Com a Crise se aproximando cada vez mais e o crescente número de jornais e revistas que estão à beira da falência, a M… Corporation foi obrigada a rever seu orçamento. Infelizmente, por não ter assalariados na empresa, não poderemos fazer cortes de pessoal. Para continuar com nossos trabalhos, no entanto, nos vimos obrigados a dar licença não-remunerada aos editores da M… Online. Assim, este site deixará de ter conteúdo renovado entre 27 de dezembro e 4 de janeiro.
Ao voltar do período de descanso, continuaremos atualizando este espaço e preparando a edição número 4 da revista M…, com previsão de lançamento para o início de março de 2009. Até lá, se vocês ficarem apertados, com vontade de ver M… logo, vale a pena conferir a versão eletrônica da publicação (clicando na foto da capa do número 3 ou no banner principal desta página) ou os textos mais antigos deste site, navegando pelo menu da esquerda.
Fechamos o ano agradecendo o apoio e a receptividade dos leitores e colaboradores da M… Corporation e desejando um feliz Ano Novo. E como dizem os artistas de teatro (e, secretamente, o pessoal dos departamentos de RH): muita M para vocês em 2009!
O fim do ano chegou. Toda grande empresa midiática tem que fazer uma retrospectiva. Como agora somos um dos gigantes da comunicação brasileira, nos sentimos compelidos a preparar a nossa seleção de momentos importantes de 2008. Para isso escalamos o colaborador Odisseu Kapyn, ex-Cocadaboa e atual explorador da febre de stand-up comedy (atuando no Ponto Cômicos).
2008 foi o ano de Amy?
Odisseu mostra que 2008 não foi o Ano de M, e sim um dos períodos com mais acontecimentos positivos em toda a história da Humanidade. Ao ver o lado bom de tudo que aconteceu nos últimos 12 meses, nosso colaborador nos dá uma lição de otimismo, exceto pela última frase de seu texto, recomendado apenas para quem não tem preguiça de ler:
2008 não foi um ano de M
Engana-se quem achou que 2008 teve muita merda acontecendo. E mesmo se houvesse, a mesma merda que é encarada com um torcer de nariz por uma pessoa pode ser vista como adubo por um agricultor que cultiva sua terra para gerar vegetais que venderá para tentar saldar sua dívida com o banco e ainda alimentar seus nove filhos famintos. É só olhar com o coração aberto:
OS AFASTAMENTOS
Rebeca Gusmão parou de se dopar. Gustavo Kuerten parou de perder. Fidel Castro parou de ser criticado como ditador de Cuba. Fábio Assunção parou de chegar atrasado e nervoso às gravações das novelas. Romário parou definitivamente de anunciar que largará o futebol. A ministra do Meio Ambiente Marina Silva parou de entrar em choque com o próprio governo e seus próprios ideais. Bill Gates parou de ser criticado por atos da Microsoft. Matilda Ribeiro, ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, parou de usar cartão de crédito do Governo indevidamente.
POLÍTICOS COM ACEITAÇÃO DO PÚBLICO – UMA NOVA ERA
O presidente francês Sarkozy foi sucesso entre o público. Só por se casar com a modelo e cantora Carla Bruni, mas deixa pra lá.
Barack Obama foi sucesso entre o público. Só por seu simbolismo, mas deixa pra lá.
Sarah Palin foi sucesso entre o público. Só por ter cara de bibliotecária com sexualidade escondida, mas deixa pra lá.
Fernando Gabeira foi sucesso entre o público. Só por seu simbolismo. E perdeu a eleição. Mas deixa pra lá.
Carlos Minc foi sucesso entre o público. Só por seu jeito meio maluco e suas promessas, mas deixa pra lá.
No final do mandato, George Bush foi sucesso entre o público. Só por sua habilidade ninja ao se esquivar de dois arremessos de sapatos feitos por um jornalista iraquiano. Mas deixa pra lá.
SAÍRAM DA VIDA, MAS ENTRARAM PARA A HISTÓRIA
Heath Ledger morreu como o melhor Coringa de todos os tempos, não como o cowboy gay da cena da cuspidinha. Zélia Gattai morreu como imortal, não só como a viúva do Jorge Amado. Jamelão morreu como intérprete, não como puxador. André Valli morreu o Visconde de Sabugosa, não apenas como boneco de espiga de milho. Ruth Cardoso morreu como ex-primeira-dama, não como a mulher que continuou com o marido depois de ele ter um filho com uma amante jornalista. Dercy Gonçalves morreu como uma figuraça muito útil para dar um toque engraçadinho em qualquer reportagem, e não como uma atriz aposentada que não morria nunca. Dorival Caymmi morreu e poderá exercitar sua preguiça em paz.
