador de histórias.<span id="more-1492"></span> Em <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, ele incorpora diversos personagens e torna as narrativas ainda mais interessantes. É preciso ter o dom da oratória para prender o espectador, que acaba virando um ouvinte, durante todos os 50 minutos de projeção. Suas histórias são tão loucas, incríveis e famosas, que inspiraram sequências cinematográficas inesquecíveis, como a célebre cena de <em>Pulp Fiction</em> em que John Travolta aplica uma injeção de adrenalina em Uma Thurman.</p>
<p>Scorsese teve apenas o trabalho de escolher a melhor forma de montar o documentário, inserindo algumas poucas imagens de arquivo. O resto é com o verborrágico e performático Prince, que é capaz de arrancar risos e provocar desconfiança ao mesmo tempo.</p>
<p>Mais de três décadas depois de <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>, uma nova geração foi atrás de Prince para recolher as memórias não apenas de seu atribulado passado, mas também dos bastidores das filmagens com Scorsese. Em <em>American Prince</em>, o diretor Tommy Pallotta usa a mesma estrutura do documentário de 1978, mantendo o personagem em foco novamente por 50 minutos. O ex-ator, atualmente um empreiteiro, fala com a mesma desenvoltura de outrora sobre a indústria cinematográfica da qual fez parte durante alguns anos.</p>
<p><em>American Prince</em> e <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em> são mostrados em sequência para o público do Festival do Rio. Uma excelente oportunidade para conhecer uma figura ímpar, cuja atuação em <em>Taxi Driver</em> não chega a despertar tanta curiosidade – mas que tem um roteiro de vida tão interessante quanto o do filme. Se é tudo verdade ou mentira, não cabe ao espectador julgar. O próprio Prince diz que todos passam por situações insólitas na vida. O que o difere dos outros é a maneira como ele as encara.</p>
<p><em>American Prince</em> e <em>American Boy: o retrato de Steven Prince</em>  serão ainda exibidos na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, no dia 6, no Cine Glória, às 16h e 20h;  dia 7, no Instituto Moreira Salles, às 15h15; dia 8, no Espaço de Cinema 2, às 16h30 e 23h30. </p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank"><em>Cinefilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a mostra Midnight Movies.</em></p>
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		<title>Midnight Movies #4</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 04:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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 The Yes Men fix the world

Por Eduardo Frota *
É difícil tentar rotular o trabalho dos Yes Men. Trata-se de um grupo de ativistas que, ao mesmo tempo, é também um coletivo de artistas. Preocupados com questões sociais e ambientais, usam todo o talento para pregar peças contra as grandes corporações. Fazendo-se passar por assessores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1476" title="yesmen" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/yesmen.jpg" alt="yesmen" width="253" height="127" /> <strong>The Yes Men fix the world<br />
</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em><br />
É difícil tentar rotular o trabalho dos Yes Men. Trata-se de um grupo de ativistas que, ao mesmo tempo, é também um coletivo de artistas. Preocupados com questões sociais e ambientais, usam todo o talento para pregar peças contra as grandes corporações. Fazendo-se passar por assessores e porta-vozes, dão declarações falsas que colocam a ética do mercado em cheque. Por isso, não medem esforços para surpreender o mundo com intervenções que ora debocham, ora chocam, ora ridicularizam.</p>
<p>Em <em>The Yes Men fix the world</em>, segundo longa do grupo, a farsa já começa nos créditos. A dupla de protagonistas impostores, que atendem pelo nome de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno, na verdade é formada por Jacques Servin e Igor Vamos. O filme conta com um punhado de pegadinhas hilárias e muito bem boladas, que deixaram empresários, investidores e até mesmo a imprensa de cabelos em pé. Como, por exemplo, quando Andy se faz passar por um porta-voz de uma companhia química responsável por um acidente tóxico de grandes proporções na Índia, há 20 anos. Ao vivo, na BBC, declara para milhares de espectadores que a companhia vai fazer uma doação milionária para acudir as vítimas.</p>
