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Você é babaca?...

setembro 3, 2010
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Por Odisseu Kapyn (@ulissesmattos)

É difícil alguém lhe dizer verdades cruéis. Há coisas ruins sobre você que nem seu melhor amigo, nem um inimigo lhe contam por razões distintas. O amigo quer poupá-lo de uma situação constrangedora, enquanto o inimigo prefere que você continue sendo ridicularizado. É muito raro alguém chegar para você e lhe dar um toque sincero. Coisa do tipo “Cara, me desculpa, mas você tem mau hálito”. Ou “Rapaz, você precisa cuidar da sua caspa”. Ou então “Meu irmão, você tem um cecê horrível”. Ou ainda “Sabia que você fica ridícula com essa roupa?”. Ou “Querida, você dança mal à beça e todo mundo repara”. São coisas pessoais demais e que necessitam de um certo convívio para serem notadas por alguém. Mas há coisas ruins sobre você que ninguém precisa conhecê-lo muito para diagnosticar. Você pode descobrir agora mesmo, por exemplo, se você é um babaca. Basta ver se você usa algumas frases e brincadeirinhas mais do que batidas em algumas situações recorrentes de nosso cotidiano. É fácil. Faça o teste:

- Alguém deixa cair alguma coisa no chão e causou um enorme ruído. Se você é o primeiro a gritar “caiu um lenço”, você é um babaca. É, sim. Vai por mim. Ninguém acha mais graça disso. Ninguém vai pensar “Caiu um lenço? Mas lenço não faz barulho ao atingir o solo! Peraí! Isso é uma ironia! Que engraçado. Esse cara tem um grande senso de humor e uma incrível capacidade de improviso”. É triste, mas ninguém mesmo pensa isso quando você grita “caiu um lenço”. E quem ri, só o faz para não deixá-lo sem graça.

- 29 de outubro de 2001. Alguém lhe pergunta “Hoje é 28?” e você responde “Não. Hoje são 29″. Amigo, muita gente sabe que na norma culta do português o correto é dizer “Hoje são 29″ ou “Hoje é dia 29″. Mas essas mesmas pessoas quando falam “Hoje é 29″ consideram que a palavra “dia” está implícita na frase. Quando você tenta corrigir alguém, não está mostrando sua cultura, apenas revela que você é babaca.

- Almoço em grupo. Mesa retangular. Um de seus colegas, o Reginaldo, se senta numa das pontas da mesa. A primeira coisa que você diz é “O Reginaldo vai pagar a conta!”. Você é babaca. Deve ser difícil para você acreditar, mas ninguém pensa “Esse cara é demais! De o­nde ele tirou essa? Será que o Reginaldo vai achar mesmo que vai ter que pagar a conta? Será que o Reginaldo vai querer mudar de lugar para não pagar a conta? Há, há, há! Só quero ver”. Pois é, parceiro. Ninguém acha isso. Talvez tenha funcionado na primeira vez que alguém falou. Mas já está na hora de deixar essa brincadeira para o passado e deixar de ser babaca.

- Início da madrugada. 1h16 A.M. Alguém lhe diz. “Cara, amanhã vou acordar às 7h”. Você se apressa em dizer “Amanhã não. Hoje!” Meu caro, seu amigo não vai pensar “Caramba! Como esse cara tem um raciocínio rápido. Seu cérebro já processou várias informações colhidas e chegou à conclusão de que na verdade eu estou me referindo a um dia que já chegou, pois é mais de meia-noite! Ainda bem que ele me corrigiu, senão eu ia acordar às 7h do dia errado!”. Nada disso. Seu amigo vai mesmo é pensar “Gosto dele, mas é um babaca às vezes”.

- Seu colega chegou mais tarde no trabalho e resolveu almoça em casa ou num lugar que serve uma refeição melhor do que a porcaria do bandejão do seu emprego. Quando ele chega ao local de trabalho, você o convida para almoçar e ele lhe esclarece que já almoçou.

