Silvio Lach, um dos editores desta M…, parou para pensar no custo de vida e percebeu como foi que passamos a gastar muito mais no dia-a-dia com coisas que não existiam antigamente. Novidades como o café expresso, os produtos diet, o suco de caixinha e a restaurantes de comida a quilo substituiram artigos e hábitos que eram bem mais em conta nas nossas contas.
“Talvez você não lembre, mas antes dessa viadagem de expresso, o café era servido como cortesia nos restaurantes depois das refeições. Pode parecer pouco, mas é de grão em grão, torrado e moído na hora, que o nosso dinheiro vai pro saco”, diz Silvio no texto que você confere abaixo:
Publicamos hoje um texto de Odisseu Kapyn, ex-colunista do Cocadaboa, colaborador da M… e integrante do grupo de stand-up comedy Ponto Cômicos.
Odisseu propõe novas regras no português, bem mais interessantes que a Reforma Ortográfica, como o extinção gradativa do trema (passando de dois para um ponto), além de comentar a entrada do K.Y. no idioma.
A dona da Daslu, Eliana Tranchesi, voltou a entrar em cana. Para homenagear a ocasião, a M… Online faz uma espécie de “vale a pena ler de novo” e publica um texto de Silvio Lach, escrito na primeira vez que Eliana foi presa, em 2005.
Uma carta com grife
Meus caríssimos (bota caro nisso) clientes,
Essa Operação Narciso (não era Rodriguez) me deixou aloPrada. Alguém me deFendi. Não sou dessa Alaia. Não é Versace o que Diesel por aí. Sou uma pessoa Dolce & Bacanna. Pucci que Paris!!! Estão me pegando para Christian, meu Dior. Não sou laDonna Karanba, muito menos um Corleone. Preciso de um Cacharel em direito, um Salvatore, um cara Valentino para dar um jeito nessa Bottega, antes que coloquem no meu Rabane. Mas eu não vou botar o Galliano dentro não. Chloé? Vou continuar minha Missoni. Miu Miu, abraços para vocês.
Nosso crítico de M, Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, nos mandar mais uma resenha de sanitário feita em sua excursão pelo Nordeste. No texto de hoje, Sidney narra como foi soltar um barro em um dos maiores pontos turísticos do Ceará, o Beach Park.
O crítico de M teve momentos de suspense ao entrar no banheiro, encarando uma situação na qual achou que seria abordado por Sérgio Mallandro:
Um artista pintando a Mona Lisa numa tela gigante, usando gordura de hambúrguer: http://migre.me/aST. Seria La Angioconda?
Sobre a ilustração de hoje> Autoria do cartunista e ilustrador Leandro Kemp. Seu trabalho pode ser visto no blog Lactobacilo Morto. Para entrar em contato, envie e-mail para kempcartuns@yahoo.com.br.
A leitora Elisa Barbosa, do blog Embalagem Sustentável, nos mandou um e-mail avisando que voltou a falar de merda, como quando citou o Shit Box (privada portátil feita de papelão). “Já que vocês gostam do assunto, vejam o último post do meu blog”, diz Elisa, apontando para uma notícia sobre um papel feito de bosta de elefante.
A nota explica que como o elefante é vegetariano, sua merda é altamente fibrosa e ótima para reciclar e fazer papel. O processo é feito na Índia, onde elefantes são abundantes.
Eis um exemplo de como merda relacionada àquele país pode se tornar útil. Quem sabe agora alguém pensa numa forma de também tranformar Caminho das Índias em papel de qualidade, artigo em falta nesta obra de Glória Perez.
Como prometemos, publicamos hoje duas críticas de filmes merdas que não conseguimos soltar no dia de suas respectivas estréias. No post abaixo deste, Roberto Cunha fala de Jogo entre ladrões, que estreou na semana passada e conseguiu se manter no circuito, apesar da recepção fraca do público (está em oitavo lugar entre os filmes mais vistos neste fim de semana).
E aqui você confere a resenha para The Spirit: O filme, a adaptação do mais famoso personagem do mestre dos quadrinhos Will Eisner.
