A verdade sobre Lost

Por @UlissesMattos

Depois da exibição do último episódio de Lost, muitos fãs se decepcionaram com a explicação “espiritual” para a realidade paralela, que não seguia o caminho científico sugerido pelas viagens no tempo e outros fenômenos apresentados na série. Isso sem contar aqueles que protestaram pela falta de respostas claras para tantos mistérios surgidos ao longo de seis temporadas. Mas toda a confusão foi inútil. Nada foi realmente definido com o episódio que vimos. É o que nos conta uma pessoa que sabe tudo sobre a história narrada em Lost. Ele, que é o único com consciência total sobre os caminhos sugeridos e percorridos pela trama, nos traz a impressionante verdade. Com vocês, a entrevista mais chocante dos últimos tempos:

Por que o senhor demorou tanto tempo para se pronunciar?

Estava esperando a poeira baixar, brotha. Estava todo mundo muito exaltado, muita gente nervosa por pouca coisa e pelos motivos errados.

Motivos errados? O senhor defende o episódio final de Lost?

Não é que eu defenda. É que aquilo que os telespectadores viram não foi exatamente o final.

Como assim, senhor Desmond?

Brotha, você e todos os que acompanharam nossa história já devem saber que eu tenho conhecimento de diferentes realidades, não só no continuum espaço-tempo que vocês estão vivendo. Pelo que entendi, o encerramento de nossa história foi mostrado a vocês como se estivéssemos todos mortos, como se tudo que nós vivemos depois de matar o Homem de Preto não tivesse importância, já que depois de alguns séculos todos estariam mesmo falecidos.

Sim, foi exatamente isso que nós vimos. Não é assim que a história acaba?

Não, brotha. Aquele final é o da cabeça de Carlton Cuse e Damon Lindelof! Você acha mesmo que, quando eu voltei para a ilha e fui exposto a campos eletromagnéticos, eu entrava em contato com o além? Eu não sou médium!

Então, como você soube desse tal encontro dos seus amigos em uma vida após a morte?

Simples. Em uma das realidades que surgiram depois que a bomba de hidrogênio foi detonada, nossa história seria apenas uma série de televisão. Naquela realidade, os roteiristas que escreviam o programa decidiram fechar a trama daquele jeito. Aliás, essa foi uma das realidades paralelas mais tolas que existiram, devo admitir. Na verdade, nossas vidas se tornaram muito maiores do que a mente de roteiristas poderia conceber ou ser capaz de narrar.

Um momento! Você está dizendo que quando a bomba foi detonada, realmente foi gerada uma nova realidade? Ou melhor, várias delas?

Não é impressionante? Foi isso mesmo. Ou talvez elas já existissem sempre e a detonação da bomba me fez ter acesso a todas, sei lá. Acho que nem o Faraday sabe explicar direito. Ele tentou nos esclarecer com uma tal de “Teoria das Cordas”, mas o Locke ficou meio traumatizado com essa coisa de enforcamento com corda e não quis que ele falasse mais nada.

Mas Locke e Faraday estão vivos?

Pode-se dizer que sim. Na maior parte das realidades criadas eles sobreviveram com o advento da explosão da bomba. Olha, é tudo confuso demais. Só posso dizer que levamos muito tempo para fazer com que tudo voltasse a existir em uma só linha temporal.

Como foi isso? Foi através da água mágica, que fez Jacob, Jack e Hugo serem imortais?

Não! Foi através da roda que movia a ilha de lugar. Foi uma gambiarra que fizemos lá depois. Não vou explicar agora, mas envolve ursos polares. Por isso a roda era congelada. Mas realmente não tem nada de mágica, brotha! Da forma como tudo foi contado, a impressão que vocês tiveram foi errada. Não houve nada sobrenatural, tem tudo a ver com fenômenos gerados pela energia da ilha. Aqueles simbolismos todos foram coisas criadas pela “mãe” do Jacob e perpetuada por ele depois. Tudo liturgia dos antigos, amigo. Com o tempo, Hurley e Ben foram entendendo tudo.