É quando você, ágil como um sapo apanhando uma mosca varejeira, solta a frase “então você já veio comido?”. Babaca, babaca, babaca. Esta frase não é tão desgastada como as outras, mas seu uso indiscriminado já a tornou banal e sem eficácia nenhuma. Seu colega não vai pensar “E agora? O que respondo? Será que se eu disser sim ele vai achar que fui possuído por outro ser do sexo masculino? E se eu disser que não, terei que almoçar de novo? Ah, ele deve só estar brincando. É um brincalhão”. Ilusão, pura ilusão. Ele vai até dar um risinho, para não constrangê-lo, mas vai mesmo é achar que você é um babaca.

Outros indícios de que você está começando a se tornar um babaca:

- Quando as pessoas estão cantando parabéns, você tenta embolar a cantoria, gritando os versos do início da música, enquanto todos já estão no meio da canção.

- Você faz uma observação sobre uma possível futura emissão de gases para alguém que está comendo repolho e ovos.

- Você tenta sacanear todo mundo no dia 1º de abril.

- Você fica rindo quando um homem diz que tem 24 anos, aludindo ao número do veado no jogo do bicho.

- Você faz alguma piada quando alguém diz que é do signo de virgem.

- Uma mulher diz que está “de saco cheio” e você diz que isso não é possível porque ela não tem saco.

Esses são sintomas mais brandos. Mas fique atento. A qualquer hora você pode se transformar num babaquinha.

Odisseu Kapyn / Ulisses Mattos

Texto publicado originalmente no site Cocadaboa.com, em outubro de 2001.

A verdade sobre Lost...

junho 1, 2010
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Por @UlissesMattos

Depois da exibição do último episódio de Lost, muitos fãs se decepcionaram com a explicação “espiritual” para a realidade paralela, que não seguia o caminho científico sugerido pelas viagens no tempo e outros fenômenos apresentados na série. Isso sem contar aqueles que protestaram pela falta de respostas claras para tantos mistérios surgidos ao longo de seis temporadas. Mas toda a confusão foi inútil. Nada foi realmente definido com o episódio que vimos. É o que nos conta uma pessoa que sabe tudo sobre a história narrada em Lost. Ele, que é o único com consciência total sobre os caminhos sugeridos e percorridos pela trama, nos traz a impressionante verdade. Com vocês, a entrevista mais chocante dos últimos tempos:

Por que o senhor demorou tanto tempo para se pronunciar?

Estava esperando a poeira baixar, brotha. Estava todo mundo muito exaltado, muita gente nervosa por pouca coisa e pelos motivos errados.

Motivos errados? O senhor defende o episódio final de Lost?

Não é que eu defenda. É que aquilo que os telespectadores viram não foi exatamente o final.

Como assim, senhor Desmond?

Brotha, você e todos os que acompanharam nossa história já devem saber que eu tenho conhecimento de diferentes realidades, não só no continuum espaço-tempo que vocês estão vivendo. Pelo que entendi, o encerramento de nossa história foi mostrado a vocês como se estivéssemos todos mortos, como se tudo que nós vivemos depois de matar o Homem de Preto não tivesse importância, já que depois de alguns séculos todos estariam mesmo falecidos.

Sim, foi exatamente isso que nós vimos. Não é assim que a história acaba?

Não, brotha. Aquele final é o da cabeça de Carlton Cuse e Damon Lindelof! Você acha mesmo que, quando eu voltei para a ilha e fui exposto a campos eletromagnéticos, eu entrava em contato com o além? Eu não sou médium!

Então, como você soube desse tal encontro dos seus amigos em uma vida após a morte?

Simples. Em uma das realidades que surgiram depois que a bomba de hidrogênio foi detonada, nossa história seria apenas uma série de televisão. Naquela realidade, os roteiristas que escreviam o programa decidiram fechar a trama daquele jeito. Aliás, essa foi uma das realidades paralelas mais tolas que existiram, devo admitir. Na verdade, nossas vidas se tornaram muito maiores do que a mente de roteiristas poderia conceber ou ser capaz de narrar.

