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Humor no papel...

agosto 31, 2009
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Um pedacinho da M… está no livro Humor vermelho, que será lançado dia 1º de setembro, nesta terça-feira, às 19h, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Um dos textos humorísticos da publicação é de autoria de um de nossos editores, Silvio Lach.

humor-vermelho

O livro conta ainda com textos de colaboradores da revista M… ou da M… Online: Leo Jaime, Fernando Caruso e Isabela Saes (do programa Hora do blush, da rádio SulAmerica Paradiso), além de nomes como Alexandre Plosk (Livro zero e As confissões do homem invisível)  e Antonio Tabet (do blog Kibe Loko).

A diretoria da M… estará lá em peso.

Todd Phillips e seu passado me...

agosto 31, 2009
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toddSe for dirigir, beba Todd

Por Eduardo Frota *

O nome de Todd Phillips voltou a figurar na imprensa, ainda que de forma muito discreta, por conta do lançamento de sua nova comédia no circuito brasileiro. Se beber, não case é um filme bacana, mas as críticas têm pegado pesado com o diretor, apelando para um passado inglório de realizações pouco importantes e marcantes, como Escola de idiotas, Starsky and Hutch e Dias incríveis. Muita gente acusa Phillips de ser um péssimo diretor por ter assinado essas produções ditas bobocas e repletas de piadas apelativas e de mau gosto.

Porém, o que pouca gente sabe é que o sujeito estreou no ofício da direção cinematográfica com um verdadeiro petardo, cheio de imagens fortes e verdadeiramente cruéis. É preciso ter estômago e sangue frio para encarar a hora e meia de Hated, documentário que dá conta do festival de escatologia promovido por GG Allin, líder de uma banda punk chamada Murder Junkies. Se você acha que já viu de tudo, está enganado.

hatedA história é mais ou menos assim: Phillips mandou uma carta a Allin sugerindo que ele violasse a condicional – após cumprir pena por violar uma moça – e partisse rumo a uma turnê pelos Estados Unidos, com todas as apresentações devidamente registradas pelas câmeras. Allin, obviamente, aceitou, para desespero de muitos e deleite de poucos. Estava dado o ensejo para uma viagem realmente insana.

Durante as apresentações, sempre nu, GG Allin fazia questão de deixar bem claro que a plateia era, na verdade, um alvo para a sua ira. O filme, portanto, já começa com cenas realmente fortes. Uma mulher enfia uma salsicha na vagina e deixa a mesma deslizar até a boca de Allin, que a devora feliz da vida. Se você achou isso nojento, é melhor parar de ler este texto, porque vem aí muita merda. Literalmente.

Além de beber o mijo de uma puta, se dilacerar com lâminas afiadas, enfiar uma banana no cu, socar a própria testa com o microfone até sangrar e espancar mulheres, o show nunca estava completo até a parte que envolvia excrementos. Agachado, sem pudores, GG Allin cagava, se sujava com a própria merda e atirava o resto na plateia, que se amontoava na saída das casas de espetáculo em que ele se apresentava. Inclusive, nos shows dos Murder Junkies, ficar perto do palco era correr o risco de voltar para casa fedendo ou machucado.

O documentário não busca muitas respostas para o comportamento de Allin. Limita-se a poucas e curtas entrevistas com membros da família, parceiros de banda igualmente atormentados, fãs incondicionais e até um professor de música do colégio que fica atordoado ao ouvir o som do antigo aluno. Em um dos momentos mais bizarros, Allin vai ao programa de Geraldo, espécie de Márcia Goldschmidt estadunidense de bigodes, onde fala atrocidades para uma plateia das menos receptivas.

Pouco depois de uma apresentação violentíssima, GG Allin morreu de overdose de heroína, contrariando muitos de seus fãs que aguardavam ansiosamente o primeiro suicídio anunciado de um músico em pleno palco. Morreu, para desgosto de seus seguidores, como um verdadeiro rock star do mainstream.

