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Pão e circo...

abril 8, 2009
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Os editores da M… não assistiram ao BBB9 (a gente fala de merda, mas não temos tempo para acompanhar tudo). Soubemos apenas, via notícias na internet, que uma participante teve um vídeo vazado na internet fazendo sexo oral, inaugurando o Big Boquete Brasil; que falhou a tentativa de fazer dois gays se pegarem dentro da casa; que um integrante ficou manjando um convidado africano tomando banho com sua mangueira; que muita gente torcia para uma moça que agora vai ter que posar pra Playboy por não ter faturado o prêmio; e que quem ganhou o prêmio foi um tal de Max, que não devia ter esse nome, já que faz miniaturas.

Para não dizerem que não falamos nada do BBB9, publicamos um artigo-desabafo da jornalista Patricia Paladino antes de começar o programa e, agora, mostramos um texto enviado pelo leitor Luis Carlos Wolfgang, comparando o formato do BBB com os velhos dias de luta de gladiadores nas arenas romanas:  (mais…)

Fugiro Nakombi...

abril 6, 2009
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Por coincidência, no dia em que lançamos o projeto Na_Kombi, no Twitter, nosso colaborador Roberto Cunha, do Adoro Cinema, nos manda um comentário sobre uma notícia envolvendo uma kombi:

06 de Abril e o Rio de Janeiro continua lindo. Mesmo com todas as mazelas e seqüelas, a cidade maravilhosa segue seu rumo. Para onde, não se sabe. Começa mais uma semana e outro reboque do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários), que faz a fiscalização do transporte coletivo, foi atacado por homens armados para libertar uma Kombi apreendida por fazer transporte pirata na tradicional rua Carolina Machado, em Madureira. Mas duro mesmo é saber que este é o segundo caso em menos de um mês. Ou seja, está virando uma coisa normal. É o faroeste caboclo. O mais louco da história é que a Kombi ilegal foi resgatada por bandidos e o caso foi registrado como roubo 39ª DP (Pavuna). Os homens armados mantiveram o motorista do reboque sob a mira, enquanto o veículo era salvo. Agora, além de autuado por transporte irregular, passará a constar do cadastro nacional de veículos roubados. A placa AQQ-8649 era de São José dos Pinhais, no Paraná. Mas péra lá!!… Então os donos podem entrar como uma ação contra o Estado, já que o veículo estava sob sua custódia a caminho do depósito público?! Parece até aquele trocadalho do carilho com “nomes de orientais” dos tempos de criança, com a devida adaptação: “Saltaro Reboki, Fugiro Nakombi, Polissa Tadôda, Procura Noacha”.

É, Roberto. Mais coisas podem acontecer no ramo do transporte ilegal do que supõe a nossa van filosofia.

Kombinados...

abril 6, 2009
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Depois do Troféu Vitor Fasano e da publicação de pássaros do Twitter revisitados por cartunistas e designers, a M… Corporation lança um novo empreendimento nesta que é a ferramenta do momento na internet: o projeto Na Kombi.

Criamos um perfil no Twitter, o @Na_Kombi (http://twitter.com/Na_Kombi). A cada semana, a Kombi passa por um determinado tema e pega alguns passageiros convidados, para que escrevam sobre o tal assunto. Cada um escreve o que quiser e assina com uma sigla de duas letras (ou pode até ficar incógnito depois de soltar certas frases).

