Nosso crítico de banheiros Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, passou por uma experência meio nervosa no popular (e bota popular nisso) Mercado Central, em Fortaleza.
Em seu último dia de viagem pelo Ceará, Sidney passou aperto ao ter que usar o banheiro da famosa feira local e nos mandou o texto com seu relato:
Mercado Central, Fortaleza/CE
Últimas horas em Fortaleza e eu e meu amigo resolvemos pegar nossas últimas forças e dar uma volta pelo centro da cidade, seguindo algumas dicas de nosso guia do dia anterior. Entre elas, estava a visita ao Mercado Central, lugar onde se encontram todas aquelas quiquilharias hippies e tranqueiras regionais que você leva para seus parentes a preços módicos. Ou então, produtos bem mais caros, literalmente para holandês ver. São quatro andares de lojas e mais lojas, para serem visitadas com tempo e paciência, coisa que já não tínhamos mais naquela altura do campeonato.
Mesmo assim, demos uma chance para o tal mercadão. Visitamos cada um dos andares, à procura de um abridor de coco para o pai do meu amigo e vendo o ambiente geral. Eu, que não estava à procura de nada muito especial, subitamente percebi que precisava procurar algo muito importante: um banheiro.
Após a compra da traquitana e muita camelada, conseguimos, enfim, achar o banheiro. Mesmo com a placa em diversas línguas, o gringo teria que ser corajoso para entrar ali. Não fedia, é verdade. Contudo, era perceptível que o local era utilizado deveras pelos locais, visto que o chão, meio molhado, estava todo sujo.
Ao me deparar com a cabine, mais uma supresa: não havia papel higiênico. O compartimento com o rolo, que deveria estar ali, encontrava-se pendurado na parte de fora, fazendo as vezes de papel-toalha para quem lavava as mãos. Quase pego de calças na mão, tive sair e separar a quantidade necessária para realizar a operação.
E seu eu estivesse numa emergência, estaria realmente perdido. Uma vez lá dentro, tive muita dificuldade para trancar a porta, daquelas de plástico, que insistia em não encaixar corretamente. As paredes, também de plástico, além de não darem a privacidade necessária, eram utilizadas tanto como cinzeiros, como espaço para as já célebres pichações, bem contrastantes, aliás.
Iam do cristão “Jesus te ama” a uma bomba prestes a explodir. Para completar a cena, ainda havia um rodo que, em vez de ser usado para a limpeza do local, estava pendurado de cabeça pra baixo num dos cantos.
Considerando que o Mercado Central foi contruído especialmente para receber turistas, bem que poderiam ter tido um pouco mais de cuidado nos banheiros. De porcaria, já basta as coisas vendidas ali.
Cocô-tação: 1,5 privadas (máximo de 5 privadas, para as melhores)
(Sidney Luzio)