<p>Um dos diretores do filme, Kurt Engfehr, é produtor de Michael Moore. Sendo assim, muita gente vai de cara compará-los. Porém, a dupla se diferencia justamente no tipo de abordagem que faz. Enquanto Moore procura brechas no sistema para deixar às claras as contradições, os Yes Men armam uma encenação para deixar claro o porquê das grandes corporações não tomarem as atitudes corretas, com medo das diretrizes do mesmo sistema e protegendo-se de uma redução nos lucros.</p>
<p>Um dos grandes atrativos do filme é a performance da dupla Andy e Mike, que são excelentes atores. Apesar de ser um documentário, <em>The Yes Men fix the world</em> tem inserções cômicas que transformam a narrativa em uma deliciosa comédia. Testar os limites do contraditório comportamento humano não é tarefa simples. Trabalha-se, inevitavelmente, com a imprevisibilidade – e é dela que surgem momentos de extremo sarcasmo e escárnio. É divertido ver gente que se acha esperta caindo em contradição ou comprando idéias estapafúrdias.</p>
<p>A última sessão de <em>The Yes Men fix the world</em> no Festival do Rio, infelizmente, já aconteceu. E pelos risos rasgados e gargalhadas descontroladas, o filme agradou bastante ao público. Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho dos Yes Men, pode acessar o site <a href="http://www.theyesmen.org" target="_blank">www.theyesmen.org</a>.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog <a href="http://www.cinefiloeu.com/" target="_blank">Cinéfilo, Eu?</a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir o Midnight Movies</em></p>
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		<title>Midnight Movies #3</title>
		<link>http://www.mcorporation.com.br/midnight-movies-3-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 11:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#cocolaboracoes]]></category>
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Matadores de vampiras lésbicas
Por Eduardo Frota *
Dois amigos se reuniram para pensar no nome mais estapafúrdio, e ainda assim atraente, para um filme B. Após algum tempo discutindo, chegaram a um consenso. Somente depois começaram a escrever o roteiro de Matadores de vampiras lésbicas, que rapidamente ganhou notoriedade no underground europeu &#8211; e talvez o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1467" title="vampiras-lesbicas" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/vampiras-lesbicas.jpg" alt="vampiras-lesbicas" width="269" height="179" /><strong>Matadores de vampiras lésbicas</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Dois amigos se reuniram para pensar no nome mais estapafúrdio, e ainda assim atraente, para um filme B. Após algum tempo discutindo, chegaram a um consenso. Somente depois começaram a escrever o roteiro de <em>Matadores de vampiras lésbicas</em>, que rapidamente ganhou notoriedade no underground europeu &#8211; e talvez o título mais absurdo da mostra Midnight Movies.</p>
<p>O interessante, porém, é que a produção tem lá um certo capricho que a impede de ser classificada simplesmente como um trash movie, apesar do argumento beber na fonte de clássicos do sexploitation. Vampirismo e lesbianismo são dois assuntos que sempre chamaram a atenção do público masculino nas telas de cinema. Impossível não citar, por exemplo, o clássico <em>Vampiros lesbos</em>, do diretor espanhol Jesus Franco. Lançado em 1971, o filme conta a história de uma advogada que tem sonhos eróticos com uma misteriosa mulher, que mais tarde descobre ser uma vampira lésbica.</p>
<p>Aliás, Franco era um mestre dos títulos bizarros e atraentes: <em>Macumba sexual</em>, <em>Orgasmo perverso</em> e <em>Sexo canibal</em> são algumas das obras que constam no currículo do controverso realizador. Todas contêm forte dose de erotismo e violência, com roteiros de baixo orçamento que misturam os mitos femininos com os fetiches masculinos.</p>
<p>Por ser uma produção inglesa, <em>Matadores de vampiras lésbicas</em> tem diferenças acentuadas em relação aos filmes baratos que se aventuraram pelo gênero. Em primeiro lugar, a edição e a fotografia são bastante caprichadas. A primeira sequência, que dá conta da maldição vampiresca, ambientada séculos atrás, é impecável. Outra diferença gritante são as belas e desinibidas moçoilas que desfilam sensualmente pela película. Ao invés das turbinadas e siliconadas estadunidenses, somos agraciados por britânicas com manequins na medida certa.</p>