Um momento! Você está dizendo que quando a bomba foi detonada, realmente foi gerada uma nova realidade? Ou melhor, várias delas?

Não é impressionante? Foi isso mesmo. Ou talvez elas já existissem sempre e a detonação da bomba me fez ter acesso a todas, sei lá. Acho que nem o Faraday sabe explicar direito. Ele tentou nos esclarecer com uma tal de “Teoria das Cordas”, mas o Locke ficou meio traumatizado com essa coisa de enforcamento com corda e não quis que ele falasse mais nada.

Mas Locke e Faraday estão vivos?

Pode-se dizer que sim. Na maior parte das realidades criadas eles sobreviveram com o advento da explosão da bomba. Olha, é tudo confuso demais. Só posso dizer que levamos muito tempo para fazer com que tudo voltasse a existir em uma só linha temporal.

Como foi isso? Foi através da água mágica, que fez Jacob, Jack e Hugo serem imortais?

Não! Foi através da roda que movia a ilha de lugar. Foi uma gambiarra que fizemos lá depois. Não vou explicar agora, mas envolve ursos polares. Por isso a roda era congelada. Mas realmente não tem nada de mágica, brotha! Da forma como tudo foi contado, a impressão que vocês tiveram foi errada. Não houve nada sobrenatural, tem tudo a ver com fenômenos gerados pela energia da ilha. Aqueles simbolismos todos foram coisas criadas pela “mãe” do Jacob e perpetuada por ele depois. Tudo liturgia dos antigos, amigo. Com o tempo, Hurley e Ben foram entendendo tudo.

Poxa, que alívio. Essa coisa de magia tinha acabado com a magia de Lost.

Hahaha! Eu também não gostava dessas coisas, brotha! Me incomodou achar que estávamos vivendo uma história de vodu, poções mágicas e coisas assim. O problema é que Jacob era um sujeito muito místico e foi influenciado por algumas pessoas que foram chegando à ilha, construindo estátuas aleijadas e outras doideiras. Problema de criação, com certeza.

Mas ainda há muitas coisas que não entendemos, Desmond.

Já ouvi uma frase sábia sobre essa série. “Lost é igual mulher. Se tentar entender muito, perde a graça!”. Hahaha.

Besteira. Não é hora de piadas. Lost é algo sério! Mexeu com a vida de muita gente!

Pois não deveria! A vida de ninguém pode ser tão importante assim para os outros. Aliás, me incomodava saber que tinha tanta gente assim nos vendo. Parecia que estávamos na Ilha de Caras.

Mas precisamos de algumas respostas…

Sei, sei. Tipo “como o casal de coreanos não comeu o cachorro assim que chegou à ilha com fome”, né?

É sério, Desmond! Existem mistérios a serem resolvidos…

Brotha, eu também fiquei sem saber se a Charlotte era ruiva natural. Quem dera tentar descobrir, mas sempre fui fiel à Penny.

Desmond, é importante sua presença aqui para revelar coisas essenciais! Que história é essa da Eloise saber tanto sobre o tempo, quem era a romana que cuidou do Jacob e do irmão, como aqueles números são relacionados a tantas coisas, por que o bebê da Claire tinha que ser doado, por que Sayid ficou meio zumbi…

Sim, sim… E por que Locke foi curado da paralisia nas pernas, mas não da calvície? Brotha, teve muito mais coisas que vocês não viram acontecendo que dever ser mostrado.

Por exemplo?

Como foi a vida de Richard Alpert depois que saiu da ilha e começou a envelhecer? Rapaz, vou te dizer que o delineador de olhos foi só o começo… E a vida bandida que Sawyer e Kate acabaram levando, devido a uma sucessão de mal-entendidos? Olha, nem Bonnie e Clyde ficaram tão famosos. E o drama de Claire com o filho que não quer aceitar uma louca como mãe? E as aventuras de Lapidus como piloto de traficantes de drogas? O que dizer das arrepiantes histórias sobrenaturais vividas pelo detetive do outro mundo, o fabuloso Sr. Miles? E a inspiradora amizade entre Hurley e Ben em uma ilha misteriosa? Não quer saber sobre isso tudo?