Para saber qual é o tema da semana e quais são os passageiros e suas respectivas siglas, basta passar aqui na M… Online e conferir. Na primeira viagem, a Kombi conta com:

Rosana Hermann (http://twitter.com/rosana) > Escritora, redatora e apresentadora de TV. Criadora do Querido Leitor, com o qual ganhou o prêmio The BOBs de melhor blog em língua portuguesa de 2008, Rosana escreveu para programas como o Pânico na TV e tem um dos perfis brasileiros com mais seguidores no Twitter.  RH

Renato Gaúcho (fake) (http://twitter.com/renato_gaucho) > Um dos perfis-piratas de maior sucesso na rede, Renato Gaúcho ganhou o Troféu Vitor Fasano de Twitter na votação do júri.  RG

Leo Jaime (não fake!) (http://twitter.com/leojaime) > Cantor, compositor, colunista, ator e ídolo. Depois de publicar artigos e colunas para veículos como O Globo, Capricho, O Dia e M…, Leo Jaime continua escrevendo no blog de seu site oficial e agora no Twitter.  LJ

Silvio Lach (http://twitter.com/silviolach) > Publicitário e editor da revista M… e da M… Online. Ex-colunista de humor no Pasquim 21, na revista Domingo e no Caderno B do Jornal do Brasil, no Twitter Silvio está fazendo uma espécie de microblog de humor.  SL

Ulisses Mattos, o Odisseu Kapyn (http://twitter.com/ulissesmattos) > Jornalista e editor da revista M… e da M… Online. Foi colunista da revista Domingo e do Caderno B do Jornal do Brasil e do site Cocadaboa.com. Faz parte do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.  UM

Gabriel Von Doscht, o Moskito (http://twitter.com/moskito) > Designer e músico, Moskito escreve no insólito blog De que Jeito e toca na banda gaúcha Os Vilsos, auto-intitulada “a pior banda que você não conhece” e que está se espalhando pela internet.  GD

O tema da primeira viagem é CRISE.

Os temas de cada semana ainda serão decididos e podem ser propostos também pelos próprios leitores. Já temos alguns nomes confirmados para as próximas viagens, misturando gente já bem conhecida na mídia ou na internet e pessoas de talento que ainda não foram descobertas pela público (estamos de olho em vários perfis no Twitter). A Kombi partiu com sua primeira lotada. Fique de olho na viagem e nos avise se ela fizer barbeiragens, atropelar alguém ou, simplesmente, se estiver indo bem, no melhor estilo “Como estou dirigindo?”.

Um caro prazer...

abril 2, 2009
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Com o aumento do imposto sobre o cigarro, decretado pelo Governo esta semana, a M… se antecipa ao Ministério da Saúde e lança os novos avisos para os maços e caixas do produto:

 

Para quem você acha que o aumento do IPI será repassado?

 

Para a saúde dos próprios funcionários do ministério da Saúde, é bom avisar que quem passou a manteiga no lombo dos fumantes veio de outro ministério. 

 

Para enfrentar a alta dos preços, vale apelar para a velha “filada” de cigarro do amigo ou do colega de trabalho. 

 

Se você já estava cagando para os males do cigarro para a saúde, então talvez não vá se importar se os novos preços te deixarem na merda mesmo.

Baleiando...

abril 1, 2009
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Passarinho Twitter na visão de Fabio Muniz

 

DIRETO DO TWITTER DOS EDITORES DA M…

http://twitter.com/ulissesmattos:

“Quando o assunto é tapear leitores, a Veja é a 1ª da Abril.”

“Estão lançando um jogo de trívias sobre os Beatles: http://migre.me/iwL. Espero que chegue ao Brasil antes de eu fazer 64 anos.”

“Com a popularização do Twitter, poderíamos dizer que o serviço está a caminho das Índias?”

 

http://twitter.com/silviolach:

“Lula abandona almoço porque teria que sentar ao lado do ditador do Sudão. Já o ditador deve ter ficado triste de não ter lula pro almoço.”

“Ainda bem que o Ronaldo Fenômeno está fora da Seleção. Da última vez que ele enfrentou o peru foi aquele escândalo, lembram?”

“Morre Raul Alfonsin, ex-presidente argentino. Viu? Até Deus chama o Raul.”

“A gente ‘empresta’ pro banco a 0% quando deposita na conta. O banco empresta nosso dindin a 10%. Será essa a diferença do idiota pro agiota?”

