“Brincar” de literatura com o Twitter não é novidade. Temos como exemplo o escritor americano Matt Stewart, que está publicando no Twitter seu romance The french revolution em cerca de 3.700 posts. Há também o blog Twitteratura, que faz microcontos em 140 toques. E todos já devem ter ouvido falar no Twitterature, que reproduz obras clássicas em até 20 posts do Twitter, em seu estilo peculiar.
Resolvemos lançar uma brincadeira diferente: usar o Twitter como tema, ambiente, tema ou material para contos, poemas, minirroteiros ou seja lá o que for. É o Movimento Twitterário. Chamamos para o projeto alguns nomes que já são usuários pesados do chamado “microblog” e conhecidos por boa parte da twittosfera. Seus textos (ou sabe-se lá o quê) serão publicados aqui e, possivelmente, em seus respectivos blogs.
Já foram confirmados Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enloquece, Pense Nisto; Silvio Lach, desta M… Online; Rosana Hermann, do blog Meu Querido Leitor; Leo Cardoso, em sua manifestação @OCriador; o cantor, ator e jornalista Leo Jaime; Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn, também desta M…, o publicitário Adriano Matos; e Fernanda Lizardo, do blog Sexto Sexo.
Mais nomes chegarão, pois já estamos planejando convidar novos colaboradores. O plano é publicar algo aqui toda quarta-feira, começando esa semana. Então, amanhã, dia 23/9, subimos o primeiro texto, de Silvio Lach: “Amor em tempos de Twitter.
Confiram amanhã.
Porrada de grife
Por Odisseu Kapyn *
Qual é a reação normal de uma pessoa que vê um pitbull vindo em sua direção? Mesmo que o bicho não venha rosnando ou que esteja numa coleira, você passa pelo cachorro bem desconfiado, sabendo que a qualquer hora pode ter sua perna dilacerada. Nada mais natural que você tenha o mesmo comportamento quando fica perto de um sujeito fortinho com uma camisa trazendo o nome de uma academia de jiu-jitsu ao lado de um desenho de um animal violento e uma frase no estilo “o inimigo não pode ficar de pé”.
Há muito se sabe que alguns bandos de jovens deixaram de lado qualquer traço da filosofia oriental pregada nas artes marciais. O que importa é transformar golpes de uma técnica milenar em uma simples ferramenta para se meterem em brigas de turminhas ou darem porrada nos namorados das meninas com quem eles mexem nas boates. A culpa nem é do jiu-jitusu. Poderia ter acontecido com o karatê do Daniel Sam, com o kung-fu do Gafanhoto ou com o aikidô do Steven Seagal.
Mas o escolhido pelos playboyzinhos brigões foi o jiu-jitsu. Por isso é compreensível que alguém espere cenas de grosseria e covardia quando na presença de um cara que faz questão de andar por aí com camisas exaltando a luta em frases carregadas de violência. No entanto, por incrível que pareça, essa desconfiança vem sendo cada vez mais desnecessária. Vou explicar.Uma vez estava no ônibus quando vi um moleque com uma camisa com os dizeres mais ou menos assim: “equipe Porrada, destruindo os fracos”. Já fiquei com um pé atrás com o babaquinha. Mas eis que o garoto cedeu lugar para uma senhora, pediu educadamente ao motorista para que parasse em determinado ponto, agradeceu ao profissional e ainda lhe deu boa-tarde ao saltar do veículo. Como também saltei no mesmo ponto, pude perceber que era um rapaz franzinho, sem o menor jeito de que gosta de briga nem qualquer indício de orelhas inchadas pelo contato com o tatame.
Mais tarde, fiz umas rápidas e superficiais pesquisas e cheguei à conclusão de que boa parte dos garotos que usam essas roupas não têm nem idéia de como se amarra a faixa de um quimono. E se bobear, vão precisar puxar cabelo, morder dedo ou dar chute no saco para conseguir escapar de uma coça. Simplesmente usam roupas que exaltam a agressividade porque estão na moda. Só para não ficarem diferentes do imbecil ao lado. É exatamente como aconteceu com a molecada da década de 80. Na época, só se usava surf wear, ou seja, roupa de surfista.