Sim! Sim! Sim!

Então aguarde os spin-offs! Comédia, policial, melodrama, aventura, suspense, drama… Tudo isso pode virar vários seriados pra TV, ou filmes para o cinema, livros ou mesmo games. Quem sabe assim todos os mistérios possam ser esclarecidos, hein? Hein? Que tal? E eu posso ser o narrador disso tudo! Gostou da idéia, brotha? Se gostou, por que esperar empresas tocarem isso? Por que as pessoas não passam a escrever essas histórias?

Hummm… Então você está à procura de candidatos!

Não viaja, brotha. É só uma idéia. Qualquer um pode fazer. Agora, com licença. Tenho que pegar meu barco e ir embora. Veja aqui a foto dele.

Ei, que nome estranho é esse que você escreveu nele? “Pussycat Boat”?

Ah, sim. É uma piadinha que meus amigos sugeriram. É uma brincadeira com “Not-pennis boat”. Mas é muito complexa para você entender. Pede para o Faraday explicar se ele aparecer aqui. Adeus, brotha!

Disque Bornay...

fevereiro 10, 2010
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Por Ulisses Mattos

Clóvis Bornay foi um dos nomes mais famosos do carnaval. Museólogo e carnavalesco, Clóvis era considerado um verdadeiro gênio na arte de criar fantasias, a ponto de ser declarado hors-concours nos desfiles de que participava, já que quase sempre vencia o concurso quando subia na passarela com seus trajes exuberantes. Ele morreu em 2005, aos 89 anos, e causou comoção. Seu rosto e sua voz eram conhecidos por milhares de pessoas, mas poucos o conheceram melhor que Ed, em quem Clóvis nunca pôs os olhos. Foi apenas por telefone que os dois conversaram durante 16 anos. Os bate-papos, que rolavam a qualquer hora do dia, mesmo de madrugada, começavam com Clóvis sempre sendo amável, mas terminavam aos palavrões, com Ed sendo xingado. Por quê? Ah, sim. Faltou dizer que essas ligações eram trotes. Sim, Ed passou 16 anos mandando trotes para Clóvis Bornay.

Ed é um redator publicitário que atende também pelo nome de Edberto Dutra. É pelo apelido que ele é mais conhecido e comentado. É, comentado mesmo. Existe até uma comunidade no Orkut com o nome “Eu conheço o Ed”, na qual as pessoas debatem sobre as maluquices do sujeito. (mais…)

Analista de Twittess – R...

fevereiro 1, 2010
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Nosso analista de Twittess, Nigel Goodman, ficou um tempo sem enviar relatórios, pois disse que Dona Tessália não estava fazendo nada de importante no BBB10. Mas eis que de uma só vez a menina protagoniza uma suposta cena de sexo oral e, de quebra, vai parar no paredão. É claro que nosso analista enviou um relatório urgentemente.  Confiram:

Chegou a Terceira Semana

Chegou a terceira semana. Role a barrinha para baixo e leia o que foi que eu escrevi. Mãe Diná que me contou. Tessália na terceira semana. Eu disse e agora os planetas estão se alinhando.  Será que vai acontecer?

Vamos rapidamente mostrar a trajetória da nossa amiguinha no programa para tentar entender o que colocou a garota onde ela está hoje.

A mente da menina sofreu com a cicatriz do primeiro paredão? Mas espera, ela estava no primeiro paredão? Não, mas ela recebeu um voto do nosso DiCesar. Ah o voto do DiCesar! Olhou nos olhos da morte, praticamente. Qual a tua resposta Tessália? “EU VOU JOGAR BONITO”.  Então joga, minha filha.