A crítica é do jornalista André Gordirro, crítico e colaborador de revistas como a SET. Profundo conhecedor de HQ, Gordirro não se conteve diante do filme dirigido por (justo ele!) Frank Miller, uma lenda no gênero. De acordo com nosso resenhista, o longa causa “vergonha alheia avalassaladora”:
O crítico Roberto Cunha, do site Adoro Cinema, foi conferir Jogo entre ladrões e voltou com o testemunho de um filme policial bem merdinha, daqueles que só tem o elenco como trunfo.
De acordo com Roberto, Morgan Freeman e Antonio Banderas não conseguem evitar que a obra de Mimi Leder cheire mal:
Estamos procurando novos colaboradores para duas seções.
> Coluna Falou Merda.
Se você fica ligado direto na TV e/ou em sites e tem um senso de humor (um mix de sarcasmo, cinismo, humor negro e pensamento politicamente incorreto), seja o novo colunista da seção. Basta, a cada semana, reunir as pérolas ditas na mídia e fazer comentários curtos sobre as merdas que as pessoas falam. Interessado? Mande-nos um e-mail com uma mostra do seu material. Pagamos mal. Mentira, estamos brincando. Não pagamos nada. Mas a coluna é assinada e pode contar com link para outro site, se o novo colunista tiver um blog.
> Seção Humor Marrom
Você é cartunista, designer, sabe mexer com photoshop ou desenha bem? Que tal ver seus traços na seção Humor Marrom, ilustrando os posts da série “Direto do Twitter dos Editores”? Basta mandar sua livre interpretação do passarinho-símbolo do Twitter. A idéia é que os trabalhos tenham a qualidade das contribuições do Porko Parade; no entanto, se você não sabe desenhar muito bem mas tiver uma boa idéia rabiscada para nos mandar, talvez role uma publicação, mais na linha do Hipopótamo Zine.
Ah, sim. Como nos dois sites que citamos, o esquema é colaborativo. É para você mostrar o seu talento. Damos o crédito e o link para o blog do autor do desenho.
Consultores contratados pela M… Corporation disseram que a estratégia de tranformar frases curtas do twitter em posts da seção Humor Marrom não foi acertada. O Conselho Editorial ainda está analisando essa dica, mas por via das dúvidas, enquanto não recebemos o resultado das pesquisas de opinião com leitores, voltaremos a usar o modelo antigo. Então, voltamos com…
“Ontem vi um pombo comendo arroz de um despacho de macumba. Finalmente descobri de onde vêm as pombas-giras”.
“Quando a moça aprende a cozinhar, dizem ‘já pode casar!’. Quando homens se viram na cozinha sem a esposa, pensam ‘já posso me divorciar…’”
“O que pensam os taxistas que colocam Insulfilm em seus carros? Como ver se estão ocupados ou livres? Devem achar legal fazer pegadinha, tipo Táxi do Gugu”.
“Coelho enfrenta cobra: http://tinyurl.com/dxhyvs. O coelho foi mais que corajoso. Inseminou a cobra três vezes e ela nem viu”.
Um de nossos especialistas em banheiros, Sidney Luzio, nos envia mais uma crítica de M sobre sua turnê nordestina. Desta vez, ele até gravou imagens do banheiro que encontrou em um barraca no Ceará, com suas cores inapropriadas para um sanitário:
Os tons nervosos, no entanto, eram domados pelo barulho do mar, que deram um toque relaxante ao nosso crítico de M. Leia a descrição de mais uma aventura de Sidney, do blog Já Caguei Aqui, pelos banheiros do Brasil:
Estamos sem colunista fixo para a seção Falou Merda, que estava sendo assinada por Alexandre Paim. Enquanto ainda não escolhemos um novo nome como titular da coluna (aceitamos currículos de gente que tope coletar declarações infelizes na mídia e faça comentários curtos sobre as frases), vamos publicar aqui contribuições de leitores e colaboradores.