Você podia ser um suburbano que nunca tocou numa prancha de surfe, mas todo o seu guarda-roupa era composto de marcas como K&K, Pier, Electriclight, OP, Bolt, Atol das Rocas, Rato de Praia, etc. As bermudas eram floridas e as camisas tinham desenhos de gente pegando onda. A garotada não sabia citar o nome de nenhum surfista famoso, mas andava por aí com camisas com frases louvando o surfe, o mar, as ondas e o Havaí. Era até difícil encontrar roupas jovens diferentes disso.
Na verdade, nem sei se isso aconteceu só no Rio de Janeiro. Mas o fato é que aqui era impossível comprar uma simples carteira que não fizesse alguma alusão ao surfe. A não ser que você usasse uma de couro, como só os adultos faziam. Hoje a coisa está bem parecida. Só que no lugar das ondas está a violência. Da mesma forma que a molecada de camisas floridas daquela época não tinha idéia do que é se equilibrar sobre uma prancha, os adolescentes que andam por aí com camisas da marca Bad Boy nem devem saber dar um soco sem machucar o polegar. Apenas compram camisetas com mensagens de violência, com desenhos de buldogues raivosos e academias de jiu-jitsu porque estão na moda.
Só tem um probleminha. Na década de 80, nós não aprendemos a surfar só porque usávamos surf wear. Mas muitos de nós passamos a achar o surfe uma coisa admirável, apesar de todas as piadinhas sobre a falta de articulação de um surfista típico. O que dizer desses jovenzinhos de hoje? Eles vão todos cair na porrada nas boates, mexer com a namorada dos outros, tratar as meninas como se fossem objetos e aprender jiu-jitsu para usar da forma que mataria de vergonha qualquer sábio oriental? Não. Mas vão achar normal quando isso acontecer perto deles? Aposto um soco na cara que vão.
* Odisseu Kapyn é fraco, mas já fez judô (5 anos), karatê (1 mês), taekwondo (5 meses), kung-fu (6 meses) e aikidô (3 meses). Atende no Twitter como @ulissesmattos
Texto publicado no site Cocadaboa, em janeiro de 2003

Já começou a nova viagem @na_kombi. O tema é MODA e conta com três convidadas. Confira os passageiros da semana no nosso perfil coletivo do Twitter:
Fernanda Lizardo (http://twitter.com/fernandalizardo) > Jornalista e escritora, autora do blog Sexto Sexo, que foi finalista na categoria “sexo” no Best Blogs Brazil 2008 e agora concorre ao prêmio Blog Books. (FL)
Bia Granja (http://twitter.com/biagranja) > Jornalista, web-agitadora, co-criadora e editora da antenada revista de diversão digital Pix. (BG)
Harpias (http://twitter.com/harpias) > Biomédica e mestranda em oncologia, integrante do blog Teletube, no qual escreve com o pseudônimo de Gregório Wannabe. (HP)
Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e tem como hobby fazer apresentações de stand-up comedy. (UM)
Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor. (SL)
Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo. (LC)
Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.


Presente de grego
Por Eduardo Frota *
Quando um novo filme de Nia Vardalos entra em cartaz, é certeza de uma comédia romântica cheia de lições tortas sobre o amor em meio aos contrastes contemporâneos das tradições gregas. Em Falando grego, literalmente, a atriz foi longe demais. Pegou um avião para a Grécia e obteve autorização do governo para filmar nas ruínas dos sítios arqueológicos. Por isso mesmo, o título da película em inglês é My life in ruins (“Minha vida em ruínas”, em bom português). E, mais uma vez, Nia Vardalos arruinou um filme.
A moça interpreta Georgia, uma professora de história que resolve tentar a vida na Grécia. Após um corte no orçamento da universidade em que dá aula, ela acaba ficando desempregada e vai trabalhar como guia em uma agência de turismo. Perde, então, o “kefi”: palavra grega equivalente à paixão, tesão etc. Desanimada, sofre com constantes reclamações sobre o desempenho, uma vez que seus passeios são comparados a uma aula de história sobre os antigos gregos – matéria na qual é especialista. Um dia, recebe um grupo de turistas estereotipados: os estadunidenses bobocas atrás de compras; as espanholas divorciadas atrás de sexo; os australianos bêbados atrás de álcool; e até uma velha cleptomaníaca. Para piorar, Nico, seu colega de trabalho, faz de tudo para que ela seja demitida.
