Este site é produzido no Rio de Janeiro, terra de sol, praias e balas perdidas. Mas não nos limitamos a falar só com os cariocas, claro. Por isso, eis aqui a resenha de um filme que ainda não estreou no Rio, mas já chegou a São Paulo e Porto Alegre: o estranho e ousado Ainda orangotangos.
Quem escreve é Ulisses Mattos, que não conseguiu emplacar o texto aqui só porque é da equipe da M… Online. Ele já enganou leitores de outros veículos escrevendo sobre cinema antes.
Vazou no YouTube o vídeo de um policial de São Paulo executando a libidinosa Dança da periquita, um forró de duplo sentido, conhecido popularmente como Forró safado ou, quem sabe, a partir de agora, Forró fardado.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, nos deparamos com a seguinte notícia:
POLÍCIA ENCONTRA JACARÉS CRIADOS POR TRAFICANTES NO RIO
De um lado, a PM com a periquita. Do outro, traficantes com jacarés. Pois é, até quando se tratam de animais, os bandidos estão mais bem equipados que a polícia.
Continuamos com honrosas colaborações de listas musicais. Desta vez, publicamos a do escritor Paulo César Araújo, que ficou marcado pela polêmica biografia do cantor Roberto Carlos, censurada sem mais nem menos. Antes desse episódio, PC já havia sido notícia com o livro Eu não sou cachorro, não, que fez uma revisão da música cafona, revelando que cantores como Odair José sofreram com a ditadura. Tendo seu primeiro livro como inspiração, PC nos manda uma lista de músicas injustamente consideradas merdas. E ela chega em boa hora, a tempo de homenagear o recém-falecido Waldick Soriano, cuja canção Eu não sou cachorro não inspirou o título do livro sobre a música brega.
REBECA GUSMÃO É BANIDA DO ESPORTE
Bom, quando foi suspensa pela CBF, a bandeirinha Ana Paula Oliveira abriu uma nova frente de trabalho posando para a Playboy. Taí a dica para a nadadora Rebeca Gusmão. Dizem que a G Magazine até que paga bem…
Após um mês de coleta dos votos dos leitores, saiu o resultado do Emme Awards de julho. A PM do Rio disparou na frente (embora negue, como sempre, a autoria dos disparos) com 53% dos votos, por acharem que estavam atirando em bandidos quando na verdade estavam fuzilando o carro de uma família, o que culminou na morte de um menino de três anos. Logo atrás, com 28% dos votos, ficou o ministro do STF, Gilmar Mendes, que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, acusado de corrupção. Saindo da esfera pública e indo, literalmente, para a privada, a Telefônica ficou com 10% dos votos pelo “apagão” da internet que deixou São Paulo dois dias sem banda larga. Já no quesito vida privada, apenas 8% dos leitores se importaram com Christian Bale, intérprete de Batman no cinema, ter dado tabefes na mãe e na irmã, em plena campanha de lançamento do novo filme. Quem segura a lanterninha da eleição é o deputado Natalino Guimarães (DEM-RJ), com apenas 3% dos votos, por ter trocado tiros com a polícia quando foi preso, acusado de envolvimento com milícias.
Agora chegou a hora de votar nos merdas de agosto, afinal, o mundo gira e as merdas continuam. Conheça os concorrentes:
a) O Comitê Olímpico Chinês, que na Cerimônia de Abertura dos Jogos colocou uma menina bonitinha para dublar uma outra, que era feiosinha.
b) Dunga, o técnico amador, por ter mais uma vez pisado na bola e não ter conseguido a medalha de ouro com a Seleção olímpica de futebol.
c) Cesar Maia e Roberto Requião, que promoveram parentes para não ter que despedi-los, depois de aprovada a lei contra o nepotismo.
d) Grupos radicais cristãos que lutaram pela proibição da Playboy, por causa do uso de um terço em uma foto do ensaio de Carol Castro.
e) Os autores dos grampos telefônicos no aparelho do presidente do STF, Gilmar Mendes.
Escolha já o seu candidato e aproveite para ir treinando para votar em merdas no pleito de outubro.
A M… não é uma revista especializada em economia, até porque, se fosse, não estaria na merda. Acontece que, mesmo sem entender nada do assunto, uma coisa nos chamou a atenção: como o mercado financeiro é gente boa. Por exemplo, o preço das ações da Petrobrás caiu porque o Furacão Gustav perdeu força e não promoveu uma grande destruição capaz de diminuir a produção de petróleo. Quer dizer, se você tem ações da Petrobrás e quer recuperar as perdas dos últimos meses, tem que torcer para o Gustav virar furacão outra vez, sair matando uma cacetada de gente e destruir tudo quanto é plataforma que encontrar pelo caminho, para que o preço do barril suba puxando as ações da Petrobrás.
Porém, se o Gustav continuar meio bundão, nem tudo está perdido. O sádico investidor da Petrobrás ainda pode acender umas velinhas pra Israel bombardear o Irã, errar a mira e acertar uns mísseis em alguns campos de petróleo, causando um salvador desastre ambiental de proporções incalculáveis; ou torcer para o Wladimir ficar Putin e tirar a Geórgia do mapa, causando uma quarta guerra mundial, elevando de forma considerável o preço do barril. Ou ainda, rezar pro nosso herói, Hugo Chaves, cismar de novo com a Colômbia e não amarelar como fez da última vez.