O jogo de Twitess é cheio de estratégia. Vamos analizar. Na primeira semana, ela se aproximou do Serginho, da Lia e do Alf. Na terceira semana, a Lia votou nela como líder e o Serginho apoiou.

Tessália, você está perdendo seus amigos. Qual a sua estratégia? Não sei. “Vou chupar um piru! Nhom nhom nhom nhom”.

Sério, amigos. Bebeu água da torneira e nem pra escovar os dentes depois.

Nesse momento de carinhos debaixo do edredom, foi quando Alex, coitado, que no início teve seus momentos com a menina e deixou todos nós acreditando que poderia rolar alguma coisa entre eles, entrou no quarto. Alex entrou e viu o que perdeu. Porque eu sei, você sabe e o Alex sabe que ele não ganha o milhão e meio, mas uma chupadinha ele podia ter desenrolado.

Alex entrou no quarto e deu uma andada lá dentro. Durante a felação, Alex? Taradão.

Vamos ver como a coisa se desdobra. Será que o público se vende por um boquete? Vamos lá, Twittess.

Nigel Goodman

Analista de Twittess

Analista de Twittess – R...

janeiro 20, 2010
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Nosso analista de Twittess, Nigel Goodman, entregou mais um relatório sobre a popstar do Twitter no BBB10. Segundo o profissional, a musa dos 140 toques não tá nada bem…  Acompanhem a análise:

Como morrer em um incêndio

E não é que Tessália segue fumando feliz no posto de gasolina?
Chega a ser impressionante como nossa querida menina alia sua falta de carisma à pior estratégia que eu já vi. Highway to hell, amiguinha. Como eu disse antes, o inferno espera ela na terceira semana e parece que ela não conseguirá fugir do seu destino.

Vamos dividir a coluna de hoje em dois assuntos. Os únicos dois assuntos que a chatterbot paranaense sabe conversar. Primeiro, vamos falar de internet e depois, sobre combinar votos.

Prontos para discutir scripts do Twitter?  Se nossa amiguinha Twartess tivesse seguido a mesma estratégia que lhe tornou famosa no Twitter, muito provavelmente estaria melhor. Add sem scrap e sem caô. Se na vida real ela segue milhões de pessoa, na esperança de ser seguida de volta, na casa ela faz o contrário. Não segue ninguém e passa os dias nos braços de Ruivão. Será que vamos ouvir “vou votar na Tessália porque é a pessoa com quem eu menos falo na casa”? Pode ter certeza que sim!

Agora vamos falar de votos. “Em quem você votou? Em quem você acha que Fulano vai votar?”.  E como um monstrinho tenta arrastar os outros para o fogo. Dos BBBs que tentaram seguir o caminho de estrategistas, Twartess é a mais débil. Por quê? Muito simples. Se temos alguma certeza nessa vida é que Marcelo Dourado é algo bizarro. Nada pode ser mais certo que Dourado saindo da casa na primeira oportunidade. É certo. Muitos já falaram que pretendem votar nele. Agora, do nada, no meio de uma conversa sobre internet, Tessália resolveu se aproximar da doce aberração, dizendo para ele chamá-la caso fosse combinar votos.

Isso mesmo! Vamos nos aliar a quem vai perder. Só combinar votos não é o suficiente para cavar a própria cova. Bom vai ser aparecer na Globo combinando votos com o menos popular de todos os participantes. Melhor ainda, aparecer na TV tentando combinar votos com o menos popular, mas ele desconversando. Tem como se queimar mais?

Se antes a melhor chance de Tessália era cair em um paredão com o Dourado, agora deve estar fifityfifity.

Mas eu não comento apenas o que Tessália Sirigueli fez. Eu comento o que ela deveria fazer também. E qual é a sua melhor estratégia? Vamos a ela.