Hated é um filme realmente complicado e chocante, que prova que de boboca Todd Phillips não tem nada. Amigo meu, que estava comendo amendoim e bebendo caipirinha, quase vomitou no sofá aqui de casa. Ambos fomos chamados de doentes por termos visto o documentário até o fim. Entretanto, trata-se de um personagem realmente interessante e de um filme bastante corajoso. Muito mais corajoso do que qualquer piada que possa ofender frequentadores de multiplex ao redor do mundo. Tem que ter colhão para filmar isso.

Todd Phillips, você tem o meu respeito.

* Eduardo Frota é dono do blog Cinéfilo, Eu? e também escreve críticas sobre filmes merdas para a M… Online

Kombi família...

agosto 27, 2009
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kombifamilia

O passeio @na_kombi desta semana tem como tema a FAMÍLIA. O convidado desta viagem no nosso perfil coletivo do Twitter é o humorista Helio de la Peña, que conhece tanto do tema que escreveu o Livro do papai – Como sobreviver ao seu bebê.

Confira a ficha dos passageiros desta semana @na_kombi:

Helio de la Peña (http://twitter.com/lapena) > Precisa dizer? Fundador da Casseta Popular e integrante do grupo Casseta & Planeta. Além do Livro do papai, que adaptou para um programa no GNT (Paidecendo no paraíso), escreveu o romance humorístico Vai na bola, Glanderson.  (HP)

Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor. (SL)

Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e faz parte do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.  (UM)

Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo.  (LC)

Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.

Dado na fazenda...

agosto 27, 2009
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dolabella O rei do gado

Por André Tartarini *

Dado Dolabella venceu a primeira edição do reality show A fazenda, e ganhou um milhão de reais. Chorou ajoelhado, me parece. E declarou que vai investir o milhão inteiro em música para que as pessoas fiquem mais felizes.

Nunca ouvi uma música sequer do Dado Dolabella, mas não pode ser boa. Não há a menor possibilidade. Além de ser um sujeito tido em baixíssima cota aqui no Rio de Janeiro.

Xico Sá, em 25 de agosto, no Twitter: “uma emenda na frase clássica do Pelé: o brasileiro não sabe votar nem em reality show.”

Dado Dollabela é ator e… cantor. Aliás, esse foi um dos temas das provocações feitas a ele pelo João Gordo, no episódio em que os dois brigaram em um programa da MTV, naquela que foi uma das muitas confusões em que nosso novo milionário se envolveu.

Teve o episódio da Velha Guarda da Portela, em que ele chegou a ser expulso da ala pelos seguranças da escola. Teve a história da Luana Piovani, e sei que não falei nada de música que embase a afirmação de que a música do Dado Dolabella não é boa. Mas eu reafirmo: é impossível que seja boa.

Resta pelo menos um consolo: quando Dado afirma que vai investir seu milhão de reais em música para deixar as pessoas mais felizes, certamente, o investimento não será na música dele.

Menos mal.

* André Tartarini é escritor, autor do livro de contos  Mormaço também queima.

Record x Globo...

agosto 25, 2009
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moerda Cara ou Coroa

Por Samantha Brito *

A Globo acusa a Record. A Record acusa a Globo. A Globo é a poderosa. A Record é a TV “a serviço” do Todo Poderoso. A poderosa Globo acusa o todo poderoso da Record, bispo Macedo. Todas as emissoras do país acusam a Globo de ser a intocável. Mas o bispo não acredita em santidade e tampouco cultua santos. Tanto é que sua TV já mostrou um servo seu chutando Nossa Senhora – e, pasmem, até hoje ela nunca deu uma exclusiva para o Fantástico. O filho dela já, ela não.