Roberto Cunha, do site Adoro Cinema, manda uma observação sobre um comentário de Fausto Silva:
“O apresentador Fausto Silva, que comemora 20 anos a frente de seu indefectível programa dominical, mandou muito mal ao falar da nova novela da emissora do Jardim Botânico. Quando as imagens mostravam os integrantes da produção, Fausto fez, mais ou menos, o seguinte comentário: “Pôrra, meu! Elenco bem mesclado”. Na cabeça do telespectador que pensa um pouquinho vem logo à cabeça: “mesclando bons atores e atores merdas!”. Seria isso que o ilustre apresentador quis dizer?
Não satisfeito, ao fazer o merchandising da Motorola, que bota muita grana no seu bolso, Silva falou, com seu inglês nota 10, que o novo produto do fabricante vem com o ‘iu tu’. O que ele queria anunciar, na verdade, era a promoção fechada entre a empresa e o grupo irlandês U2. Francamente! Como diria Casoy: Uma vergonha!”
Três filmes que merecem a atenção da M… chegam ao circuito nesta sexta-feira. Sentindo cheiro de merda, escalamos três críticos de M diferentes para fazer as resenhas desses longas. Um dos textos, sobre The Spirit – O filme, escrito pelo jornalista especializado em cinema André Gordirro, chega só semana que vem. Mas hoje, antes de irem ao cinema e serem surpreendidos por merdas na tela, vocês já podem ler, no post abaixo, a crítica de Pagando bem, que mal tem?, por Ulisses Mattos, e do terror Alma perdida, neste post.
Para Alma perdida, contamos com a primeira resenha do fotógrafo e artista plástico Beto Roma, fã do gênero. Beto já tinha sido chamado para dar uma assistência ao crítico Eduardo Frota no remake de Sexta-Feira 13 e Dia dos namorados macabro 3D. Como Frota se recusou a ver este filme, por motivos não revelados, Beto topou fazer seu próprio relato, aproveitando sua bagagem para dar pitacos sobre mais uma produção feita para dar sustos na platéia:
O crítico de M escalado para ver Pagando bem, que mal é o jornalista UIisses Mattos, editor desta M… aqui. Fã de Kevin Smith, o crítico ficou na dúvida se o filme merecia ou não entrar na lista de filmes merdas analisados pela M… Online.
Segundo Ulisses, o filme não chega a ser uma porcaria, mas quem for esperando um filme à altura de Smith, vai achar uma bosta.
Dêem só uma olhada na foto de divulgação da peça Não matei, mas sei quem fui, que está no Teatro Café Pequeno, no Leblon:
Tudo a ver com a M…, né? A história também: trata-se de uma comédia que se passa no banheiro de um quarto de motel, mostrando um cara que tem um encontro amoroso com a chefe. Mas ele se dá conta de que ela está morta e tenta investigar o crime, fazendo um interrogatório com suas múltiplas personalidades. O texto e a atução são de César Amorim, com direção de Diego Molina.
Se você está no Rio e ficou a fim de assistir à peça, é só nos mandar um e-mail (redacao@mcorporation.com.br) dizendo que quer um par de ingressos. Temos entradas para os dias 24/3 (terça), 25/3 (quarta), 31/3 (terça) e 1/4 (quarta), sempre às 21h. Os cinco primeiros e-mails que chegarem aqui ganham um par de ingressos cada.
Mas é preciso dizer em que data você quer ir. Só podemos distribuir um par de ingressos por sessão (com exceção de um dos dias, já que só há quatro sessões ainda disponíveis). O primeiro a mandar tem preferência de escolha sobre o segundo, e assim por diante. Se um leitor pedir ingresso para um dia já esgotado pelos outros leitores, a gente avisa que não rola e oferece pra outro dia. Entendido? Então… Valendo!