Poxa, que alívio. Essa coisa de magia tinha acabado com a magia de Lost.

Hahaha! Eu também não gostava dessas coisas, brotha! Me incomodou achar que estávamos vivendo uma história de vodu, poções mágicas e coisas assim. O problema é que Jacob era um sujeito muito místico e foi influenciado por algumas pessoas que foram chegando à ilha, construindo estátuas aleijadas e outras doideiras. Problema de criação, com certeza.

Mas ainda há muitas coisas que não entendemos, Desmond.

Já ouvi uma frase sábia sobre essa série. “Lost é igual mulher. Se tentar entender muito, perde a graça!”. Hahaha.

Besteira. Não é hora de piadas. Lost é algo sério! Mexeu com a vida de muita gente!

Pois não deveria! A vida de ninguém pode ser tão importante assim para os outros. Aliás, me incomodava saber que tinha tanta gente assim nos vendo. Parecia que estávamos na Ilha de Caras.

Mas precisamos de algumas respostas…

Sei, sei. Tipo “como o casal de coreanos não comeu o cachorro assim que chegou à ilha com fome”, né?

É sério, Desmond! Existem mistérios a serem resolvidos…

Brotha, eu também fiquei sem saber se a Charlotte era ruiva natural. Quem dera tentar descobrir, mas sempre fui fiel à Penny.

Desmond, é importante sua presença aqui para revelar coisas essenciais! Que história é essa da Eloise saber tanto sobre o tempo, quem era a romana que cuidou do Jacob e do irmão, como aqueles números são relacionados a tantas coisas, por que o bebê da Claire tinha que ser doado, por que Sayid ficou meio zumbi…

Sim, sim… E por que Locke foi curado da paralisia nas pernas, mas não da calvície? Brotha, teve muito mais coisas que vocês não viram acontecendo que dever ser mostrado.

Por exemplo?

Como foi a vida de Richard Alpert depois que saiu da ilha e começou a envelhecer? Rapaz, vou te dizer que o delineador de olhos foi só o começo… E a vida bandida que Sawyer e Kate acabaram levando, devido a uma sucessão de mal-entendidos? Olha, nem Bonnie e Clyde ficaram tão famosos. E o drama de Claire com o filho que não quer aceitar uma louca como mãe? E as aventuras de Lapidus como piloto de traficantes de drogas? O que dizer das arrepiantes histórias sobrenaturais vividas pelo detetive do outro mundo, o fabuloso Sr. Miles? E a inspiradora amizade entre Hurley e Ben em uma ilha misteriosa? Não quer saber sobre isso tudo?

Sim! Sim! Sim!

Então aguarde os spin-offs! Comédia, policial, melodrama, aventura, suspense, drama… Tudo isso pode virar vários seriados pra TV, ou filmes para o cinema, livros ou mesmo games. Quem sabe assim todos os mistérios possam ser esclarecidos, hein? Hein? Que tal? E eu posso ser o narrador disso tudo! Gostou da idéia, brotha? Se gostou, por que esperar empresas tocarem isso? Por que as pessoas não passam a escrever essas histórias?

Hummm… Então você está à procura de candidatos!

Não viaja, brotha. É só uma idéia. Qualquer um pode fazer. Agora, com licença. Tenho que pegar meu barco e ir embora. Veja aqui a foto dele.

Ei, que nome estranho é esse que você escreveu nele? “Pussycat Boat”?

Ah, sim. É uma piadinha que meus amigos sugeriram. É uma brincadeira com “Not-pennis boat”. Mas é muito complexa para você entender. Pede para o Faraday explicar se ele aparecer aqui. Adeus, brotha!

3 Responses So Far... Leave a Reply:

  1. Lucas disse:

    Isso foi simples humor ou tem algo filosofico nesse final ae? (mania de quem assiste Lost xD)

  2. Porco-aranha disse:

    OUASHEUOASHEUOHASEUOHASEUOHASEUO, me mijei de rir com o “Not-pennis boat”.

  3. mirela disse:

    “Not-pennis boat”. foi foda ,,,,,,,,rahei o bico