A POPULAÇÃO CRESCE A NÍVES ALARMANTES, MAS…
Houve política de controle demográfico implementada pela China no Tibet, pela Rússia na Geórgia e por terroristas no Paquistão e na Índia. A Natureza também fez sua parte com ciclones em Mianmar e terremoto na China.
NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
Ronaldo Fenômeno apagou sua eleição como maior fiasco da temporada na Europa quando mais uma vez sofreu uma lesão em pleno jogo. Depois apagou a imagem de bichado ao se envolver em uma noite mágica com três travestis. Depois apagou a imagem de travequeiro ao deixar a torcida do Flamengo revoltada com sua ida para o Corinthians. Depois apagou a imagem de traidor ao ser pai mais uma vez, no finalzinho do ano.
PAIS E FILHOS
O número de filhos que foram notícia sofrendo na mão dos pais será apagado pelo número de fotos de novos filhos de celebridades em todas as revistas. Isabella Nardoni e a filha do austríaco que a manteve por 20 anos em um porão sendo violentada serão esquecidas diante da quantidade de reportagens fofinhas feitas ao longo dos próximos anos com os gêmeos de Jennifer Lopez, os gêmeos de Fernanda Lima, os gêmeos de Angelina Jolie e Brad Pitt, o filho da irmã de Britney Spears e até o filho da transexual que fez cirurgia para se tornar o primeiro homem a dar à luz. Essa é a relação pais-e-filhos que vai marcar 2008.
CHINA DÁ VOLTA OLÍMPICA NO MUNDO
A China deu um exemplo de como se faz uma Olimpíada. Por alguns dias, não pegava bem fazer críticas à falta de democracia, à opressão do povo e à censura aos meios de comunicação. Seria anti-olímpico. Além disso, o país mostrou que está atento aos valores do Ocidente, ao apelar para o playback na Cerimônia de Abertura para tirar de cena uma cantora feia. É verdade que cometeu o erro de sumir com a vara de uma brasileira, mas em breve o objeto deve estar disponível no Brasil a preço acessível em alguma filial da Casa&Vídeo.
ESPORTE BRASILEIRO
Nos Jogos da China, soubemos valorizar o ideal olímpico: o importante é competir, não necessariamente vencer. Houve alguns acidentes na nossa política olímpica, como o ouro para César Cielo, Maurren Maggi e as meninas do vôlei. Mas nada que Diego Hypólito e a Seleção de Dunga não pudessem contornar. E por falar em Dunga, o Brasil se mostra a Terra das Oportunidades do futebol, onde até quem nunca treinou um time é capaz de se tornar técnico da Seleção. Mostramos ainda nossa maturidade ao manter um treinador no cargo apesar de sucessivas decepções. E continuamos exportando jogadores de sucesso – este ano o Brasil bateu o recorde de rentabilidade com esse tipo de negociação. Nosso campeonato nacional continua sem grandes craques de renome mundial, mas o importante é mostrar para todos que produzimos atletas como Alexandre Pato. Mas será que é o Milan que paga o Pato, ou é a nossa torcida? Ah, bobagem perder tempo pensando nisso. E tempo é dinheiro.
EX-VICIADOS DÃO BONS EXEMPLOS
Maradona pediu perdão pelo gol de mão na Copa de 1986 e ainda foi contratado como técnico da Argentina. O ex-jogador e comentarista Casagrande teve coragem para encarar seu problema com as drogas, conseguindo se afastar não só da cocaína, mas também das narrações de Galvão Bueno. Amy Winehouse contrariou sua música de maior sucesso e finalmente se internou em uma clínica de reabilitação. Seu marido também entrou na onda e largou mão de bagulho: pediu a separação.
MÍDIA BRASILEIRA NÃO DÁ ATENÇÃO A ESCÂNDALO SEXUAL
A cafetina brasileira Andréia Schwartz, envolvida no escândalo que derrubou o governador de Nova York, veio para o Brasil e não ganhou a atenção que teria em outros tempos. Na verdade, a expressão “outros tempos” equivale a “período que não coincidiu com a morte da menina Isabella Nardoni”. Mas já foi um começo. Andréia acabou na Sexy, em vez da Playboy. A maior revista de nudez do Brasil, aliás, teve por mérito participar da distribuição de renda no país, dando verba e fama para quem realmente precisa. Foram quatro capas para ex-BBBs (Jaque Khoury, Juliana, Natália e Gyselle), uma para ex-“namorada” de jogador (Letícia Carlos) e uma capa e duas edições especiais para dançarinas de funk. E houve também ensaios que teoricamente são verdadeiros nus artísticos, pois foram protagonizados por atrizes profissionais: Mônica Carvalho, Cibele Dorsa, Carol Castro, Ana Paula Tabalipa e até a segunda vez de Cláudia Ohana, agora com um ensaio-denúncia sobre a devastação de florestas.