O título em português, Falando grego, até que cai bem, uma vez que não dá para entender aonde se quer chegar com o argumento. Em um primeiro momento, Georgia precisa suportar as constantes piadas e deboches com suas programações históricas, em um sinal de desrespeito aos seus antepassados. Entretanto, passa a ter lições de vida com os conflitos e entra em perfeita sintonia com o grupo, ainda que precise abrir mão de seus ideais para se curvar diante de uma prática de turismo predatório, a qual critica asperamente durante o filme todo. A tal conscientização proposta no roteiro, portanto, perde legitimidade.
E cadê o romance? A vida amorosa de Georgia é apenas uma subtrama mal ajambrada. Seu pequeno flerte é mal desenvolvido e praticamente descosturado da trama, se encaixando no roteiro apenas para que haja um beijo lá no terço final da projeção, ainda que bem sem graça. O texto é realmente muito fraco. Os únicos momentos de humor, de gosto duvidoso, são os protagonizados pelo experiente Richard Dreyfuss, que praticamente apresenta um pout-pourri de piadas de salão. A outra subtrama, que mostra como Nico tenta sabotar Georgia, e como ela contra-ataca, também é bastante enfadonha. Tão chata, que não dá nem vontade de torcer para o vilão – muito menos pela mocinha!
Definitivamente, falta “kefi” aos filmes de Nia Vardalos.
Cocô-tação: 3 bostinhas (máximo de 5, para os piores)
* Eduardo Frota, do blog Cinéfilo, Eu?, é nosso crítico de M para filmes

A lógica do gato sujo
Por Odisseu Kapyn *
Vejo um gato se lambendo todo e logo o considero um animal idiota pelo fato de ele achar que está se limpando. Sinto pena por a natureza ter lhe dado um instinto que o instrui a ficar limpo por fora através do ato de jogar a sujeira para dentro do corpo. Ou será que o tal instinto diz que seu pelo vai ficar limpo se for molhado com uma substância que sai de dentro de seu organismo? Não importa. Nenhuma das duas lógicas felinas faz o menor sentido para nós humanos, que tomamos mil cuidados com nossa higiene ou com nossa saúde. Mas se pensarmos bem, podemos parecer tão ridículos quanto os gatos em nossas preocupações com a limpeza.
Preste atenção a seus hábitos no banheiro. Você entra no WC, senta no vaso, espera os músculos do sistema digestivo colocarem o lixo para fora e até faz uma horinha descascando o plástico da velha tábua do sanitário ou lendo uma revista. Terminado o serviço ou findo o interesse na leitura, você apanha um pedaço de papel higiênico (que na maioria das vezes tem um bebê sorrindo na embalagem, para acharmos que o papel é tão fofo quanto a pele daquela criança ou para pensarmos que ele é carinhoso o suficiente para deixar o neném feliz) e tasca lá na região que foi vandalizada pelos excrementos. Diz o bom senso que você agora deve lavar as mãos, que estão sujas. Você abre a torneira e deixa a água e o sabonete purificarem as palmas e os dedos. Fecha a torneira e está pronto para até pegar alimentos com as mãos e levar diretamente à boca. Isso se você não perceber que sua mão voltou a ficar suja assim que fechou a torneira, que foi infectada quando você a tocou para abri-la. Pela lógica pura, não adiantaria lavar as mãos depois de ir ao banheiro, a não ser que você chamasse alguém com luvas descartáveis para abrir e fechar a torneira. Mas para uma melhor convivência com a sociedade, é melhor seguir uma outra lógica, bem semelhante à do gato sujo.
Um cara que estudou comigo no segundo grau decidiu que não usaria a lógica do gato. Ele ia ao banheiro, soltava lá seu refugo intestinal, usava o papel e saia do recinto sem lavar as mãos. Além da questão da torneira, ele sustentava que sua mão ficava suja, pois só tocava o papel. Sua confissão não o deixou em posição muito invejável entre os colegas, mas ajudou um pouco ele dizer que lavava as mãos depois de urinar, pois tocava a genitália.