A cartola do site Mulher e Futebol, Marina Miyazaki, atende também pelo apelido de, vejam só, Marina M. Diante de um codinome desse e um site interessante, não havia como deixar de pedir uma cocô-laboração sua. Encomendamos um texto a Marina, que nos enviou uma pensata sobre a relação entre um jogador de futebol e seus carros de luxo:
É normal o cara morrer e virar santo. Vimos a mídia poupar Roberto Marinho, Antônio Carlos Magalhães e tantos outros nomes que eram ao mesmo tempo amados por uns e odiados por outros. Com a morte do sujeito, as coisas ruins são varridas para baixo do caixão e só os grandes feitos e as minguadas qualidades das pessoas ganham destaque. Nós da M… sempre contestamos esse tipo de comportamento da mídia, mas estamos prontos para ser criticados agora. Isso porque morreu Clodovil e não temos como deixar de falar umas palavras positivas sobre esse senhor racista, egocêntrico, elitista, esnobe e com falhas de raciocínio. Sim, Clodovil tinha esses defeitos, mas não vamos falar disso neste momento. Não em respeito ao falecido. Mas porque quando lembramos aqui dele, a primeira memória que nos vem à mente é como Clodovil foi legal com a gente, ainda no início de nosso projeto.
Clodovil havia acabado de ser eleito deputado federal por São Paulo, com uma votação recorde. Estávamos fechando nossa primeira edição, que teria Preta Gil na capa. Mas começamos a achar que a Preta poderia dar uma idéia errada sobre o que era a revista, por já aparecer bastante em outros tipos de publicações. Foi quando tivemos a idéia de chamar Clodovil para substituir Preta Gil. Seria perfeito. A eleição de Clodovil era tida por muita gente como uma das grandes merdas que tinham acabado de acontecer. Afinal, era mais uma pessoa eleita por ser celebridade, não por ter um histórico de preocupações políticas. E muita gente achava Clodovil um merda, por seu estilo muitas vezes grosseiro e maldoso. Ou só por ser homossexual assumido. Tínhamos que ter Clodovil no nosso número 1. Mas um cara conhecido como ele ia topar conversar com uma revista começando do zero, independente, desconhecida? E será que toparia sentar num vaso sanitário, como a gente imaginou serem sempre as nossas capas?
Ligamos para ele e falamos que éramos de uma nova revista, chamada “M…”, de “merda”. Em vez de nos descartar, ele riu e se interessou. Dissemos que pensamos nele para nossa primeira capa e entrevistão porque ele era conhecido por falar das merdas que rolavam por aí, porque ele nunca teve medo de jogar merda no ventilador e porque ficamos felizes com a eleição dele. É, não falamos que pensamos nele porque muita gente achava que ele era um merda. E a parte da eleição dele também era verdade, porque quando um cara como Clodovil vence uma eleição, isso não deixa de ser uma “resposta” do eleitor para o estado da política atual. Ficamos, sim, felizes de certa forma com a eleição do estilista e apresentador de TV. Então, Clodovil começou a nos testar, falou alguma coisa em francês ao telefone e se surpreendeu quando respondemos também em francês. Tocamos no lado elitista do estilista, que achava que as pessoas eram melhores por serem poliglotas. E não é que o sujeito topou nos receber em sua casa, em Ubatuba?
A entrevista foi repleta de provocações de Clodovil. Muitos disparates, frases preconceituosas e asneiras com as quais não concordávamos de jeito nenhum. Mas nós – os editores Ulisses Mattos e Silvio Lach e o fotógrafo Alex Ferro – tínhamos combinado que não entraríamos em choque com ele, pois se discutíssemos e fôssemos expulsos de sua casa, não teríamos nem a entrevista nem a foto de capa. Voltaríamos para casa de mãos vazias, depois de uma desgastante viagem de carro, com mais de dez horas de ida e volta. Logo de cara, Ulisses levou uma patada quando começou a expor suas considerações sobre a eleição de Clodovil. “Quem vai dar a entrevita, eu ou você?”, disse Clô, dando um cala-boca na equipe. No meio da entrevista, fez algumas afrontas aos judeus, preferindo olhar para o denunciador nariz semita de Silvio nessas horas. Ao fim, ainda se certificou da origem do editor, perguntando a Silvio se ele era judeu e aproveitando para falar que o 11 de Setembro tinha um dedo dos judeus, pois nenhum deles teria morrido na catástrofe. Teoria da Conspiração.