Segundo denúncia, cujos dados foram, mais uma vez, de uso EXCLUSIVO da Rede Globo, o dízimo não seria empregado em benefício do próximo. Blasfêmia! Quem era o mais próximo do dinheiro sagrado? Edir Macedo. E além do mais, isso tudo foi da vontade de Deus… Se a voz do povo é a voz do @ocriador, quer dizer que o povo representa as vontades Dele. Se esse povo dá dinheiro para o Onisciente, significa que Ele estava ciente disso. Ou seja, o Cara lá de cima funcionaria como uma espécie de agiota: dá prosperidade em troca de uma sacola cheia. Quanto mais dinheiro você der, mais chances você terá de desfrutar dos prazeres mundanos e, claro, reservar por pequenas parcelas o seu lugar no Céu. É uma espécie de Toma lá dá cá, sem o Mário Jorge e a Copélia – que deve estar no matinho, comendo o fruto proibido. Essa seria a lei de Deus, segundo o evangelho Universal. (mais…)

Cartilha...

agosto 20, 2009
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pikashu

Guia de respostas para a Geração Pikachu

Por Odisseu Kapyn

Quantas vezes você se pega pensando em quanto sofrimento poderia ter evitado se soubesse o que fazer na hora certa? Desde seu nascimento, as coisas poderiam ter sido muito melhores se você já soubesse como agir nos momentos de dúvida. Quando você saiu da barriga da sua mãe, poderia ter evitado ir para aquela palmada do médico se fizesse um sinal de que estava tudo bem, fazendo um sinal de O.K. com seu polegar. Quando bebê, poderia ter evitado aquele constrangimento de ficar com a fralda toda suja se tivessem te falado que era só tirar a roupa e engatinhar até o jornal do cachorro e se aliviar ali mesmo, já que você não alcançava ainda o vaso sanitário. Quando estava entrando na adolescência, poderia ter evitado a sensação de impotência diante da gargalhada de um colega seu que conseguiu a resposta que tanto queria ao lhe perguntar se você conhecia o Sunda. E não foi só o Sunda. Na semana seguinte, teve o Locha. E um mês depois, quando você já se achava esperto, teve o Mário, aquele que te carcou num lugar que você nem sabia que era possível ser usado para sacanagem. Se você, leitor menor de idade, ainda está nessa terrível fase em que pode ser vítima de perguntinhas idiotas, não se aflija. Preparamos para você um manual básico para se safar das brincadeiras dos amiguinhos metidos a engraçados. De agora em diante, sua vida vai mudar para melhor. Ninguém mais vai te fazer de otário e todos vão te achar um ser sábio e cheio de potencial. É só seguir as instruções diante das perguntas abaixo e garantir um futuro cheio de glórias:

O que a baleia faz no teu cu?
Essa é uma das mais velhas brincadeiras e já está caindo em desuso. Mas tem sempre alguém disposto a usá-la. O primeiro impulso é responder “Nada!”. É isso que seu colega quer que você diga. Com essa resposta você estará dizendo que é homossexual, pois tem um grande ânus o­nde até uma baleia pode nadar. O melhor a ser dito é “Fica de fora”. Aproveite que seu colega ficou surpreso com sua malandragem e pergunte a ele “Aliás, você tem pentelho no cu?”. Se ele disser que tem, diga a ele “Fui eu que plantei”. Se ele disser que não, diga “Fui eu que tirei”. Você já não será mais visto como o mais idiota da turma.

Que time é teu?
O adversário quer que você diga o nome de um time. Quando você responder “Flamengo” (ou qualquer time inferior), ele vai rir e dizer para todo mundo que o time inteiro do Flamengo “te meteu”. Conseguiu entender a relação entre “time é teu” e “te meteu”? Sim, a pronúncia deixa tudo muito confuso. Mas há uma saída. Basta você responder “Bateu na trave entrou no teu”. Normalmente, os outros colegas que estão por perto e ouvem isso chegam a urrar para saudar a inteligência da resposta. Agora você terá direito de bater no garoto mais bobo do grupo.

