
Um de nossos especialistas em banheiros, Sidney Luzio, nos envia mais uma crítica de M sobre sua turnê nordestina. Desta vez, ele até gravou imagens do banheiro que encontrou em um barraca no Ceará, com suas cores inapropriadas para um sanitário:
Os tons nervosos, no entanto, eram domados pelo barulho do mar, que deram um toque relaxante ao nosso crítico de M. Leia a descrição de mais uma aventura de Sidney, do blog Já Caguei Aqui, pelos banheiros do Brasil:
Barraca “O Casqueiro” – Canoa Quebrada/CE
Motivos para visitar Canoa Quebrada não faltam. Um lugar onde você encontra belas falésias, dunas monumentais para descer de buggy e tirolesa, além de diversas barracas na areia da praia – praia essa tragada pela maré, que sobe absurdamente horas mais tarde e que parece querer engolir tudo o que estiver pela frente. Entre as diversas barracas, devidamente suspensas para evitar o avanço das águas, está “O Casqueiro”, também conhecida como a “Do Símbolo”, ponto de encontro de nossa excursão.

O símbolo, formado por uma lua e uma estrela, é a marca registrada de Canoa Quebrada. Diz a lenda que um marroquino mandou esculpi-lo numa das falésias para se desculpar com Alá, pela esbórnia que fez naquelas terras durante os fanfarrônicos e alucinógenos anos 60. E o local onde esse ícone havia sido esculpido originalmente fora justamente próximo dessa barraca.
Voltando do passeio de buggy, chegamos com a maré enchendo e o estômago vazio. Assim, entramos na barraca e pedimos uma deliciosa moqueca de arraia, que ficou melhor ainda acompanhada de algumas caipirinhas. Foi nesse momento que me lembrei de que tinha assuntos ainda não totalmente resolvidos desde aquela manhã, na Churrascaria Beberibe. E, após um “De novo?” abismado de meu amigo, fui até o banheiro.

Como praticamente todo o bar, o banheiro também era quase totalmente feito de madeira. Inclusive seu chão, onde logo embaixo dava pra ver e ouvir o mar, que batia fortemente na falésia, logo atrás. Suas paredes, uma vermelha e outra laranja, não traziam exatamente o melhor esquema de cores para quem precisa de tranqüilidade. O papel, daqueles de rolo, também não apresentava grandes novidades.
O movimento da maré constante fez com que tudo fluísse o mais naturamente possível. Na hora da descarga, notei que o vaso era daqueles de caixa d’água, por preocupação ecologicamente correta ou puramente por acaso, devido à impossibilidade de se colocar uma com válvula. Simples, porém limpinho, pude terminar minha missão ali sem maiores delongas.
cocô-tação: 3 privadas (máximo de 5, para as melhores)
(Sidney Luzio)



