Mas ao mesmo tempo que soltava essas pérolas, nos recebeu com grande hospitalidade, nos mostrou sua mansão – que nos surpreendeu pelo bom gosto, em vez de uma decoração possivelmente exótica –, e aceitou posar sentado em um dos vasos sanitários que tinha em seu jardim, ao ar livre. Tirou a roupa e ficou de roupão para posar para o Ferro (Clodovil já tinha feito uma observação maliciosa sobre o sobrenome do fotógrafo, claro). Ficou conosco por quase seis horas, sempre paciente e sabendo estar se arriscando com pessoas que nem conhecia, que podiam acabar com ele numa entrevista editada de forma maldosa. E mostrou que não era ingênuo quando no meio da conversa disse que podíamos tê-lo chamado para a capa por acharmos que ele era uma merda.
Tentamos não ser escrotos com Clodovil. Retiramos as partes anti-semitas depois que ele foi ameaçado de processo quando repetiu no rádio as afirmações que fez a nós e teve que se retratar, não demos opinião sobre suas declarações e, atendendo a seu pedido, não publicamos a parte em que ele revelou que seu guru previu que Clodovil seria prefeito de São Paulo num futuro próximo (o mesmo guru também lhe garantiu que Lula não seria reeleito). Respeitamos e preservamos Clodovil, antes de tudo, porque prometemos nunca sermos calhordas com nossos entrevistados, sempre deixando o público fazer o julgamento sobre as pessoas, de acordo com o que nos contam. E hoje, mais de dois anos depois daquela entrevista, vemos que Clodovil mereceu o respeito que lhe demos, porque ele teve uma posição exemplar com a revista. Ele nos deu uma entrevista no momento em que negava falar com a grande imprensa. Clodovil estava recusando ser entrevistado por revistas de peso, pois, como disse, a imprensa sempre o sacaneou e agora estava atrás dele. Clodovil topou gastar seu tempo para conversar com três desconhecidos sem significância na mídia e ainda sentar seminu em um vaso sanitário. Ele precisava fazer isso? Não. Mas ele nos contou na entrevista que se considerava a “madrinha da M…”, pois entendia exatamente a nossa proposta. Clodovil foi o primeiro a entender exatamente o que é a M…, sem precisarmos explicar muito. Hoje, muita gente festejada por aí simplesmente ignora nossos pedidos de entrevista ou dá desculpas esfarrapadas. Já o falecido Clodovil, que tanta gente considerava grosseiro, babaca e vil, foi simplesmente sensacional conosco. Não temos como deixar de dar esse testemunho sobre Clodovil, mesmo rindo das inevitáveis piadas que foram e sempre serão feitas com ele. Vai nessa, Clodovil. Partiu.
(No post abaixo, você pode ler a versão mais longa da histórica entrevista que Clodovil deu à M…)
Já que estamos no momento de reviver as grande pérolas de Clodovil, eis a versão maior da entrevista que Clodovil deu paro o número 1 da revista M…, no fim de 2006, quando acabara de ser eleito deputado federal por São Paulo. Muitos trechos desta entrevista nunca foram publicados, pois não couberam na edição. Na verdade, é mais do que uma entrevista. É uma conversa, a qual Clodovil quase transformou em monólogo.
Nos arriscamos a dizer que esse registro é o que melhor representa o que foi Clodovil. O texto está disponível não só para o público, mas para toda a imprensa, caso haja interesse em republicação de trechos. Lamentamos eventuais erros de português ou de formatação, pois esta não é a versão que passou por revisão:
Hoje, Silvio Lach e Ulisses Mattos, editores da M…, ministrarão uma importante aula magna na Universidade Veiga de Almeida de Cabo Frio, para estudantes de Comunicação Social.
Usaremos todo o nosso conhecimento para falar do mercado, debater o futuro do jornalismo e as tendências da propaganda, criticar o modus-operandi viciado e obsoleto das empresas midiáticas e, mais importante que tudo, fazer divulgação do PROJETO M… CORPORATION!
Quem for das redondezas pode aparecer lá no campus da UVA, às 18h30, para assistir. Não deve ser chato, não. Como contamos algumas coisas de bastidores, nossas palestras em faculdades costumam ser acompanhadas de risadas da platéia. Esperamos até que Clodovil não morra hoje, depois de ter sofrido um AVC, pois temos histórias interessantes para contar sobre o deputado, que foi capa da nossa primeira edição.