MAIS COMPREENSÃO COM A POLÍCIA
Em 2008, aprendemos a olhar a Polícia com novos olhos. Policiais não são os únicos a fazerem coisas erradas. É verdade que, no Pará, mantiveram uma menina presa na mesma cela com homens. Também houve ações criticáveis no caso da morte da jovem Eloá, refém do ex-namorado Lindembergh, em São Paulo. E também houve os PMs do Rio que fuzilaram um menino que estava dentro de um carro com a mãe, achando que eram bandidos (um deles foi inocentado da acusação de homicídio). Mas soldados do Exército, por exemplo, entregaram jovens a uma gangue rival no Morro da Providência, colaborando para o assassinato do rapazes. O Exército também condenou à prisão um dos integrantes do casal de sargentos gays. E também temos os milicianos, que torturaram repórteres infiltrados em uma favela. Então, 2008 mostra que devemos sempre dar mais uma chance a policiais, como fez Suzana Vieira, que persistiu na união com o pobre Marcelo Silva, que sempre viu a atriz como uma heroína com uma bela carreira.
ESPIONAGEM
Um grande país precisa de uma grande agência de inteligência, para fazer frente ao renome de departamentos como a CIA, a KGB e o MI6. No início de 2008, dados sigilosos da Petrobras caíram em mãos erradas com o roubo de computadores da empresa especializada em anúncios de descobertas de petróleo em camada pré-sal. Descobriram que foi só um crime comum, nada arquitetado por uma mente como a de Daniel Dantas, exemplo de super-criminoso, capaz de angariar informações comprometedoras de integrantes e ex-integrantes do poder e com isso conseguir se livrar da prisão a todo momento. Daí a necessidade de uma agência como a Abin, com os meios de grampear telefones de um ministro e do presidente do STF. Estamos chegando ao Primeiro Mundo com nossos espiões. Se cuida, James Bond.
BRASIL NA CORRIDA ESPACIAL
A China pôs seus astronautas no espaço pela primeira vez. O Brasil ficou atrás da corrida este ano por muito pouco: nosso Padre Voador chegou a quase 6 mil metros de altitude.
2008 ATÉ O FIM
A maior prova de que 2008 não foi uma merda: O Acelerador de Partículas montado na Suíça não abriu o temido buraco negro que acabaria com o mundo. Isso será tarefa da Crise Financeira. Mas aí já vai entrar na conta de 2009. Esse sim será o Ano da M…
(Odisseu Kapyn)
Muito já foi falado sobre o Teste do Vibracall. Mas o assunto ainda rende. Vazou ontem na internet um vídeo com Ronald Rios, o coadjuvante de vagina, falando da experiência. Seu depoimento foi gravado logo após a realização do teste, nas ruas de Laranjeiras, onde fica o estúdio em que se passou o experimento. Ronald explica a reação (ou a quase ausência de reações) que teve ao ficar tão perto de uma modelo nua. É um desabafo sincero, que mostra a fragilidade de um ser humano:
O leitor Douglas Anfra nos brindou com um pouco de seu conhecimento e nos enviou a Escala Fecal de Bristol. É uma escala estudada pelos médicos, para quando perguntam para os pacientes como está sua M. Achamos meio esquisito e ainda argumentamos com o leitor que o mais normal seria o médico pedir o exame para a pessoa, já que não é muito comum a gente saber se estamos com ranhuras em nossas fezes. O leitor respondeu: “Acho que é pouco válida para os não iniciados nesta arte da ‘copromancia’, a interpretação correta dos sinais fecais. Mas a discussão foi longe. A idéia é que se vejam as fezes para saber exatamente o seu ponto de maturidade, assim pode-se saber quanto tempo ficou dentro da gente e se a digestão ocorreu direitinho”. OK, OK. Mas douglas concorda: “No final das contas, me parece ser pura coprofilia, mesmo”. Diz aí, Douglas:
“Descobri, graças a colegas prestes a se formar em Medicina, a existência de uma escala da coprologia, que talvez não conheçam. Começou com uma discução com os médicos a respeito de por que não recomendam
louças escuras para privadas. Eles disseram que isso impediria a pessoas de ver as fezes, que consideram necessário. Por isso me citaram a tal Escala Fecal de Bristol.
Segue tal tabela, cientificamente traduzida por mim para os devidos fins didáticos. Os números medem o tempo que a M fica dentro da gente (sendo o 7 o menor tempo). Aconselharam afixar uma no banheiro:”
É… Pelo tempo em que a gente demora a soltar nossa M…, a revista deveria ter um formato redondo. Mas vamos fazer de tudo para chegar ao formato serpente ou de salsicha.