 

Ilustração de hoje feita por Fabio Muniz. Confira o trabalho do ilustrador e designer em http://www.flickr.com/photos/fabiomuniz/.

É tudo verdade...

abril 1, 2009
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Como hoje é 1º de abril, a M… Online publica um texto já conhecido por internautas mais experientes, de Ulisses Mattos, publicado sob o pseudônimo Odisseu Kapyn, no site Cocadaboa.com.

PEGA NA MENTIRA

Apenas por acaso estou escrevendo sobre a mentira às vésperas do dia 1º de abril. Não acredita que seja coincidência? Faz bem. Não acredite mesmo. Eu juro que é verdade, juro que pensei em escrever sobre ser enganado há duas semanas, quando estava na cama, antes de dormir, lembrando de quantas vezes já me fizeram de otário. Juro mesmo. Mas o melhor que você faz é não acreditar mesmo. Se você pensar bem, o tempo todo alguém está tentando enganá-lo. Alguém sempre está mentindo pra você.

Não vou levar essa idéia a níveis paranóicos, no estilo Arquivo X. Um dos dois famosos slogans da série é “trust no o­ne”. Não acho que você tenha que se preocupar com a possibilidade de o governo americano estar escondendo uma conspiração que envolve a presença alienígenas na Terra. Tem gente que leva essa teoria muito a sério. Acho até que deviam mudar o slogan do seriado para “Não confie em ninguém, nem nas idéias mostradas nesta série”. Quando falo “trust no o­ne, mané”, me refiro às mentiras contadas por seus pais, seus professores, seus amigos, suas namoradas e todos com quem você convive.

Veja bem. Começam a mentir para você desde cedo, com aquele papo de Papai Noel. Aproveitam que você ainda não tem noções de física, biologia e até economia para te enfiar goela abaixo uma história louca sobre um velhinho que vive há centenas de anos viajando num trenó puxado por renas voadoras distribuindo presentes de graça para todas as crianças do mundo. Depois te contam que o Papai Noel não existe. Era brincadeirinha. Aí vem a história da cegonha trazendo bebês para sua mãe barriguda. Depois te contam que cegonha não existe. Aí você vai ao jardim zoológico e dá de cara com uma cegonha. Pronto. É quando você entende que não pode mesmo acreditar em tudo que seus pais lhe falam. Nem nos desmentidos.

Na escola, a professora diz que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil por acaso. Você tem que acreditar que apesar de um tal Tratado de Tordesilhas, uma frota inteira de exímios navegadores portugueses se perdeu e foi parar milhas e milhas longe de seu objetivo. Só levantam dúvidas sobre essa história para você anos mais tarde, na mesma época em que você descobre que aquela baboseira de o verde representar nossas matas; o amarelo, nosso ouro; e o azul, nosso céu era mentirinha também. Então seu cérebro entende que não se deve confiar nos pais, nem nas professoras.

De agora em diante, você só vai acreditar na mídia. O que aparece para você na tela da TV ou nas fotos deve ser verdade. Eis que surge um grupo musical formado por homens dançando e cantando. Todos são fortes e a maioria usa bigode. Eles representam diversos ícones de masculinidade. Tem um índio, um eletricista, um policial… Acho que tinha um motoqueiro também. Não lembro. Mas eram todos homens pra cacete e cantavam que eram “macho men”. É ridículo, mas eu, quando criança, fui enganado pelo Village People, aquele conjunto que até hoje, quando tem suas músicas tocadas em boates, fazem a comunidade gay vibrar, como se tivessem vencido uma batalha contra o mundo. Até hoje me sinto aviltado por ter achado que aqueles caras eram machos-modelos. Só me consola o fato de eu não ter caído na farsa do George Michael.