De acordo com nossos críticos de M, hoje chegam às telas três filmes merdas: Jogo entre ladrões, Bela noite para voar e Dia dos namorados macabro 3D. Hoje, publicaremos apenas duas resenhas. A terceira ficar para outro dia, pois um dos críticos não teve tempo de entregar o texto.
No post abaixo deste, você pode ler a segunda crítica de hoje. E aqui em cima, confere a de Dia dos namorados macabro 3D, escrita por Eduardo Frota (do Cinéfilo Eu?), que levou um fã de filme de terror para auxiliá-lo na avaliação, como fez na badalada resenha de Sexta-feira 13.
A segunda crítica de filme merda de hoje, também de Eduardo Frota, é Bela noite para voar, sobre o presidente JK (todo mundo usa essa sigla com preguiça de procurar a grafia certa do sobrenome, né?).
Com vocês, a resenha do longa, que pelo menos tem Mariana Ximenes como colírio:
Durante a comemoração dos 80 anos de Hebe, foi surrupiado um pênis de borracha, usado na decoração da festa. Agora, está todo mundo querendo saber qual dos 700 convidados levou o consolo da Hebe. Em mais uma prestação de serviço, a M… se oferece a ajudar a polícia a encontrar o ladrão e levanta alguns suspeitos. Gostaríamos de contar com a colaboração dos leitores nessa busca, votando na enquete ao lado.
Eis os suspeitos, com o motivo para o crime:
Luciana Gimenes - Sempre levou pau da Hebe na audiência
Luciano Huck – Para fazer em seu programa o quadro “Soentrando”
José Serra – Para fazer um agrado a um certo parceiro político
Amaury Jr – Cobrou um pau para fazer a cobertura da festa
Roberto Justus – Depois dos 50 anos, resolveu ser aprendiz
Roberto Carlos - Para agradar a namoradinha de 23, pois agora é moderninho
Julio Iglesias – Em entrevistas, já confessou ter problemas de ereção
Preta Gil – Para ter o que fazer assim que trocar de namorado
Otávio Mesquita – Para substituir algo seu na próxima plástica que fizer
Sidney Luzio, do blog Já Caguei Aqui, envia mais uma crítica de banheiro, resultado de sua saga pelo Nordeste. Nosso crítico de M nos narra sua aventura por um banheiro de estrada, no caminho para Canoa Quebrada, no Ceará. No meio de seu trabalho, avaliando uma privada do local, Sidney se surpreendeu com uma invasão à sua cabine. Confiram:
Nossas fontes nos contam que assim que chegou ao templo, o medo dos fiéis era que o bispo Macedo estivesse devendo algum dinheiro ao ator, por conta de sua participação na novela da Record, e que Dado estivesse lá para “dar porrada geral”.
Mas agora, a turma da Universal já está até empolgada com a possível conversão de Dado. Seria um ótimo reforço quando precisarem de novo chutar alguma santa.
E o Guilherme Selles nos mandou a notícia que foi publicada no blog Embalagem Sustentável, que teve até um comentário apontando um problema ecológico do produto (o saquinho plástico supostamente biodegradável):
Agradecemos aos leitores e vamos seguir a sugestão do Guilherme, levando mais a sério o “confiram por vocês mesmos”. Entramos em contato com o fabricante e pedimos que envie o produto para testarmos aqui na M… Corporation. Mas solicitamos o artigo de forma gratuita. Afinal, estamos na merda e não podemos arcar com despesas em época de crise. Aguardemos a resposa da Brown Corporation.
Já temos o resultado do Emme Awards de janeiro. O merda do mês foi a Igreja Renascer, escolhido por 25% dos votos dos leitores.
Por ter deixado o teto de um templo cair sobre as cabeças de alguns de seus fiéis, a Renascer ficou à frente de Dilma Rousseff, por ter aderido ao marketing político e reconstruído sua cara (19%); o blogueiroque passou a mão na bunda de uma coelhinha da Playboy na Campus Party (18%); a vovó Naiá, que tem feito declarações racistas no BBB9 (17%); o governo de Israel, por ter reagido de forma desproporcional aos ataques dos militantes palestinos (15%); e Pelé, que criticou Robinho antes de qualquer confirmação sobre um suposto estupro praticado pelo jogador (7%).