Você está num navio com seu cachorrinho chamado Nabunda. O barco afunda. Você leva Nabunda ou deixa Nabunda?
Aqui, seu colega acha que te encurralou bonito. Não há escapatória! Você vai acabar dizendo que leva ou deixa na bunda. No momento de angústia, você pode até dizer que “leva Nabunda” pensando que levar é melhor que deixar, já que quem deixa está gostando. Mas calma, aí! Há um jeito de sair por cima! A resposta certa é “Nabunda nada”. Diga essa frase com calma, explicando que o cachorro é inteligente e sabe nadar. O resto da turma vai ter certeza de que você é o cara mais esperto entre eles e você terá, automaticamente, autorização para pegar a irmã de qualquer um deles.

E qual é o aumentativo de dacueba?
Se liga, rapaz! A palavra “dacueba” não existe em dicionário nenhum. Trata-se apenas de um jeito sórdido de tentar você falar “dacuebão”, que soaria como “dar cu é bom”. Assim que você falar isso, todas as outras resposta inteligentes que você deu antes irão por água abaixo. Mas, calma. Tudo vai dar certo. O primeiro método de evitar o golpe é dizer “dacuebaço”. Mas existe ainda um contra-golpe. Ao ouvir o desafio, faça uma cara confusa e murmure algo propositalmente incompreensível, e num tom de voz abaixo do audível. Algo como “toviassu”. Quando seu oponente perguntar “o quê?”, diga em alto e bom tom: “Todo viado é surdo!”. Será a glória. Seu prestígio entre a galera está cada vez mais sólido. Seus amigos sempre vão te escolher entre os primeiros na hora de formar um time para jogar uma pelada. Jamais vai ser barrado no primeiro jogo, para fazer a de fora. E mesmo quando você jogar mal, ninguém vai te dar esporro.
Obs.: Esse processo serve também para o caso do “pirueba” e suas variações.

Meu pai está pensando em fazer um churrasco. Com 30 quilos de carne dá pra 20 comer?
Cuidado! Esta é perigosa ao extremo. O malandro à sua frente quer que você pense “Se cada pessoa come menos de um quilo de carne, 30 quilos são o bastante para 20 comerem”. Aí você responde “sim” e vira um otário. Na verdade, ele está perguntando “Com 30 quilos de carne dá para vim te comer?” Sim, há um erro gramatical nessa frase, pois o certo seria “vir te comer”. Mas ninguém vai ligar para isso quando você disser “dá, sim!”. Então jamais diga isso, nem acene a cabeça que sim. Diga “Acho que não. Mas também não sou bom de contas. Como você, certo?” O cara vai ficar confuso e vai acabar dizendo “certo”. Nesse caso, foi você que o fez de trouxa. Perceba que sua última frase pode ser interpretada como “Eu como você, certo?”. Se seus colegas não perceberem, chame a atenção para o fato. Você é quem manda agora. Quando aquela gordinha que todos seus vizinhos pegaram aparecer grávida, todos vão livrar sua cara. Mesmo que pelos cálculos você seja o mais suspeito de ser o pai da criança, seus amigos vão dizer que o filho pode ser de qualquer um deles, menos seu.

Você chegou há pouco de fora?
Outra pegadinha fonética. Não se engane ao ouvir isso assim que tiver chegado a uma festa. O inimigo não quer saber se você acabou de chegar da rua. Ele está perguntando mesmo é se “você chegou a pôr o cu de fora?”. Também temos um jeito para te livrar desta. Primeiro responda “Não”, de um jeito bem surpreso, como se fosse impossível essa hipótese. Depois pergunte “Você está louco hoje?”. Se você, não percebeu, você está perguntando se ele “estalou o cu hoje”. Ele vai ser pego desprevenido e vai pensar por instantes em como responder a esse truque. Na verdade, não há como ele se enrolar, pois ele jamais responderia “estalei”. Mas a coisa é tão simples que ele vai suspeitar que a resposta mais óbvia seja um jeito de ser sacaneado. Aproveite os breves segundos de indecisão e diga algo como “não lembra mais, né?”. É bobo, mas nesse ponto o cara já está fragilizado por você não ter caído na gracinha dele e o resto da galera vai aproveitar e sacaneá-lo também. Afinal, você já se tornou o cara mais maneiro do grupo. Você já não paga nenhuma cerveja que bebe com os amigos, pois ninguém acha justo te cobrar a dívida.