A terceira semana se aproxima. A previsão é que Dourado saia na segunda, contra qualquer pessoa indicada por qualquer líder e, então, Twittess caia na próxima, contra qualquer pessoa indicada pelo líder. A melhor chance para  Tessália é ser indicada pelo líder para o segundo paredão. Apesar das atitudes da menina, ainda acredito que Dourado perca para ela. Twittess vai para o paredão e volta. Aí, na terceira semana, os participantes de bom coração poupam a menina, que vive para morrer um outro dia.

Nigel Goodman

Analista de Twittess

Analista de Twittess...

janeiro 19, 2010
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Em tempos de empresas investindo firme em redes sociais, surgiu a profissão “Analista de Mídias Sociais” e até o cargo júnior do ramo, o “Analista de Twitter”. Pois a M… desce ainda mais nessa área e lança o cargo de “Analista de Twittess”, para acompanhar uma celebridade do microblog em exposição no reality-show mais popular de nosso país. Sim, convocamos um profissional para avaliar a @Twittess no Big Brother Brasil 10, da Rede Globo.

Nem precisamos verificar todos os currículos que recebemos de candidatos à vaga. Um headhunter nos indicou um jovem talento já conhecido na internet, o senhor Nigel Goodman, que também atua no Twitter e choca platéias com seu stand-up comedy nos palcos cariocas.

Com vocês, o primeiro relatório de nosso Analista de Twittess, depois de uma semana de trabalho árduo no BBB10:

#FT Follow Twittess

Primeira semana de BBB10 e eu fui convidado pela grandiosa revista M… para fazer a cobertura de ninguém mais ninguém menos que o bot mais carismático do Twitter. Uma assinatura de PPV e comecei minha empreitada jornalística, no melhor estilo Boris Casoy de ser, para poder falar, mas sem mostrar os dentes.

Como eu disse antes, nosso foco aqui é a Tessália. Não importa que haja dois homossexuais na casa uma lésbica, um cara com três mamilos, um homem chamado Uilliam, uma PM perdendo a linha, dois ex-BBBs, vinhetas trocadas e Pedro Bial. Nós vamos fazer como as câmeras do PPV e focar somente na nossa queria Twittess. Vamos começar com um panorama para você entender o que aconteceu até agora.

Tessália entrou no BBB10 – nossa que emoção! – e rapidamente começou a rolar um clima entre ela e o advogado musculoso. Pareceu que ia morrer fácil, mas o que seria o primeiro romance da casa começou a ficar mais distante à medida que ela foi se aproximando de Ruivão, seu então melhor amiguinho da casa. Como um casal de super-gêmeos, Ruivão foi adiquirindo forma de mala e Twittess, forma de cubo de gelo e não falou com mais ninguém. Grudada no Ruivão pra cima e para baixo, a menina humilde que nasceu no Twitter foi se distanciando de todo mundo na casa.

Seu primeiro movimento errado foi ganhar a inimizade de Gayniac, o grande vilão do Bigbrother, que se utiliza de seus poderes homoafetivos para parecer inofensivo e se aproximar dos competidores menos espertos, e ir aos poucos tomando o controle do programa. Em uma prova do líder no estilo mata-mata,  DiCesar atacou Twittess, que perdeu a compostura, levou para o particular e foi para cima dele com sangue no olho. O evidente abalo emocional da menina fez com que DiCesar jogasse a carta do coitadinho: “Nossa, isso é só um jogo, sem ressentimento, tem que votar em alguém…”.

O antagonismo desses dois não conhece limites e os dois lutam pelo afeto de Serginho. Inicialmente, DiCesar deu um beijinho em Sergio, mas então Twittess se aproximou dele, confundindo a cabeça do garoto, que disse que se fosse hetero ficaria com ela. É, a coisa está ficando cada vez mais difícil para o nosso advogado sarado.

