
O Twitter visto por Felipe Kusnitzki
DIRETO DO TWITTER DOS EDITORES DA M…
http://twitter.com/silviolach:
“Neto de Sarney nem se formou e já ganhava salário de R$ 7,6 mil no senado. Tá vendo? Não tem só FDP no Senado. Tem também os netos.”
“O imperador Adriano sumiu de mais um treino no Flamengo. Pelo menos nisso, ele está em plena forma.”
“Gugu Liberato vai receber 3 milhões por mês na Record. Eu só queria ganhar um dízimo disso.”
“Barrichelo está parecendo exportador brasileiro. Só sabe culpar o câmbio.”
“Não sei se o Brasil vai faturar a Copa de 2014. Mas que vai superfaturar, eu tenho certeza” (via @Na_Kombi)
http://twitter.com/ulissesmattos:
“O lado bom de tantas subcelebridades surgindo hoje é que no futuro os obituários ficarão mais divertidos.”
“Fiz uma coisa errada como pai. Ensinei para o meu filho que ‘Vasco’ é palavrão e que ele não deve citar esse vocábulo.”
“Acho que o caso Air France foi a primeira grande tragédia com um ‘voo’ no novo acordo ortográfico.”
“Dunga. Um técnico que se acha Mestre, mas nao deixa ninguém Feliz, só Zangado. Quando a CBF vai acordar dessa Soneca?” (via @Na_Kombi)
A ilustração de hoje é de Felipe Kusnitzki, um dos autores do blog O Mico na Rede.

Moon walk
Por Leo Cardoso *
Neste quase um décimo de século XXI, os tempos estão difíceis. Natural, nunca foram fáceis. Quando os impostos foram baixos? Quando o sistema de saúde funcionou plenamente? Quando é que existiu emprego para todo mundo? E sempre houve violência. A organização social humana é esta: concentra e exclui. E, neste século que está começando, as coisas não serão diferentes. Mas estão ficando piores:
Cada vez mais a preocupação estética ganha prioridade. Plástica, lipoaspiração, silicone, botox e todo tipo de cirurgia. Mudar por fora para agradar-se por dentro;
À medida que observamos os relacionamentos, percebemos que pessoas mais velhas, atualmente, tendem a se interessar em gente muito mais nova;
Vírus metamórficos se alastram e nos obrigam a esconder o rosto sob máscaras cirúrgicas;
A fuga da realidade é uma alternativa. Em busca de uma Terra do Nunca, o homem se entorpece diariamente. Cocaína, bíblia, escritório, bola, internet;
A dívida se tornou instituição base de qualquer organização, seja uma família, uma multinacional ou um país. Gasta-se o que não se tem, através de pré-datados, empréstimos e leasings, até chegar à falência;
Uma análise das atividades cotidianas nos mostra que o comportamento humano não tem evoluído, a sociedade anda para trás.
Duas palavras resumem o século XXI: Michael Jackson. Ele conseguiu se transformar fisicamente em outra pessoa, foi acusado de pedofilia, há anos sai em público com máscara, montou sua própria Neverland, conseguiu destruir um patrimônio de centenas de milhões de dólares e, ironicamente, sua marca registrada é dançar caminhando para trás.
Quando Michael Jackson é ridicularizado, estamos rindo da nossa geração e de nós mesmos. Como ele, estamos à caminho da autodestruição. Ele é a personificação extrema do século XXI e, por isso, deveria ser o herói. Mas, como é o que somos, é o vilão.
Michael, apesar inclusive de um câncer – o mal do século – prepara uma turnê para sua volta triunfal! Há chance para ele. Há chance para a gente. Michael, embora com todos os seus defeitos e afastado dos palcos há 10 anos, retornará. E você? Vai continuar aí, twittando o que comeu no café da manhã?
* Leo Cardoso é criador do popular perfil do Twitter @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino, e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira, no site Sedentário & Hiperativo.
Depois do sucesso da fotonovela Dado Dolabella e a Mulher Invisível, a M… Corporation lança a versão em vídeo da dramática história do artista assombrado por uma vingativa donzela.
Estamos negociando uma seqüência para esta produção, ambientada em uma fazenda da Igreja Universal.

Chegou a hora de mais uma viagem @Na_Kombi. Nesta sexta, o tema do nosso perfil coletivo no Twitter é FUTEBOL. Quem não gosta de bola, não precisa ficar preocupado. Os novos passageiros só tuítam sobre o assunto hoje, e entre eles há um que odeia futebol. Aí vai a escalação do escrete:
Arthur Muhlenberg (http://twitter.com/Urublog) > Publicitário, é cartola do Urublog, um dos campeões de acesso do Globo.com. Enxerga o mundo nas cores vermelha e preta. (AM)
Marina Miyazaki (http://twitter.com/marinamiyazaki) > Mulher, mau-humorada e sem conhecimentos práticos de futebol, é dona do blog Mulher e Futebol, onde comenta sobre o mundo da bola. (MM)
Leonardo Wella (http://twitter.com/leowella) > Jornalista, freqüentemente cobrindo futebol em jornais ou sites noticiosos. Escreve coisas politicamente incorretas em um blog sem nome definido. (LW)
Sandro Fortunato (http://twitter.com/sandrofortunato) > Jornalista, criador do premiado Memória Viva. Também é dono do blog Sempre Algo a Dizer e odeia futebol. Não gosta mesmo. (SF)
Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach) > Publicitário e humorista, além de ser um dos editores da revista M… e da M… Online, mantém um microblog de humor no Twitter. Gosta de futebol e é redondo. (SL)
Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos) > Jornalista, edita a revista M… e a M… Online e também faz stand-up comedy. Sofreu na infância e na adolescência por não jogar bem, mas continou interessado em futebol, especialmente na Copa do Mundo. (UM)
A Kombi roda hoje. Quem está jogando no Twitter pode acompanhar @Na_Kombi. Quem é de outro time, pode ver o que está sendo escrito em http://twitter.com/Na_Kombi.

Por Odisseu Kapyn*
A tecnologia nem sempre está a serviço do progresso do ser humano. Às vezes, ela ajuda na evolução do homem apenas para lhe dar uma rasteira mais adiante. Não adianta se empolgar com um avanço tecnológico, pois logo a indústria pode bolar algum item que faça o retrocesso. É o caso dos aparelhos sonoros portáteis e o que chamo de “a volta dos imbecis com rádio de pilha”.
Há algumas décadas, as pessoas de bem, discretas e com bom senso padeciam ao lado daqueles que curtiam ouvir um som bem alto por aí. Daí a imagem estereotipada do negão americano com um rádio de pilha enorme no ombro. Mas passar por um cara desses na rua até que não era nada demais. Era como cruzar com um mendigo há meses sem banho. Você sente um cheiro horrível, mas o fedor vai embora acompanhando o vagabundo e você logo esquece o episódio. O som alto do cara com rádio gigante tinha o mesmo efeito. Passou, incomodou, foi embora, morreu, deixa pra lá.
O brabo era quando a gente tinha que andar com esses caras no metrô de Nova York. Ok, ok. Tá certo. Confesso. Eu não tinha idade nem dinheiro para ir à Nova York daqueles tempos, mas via isso nos filmes e ficava revoltado. E quando fiquei mais velho, senti essa dor nos meus próprios ouvidos quando passei a andar de ônibus e ter como companheiros de viagem retirantes com radinho de pilha. (mais…)