Qual o nome do carro do Speed Racer?
Este pode ser um teste de fogo. Speed Racer é um desenho japonês antigo, que fez muito sucesso e foi recentemente reprisado na TV aberta em algum horário obscuro. Se alguém lhe fez esta pergunta, é porque sabe que você é ligado em televisão e em suas navegadas pela intenet ou assistindo a programas de tarde na TV já ficou sabendo o nome do carro. A tentação de provar seu conhecimento vai ser enorme, mas jamais, jamais mesmo, responda “Mach 5″. O nome do carro de Speed Racer é a senha para o seu rival dizer “Mete cinco? Então toma!” e enfiar cinco dedos entre suas nádegas. Além da desagradável sensação (ainda mais se você estiver usando calça de moleton), você voltará a ser o mais mané da turma, pois todo seu currículo não resistirá a um tropeço duplo. Você terá sido agredido no plano das palavras e no plano físico. Há uma forma de tentar sair por cima dessa. É uma manobra difícil e vai depender de seu talento performático. Diga “Não sei. Era Trovão Azul?”. Estamos supondo que como o cara sabe o nome do carro do Speed Racer, também é um aficionado pelo gênero. Dizer que não sabe o nome do veículo do ás do volante e ainda confundir com o nome do helicóptero de outro seriado de TV vai tirar o sujeito do sério. Ele vai abrir a guarda e exclamar: “Não! Mach 5!”. Nesse momento diga “O quê? Meter cinco? É pra já!” e rapidamente insira seus dedos na direção do orifício anal do rapaz. A humilhação será dantesca e ele nunca mais se atreverá a tentar lhe passar a perna. Não é necessário dizer que você é agora o maior herói de todos seus amigos. Você não precisa mais fazer faculdade. Deixe que todos seus colegas estudem, tirem diploma, montem seus escritórios ou suas próprias empresas. Eles com certeza vão te chamar para ser seu “homem de confiança”, o “seu braço direito”. Vão achar que um homem como você não precisa de estudos e que aliás você era muito inteligente para se sujeitar ao esquema retrógrado que rege as faculdades. E aí seus velhos amigos vão brigar para te ter como assessor. Escolha o camarada que lhe oferecer o melhor salário e a secretária mais gostosa.

Texto publicado em setembro de 2001, no Cocadaboa.com

Siga Odisseu Kapyn no Twitter: @ulissesmattos

Pavê ou pra ler?...

agosto 20, 2009
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paveTrocadalhos

Por Odisseu Kapyn

Eu costumava dizer que não existe trocadilho ruim, assim como não existe pizza ruim. Mas começo a mudar de opinião. Não quanto às pizzas, mas quanto aos trocadilhos. Na verdade, o problema não reside exatamente nos trocadilhos, mas sim no uso que as pessoas fazem de alguns deles. É algo meio “diga-me de que trocadilho abusas e te direi quem és”. Cheguei a essa conclusão depois começar a me dedicar à suprema arte do Aikidô. No início, procurei me preparar para os trocadilhos infames. Depois resolvi relaxar, pois pensei que o povo brasileiro já estava pronto para ouvir essa palavra sem falar gracinhas, afinal já atingimos a maturidade para conseguir, por exemplo, derrubar um presidente de forma democrática ou nos revoltarmos contra o Canadá no episódio das vacas loucas. Pensei que os primeiros comentários de alguém que soubesse que estou aprendendo Aikidô fosse “Ah, é aquela luta do Steven Seagal, né?”. Ledo engano, caros leitores.