Chegou o paredão e Shiryu na Quinta Casa fez com que a ex-BBB e ex-Miss Brasil imunizasse Dourado, fazendo com que ela mesma fosse para o paredão, e respingando alguns votos na nossa querida amiga Tessália. Vocês imaginam que a proximidade com o paredão deve ter funcionado como uma experiência de quase morte para a menina, que teria percebido a inevitabilidade de ser eliminada já na terceira semana do programa. Mas não. Tessália enlouqueceu e resolveu que se queimaria mais rápido se fosse direto para o inferno. A menina que já havia mostrado uma predisposição para combinar votos daquela maneira bonita, que deixa o telespectador feliz, resolveu que iria separar a casa em dois grupos e começar o jogo ali mesmo.

Agora a casa está dividida em dois grupos, os amigos de Tessália e as pessoas que não vão se queimar fazendo merda na primeira semana.

O futuro se mostra cruel para nossa Tessália. Será que ela vai perceber sua situação delicada a tempo de se salvar da eliminação na terceira semana? Vamos assistir para saber.


Nigel Goodman

Analista de Twittess

Crítica de M…: “S...

janeiro 19, 2010
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Mundo cãozinho

Por Eduardo Frota *

Cachorros sempre foram usados em diversas atividades humanas ao longo da história. De tração para pequenos veículos a farejadores de bandidos, passando por meros animais de companhia. A moda agora é outra: servem para dar lição de vida no cinema. Já está virando rotina.  É o caso de Sempre ao seu lado, produção que traz Richard Gere em mais um papel pífio.

No ano anterior, o chororô ficou por conta de Marley e eu – que levou até mesmo jornalistas às lágrimas durante a cabine de imprensa. Apesar do argumento semelhante (humanos aprendem a ser mais humanos através do comportamento dos cães), Sempre ao seu lado tem diferenças fundamentais no que diz respeito ao conteúdo, mesmo que também proponha, no fim das contas, colocar as glândulas lacrimais dos espectadores para trabalhar. (mais…)

Jurado de morte...

outubro 27, 2009
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A M… está representada no concurso de HQs da Vilania Comics, que faz o conteúdo da Oi Quadrinhos. O editor Ulisses Mattos, fã de quadrinhos, é um dos jurados que vão escolher a história de terror vencedora da disputa.

concurso-terror

O autor terá sua obra publicada no site e ganhará um pacote de livros e revistas de HQ de autores como André Dahmer, também nosso colaborador na revista M…

Midnight Movies #8...

outubro 11, 2009
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blackdynaBlack Dynamite

Por Eduardo Frota *

Ao longo da história do cinema, detetives, policiais e agentes secretos encantaram milhares de espectadores em filmes cheios de ação e aventura. Com tramas que envolviam espionagem internacional, tráfico de drogas e prostituição, apoiados em orçamentos milionários, fizeram bilheteria ao redor do mundo. Porém, perto dos estúdios de Hollywood, um segmento da sociedade se sentia carente de um herói que lutasse por eles na tela grande. O subúrbio das cidades estadunidenses, repleto de talentos artísticos, sentia a necessidade de expressão. Foi então que, no início da década de 70, os filmes conhecidos como blaxploitations ganharam fama entre a comunidade black.

O termo é  uma corruptela de exploitation, gênero que se caracterizava por produções de orçamento humilde, com tramas violentas e recheadas de sexo e drogas. A diferença dos blaxploitations estava  na estética, essencialmente negra. Talento era o que não faltava, principalmente para compor as trilhas sonoras. Trabalhava-se com o que havia de melhor no cenário musical da época, como Quincy Jones, JJ Johnson, Funkadelic, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone e James Brow. Muitos atores consagrados começaram graças ao gênero, como Bill Cosby, Flip Wilson e Richard Pryor.

A produção era tão profícua, que atravessou as ruas do subúrbio e ganhou notoriedade internacional. Personagens como Shaft (o original, de 1971, interpretado por Richard Roundtree) e Coffy (a estonteante Pam Grier) foram sucesso de bilheteria, ditaram tendências e projetaram as carreiras de diretores como Gordon Parks e Jack Hill. Até mesmo filmes de terror foram feitos na época, como o inusitado Blacula, espécie de Drácula com a alma do soul. A moda, a música e o comportamento de toda uma geração estavam impressos na película dos blaxploitations.