Você vai envelhecendo e vai achando que não vai mais ser enganado pela mídia, pois está mais experiente. Que nada. A mídia adora te enganar. Os filmes de maior sucesso são aqueles que te enganam o tempo todo e só revelam que estavam te sacaneando no fim, como O sexto sentido, Os outros, Clube da luta, Psicose e outras dezenas de produções espertinhas. E isso não é nada comparado ao Milli Vanilli (lembra disso?) ou à Playboy da Hortência. Ou a Fernando Collor de Mello. Aos 16 anos, tirei o título de eleitor para votar no “caçador de marajás”. Por pouco não votei no pilantra. Dias antes da eleição de 1989 tomei conhecimento de umas informações dúbias sobre o sujeito e tive que escolher outro qualquer.

Não precisa dizer que o mundo político, melhor dizendo, o mercado político já me desiludiu a ponto de eu votar com um pé atrás até nas mais imaculadas carreiras e nobres propostas. Consegui passar a vida sem acreditar nesse absurdo de Adão e Eva, nesse ridículo de uma arca com um casal de todos os animais para repovoar a Terra e outras histórias consideradas verdadeiras apenas por estarem num livro que as pessoas julgam sagrado. Mas nem por isso deixei de ser enganado por meninas, algumas de 15 anos até. Tive que tirar o chapéu para a esperteza de algumas delas. Até porque se não tirasse, furaria o chapéu com meus chifres. Mas pelo menos estava sendo enganado pelo sexo correto. Podia ter sido pior, se na época que eu tinha apenas uns 6 anos de idade tivesse acreditado nos meus colegas mais velhos na aula de judô, que vieram com um papo estranho de que para virar homem eu tinha que dar para eles três vezes. Tem gente que só descobre que é mentira na segunda vez que deu. Graças aos meus instintos masculinos, não precisei nem da primeira vez para achar que essa lei não era nada plausível e dedurei os caras.

Mas a vida continuou e fui sendo passado pra trás por alguns amigos, sendo que alguns ainda carregavam o irônico requinte de ter o sobrenome Leal. Amiguinhos me enganaram pegando minhas namoradas, me roubando em jogos, mentindo sobre outros colegas etc, etc, etc. Cresci e continuei caindo nas pequenas mentiras de amigos na faculdade, no estágio e no trabalho. E vão continuar tentando me enganar na pracinha dos aposentados, no asilo e na ala dos doentes terminais do hospital. É por isso que não acredito em mais nada. Taí a explicação para os que vêm me perguntar por que minha primeira reação às situações que me apresentam é ser irônico, fazer piadas de tudo e de todos, encarar tudo com um olhar jocoso e tripudiar de gente que fatura em cima da ignorância geral. Caramba! Se seus pais, seus professores, suas namoradas e seus amigos já te enganaram, como confiar na eficiência do produto do comercial, na boa intenção da apresentadora com câncer, na pureza da cantora-mirim, no talento do ator/modelo, na inteligência do teatrólogo moderninho, na originalidade do VJ, na honestidade da candidata a presidente e na imparcialidade da Imprensa? Os próprios jornalistas brincam entre si dizendo que o jornal é como uma fábrica de salsicha: se o público soubesse como é feito, ninguém comprava.

Não é para você acreditar que o insuportável 1º de abril não tem nada a ver com meu desabafo, mas é verdade. Pensei em tudo isso há duas semanas, na cama. Achei que depois de mais um dia exposto a tantas mentiras, agora teria umas horinhas longe delas, dormindo. Foi aí que pintou a insônia. Assim que eu adormecesse iria entrar em mais um mundo de mentiras, o­nde meu subconsciente me engana dizendo que eu vôo que nem o Super-Herói Americano (cante comigo: Believe it or not, oh, walking o­n air), que os mortos estão vivos ou que recebo uma oferta de emprego no qual minha função é controlar uma fila de crianças que vão mergulhar numa piscina. Não há como fugir. Até dormindo você está sendo enganado. Confie em mim. É verdade.

(Odisseu Kapyn )

Isto é…...

abril 1, 2009
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