Logo as pessoas vieram com os dois trocadilhos mais bestas que poderiam fazer. O primeiro tem conteúdo sexual, que é relacionar Aikidô com a expressão “Ai-que-eu-dou”, fazendo uma insinuação de que essa luta na verdade é uma forma de confessar sua homossexualidade. Há, há, há. De novo. Há, há, há. Deveria eu dizer “vou rir para não perder o amigo” ou ainda mostrar minha mão direita ao colega e pedir que ele escolha um dedo para que eu use para roçá-lo em minha axila esquerda de modo que eu ria. Ou mesmo fingir que tenho uma manivela do lado do meu tórax e rodá-la, imaginariamente acionando meu mecanismo de risos? Pelo amor de Deus! Que tipo de trocadilho é esse? E o pior é que minha mãe outro dia me telefonou aos risos para dizer que viu naquele horroroso programa humorístico Zorra Total, naquele quadro do pai que tem um filho gay, que o personagem boiola dizia que gostava de praticar, Tae-kwon-dô, Judô, Aikidô, ou qualquer outra coisa que tenha “dô”. É para isso que estão pagando os roteiristas da Globo?

O outro trocadilho que fizeram era mais deprimente, pois nem sacanagem tem. É comparar a palavra Aikidô com a expressão “Ai-que-dor”, como se o praticante da modalidade vivesse com dores pelo corpo. Que patético. Foi duro ver gente que eu achava inteligente lançando mão desses trocadilhos que, tenho certeza, serão os primeiros feitos pelos chimpanzés quando eles aprenderem a falar. Será que ninguém vê que essas associações vocabulares são tão bobas quanto aquela que fazem com a palavra “pavê”. Os cientistas já comprovaram que existe uma forma mais rápida de se fazer um teste de Q.I. do que aqueles cheios de figuras geométricas e seqüências numéricas. Basta oferecer um pavê para alguém. Se ele perguntar “é pá ver ou pá comer?”, pode classificá-lo como um ser abaixo da média intelectual. O mesmo quase acontece com a palavra peru, que tem sutilezas em seus variados usos. É aceitável a utilização de trocadilhos quando estamos nos referindo ao país. Para comprovar isso, tivemos o recente emprego do trocadilho no Casseta & Planeta, Urgente!, numa piada sobre o empate da Seleção com o time do Peru. Foi algo como “o Peru enfiou no Brasil, e o pior é que foi de cabeça”. Não chega a ser brilhante, mas funciona. No entanto, usar o trocadilho para a ave em ceias de Natal ou Ano Novo lotadas de parentes demonstra fraca capacidade humorística. Quem ainda ri daquelas brincadeiras do tipo “vamos comer o peru de quem?” ou “ué, cadê a cabeça do peru?” ou ainda “gente, o peru do Fulano é tão duro” ? Sim, existem muitas famílias pelo Brasil adentro que solta essas frases como se tivessem sido criadas naquele instante.

Mas este é mesmo um país de contrastes. Ao mesmo tempo em que nossa população comete esses trocadilhos, temos uma parcela do povo que é capaz de criar trocadilhos de frases, que são mais complexos do que os trocadilhos de palavras. Alguns são feitos só para determinado momento da sociedade e não serão passados para a frente, sendo poupados do desgaste. Foi o caso da época em que o Sting resolveu aparecer mundialmente, vindo para o Brasil lutar ao lado do cacique Raoni pelas florestas e os índios. Lembro que então ouvi a piada “sabe o que os índios estão dizendo? Se a gente não se raoni a gente se sting”. Muito interessante as associações reunir-raoni e extingue-sting. Simples e eficaz.

Existiu outra também que contou com a ajuda do destino. Talvez alguns de vocês se lembrem que ex-presidente doido varrido Jânio Quadros, uma vez perguntado por que bebia, declarou com seu português refinado e cheio de mesóclises: “bebo porque é líquido, se fosse sólido comê-la-ia’’. Calma, isso não é o trocadilho ainda. Precisamos de outro ingrediente. Talvez vocês também se lembrem que uma prima em 17º grau de Jânio resolveu posar pelada pra Playboy, que usou como propaganda o parentesco com o político. Para apresentarmos finalmente o trocadilho que ocorreu na época, é bom lembrar que a esposa de Jânio se chamava Dona Eloá. O trocadilho é o seguinte:

Perguntaram (de mentirinha, é claro) ao Jânio o que ele achava de sua prima posando nua. A resposta (de mentirinha, também): “Se eu fosse jovem, comê-la-ia. Como sou velho, como Eloá”. Sensacional! Foi Deus que fez Jânio se casar com uma mulher chamada Eloá e fez com que ele fosse um cachaceiro e que botou na cabeça dele essa mania de falar um português arcaico. Tudo para que um dia um gaiato qualquer bolasse esse trocadilho único. É isso que me faz livrar a cara de Deus e acreditar que ele não deve ser injusto. Afinal, alguém que mexe as pecinhas do mundo para que um trocadilho assim aconteça deve ser um cara legal no final das contas.

Mas Deus nem sempre ajuda. Já tentei criar dois trocadilhos que não foram para frente. O primeiro foi na época em que Roberta Close, já operada e livre de seu pênis, teve um livro biográfico publicado. A edição tinha fotos de diversas fases de sua vida. Então andei dizendo que “o livro de Roberta Close tem fotos picantes e depois”. Não foi todo mundo que percebeu a sugestão de que “fotos picantes” significava “fotos com pica antes”, ou seja, “pica antes da operação”. E quem entendeu não achou engraçado. Não faz mal, não é tão boa assim mesmo.

Recentemente tentei fazer outro aproveitando essa o­nda de chamar alguém de gay dizendo “esse cavalo é égua” ou “essa Coca-cola é Fanta”. Lancei o “esse Júnior é Sandy”. Algumas pessoas gostaram, mas ainda não vi ninguém usando. Tenho a impressão de que não vai pegar. Tudo bem. Tenho como consolo aqueles conhecedores de vinho, que sabem dizer a marca e a safra de uma bebida só tomando um gole e não sabem fazer nem um vinho do tipo Sangue de Boi.

Texto publicado em maio de 2001, no site Cocadaboa.com.

Kombi dos trocadilhos...

agosto 20, 2009
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kombitroca

Mais um @na_kombi chegando. O tema da semana é TROCADILHOS. Desta vez Silvio Lach e Ulisses Mattos, editores da M…, e Leo Cardoso recebem os convidados Alexandre Paim e Samantha Brito. Vejam a ficha dos passageiros:

Alexandre Paim (http://twitter.com/alexandrepaim) > Um dos autores do blog Mico na Rede e membro dos grupos de stand-up comedy Louco é Pouco e Ponto Cômicos.  (AP)

Samantha Brito
(http://twitter.com/Sambrito) > Estudante de jornalismo, autora do blog Dois pra Lá, Dois pra Cá. (SB)

Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo.  (LC)

Ulisses Mattos
, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e faz parte do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.  (UM)

Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor.  (SL)

Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.

Testosterona...

agosto 20, 2009
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O @na_kombi da semana passada rendeu boas frases. Um dos passageiros do nosso perfil coletivo no Twitter, Fausto Salvadori, dono do Boteco Sujo, até fez uma coletânea com o que foi publicado sobre MACHISMO. Nos poupou um bom trabalho, pois era nosso plano colocar aqui os melhores momentos da viagem da semana passada. Vejam o texto do Fausto:

caveman-carry-girl

Na semana passada, o mano Ulisses Mattos, ilustre editor da M…, aquele site de merda, me chamou para participar como convidado de uma edição do @na_kombi, um perfil coletivo do Twitter. Os outros passageiros da Kombi eram Silvio Lach (outro editor da M…, aquela merda de site), o Leo Cardoso, criador do @OCriador, e o Repórter Bêbado Nigel Goodman.

O tema da semana era machismo. Algumas seguidoras não gostaram, mas, como disse o Ulisses, as mulheres que se garantem retuitaram e ainda deram Follow Friday.

Aí vai uma seleção do que rolou de mais vilanesco e degradante. Sugeri que na próxima fizessem o Outro Lado, um @na_kombi com o tema femininismo, mas acho que não vai rolar. Feminista não tem humor.

Silvio Lach (@silviolach)

Eu não consigo entender as mulheres. Reclamam de tudo. Eu já joguei a toalha… molhada e em cima da cama.

