Inspirado pelo oba-oba em torno de Obama, Alexandre Paim, da M… Online, fez um texto no qual tenta descobrir quem poderia ser o primeiro presidente negro do Brasil.
A imagem aí de cima, que já roda a internet e está estampada até em camisas (à venda na Cucaracha), é do Sandro Menezes, amigo da M… (fez parte da equipe que nos entrevistou para a Redcafé). Mussum na presidência é realmente um sonho impossível, mas Paim nos apresenta possibilidades interessantes, como Kid Bengala e Seu Jorge:
Valeu, Zumbi
O brasileiro gosta de repetir tudo o que é feito nos EUA. Não tem jeito. Assim como o rock e os shows de stand up comedy, o Brasil sempre testa em seu solo as tendências lançadas pelos americanos. E agora, o novo hype do momento é ter um presidente afro-descendente. Num exercício de especulação, a M… Online aponta os possíveis candidatos a “Obama Brasileiro” :
Pelé
A primeira e mais óbvia aposta, por ser o primeiro negro made in Brazil a ter uma popularidade mundial quase equivalente a do Papa João Paulo II. Como já tem o título extra-oficial de rei, exerceria melhor o seu cargo num regime de monarquia parlamentarista, ganhando a alcunha de “rei da cocada preta”. Pelé teria uma função simbólica e figurativa, pois é mestre em previsões erradas, sendo arriscado um palpite sobre indicadores de crescimento econômico. Se o Pelé disser que a crise econômica não irá atingir o Brasil pode se preparar que vem chumbo grosso. Por isso é necessário um primeiro-ministro, desde que não seja o Galvão Bueno. No caso de corrupção e incompetência administrativa durante o seu reinado, Pelé já ficará automaticamente isento, pois dirá que o culpado não é o Pelé e sim o Edson.
Seu Jorge
O afro-negão mais hype da música brasileira tem tudo para ser um Obama brasileiro. Com prestígio fora do país, atuando inclusive no cinema americano, pode importar outra tradição dos EUA: eleger presidentes e governadores oriundos de Hollywood, como Ronald Regan e Arnold Schwarzenegger. Outro atrativo seria uma poderosa chapa com a cantora Ana Carolina de vice, o que facilitaria bastante numa futura crise de combustíveis, já que teríamos uma vice total flex. Além disso, com Ana Carolina no governo será mais fácil agradar os dois lados, aumentando assim a penetração de Seu Jorge. Pela primeira vez, uma vice “entendida” irá propor um entendimento. Desta forma, o Brasil pode avançar mais que os Estados Unidos no quesito “minorias” no poder, ao eleger, de uma só vez, um negro e uma bissexual. O slogan da campanha já está pronto: “Seu Jorge e Ana Carolina – No dia 15 de outubro, é isso aí”.
Milton Gonçalves
Se fosse fazer um bolão (7) sobre quem seria o primeiro presidente negro americano, o Obama não apareceria no topo da lista, ainda mais se fosse uma pesquisa internacional. O nome mais forte seria Morgan Freeman. Tanto que ele já foi escolhido para o cargo em alguns filmes, sendo o principal deles no filme O Todo-Poderoso, em que fazia o papel de Deus, o que é mais ou menos a mesma coisa que ser presidente dos EUA. Sua função nos filmes é ser o ator afro-descendente mais velho que dá credibilidade à película. E nosso Morgan Freeman brasileiro é o Milton Gonçalves, ator negro e veterano que também impõe respeito, sendo um ator que conduziria muito bem as relações com os Estados Unidos, já que atuou diversas vezes como motorista e fez outras pontas em filmes americanos de todos os tipos. Milton Gonçalves, inclusive, também conduziu Miss Daisy no teatro aqui no Brasil, assim como seu brother Morgan Freeman o fez no cinema. Além disso, Milton acabou de interpretar um político corrupto na novela A favorita, o que o torna apto para atuar na política brasileira. Acredita-se, portanto, que Milton Gonçalves esteja fazendo laboratório e agora saberia roubar muito mais do que a cena.
Gilberto Gil
Possui experiência anterior como ministro e por isso é um nome a se pensar. No entanto, o questionável desempenho no Ministério da Cultura faz com que ele tenha poucas chances de se tornar o novo Obama brasileiro, ainda mais se escolher o Caetano Veloso como vice. Assim como Obama, o ministro Gil também é muito ligado em internet e novas tecnologias, sendo o primeiro artista brasileiro a ter um website oficial. Obama atuou fortemente entre os jovens utilizando-se de redes sociais como o Twitter, um problema para Gilberto Gil, que possui uma rede social limitada a um número restrito de artistas e promoters da Bahia. Caso seja eleito, já tem um pré-requisito muito comum entre presidentes norte-americanos: uma filha que promove escândalos na mídia e provoca vergonha alheia.
Kid Bengala
Foi derrotado nas eleições para vereador em São Paulo, mas nem por isso o velhinho bem dotado deve baixar a cabeça; muito pelo contrário, deve levantá-la. O ator pornô que ostenta um pênis descomunal faria com que o país fosse respeitado internacionalmente, já que o Obama pode ser lenda, mas Kid Bengala é fato. E como não temos poderio bélico, podemos ostentar nossa supremacia fálica, o que é muito melhor, pois armas nada mais são que instrumentos para disfarçar a insegurança de governantes com pênis diminutos. Não só os EUA se curvariam diante de nós: a China, futura maior potência mundial, irá querer negociar de cabeça baixa, humilhada e inferiorizada. Será um político com credibilidade, já que todos os demais candidatos irão mentir ou desconversar sobre o tamanho do pau. Com Kid Bengala, as medidas exatas serão declaradas com transparência e não haverá sobra de campanha. Só vai ficar o saco de fora.
Mussum
Ok. Sei que não é possível. Mussum é uma espécie de Tancredo Neves dos candidatos a Obama brasileiro, pois morreu antes do tempo. Logo agora que é moda ter presidente negro, não temos mais o “Mumu da Mangueira”. Um candidato que reuniria não só a esperança que Tancredo transmitia, como também teria coragem de tomar bem mais medidas que Jânio e Lula juntos. Se houvesse algum escândalo de corrupção em seu governo, não fingiria que nada aconteceu e nem tentaria se pirulitar com a máxima “Quero morrer pretis se alguém roubou alguma coisa no meu governo!”. Já pensou Mussum presidente ? Seria fodis.
(Alexandre Paim)
Eu acho essa imagem ótima.
Enfim, eu não votaria no Kid Bengala, sinceramente, ele não é tão grande para ter esse apelido.
[...] leitor Thales Martins viu o texto de Alexandre Paim, sobre negros brasileiros presidenciáveis, e nos mandou uma observação deveras [...]
[...] – Brazilian Obama. [...]