<p>Entretanto, quem for conferir <em>Matadores de vampiras lésbicas</em> esperando cenas picantes pode quebrar a cara. Tem beijinhos e peitinhos entre meninas, mas nada que se caracterize como atentado ao pudor. Quem estiver atrás de sustos também pode se decepcionar. Mas quem for fã do refinado humor britânico e quiser realmente dar boas gargalhadas, inclusive com um desfecho absurdamente debochado, vai simplesmente adorar o filme!</p>
<p><em>Matadores de vampiras lésbicas </em>é exibido no Midnight Movies, do Festival do Rio, nos dias 1/10, às 17h, no Espaço de Cinema 2; 1/10, às 23h30, no Espaço de Cinema 2; 3/10, às 16h30, no Roxy 3; 3/10, às 21:30, no Roxy 3; 5/10, às 16hh30, no Cinemark Downtown 1; 5/10, às 21h30, no Cinemark Downtown 1.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a><em> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir o Midnight Movies. </em></p>
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		<title>Midnight Movies #2</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 18:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da M...</dc:creator>
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Hair India
Por Eduardo Frota *
Como o próprio título sugere, Hair India é um documentário sobre cabelo. Mais ainda, é um filme sobre o que as madeixas representam para pessoas de diferentes partes do mundo, de crenças e condições sociais completamente distintas. Com uma câmera-testemunha, os diretores procuram entender o que se passa na cabeça daqueles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="banner_cocolaboracoes" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2008/07/banner_cocolaboracoes.png" alt="banner_cocolaboracoes" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1462" title="hair_india" src="http://www.mcorporation.com.br/wp-content/uploads/2009/09/hair_india.jpg" alt="hair_india" width="269" height="151" /></p>
<p><strong>Hair India</strong></p>
<p><em>Por Eduardo Frota *</em></p>
<p>Como o próprio título sugere, <em>Hair India</em> é um documentário sobre cabelo. Mais ainda, é um filme sobre o que as madeixas representam para pessoas de diferentes partes do mundo, de crenças e condições sociais completamente distintas. Com uma câmera-testemunha, os diretores procuram entender o que se passa na cabeça daqueles que sustentam o bizarro mercado de apliques capilares, produzidos a partir de cabelo humano descartado em cerimônias religiosas. O argumento funciona como uma espécie de denúncia. O espectador observa como uma lógica de mercado perversa consegue transformar a fé de uma cultura milenar em um lucrativo negócio.  <span id="more-1461"></span></p>
<p>A elite indiana, alienada e afogada em referências estéticas ocidentais desde a abertura econômica do país, no início da década de 90, consome freneticamente as tendências que chegam, principalmente, dos artistas estadunidenses. Uma das personagens de <em>Hair India</em> é a editora de uma revista de moda local, cuja vida mudou no dia em que viu um videoclipe da Madonna pela primeira vez. Convencida de que cabelos compridos são necessários, resolve colocar na cabeça um aplique capilar de uma famosa marca italiana. O produto precisa ser importado. A matéria-prima, no entanto, é coletada a alguns metros de distância do seu suntuoso apartamento, do outro lado da linha vergonhosa que divide a Bombaim moderna da miserável. </p>
<p>No outro extremo, peregrinos empobrecidos, agarrados à fé em busca de uma vida melhor, ofertam os cabelos aos deuses em busca de curas e milagres. O diretor do templo onde o ritual acontece leiloa a matéria-prima. Um negociante local compra quilos de cabelo por cerca de US$ 500 e os repassa ao dono da empresa italiana de apliques, que vende o produto para mulheres do mundo inteiro por cifras que podem chegar a US$ 4 mil. O mais chocante é que crianças, velhos, homens e mulheres recém-carecas não têm a menor ideia do que é feito com seus fios de cabelo.</p>
<p>O roteiro funciona ao deixar virem à tona, paulatinamente, as contradições que cercam o argumento. Por isso, ao fim do filme, cenas que poderiam passar despercebidas como mero ritual de costumes, feito os da novela das oito, ganham força descomunal.</p>
<p><em>Hair India</em> é exibido na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, nos dias 28/09, às 17h30, no Estação Botafogo 3; 28/09, às 21h30, no Estação Botafogo 3; 3/10; 23h30; Estação Botafogo 3.</p>
<p><em>* Eduardo Frota é autor do blog </em><a href="http://www.cinefiloeu.com" target="_blank"><em>Cinéfilo, Eu?</em></a> e foi credenciado pela M&#8230; para cobrir a Midnight Movies</p>
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