Todo fim de ano temos os “filmes de Natal”. São longas-metragens que chegam aos cinemas no feriado religioso, cheios de emoções e lágrimas fáceis, feitos para toda a família chorar. Este ano, Hollywood escalou para a tarefa Marley e eu, baseado em um livro que muitos colocariam na seção de “auto-ajuda” de uma livraria. Vai ser um sucesso, pois tem cachorrinho (o melhor amigo do homem) e Jennifer Aniston (a melhor amiga de Friends). Todos vão querer assistir ao filme e humoristas de internet vão fazer piadinhas do tipo ”Bob Marley e eu”, com montagem do cachorro fumando maconha.
Mas isso não quer dizer que a produção tenha passado incólume por um de nossos críticos de M. O jornalista Eduardo Frota, do blog Cinéfilo eu?, foi à exibição exclusiva para a Imprensa e nos traz seu relato. O filme estréia dia 25 de dezembro, mas a gente publica logo hoje, já que amanhã tem meio-expediente.
A vida imita a arte, e vice-versa. O Padre Voador decolou na frente na votação do Merda de 2008. Mas agora, com quase uma semana de pleito, o sujeito perde o gás e começa a cair na tabela. A PM do Rio disparou (sem saber em quem) na dianteira, com Ronaldo logo atrás (opa!).
E você? Não votou ainda por quê? Não paga nada, nem precisa fazer cadastro. O formulário está à esquerda. Vote consciente. Seu voto é uma arma.
Ouvimos falar de uma tal de Paula Gozadinha, que aparecia em sites pornográficos americanos testando a função vibracall de aparelhos celulares. Fomos lá conferir e não é que demos de cara com o nosso próprio Teste do Vibracall? O que era apenas um experimento científico aqui no Brasil acabou virando inspiração para onanistas estrangeiros. Nossa modelo Thais (de onde foi que tiraram essa história de “Paula Gozadinha”?) e o apresentador Ronald Rios viraram alvos para masturbação gringa em sites como o “TubeForever”. Ficamos um tanto enfezados, mas pelo menos agora temos o vídeo hospedado em um servidor que nunca será censurado. Vejam aí o link, já com ‘embed’:
E por falar em vídeos censurados, a mais nova sensação da internet, o clipe do Jacaré Iemanjá, que ensina a fazer uma “canção” de axé, foi derrubado do YouTube. No aviso do Grandes Blogsta - blog do Olaria Grandes Bosta -, os autores lamentam o ocorrido e lembram que nós da M… Corporation também sofremos com o patrulhamento do politicamente correto, com o Teste do Vibracall. Mas tudo bem. Nossos colegas também já arrumaram outras bandas para hospedar seu vídeo, como o Vimeo, e pedem para todos divulgarem. Em solidariedade com o Grandes Bosta (aliás, também um nomezinho de M), aí vai um dos novos links:
Jacaré Iemanjá from Olaria GB on Vimeo.
André Tartarini, o Pelé, nos envia uma nova colaboração. Ele lança uma campanha pela inclusão do “control+Z” na reformulação do projeto do corpo humano. Na colaboração anterior, Pelé Tartarini escreveu um miniconto sobre relacionamento homem-mulher, ainda no embalo do livro de contos que lançou no mês passado, Mormaço também queima, da editora PTK.
“No mundo do ‘control+Z’, quando o cara estiver bem velho e olhar para trás, não precisará carregar a memória das três piores merdas de sua vida”, defende Tartarini.
Na Inglaterra, um sujeito foi condenado por ter tentado pagar uma multa de trânsito com um cheque feito de papel higiênico. Diante do juiz, ele se justificou: “O meu pagamento foi escrito no papel higiênico, o que reflete meus sentimentos em relação ao sistema que eu, infelizmente, sou obrigado a apoiar por meio de impostos”.
É, já vimos cheque sem fundos, mas cheque para passar nos fundos é novidade. Apoiamos essa forma de protesto e lamentamos que o Brasil use voto eletrônico nas eleições. Cédulas de votação feitas de papel higiênico dariam um belo movimento por aqui…
O manifesto de Pedro Cardoso contra a nudez no cinema não teve grande adesão na classe artística, muito menos entre o público e a Imprensa (já tem jornal botando o protesto do sujeito como candidato em eleição de “mico do ano”). Ao que parece, a indústria cinematográfica brasileira vai continuar dando de ombros, bundas e peitos para essa polêmica. Mas a nudez na Retomada continua algo muito acanhado, se comparada ao histórico de nosso cinema, como analisa o jornalista Alexandre Paim, da M… Online.
“Para quem acompanhou o cinema de antes, sempre passa pela mente o que um diretor como Neville d’Almeida, Walter Hugo Khouri ou Carlo Mossy fariam com uma Luana Piovani, uma Juliana Paes ou uma Fernanda Machado nas mãos”, diz Paim, que dá ainda algumas dicas de onde achar cenas de nudez “decentes” nos filmes nacionais mais recentes.