Isso me lembra ainda de um filme espanhol, Torrente _ el brazo tonto de la ley, em que o fétido protagonista dizia que lavava as mãos apenas antes de urinar, para conservar seu pênis sempre limpo. Até faz sentido, mas prefiro conviver com gente que siga a lógica do gato sujo.
Preceitos mais básicos da lógica do gato sujo também estão presentes quando temos cuidado com alimentos em casa. Você se preocupa em filtrar a água ou até em comprar garrafas de água mineral para abastecer a geladeira. Aí vai à rua e bebe um suco feito de água da torneira. Vai dizer que as lanchonetes usam Minalba ou Lindóia para fazer seu suquinho? E quando você evita meter a boca no gargalo da garrafa ou na lata de refrigerante e opta pelo canudo? Tá achando mesmo que o canudo é limpinho, mesmo ficando exposto há dias ali no balcão? Esqueceu também que todo mundo mete a mão suja em vários deles quando vai escolher os dois que façam a cor do seu time de futebol? E pra que você vai lavar a mão para pegar nos talheres enquanto o cozinheiro coçou o saco e tirou uma meleca do nariz antes de manipular sua comida?
O cúmulo de nossa adesão à lógica do gato sujo é quando vemos uma formiga caminhando tranquilamente pelo nosso sanduíche ou boiando no leite. Damos um peteleco no sanduba ou resgatamos o cadáver do líquido e já podemos consumir o alimento. Mas e se fosse uma barata? O sanduíche já estaria a caminho da lixeira (para ser degustado no dia seguinte pela rapaziada faminta que vasculha o lixo nas ruas). Mas qual é a diferença entre a formiga e a barata, cacete? As duas são insetos, as duas chafurdam na sujeira, as duas andam no esgoto. Com o agravante de que a formiga ainda come baratas mortas. Quantas vezes uma formiga acabou de comer uma perninha de barata, saiu do formigueiro para dar um rolé e acabou usando seu sanduíche como guardanapo e você nem ligou?
Mas se preocupar com esses detalhes fará de você um paranóico. Uma aberração no estilo Michael Jackson, que usava máscara no rosto para se proteger contra os micróbios que estão no ar (ou era pra não deixar cair o nariz?). O melhor é continuar acreditando que tudo isso nos ajuda a criar anticorpos, dizendo que “o que não mata engorda” e soprando o biscoito que caiu no chão antes de levá-lo à boca. A saída é mesmo seguir a lógica do gato sujo.
* Odisseu Kapyn atende no Twitter pelo nome de @ulissesmattos.
Texto publicado no site Cocadaboa.com, em janeiro de 2003

Já estamos viajando @na_kombi. Esta semana, o tema é BICHOS. Nosso convidado é Tio Dino, uma excente referência em humor no Twitter. Vejam a ficha dos passageiros da vez no nosso perfil coletivo:
Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo. (LC)
Dino Cantelli, o Tio Dino (http://twitter.com/tiodino) > Publicitário, inventou um microblog de humor pra não chorar. Também atende no endereço: http://dinocantelli.wordpress.com/ (TD)
Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor. (SL)
Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e tem como hobby fazer apresentações de stand-up comedy. (UM)
Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.
Temos vagas
Por Odisseu Kapyn *
Deve haver algum erro nas estatísticas que dizem que a taxa de desemprego vem aumentando. Pelo menos entre o sexo feminino, nunca houve tantas ofertas de trabalho. Uma rápida olhada numa banca de jornal contabiliza nada menos que 11 revistas de mulher pelada. Isso mesmo. Mais do que os dedos da mão podem contar, se não estiver ocupada. Se em décadas anteriores tínhamos apenas a Playboy, a Ele & Ela, a Status (aquela do marcianinho) e mais uma ou duas revistas de nu feminino, hoje contamos com uma infinidade de delas. São as Playboys genéricas. É um mercado que se abre cada vez mais para as mulheres, e vice-versa. E o mais impressionante é que estamos em plena era do fácil acesso à internet e seus infinitos sites eróticos ou pornográficos. Nem seria preciso comprar uma revista para se matar a constante saudade de uma bela genitália. Bastaria se conectar à WWW – Women Wide Web, a grande teia de aranhas. Ainda assim proliferam os títulos que devassam o corpo das mocinhas de nosso país, oferecendo um incrível sem-número de vaga para seios, vaga para vaginas e vaga-bundas. E não venham dizer que é preciso ter grandes qualificações para se candidatar a essas vagas. Há oportunidade para os mais diferentes tipos de currículo, sem trocadilhos (ou com, tanto faz). Os anúncios que essas revistas devem publicar para recrutar profissionais devem ser mais ou menos assim:
LIBIDO:
Revista de nome óbvio procura moças com objetivos também óbvios para trabalho sem penetração. Vantagens: temos poucos leitores, o que diminui a chance de você ser reconhecida pelos seus parentes lá do interior.