O MERDA DE FEVEREIRO
Agora é hora de escolher o merda de fevereiro, que pode ser um dos finalistas para o Emme Awards, no fim do ano. Conheça os candidatos:
Os patrocinadores do nadador Michael Phelps que abandonaram o atleta depois que ele foi flagrado fumando maconha.
O ex-deputado federal Edmar Moreira (DEM), que não declarou à Receita Federal nem à Justiça Eleitoral ser proprietário de um castelo de R$ 25 milhões.
O rapper Chris Brown, que agrediu sua mulher, a cantora Rihanna, impedindo até que ela participasse da cerimônia de entrega do Grammy.
O PMDB, por não se defender depois de ser acusado de corrupção por um de seus próprios membros, o deputado Jarbas Vasconcelos, tendo ainda dito que a denúncia foi só um desabafo.
Paula Oliveira, a brasileira acusada de ter forjado a perda de uma gravidez e diversos cortes de estilete em uma suposta agressão de militantes de extrema direita, na Suíça, causando um incidente diplomático.
O ator Christian Bale, que deu um esporro exagerado e interminável no diretor de fotografia do filme O exterminador do futuro 4, durante a filmagem do longa, e teve que se retratar depois que a gravação em aúdio do faniquito vazou para o público.
O cartunista do New York Post Sean Delonas, que fez uma charge associando um macaco ao presidente Barack Obama, pela qual o jornal teve que se desculpar.
Para votar, vocês já sabem: basta clicar na enquete ao lado, sem necessidade de cadastramento, pagamento, identificação ou qualquer outra merda.
A produtora independente, que fez nossos vídeos do Funk da Mulher Acerola e o Teste do Vibracall, lançou um vídeo para participar da nova campanha da Skol. Veja uma das propagandas oficiais de “Redondo é rir da vida”, com Rafinha Bastos:
E agora, o “Post pago a cobrar”, da Badalhoca:
Vai dar merda…
Atualização - Deu merda mesmo. A agência de publicidade que fez a campanha original pediu para a Badalhoca retirar o vídeo da rede. Vejam a explicação de Ronald Rios sobre o caso aqui, com direito ao novo vídeo, agora sem o “uso impróprio da marca”.
Atualização (2) - Está começando, no Twitter, uma campanha de apoio a Ronald Rios, a “Free Ronald Rios”. Lançada pelo cartunista André Dahmer, a corrente conclama todos a ficar seis horas sem beber álcool. É um sacrifício, mas é possível. Afinal, hoje nem é sexta-feira.
Atualização (3) – O blogueiro Rodrigo Stimpy disponibilizou uma imagem para a confecção de camisas com a campanha para tirar Ronald Rios da ilegalidade:
Atualização (4) - Agora fizeram um blog para lutar contra a extinção de Ronald Rios: Free Ronald Rios. E nosso leitor, Cauê Madeira, avisa aqui embaixo, nos comentários, que disponibilizou em seu site um código para blogueiros instalarem um banner para divulgar a campanha e o blog pró-ronald:
Tem muita gente falando que achou lamentável ver Ronaldinho em campo ontem, em sua estréia pelo Corinthians. O sujeito ainda está fora de forma e parecia exausto.
A situação lembrou outra muito famosa, ocorrida ano passado, no MTV Video Awards:
Mas com o Ronaldo foi mais grave. Nem playback o jogador tinha pra ajudar.
E depois do jogo, o Fenô-menos ainda reclamou de um jornalista que bateu com o microfone em seu olho.
Tá certo. É preciso ter mais cuidado. Mas vai dizer que o Ronaldo não agüenta levar microfone no olho?
Leonardo Vela, que é um observador do universo anão – como prova esta crítica sobre Pindorama, que ele fez para a M… Online -, nos manda um suposto flagrante de discriminação sanitária contra os verticalmente prejudicados:
“Achei interessantes as portas desse restaurante aqui perto de casa. A da direita é do banheiro das mulheres. A da esquerda deve ser a dos anões”.