Amiga é aquela mulher que a gente ainda não pegou.

Adoro essa: “mulher é uma coisa que dá e passa”.

Se você acha que o homem não tem porra nenhuma na cabeça, está procurando na cabeça errada.

Ex tem que deixar na geladeira. Mas é só pra conservar a comida.

A gente olha pra bunda delas. Elas olham pra nossa poupança.

Essa kombi de hoje me encheu o saco. Tenho que arrumar uma moça pra dar uma esvaziada.

Fausto Salvadori (@faustosalvadori)

Nenhum homem consegue ser mais machista do que uma mulher recalcada.

Homem que chupa boceta é sensível. Mulher que engole porra é piranha?

Algumas mulheres são vazias. Por isso precisam tanto ser preenchidas.

Shakira, Beyoncé e Pussycat Dolls ficam ótimas com a TV no “Mudo”.

Homem chora vendo “Marley e eu” quando descobre que a gloriosa Kathleen Turner virou aquela adestradora gorda.

Mulher, para mim, é como vinho. Gosto muito, mas não entendo nada.

Ulisses Mattos (@ulissesmattos)

Quando vejo estacionamento c/ paredes marcadas, fico orgulhoso do número de mulheres que têm seu próprio carro.

Mulher em escritórios: ou é competente ou não usa sutiã.

Ajude sua mulher na hora de lavar a louça: lamba os pratos antes de deixar a mesa.

O melhor do calendário da Pirelli é que as modelos não têm pneuzinhos.

Por que algumas calcinhas têm um lacinho na frente? Só pode ser pra sinalizar que é embrulho de presente pra gente.

Nigel Goodman (@nigelgoodman)

Acho legal ver mulheres no twitter. com as redes wifi, hoje em dia a internet chega até na cozinha.

Os homens inventaram a igualdade no mercado de trabalho pra ficar em casa jogando ps3 com os filhos.

Machista é um idiota querendo irritar as amigas. Feminista é uma lésbica que não quer mais se depilar.

Machismo é: achar essencial ter um martelo em casa, mas pendurar quadros coisa de viado.

Dinheiro não compra felicidade. Mas compra sexo que é melhor.

Leo Cardoso (@prosopopeio)

A diferença do machismo para o feminismo é que o segundo se resolve com um bom tapa na cara!

Me diz como é que eu vou acreditar num bicho que sangra 5 dias seguidos e não morre.

E essas mulheres bem sucedidas, maduras e independentes? Tudo chora em eliminação de BBB…

Não é machismo, mas acho que cada sexo é melhor em certas atividades. Eu, por exemplo, não me arrisco a lavar um prato.

Mulher dirige tão mal que quando um homem faz uma barbeiragem a xingada é a mãe.

Kombi machista...

agosto 13, 2009
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kombimachista

Mais uma viagem @na_kombi. O tema da semana é MACHISMO. Silvio Lach, Ulisses Mattos e Leo Cardoso, passageiros fixos do perfil coletivo do Twitter, recebem como convidados Nigel Goodman e Fausto Salvadori. Vejam a ficha dos cidadãos:

Fausto Salvadori (http://twitter.com/faustosalvadori): Jornalista e proprietário do blog Boteco Sujo, que venceu o prêmio do júri no Best Blogs Brazil 2008 na categoria “sexo”.  (FS)

Nigel Goodman (http://twitter.com/nigelgoodman): Comediante, conhecido por fazer, em seu site homônimo, o Repórter Bêbado (ele enche a cara e comenta notícias em um podcast) e participar de dois grupos de stand-up comedy (Ponto Cômicos e Louco é Pouco).  (NG)

Leo Cardoso (http://twitter.com/prosopopeio) > É criador do @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira no site Sedentário & Hiperativo.  (LC)

Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos): Editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com e faz parte do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.  (UM)

Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach): Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21 e no Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor.  (SL)

Para quem ainda não está no Twitter, basta acompanhar as frases na página http://twitter.com/Na_Kombi.

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