MAN:
Revista com título inglês que poderia ser confundido com nome de publicação para gays oferece vaga para mulheres. Aceitamos também travestis para posterior eliminação de detalhe em photoshop.
SEX WORLD:
Revista com nome enganoso, que sugere e não mostra sexo explícito, aceita mulheres para ousados ensaios. Oferecemos extras caso haja interesse de levar o título a sério com membros da diretoria.
CHIC:
Revista recruta profissionais para fotos sem moralismo. Favor não confundir o significado do título da publicação, ou seja, não comparecer em dias de menstruação.
BUTTMAN:
Publicação de famoso empresário americano está investindo em profissionais da região. Fazemos grandes operações com fundos. Damos oportunidades para crescimento na área, com participação no mercado de vídeos.
PRIVATE:
Revista com décadas no mercado abre vagas para moças desinibidas. Escolhemos o seu nome fictício e bolamos seus depoimentos picantes para o texto que acompanha as fotos, para poupar seus neurônios.
BRAZIL:
Publicação de forte sentimento nacionalista oferece vagas para você que quer mostrar ao mundo a beleza da mulher brasileira. Não temos equipe de maquiagem. Comparecer já com manchas roxas e chupões disfarçados.
HUNTER:
Revista caçadora de talentos recebe currículos com fotos. Valorize sua carreira. Mostre suas fotos na revista aos clientes nos termas e cobre mais por seu trabalho.
ELE & ELA:
Revista que já foi a grande alternativa para mulheres sem cacife para posar para a Playboy procura mulheres dispostas a ganhar cachê mediano. Contate-nos agora. Aumente seu valor junto às agências de prostituição de luxo.
SEXY / SEXY ESPECIAL:
Atenção, celebridade ignorada pela Playboy ou que pediu demais para a revista do coelhinho e ficou na mão. Aqui está sua chance de comprar um apartamento ou um carro zero. Não deixe a fama passar. Procure-nos já e aproveite ao máximo a chance de lucrar com sua popularidade.
TRIP:
Você, modelo que quer estourar de vez no mercado. Temos um lugar pra você. Fazemos seu ensaio sem mostrar genitália. Damos preferência a mulheres que tenham alguma profissão que sirva de fetiche para nossos leitores moderninhos e de classe alta. Também podemos contratá-la para alguma vaga na revista no fim do ano, só para que possa posar no ensaio das funcionárias da empresa.
PLAYBOY:
Publicação multinacional procura mulheres famosas para nus artísticos. Não é preciso estar no auge da forma. Temos alta tecnologia e técnicas de retoque. Aceitamos também ensaios sem genitália ou mesmo pêlos pubianos. Temos convênios com vários programas de televisão, garantindo sua presença na mídia por meses. Também aceitamos moças de beleza superior ainda não-famosas, que queiram valorizar seu passe junto a grandes empresários e fazendeiros. Aceitamos simulações de descuido em aparições públicas, para elaboração de fotos que mostram parte dos seios e calcinhas.
Publicado em junho de 2003, no site Cocadaboa.com
* Odisseu Kapyn atendo no Twitter como @ulissesmattos.

A viagem da semana @na_kombi é com o tema PROFISSÕES. O convidado é George Macedo, talento que descobrimos dando mole no Twitter. Segue a ficha corrida dos passageiros desta kombi:
Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo. (LC)
George Macedo (http://twitter.com/georgemacedo) > Webdesigner, twitter addicted e comediante tímido, com pérolas que podem ser confiradas nessa página do O Melhor do Twitter. É responsável pelo visual de blogs como Treta, Brogui e Gordo Nerd. (GM)
Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor. (SL)
Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e tem como hobby fazer apresentações de stand-up comedy. (UM)
Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.