
Pub O’Malley’s, São Paulo/SP
Por Sidney Luzio *
Época de aniversário é sempre meio estranha. Você começa a avaliar sua vida, quais rumos tomar e, especialmente, o que fazer para que a data não passe em branco. Neste ano, resolvi comemorar com meus amigos em um de meus lugares favoritos na paulicéia, o O’Malley’s, pub irlandês,
localizado próximo à avenida Paulista.
Era uma noite de sábado e, justamente nesse dia, o bar não aceitava reservas. Assim, apesar de ter combinado com meus amigos que as festividades teriam início às 22h, tive que chegar um pouco antes das 20h para guardar uma mesa e ter uma base para receber todos os presentes. Por sorte, tive o prazer de passar esse momento pré-festa com a presença da minha namorada, que pacientemente se prontificou a segurar a mesa comigo.
Aproveitamos o ensejo para fazer uma espécie de esquenta para o evento principal. Pedimos uma porçãozinha, eu já saboreava Jack Colas, uma banda tocava noutro ambiente, tudo corria bem. Até que o primeiro presente da festa resolveu se formar inesperadamente dentro de minhas entranhas.
Eu já conhecia bem aqueles banheiros, inclusive já os havia usado com aquelas segundas intenções. Ainda assim, era hora de olhá-lo com outros olhos e não apenas com o cego.
O banheiro escolhido, o do fundo, próximo à escadaria para as mesas de sinuca, era pequeno, mas suficente para o local. Haviam duas cabines, além de dois ou três mictórios à direita de quem entra. Decorado com lajotas grandes, no chão e nas paredes, não era exatamente novo, contudo estava longe de estar passado.
Apesar de ainda ser cedo e o movimento do bar ainda estar longe da sua capacidade total, o chão apresentava sinais de sujeira. Exceção a isso, o restante do ambiente estava em boas condições de uso. Uma vez sentado, reparei que a porta quase pegava os meus joelhos, o que pode ser um problema para quem tem mais de 1,83 m. O porta papel higiênico, cromado, combinava com a válvula de descarga, mas nem tanto com o cesto de lixo, feito de plástico.
Faltava uma leitura interessante. Uma pena que o cartaz que havia lá ficava afixado logo acima da válvula, na altura dos olhos de quem faz suas coisas de pé, quando todos nós sabemos que nesses casos a leitura funcionaria muito melhor para quem está sentado.
Enquanto realizava meus trabalhos, não pude deixar de perceber o fundo musical, que tocava Whiskey in the jar, do Mettalica. Era o heavy metal dando uma forcinha mais que necessária ao heavy duty que realizava ali. Mal sabia eu que a trilha daria o tom da fanfarrônica celebração que estava por vir, horas mais tarde.
Cocô-tação: 3,5 privadas (máximo de 5 privadas, para as melhores)
* Sidney Luzio, autor do blog Já Caguei Aqui, é nosso Crítico de Merda para banheiros.



