Um absurdo esse tipo de preconceito. Cadê o arcebispo de Olinda e Recife, que não excomunga os donos desse restaurante? Deve achar isso um caso menor.
Henrique Cazes é um dos maiores nomes do chorinho, responsável por projetos como o Beatles ‘n’ Choro. Há pouco tempo, Cazes criou um alter-ego politicamente incorreto, o sambista J. Canalha, tido como o “único sambista novo que não é afilhado da Beth Carvalho”. Um bom exemplo de suas letras é “Chatos em desfile”:
Canalha, que acaba de lançar seu primeiro CD pela Rob Digital, entrou em contato com a M… e encomendamos a ele uma lista de dez sambas merdas. O sujeito quebrou a cabeça, conseguiu eliminar vários candidatos e chegou ao número que pedimos. Não foram poupados nem compositores como Tom Jobom, Toquinho e Vinícius e Gonzaguinha.
É com prazer que a M… Corporation, divulga o resultado da primeira edição do TROFÉU VITOR FASANO DE TWITTER. O prêmio, veiculado aqui na M… Online (ou site da revista M…, se preferirem) foi criado para reconhecer o árduo trabalho dos melhores fakes da mais nova e comentada ferramenta social da internet.
Como já vínhamos falando, a grande batalha foi entre O Criador e Renato Gaúcho, nas duas categorias. A vitória de cada um deles em suas respectivas modalidades foi apertada.
No Prêmio do Júri - composto por Marcelo Tas, Rosana Hermann, Alexandre Inagaki, Ronald Rios, Wagner Martins/Mr. Manson, Silvio Lach, Lucas de Barros/Chico Barney, Didi de la Falaise, Ulisses Mattos/Odisseu Kapyn e Bia Granja – o candidato Renato Gaúcho venceu com 5 votos, apenas dois a mais que O Criador, que teve 3 votos. Os outros dois votos do júri foram para Regina Duarte (http://twitter.com/meunomeeregina) e Rubens Ewald Filho (http://twitter.com/rubensewald).
No Voto Popular, O Criador (http://twitter.com/OCriador) teve 31% dos votos, seguido de perto por Renato Gaúcho, com 29%. Nos últimos dias, os dois se alternaram na primeira posição, que acabou se definindo com Deus conquistando 390 votos, 35 a mais que o ex-jogador e técnico de futebol.
Vale destacar a boa participação dos internautas, que depositaram na urna virtual mais de 1.200 votos, dando também uma emoção a mais na disputa do terceiro lugar, travada por Regina Duarte e Zé do Caixão (http://twitter.com/zedocaixao). Aquela que uma vez disse “tenho medo” acabou vencendo aquele que diz “tenha medo!” por apenas 15 votos, depois de passar os últimos dias em quarto lugar.
Nós da M… queremos agradecer a participação dos leitores, a dedicação dos jurados, o interesse da Imprensa e a divulgação de todos que foram espalhando pela rede a nossa iniciativa para premiar o bom humor espontâneo a anônimo. Parabéns aos vencedores. Àqueles que não foram premiados ou mesmo não chegaram à fase final, queremos dizer que não deixem de trabalhar seus perfis fakes no Twitter. Ano que vem tem mais, com a Segunda Edição do Troféu Vitor Fasano de Twitter.
Depois de mandar o flagrante que fez de um minibloco de merda no carnaval, o colaborador Leonardo Vela, também chamado de Wella ou Homem-Spam da M…, nos mandou o texto que lhe encomendamos sobre as merdas que estão rolando nos blocos cariocas, uma modalidade de folia que só faz crescer na cidade.
O correspondente de M… destrincha os problemas e chega a sugerir soluções, sob sua ótica um tanto peculiar:
Pelo histórico, vão pedir para ela contracenar com oito caras.
Mas qual seria o título do filme? Se ainda estivesse grávida, poderia ser “Oito sem tirar de dentro”. Mas como diz o leitor Toni Barros, o melhor é que tivesse a palavra “OctoPUSSY” no título.