Mercadinho legal, hein? O raciocínio é de uma beleza única: quanto maiores forem as baixas, maiores serão as altas. Não adianta descobrir petróleo no pré-sal. Não adiantam boas notícias. As ações da Petrobrás continuam despencando. Precisamos de mortes, guerras, destruição. Bombas e tanques, cheios de gasolina. Não é à toa que a palavra “investidor” acaba em “dor”.
A campanha de lançamento do número 3 da M… vai fazer barulho. Parece que vai rolar outdoor, chamadas em rádio e o escambau. Mas o que a gente não esperava eram as campanhas espontâneas, com anúncios subliminares. O jornalista William Waack, apresentador do Jornal da Globo, está praticamente se tornando nosso garoto-propaganda.
Primeiro ele chamou a repórter Zelda Melo de Zelda Merda:
E agora ele chamou a correspondente Giuliana Morrone de “Morrone” e, quando foi corrigir, lançou mais uma mensagem subliminar com nosso produto: mandou um “Borrone”.
A gente se borrou de rir, mas ficamos extremamente agradecidos com a ousada e arriscada ajuda. Que continue a campanha. Que tal chamar no jornal o Arnaldo Jaborrado e o Merdal Pereira?
O ator David Duchovny anunciou que está se tratando para curar seu vício em sexo. Todas os jornais fizeram questão de lembrar que seu personagem na série Californication (exibida no Brasil pela Warner Channel) também enfrenta problemas com sua agitada vida sexual. Ao ver essa notícia, fomos checar para quando estava prevista a segunda temporada, pois a primeira acabou em outubro de 2007 (até pensamos que teria sido encerrada, pois um programa de TV americano não pode atrasar tanto para sair quanto a revista M…). E não é que o personagem safadão do Duchovny volta ao ar nos Estados Unidos justamente este mês, dia 28! Achamos que não é possível que o ator tenha uma segunda coincidência com sua vida e uma série que protagoniza (não é estranho que, em Arquivo X, DuchOVNY procure OVNIs?) e já estamos pensando que tudo não passa de uma campanha de marketing (“A verdade está lá fora…”).
Então vai ser assim agora? Quando a série Lost voltar vão dar a notícia de que Matthew Fox, o ator que faz o Jack, está enfrentando problemas com drogas, passou sufoco em um avião da TAM ou aproveitou suas férias para conhecer Paquetá?
Desta vez trazemos um “Falou Merda Especial”. Na verdade, é um “Não Falou Merda… Porque Não Deixaram”. E quem não deixou foi a Globo. Tremenda sacanagem da emissora não deixar que Galvão Bueno narrasse no domingo a Corrida do Milhão, pela Stock Car. Seria um programa antológico. Afinal, o filho do Galvão, o piloto Cacá Bueno, largou na primeira posição.
Imaginem o que Galvão falaria durante a corrida inteira. Será que Bueno-pai iria azarar o Bueno-filho, como faz com o coitado do Barrichello? Será que, decepcionado com o resultado, ele falaria que faltou ao piloto um maior apoio psicológico para sustentar a primeira posição, como decretou a todos os atletas brasileiros que se ferraram nas Olimpíadas? Será que a Globo mostraria, durante a corrida, a casa da família do piloto, com uma cambada de primos distantes uniformizados, chorando, batucando e comendo a feijoada da Vovó Bueno? O que o Galvão narrador perguntaria na entrevista exclusiva ao vivo com o Galvão pai?
- Amigos da Rede Globo, vamos falar agora com ele, que comprou o primeiro carrinho de brinquedo do Cacá; ele, que acompanhou emocionado a vitória do filho no campeonato de velocípede da creche; ele, que brincava de autorama nas tardes frias de domingo; ele, que andava de kart com Cacá no parque de diversões… Vamos falar agora… comigo! Eu! Ah, amigo! Vou soltar essa emoção!
Uma pena. Não rolou. Quem sabe se Cacá chegar à Fórmula 1 teremos esse espetáculo. Talvez não. Até lá, Galvão já deverá ter sido mandado embora da Globo, mas de forma não muito oficial, claro. Algo no estilo Glória Maria…
JUSTIÇA PROÍBE CRIVELLA DE USAR IMAGENS DE LULA E CABRAL
Vejam a que ponto pode chegar um candidato para tentar se eleger. Marcelo Crivella, seguidor da Igreja Universal, é capaz até de entrar em conflito com suas convicções religiosas. Pelo menos agora, com a proibição da Justiça Eleitoral, Crivella terá um dilema moral a menos, ao não ter que lidar com imagens. Todos sabemos o que pregadores da Igreja Universal pensam a respeito de imagens:
Se Deus quiser, em breve Crivella também não vai mais distribuir propaganda nas ruas, pois não pega bem candidato evangélico usar “santinhos”.