Com o tempo, as características estéticas e culturais foram ficando datadas. Porém, se tornaram referência cinematográfica. O modo de se vestir, falar, e atuar permaneceram imortalizados. Em 1997, Quentin Tarantino resgatou a carreira de Pam Grier com o fantástico Jackie Brown, em um reverência ao universo criado pelos blaxploitations.

Black Dynamite é uma sátira perfeita do que foi o gênero. De forma bastante inteligente, exagera exatamente nas características que ficaram datadas, funcionando como uma caricatura dos heróis da década de 70. O cara é sinistro: ex-agente da CIA, temido por todos, praticamente invencível, mestre na arte do kung fu e irresistivelmente atraente. Quando Black Dynamite recebe a notícia da morte do irmão, até a polícia teme o banho de sangue que está por vir. Como num bom roteiro de blaxploitation, é hora da vingança! (mais…)

Midnight Movies #7...

outubro 8, 2009
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mike-tysonTyson

Por Eduardo Frota *

Desde o dia em que se tornou campeão mundial dos pesos-pesados, Mike Tyson ganhou a fama de boxeador mais temido do planeta. No início da década de 90, então no auge da carreira, não demorava mais de um assalto para fazer os adversários beijarem a lona, quase inconscientes. Em Tyson, documentário que abrange grande parte da sua trajetória, o lutador reflete sobre o passado, comenta sobre o presente e arrisca palpites para o futuro. Diante das câmeras, enfrenta o seu maior oponente: ele mesmo.

Criado em um bairro miserável de Nova York, o ex-campeão não tem vergonha de explanar a infância conturbada, nem a época em que cometia pequenos delitos. Com bastante sinceridade, fala sobre a falta de uma boa base familiar e do momento em que, durante uma briga de rua, percebeu que podia socar adversários profissionalmente. Vai às lágrimas, de forma bem estranha, emitindo grunhidos incompreensíveis, quando fala do mentor e treinador Cus D’Amato, que morreu antes de ver o pupilo levantar o cinturão dos pesos-pesados.

Ainda jovem, acostumado a apanhar da vida, Tyson canalizou toda a agressividade que tinha para o ringue. Em pouco tempo se tornou campeão mundial e ganhou notoriedade. Virou até mesmo personagem de videogame. Em Mike Tyson’s Punch-Out, do console Nintendo, era preciso passar por todos os outros personagens para enfrentá-lo. Tarefa quase impossível, não fosse uma sequência de comandos no controle que dava acesso direto à luta. Ainda assim, encaixar um golpe no Tyson do jogo era tarefa árdua. E se o jogador levasse apenas dois socos, era game over.

O documentário mostra a força devastadora com que a fama foi destruindo Mike Tyson, tornando-o cada vez mais agressivo. Envolvido em vários escândalos, o pugilista passou a chamar a atenção fora do ringue. As polêmicas mais escabrosas envolvendo o seu nome estão no filme: o conturbado casamento com a atriz Robin Givens, o uso de drogas, a derrota para James “Buster” Douglas, a condenação por estupro e até a mordida na orelha de Evander Holyfield. Em tom sereno, o próprio Tyson procura responder a si mesmo o porquê de suas atitudes, mostrando-se plenamente capaz de uma autocrítica mais profunda.

Eloquente como poucas vezes foi visto, Mike Tyson fala bastante. Sem parar. O tempo inteiro. O filme tem uma hora e meia de duração – bem mais do que os dois minutos que o lutador precisava para encerrar o programa de muita gente, que aguardava ansiosamente a transmissão das lutas na TV.

Tyson é exibido ainda na mostra Midnight Movies, do Festival do Rio, no dia 8, no Cine Glória, às 16h e 20h.

* Eduardo Frota é autor do blog Cinéfilo, Eu? e foi credenciado pela M… para cobrir a mostra Midnight Movies.

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